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Guia completo para advogadas e advogados autônomos: dicas, ferramentas e gestão

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Advogado autônomo é o profissional que não tem vínculo empregatício com um escritório específico ou empresa, ou seja, é o próprio responsável pelo seu trabalho. Assim, precisa desenvolver habilidades e conhecimentos além dos jurídicos, como de gestão, empreendedorismo e comunicação, para conquistar clientes e casos.

Esta carreira é opção para muitos profissionais e, assim como outras formas de atuação na advocacia, tem oportunidades e desafios. Por isso, elaboramos este guia completo, no qual compartilho experiências e dicas para quem deseja seguir na advocacia autônoma.

Se você já tomou coragem e começou o próprio negócio, estou certo que irá se identificar com pontos que compartilho aqui. E se você está pensando em abrir um escritório para atuar como advogada ou advogado autônomo, vai encontrar dicas e insights importantes para seguir com mais confiança.

Guia para advogadas e advogados autônomos

O material está dividido em 3 partes: o início da atuação, otimização da rotina e estratégias de empreendedorismo. Fique a vontade para navegar pelo conteúdo clicando no menu abaixo. Boa leitura!

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Parte 1

Como se preparar para atuar na advocacia autônoma

O exercício da profissão de advogadas e advogados é antigo. Desde que a humanidade passou a se agrupar em tribos comunitárias, começaram a surgir regras de convivência, e com elas, a necessidade de alguém que pudesse interpretá-las e aconselhar os demais. Assim, podemos dizer que a figura do advogado mudou pouco em sua essência

A atuação autônoma, em especial, ainda é aquela que grande parte dos cidadãos  busca para pedir conselhos sobre a melhor forma de resolver um dilema e para lhes defender perante o Poder Judiciário. 

Muito se fala no fim da advocacia tradicional, e não tenho dúvidas de que o panorama está mudando. Mas não acredito que seja o fim, especialmente para a atuação autônoma. Isso porque, nenhuma inteligência artificial vai possuir a sutileza de uma pessoa em perceber certos detalhes e meandros que fazem toda a diferença na advocacia.

Assim, o principal ponto para começar a atuar como advogada ou advogado autônomo é focar nas pessoas. Então, tome nota das dicas que compartilho abaixo!

Desenvolva uma relação de confiança com os clientes

Na maioria dos casos, os clientes chegam ao advogado autônomo por indicação de outros clientes que tiveram uma boa experiência com o profissional e com o serviço prestado. É como aquele amigo que você apresenta a outros amigos, referenciando: “essa pessoa é show de bola!”. Ou seja, eles confiam no advogado e no serviço que ele oferece.

Nem sempre o problema que trazem ao nosso escritório é jurídico, mas é sempre bom estar preparado para ouvir e aconselhar. Lembre-se que a essência da profissão é ajudar outras pessoas.

O elo de confiança que liga o advogado autônomo aos seus clientes não pode ser substituído por um conceito de máquina. Ou seja, por mais que o Google dê uma infinidade de respostas, nem sempre as dúvidas serão exauridas por completo. Por isso, se esforce para estabelecer uma relação de confiança com os seus clientes.

Lembre-se também que a confiança é uma via de mão dupla, não uma moeda de troca. Confiança não se impõe, não se exige: se conquista no tempo. Com nossos clientes não é diferente. Não dá para exigir que o cliente confie no advogado autônomo quando duvidamos se o cliente está, de fato, com problemas financeiros e não consegue pagar a parcela ou mensalidade do mês, por exemplo.

Colocando em prática

É importante manter uma base clara de comunicação entre o advogado autônomo e seu cliente. Informar o andamento dos processos de tempos em tempos pode ser uma prática que ajuda a estreitar esses laços.

As informações que você passa podem não ter relevância jurídica nenhuma, mas essas pequenas ações mostram para o cliente que você está atento ao que vem acontecendo, que está acompanhando o caso e que não se esqueceu dele. Assim, a relação vai se fortalecendo e se consolidando ao longo dos meses, a cada contato.

O colega Mateus Terra compartilhou aqui no blog da Aurum um Manual de Atendimento ao Cliente que pode ser muito útil nesta relação. Você pode conferir detalhes sobre como usar um manual clicando aqui, ou então fazer o download do modelo abaixo.

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Invista em boas parcerias

As parcerias funcionam com base em ajuda mútua entre os advogados. Geralmente, um lado capta o cliente e o outro auxilia nos trabalhos técnicos, desenvolvendo a tese e estratégia jurídicas a serem utilizadas, dentre várias outras tarefas que uma máquina não é capaz de fazer.

A forma como a parceria vai se desenvolver pode ser combinada entre os colegas em cada caso que surgir. Ou seja, estabelecendo um contrato para uma área específica.

As parcerias podem ajudar a dar conta da demanda que se acumula no seu escritório. Assim, você consegue executar melhor as suas tarefas, o que, com certeza, vai ajudar a conquistar ainda mais clientes. Além disso, a parceria não tem as exigências legais ou os custos que uma sociedade de advogados demanda.

Por fim, as parcerias podem servir, ainda, para aquela área que o advogado autônomo não atende ou para a qual ele não tem tanto domínio. É uma forma de atender à demanda, sem perder o cliente, entregando serviço personalizado e com a qualidade e confiança que o cliente já conhece.

Leia também: Advogada conta como curso de Mariana Gonçalves contribuiu para evoluir a gestão de seu escritório

Esteja pronto para ajudar

Você se lembra do que mencionei no início sobre problemas que nem sempre demandam soluções jurídicas? Nesses momentos é importante ter em mente a ideia de formar parcerias também com profissionais de outras áreas, como psicólogos, contabilistas, engenheiros e corretores de imóveis.

Como solucionadores de problemas, devemos estar prontos para indicar os serviços de outros profissionais nos quais confiamos. Estar preparado para resolver esse tipo de demanda também é um passo à frente para uma advocacia mais competitiva e preparada para o futuro. Sem falar que pode ser um grande diferencial competitivo para o seu negócio!

Utilize as novidades de tecnologia à seu favor

Não acredito, como nunca acreditei, que uma máquina seja capaz de substituir completamente um ser humano, seja pela capacidade de lidar com situações inesperadas, seja pela fraternidade com que os humanos se relacionam.

Mas há diversos serviços digitais que entregam soluções para nossos clientes e, tendo em vista as dores que essas soluções procuram atender, temos que ter a mente aberta para não nos afastarmos dessas ferramentas. Pelo contrário, precisamos utilizá-las a nosso favor!

Trabalhando em harmonia com as diversas opções disponíveis no mercado em termos de tecnologia, o advogado autônomo pode se reinventar e manter a essência do ofício: ajudar pessoas a resolverem problemas.

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Parte 2

Como otimizar a rotina sendo advogada ou advogado autônomo

Em geral, a rotina de trabalho na advocacia autônoma não exige equipamentos de tecnologia complexos. Assim, advogados e advogadas costumam utilizar ferramentas simples para o desenvolvimento de seus trabalhos. Basicamente um computador com acesso à internet, navegador (browser), um editor de textos e um serviço de e-mail.

São itens simples, mas que quando combinados podem produzir um resultado robusto. E sem alterar a rotina do advogado, ou mesmo do escritório, é possível deixar essas ferramentas ainda melhores, obtendo resultados incríveis.

Nesta parte do nosso guia, falo mais sobre isso! 😉

Aposte em um computador eficiente

Sim! Por que não!?

Desde o final do ano de 2014 que eu trabalho em um notebook Dell com 4Gb de RAM e um processador Intel i5 de 2ª geração. Até fevereiro de 2020 ele tinha um HD SATA de 1TB (1 terabyte).

Robusto, não? Nem tanto.

Pode parecer um mero detalhe, mas o computador no qual nós advogados desenvolvemos nossas atividades é a ferramenta principal de nosso escritório. É dele que saem as petições, onde são feitas as pesquisas, onde enviamos os e-mails para os clientes, utilizamos o software jurídico – inclusive hoje em dia utilizamos o WhatsApp na versão web.

Como não percebi isso antes, não é mesmo?

Entendendo os termos técnicos

Eu disse anteriormente que esse meu notebook velho de guerra tinha um HD SATA de 1TB. Para quem não é familiar com esses termos, eu explico.

HD é abreviação do inglês para “Hard Drive”, e pode ser traduzido por “disco rígido”. É nele que ficam guardados nossos arquivos (petições, PDF de processos, etc.).

Basicamente, há 2 tipos de armazenamento: disco magnético (SATA) e disco SSD, também uma abreviação do inglês para “Solid State Drive”, trazido para “unidade de estado sólido”. A diferença entre os dois é que o SATA possui partes móveis e trabalha de forma parecida com aquelas vitrolas, dos discos de 33 RPM (ok, se você for muito novo, pesquise na web sobre “discos de vinil”).

Já o SSD tem dentro dele um sistema para armazenamento dos dados por microchips. 

Principal vantagem: ganho de tempo

A diferença de velocidade entre os dois é gritante.

Quando eu tinha o SATA instalado, eu levava cerca de 7 minutos para que meu notebook ligasse. Com o SSD esse tempo caiu para (pasmem) 10 segundos. Não, não foi erro de digitação. O tempo caiu de 7 minutos para 10 segundos.

Isso significa que eu ganhei 6 minutos e 50 segundos de tempo, só para iniciar meus trabalhos, sem contar os outros programas que eu uso diariamente (pacote Office 365, Chrome, Astrea e Gmail abertos, Skype).

Esse ganho de tempo, quando somado no final do dia, tem um significado muito importante para sua produtividade. Por isso, é importante pensar no seu computador (e agora sabemos que no desempenho dele) quando falamos em ferramentas para produtividade da advocacia.

Reflita se não é o caso de trocar de máquina, ou mesmo substituir o seu disco rígido (HD) por um SSD. Para isso, consulte um especialista em informática, pois ele lhe orientará dentro do que você precisa.

Otimize seu WhatsApp Business

O WhatsApp Business tem diversas funcionalidades que podem ser muito úteis para a advocacia.

No aplicativo há um espaço para inserir um catálogo de produtos e serviços. Na ótica da advocacia, nossos produtos são as áreas nas quais prestamos serviços. O que eu fiz no WhatsApp Business do escritório, então, foi colocar como o “catálogo” de serviços as áreas que o escritório atende, possibilitando ao meu cliente, ou potencial cliente, consultar as áreas nas quais trabalhamos.

Bacana né?

E tem mais.

O WhatsApp Business tem um sistema de etiquetamento de conversas, onde você pode ir catalogando o que é importante, o que é documento, enfim, você mesmo pode criar as etiquetas para separar os clientes ou assuntos por categorias. Essa categorização dos clientes ou assuntos agiliza a busca de informações quando necessário, e faz você ganhar tempo.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o uso do app, indico este artigo que escrevi sobre o tema aqui para o blog da Aurum.

Utilize a metodologia de OKR

Ahhh, o OKR… Não sei como eu não dei atenção para esse método de produtividade e medição antes.

Basicamente, o OKR (abreviação do inglês “Objective, Key Results”) é um mapa estratégico para algum projeto que você pretende executar. Detalhadamente, o OKR é um método de organização, que pode ser encarado como uma ferramenta para sua advocacia. Aqui no blog da Aurum você encontra informações detalhadas sobre sua origem, funcionamento e aplicação para a advocacia. Para ler é só clicar aqui.

E por que eu estou recomendando como uma ferramenta? Porque esse método ajuda a organizar todo o planejamento do objetivo que você quer atingir.

Ele trabalha com definição de metas e objetivos, e foca na realização de tarefas, permitindo que você meça o resultado pelo tempo, ou pelo acréscimo/decréscimo pretendido. Depois de trabalhar por um tempo em uma tarefa, com uma meta definida e focada em um objetivo, você consegue medir o seu progresso.

Transforme seus objetivos em projetos, e você nunca mais terá dificuldade de se organizar, e não se perderá mais em tarefas inúteis ou protelatórias. 

O método OKR, combinado às demais ferramentas citadas aqui, possibilitará atingir os objetivos traçados, concluindo os projetos. Da hora, né!? Então na massa! Baixe o Kit de Definição e Acompanhamento de Metas na Advocacia com OKR e garanta um planejamento eficiente com foco em resultados.

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Monitore o tempo que você leva em tarefas

Pode parecer simplório o tópico, mas a quantidade de advogadas e advogados que se perde com o tempo é grande. O que aconselho a utilizar o relógio como ferramenta é na qualidade de medir o tempo em quartos de hora.

Considerando que uma hora tem 60 minutos, 1/4 de hora tem 15 minutos. Então programe o despertador para tocar a cada 15 minutos, e você conseguirá medir, de forma aproximada e não absoluta, quanto tempo você leva em cada tarefa.

Isso vai possibilitar que você planeje melhor suas atividades, encaixando as coisas nos seus devidos lugares e prazos.

Leia também: 5 dicas exclusivas de produtividade para advogados

Inclua seus compromissos em agenda digital

O serviço Google Calendar nada mais é que uma agenda, vinculada a uma conta de e-mail do Google, que possui notificações para cada compromisso. 

Com ele você pode criar diversas agendas em um local, sendo que você pode escolher visualizar todas elas de uma só vez, algumas delas, ou apenas uma. Por exemplo: tenho uma agenda apenas da rotina do escritório e outra com informações e compromissos pessoais. Assim, posso visualizar e compartilhar as anotações conforme meu interesse e necessidade.

Eu costumava agendar as atividades que eu precisava fazer em uma agenda de papel. Porém, isso me limitava a ter que estar acompanhado de minha agenda física para me atribuir mais tarefas, ou mesmo verificar o que estava por vir.

Com o serviço do Google Calendar eu passei a visualizar meus compromissos de onde eu estiver, na tela do celular ou por meio de um computador.

E como o serviço sincroniza a agenda do celular para estar sempre atualizada, se você ficar sem conexão de internet ainda vai poder marcar um compromisso. Isso porque, assim que a conexão for restabelecida, a ferramenta sincroniza tudo automaticamente.

Além disso, o Google Calendar conta com um serviço de notificações na tela do celular ou por e-mail, inclusive alertando pessoas que você incluir no agendamento.

É uma forma de não esquecer seus compromissos e ajudar a lembrar também outras pessoas envolvidas. Como, por exemplo, lembrar o cliente da consulta que foi marcada às 10h para a próxima quarta-feira.

Anote suas ideias e faça mapas mentais

Depois de todas as ferramentas tecnológicas que passei acima, quero destacar que o bloco de anotações em papel, preferencialmente sem linhas (não pautado) tem se mostrado muito eficiente para eu organizar minhas ideias.

O planejamento deste post começou em um caderno de anotações, em papel, escrito na base da caneta esferográfica.

A vantagem é que nosso cérebro é mais criativo com uma folha em branco e a possibilidade de realizar quaisquer movimentos nessa folha, inscrever o que quisermos, ir e voltar, sem nos ater a um espaço ou forma definidas.

Eu costumo fazer esse trabalho de criação no bloco de notas do computador. Mas, recentemente, por conta de estar em trabalho home office, tenho realizado anotações neste bloco de papel, e isso tem ajudado (muito) a organizar meu mapa mental.

O mapa mental é a coletânea de ideias e pretensões, que depois, revisadas, se transformarão no rascunho e, então, no trabalho pronto.

Meu conselho é de que você carregue um pequeno bloco de anotações, que tenha suporte para caneta. Assim, sempre que surgir uma ideia, você estará pronto para anotá-la e, posteriormente, fazer acontecer.

Extra: junte todas as práticas acima

Apesar de cada ferramenta acima realizar um trabalho específico, quando combinadas elas podem impactar positivamente sua advocacia e impulsionar seus resultados. Olha só:

  • Um computador mais ágil pode garantir tarefas sendo executadas mais rápido, e isso, sensibilizar o cliente quando da entrega dos resultados; 
  • Medir a produtividade do trabalho desenvolvido pode traduzir em aumento no fluxo de caixa, a partir da otimização dos recursos de que você dispõe;
  • Regrar o tempo para suas atividades pode significar mais tempo para desenvolver o seu negócio, ou até mesmo descansar um pouco mais;
  • Definir as metas da sua advocacia depende dos objetivos que você pretende, de onde você quer chegar, e as ferramentas apresentadas podem contribuir para o sucesso do projeto;
  • Com os projetos concluídos e medidos, ao final você pode mensurar quanto obteve de crescimento, onde você precisa focar mais e qual área é mais produtiva dentro do seu escritório;
  • Com as informações em mãos você parte para o próximo projeto, sabedor do que precisa fazer, com mais eficiência e agilidade.

Software jurídico: opção para advogadas e advogados autônomos

Citei acima ganhos em produtividade, agilidade e otimização. Estes são pontos buscados por todos os advogados e advogadas em suas rotinas – sejam eles autônomos ou não. Afinal, garantindo que tarefas burocráticas e repetitivas sejam resolvidas mais rapidamente, o tempo de “sobra” poderá ser aplicado aos clientes, por exemplo.

Na minha rotina, este ganho é garantido com o uso do software jurídico Astrea. Desenvolvido para advogados autônomos e escritórios de advocacia, o sistema possibilita uma gestão jurídica completa e integrada. Com ele é possível receber andamentos automáticos, controlar os prazos, emitir boletos de cobrança e fazer a gestão de clientes. 

Uma das grandes vantagens é que posso acessar o sistema de qualquer lugar, pois o software é hospedado em nuvem. Além disso, oferece planos personalizados, inclusive um gratuito.

Em uma entrevista para o blog da Aurum, falei mais sobre como o Astrea é uma das soluções que facilitam minha rotina como advogado autônomo e auxiliam nos desafios da profissão. É só clocar aqui para conferir.

Outra dica de leitura é a entrevista com a advogada autônoma Virgínia, que incorporou a tecnologia em seu trabalho home office.

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Parte 3

Como alavancar a carreira sendo advogada ou advogado autônomo empreendedor

Tratar a atividade da advocacia como empreendedora é um dos primeiros passos para estruturar seu negócio de forma sustentável. 

Embora um escritório de advocacia não possa ter elementos de mercantilização, por conta de restrições éticas, o conceito de empresa pode ser aplicado para gerir esses negócios jurídicos, inclusive para a advogada ou o advogado autônomo empreendedor.

Para este modelo de advocacia, empreender é organizar e definir quais serviços são prestados pelo seu escritório, para quem e como. Trata-se de entender como seu nicho de clientes consome seus serviços e por que procuram você ao invés do concorrente, para entender melhor como você pode continuar se destacando da concorrência. 

Aqui no blog da Aurum você confere um conteúdo completo sobre plano de negócios para escritórios de advocacia, com dicas de como iniciar esse processo. Neste guia para advogados autônomos, meu foco será no marketing jurídico e na captação de clientes. Então, tome nota!

1. Invista em publicidade

Quando o assunto é publicidade na advocacia, os advogados empreendedores individuais precisam se atentar para o Código de Ética. Inclusive, atente-se para o termo: é publicidade e, não, propaganda. Em uma palestra recente, corregedores da OAB Federal foram categóricos: o advogado não pode fazer propaganda.

A definição da OAB Federal é que a publicidade é o ato de tornar público, enquanto a propaganda é a diferenciação pela qualidade. Por exemplo, falar em “a melhor advocacia da Lapa” ou “os melhores resultados em indenizações” em um material sobre um advogado ou escritório.

A publicidade na advocacia pode ser feita de diversas formas, e eu acho que a melhor delas é o networking, em especial com os profissionais que têm relação direta com a atividade que o advogado autônomo empreendedor exerce.

Essa rede de contatos pode ser uma mina de ouro para o advogado, fazendo-o conhecido e “à mão” sempre que um problema surgir. Se seu nicho de atividade é o direito empresarial, por exemplo, tomar um café com amigos contadores os fará recordar de você, seja para necessidade própria ou de terceiros.

Leia mais: Dicas de publicidade na advocacia nos limites do Código de Ética da OAB

2. Saiba utilizar as redes sociais

E como fazer o marketing jurídico nas redes sociais? Primeiro, atente-se para o fato de que as redes fazem parte de um todo: o seu relacionamento com o cliente, como eu já escrevi antes aqui no blog da Aurum.

Preste atenção na mensagem que você deseja transmitir, pois qualquer deslize pode passar uma imagem indesejada, amadora, o que faz o efeito da sua comunicação ser o inverso do planejado. Além disso, outro fator a se considerar é evitar a propaganda, sempre orientando sua publicação para a publicidade, ou seja, apenas para informar o cliente.

O colega Mateus Terra compartilhou aqui no blog um conteúdo bastante prático nesse sentido, que fala sobre como usar as redes sociais para se tornar uma referência na advocacia. Confira clicando aqui.

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3. Encontre o ponto de equilíbrio das finanças

Um item que sempre me preocupou é a organização financeira do meu escritório. Sempre busquei formas de controlar as entradas e saídas, inclusive de querer saber o ponto de equilíbrio do escritório. 

Abandone a ideia de que, por você ser um advogado autônomo empreendedor, suas finanças pessoais se misturam com as do escritório. Você tem obrigações com seu negócio como qualquer outro gestor!

A grosso modo, o ponto de equilíbrio é o momento em que as entradas e saídas do negócio se equilibram. Por exemplo: recebi 100 reais e devo pagar 100.

A importância de encontrar o ponto de equilíbrio é saber qual o limite operacional do seu escritório.

Como comentei, para o advogado empreendedor, assim como eu, os gastos do escritório podem se misturar com os pessoais eventualmente. Mas calma, isso é bem simples de resolver com o uso de uma boa ferramenta que controle entradas e saídas de recursos. Com ela, você visualiza o mínimo que seu escritório precisa consumir mensalmente para se manter ativo.

A sua organização financeira é fundamental para quando você for formalizar uma proposta de honorários. Com todas as suas contas na ponta do lápis, você consegue oferecer uma oferta justa aos seus clientes e justificar a razão do valor cobrado tranquilamente.

É importante também para você ter um crescimento sustentável, algo que quando você precisar ou quiser expandir, te permita conhecer bem os limites e suas possibilidades. Os dados saem consistentes, até para você os apresentar para um possível sócio. Não é demais?

Dica de leitura: Guia completo de contabilidade para advogados

4. Siga empreendendo para crescer

Empreender na advocacia não pode ser um mar revolto, mas também não é deitado eternamente em berço esplêndido que suas metas serão alcançadas. É preciso muito empenho, dedicação e estudo. Faça cursos de especialização e procure estar sempre atualizado

Eu costumo dizer que nós advogados somos capacitados tecnicamente para compreender e entender o Direito, de modo a utilizar esta ferramenta para resolver problemas em um contexto normativo. No entanto, nenhuma faculdade que eu tenha conhecimento até agora possui uma disciplina de administração de escritórios de advocacia, especialmente para o advogado autônomo empreendedor.

Saímos da faculdade sabendo perfeitamente a teoria. Com o tempo vamos cunhando a prática. Mas poucos têm controle sobre o serviço que seus escritórios entregam.

Dependendo da situação, um solavanco (seja financeiro, estrutural, pessoal) pode atrapalhar toda a dedicação de muitas e muitas horas. Por isso, empreender na advocacia precisa ser como construir o escritório em rocha sólida e não simplesmente “sair fazendo”.

Dica de leitura: Como se destacar e ter sucesso a longo prazo com o empreendedorismo na advocacia.

Conclusão

Se você montou um escritório de advocacia ou atua como advogada ou advogado autônomo, você com certeza já passou por muitos desafios. Conciliar a rotina jurídica com as atividades do negócio requer curiosidade constante, uma boa porção de coragem e capacidade de correr riscos.

Espero que com as dicas e sugestões acima você possa impulsionar sua advocacia autônoma e alcançar excelentes resultados!

Deixe sua dúvida, opinião ou sugestão nos comentários abaixo. Vai ser um prazer continuar a conversa sobre o tema! 🙂

Mais conhecimentos para advogadas e advogados autônomos

Além deste guia, aqui no blog da Aurum você confere outros conteúdos para advogadas e advogados autônomos com temas como organização, produtividade e marketing jurídico.

Dicas de conteúdos

Se você que deseja seguir a leitura nestes temas, indico as seguintes publicações:

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