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23 mar 2021
ìcone Relógio Artigo atualizado 25 ago 2021
Advogado empreendedor é aquele que, além do conhecimento técnico, está sempre atento às tendências e pensa fora da caixa, desenvolvendo a criatividade e multidisciplinariedade para obter sucesso.

Frases como “agora tenho a OAB, posso abrir meu escritório” e “quero novos desafios. Deixarei de ser associado e abrirei meu próprio escritório” retratam a realidade de muitos advogados e advogadas.

Quer tenham sido recentemente aprovados no exame da Ordem, quer estejam pensando em um voo solo após uma carreira construída em grandes bancas, quer estejam enfrentando dificuldades na advocacia independente, a preocupação de geral é, na verdade, em torno de uma única questão: como ser um excelente advogado empreendedor em um cenário tão competitivo?

Preparamos este artigo para ajudar você a entender o que exatamente significa ser um advogado ou advogada empreendedora, quais atitudes são essenciais para se tornar e sugestão de cursos e leituras interessantes que podem auxiliar a desenvolver a mentalidade empreendedora na advocacia. 

Contexto histórico da advocacia no Brasil

Segundo dados do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, somos mais de 1,2 milhão de advogados e advogadas, oriundos de mais de 1200 cursos de Direito no Brasil. E estes cursos continuam fabricando mais e mais profissionais do Direito todos os anos.

Atualmente, considerando que somos cerca de 210 milhões de brasileiros, significa dizer que temos o equivalente a um advogado para cada 175 pessoas, o que faz do Brasil um dos países com mais advogados e advogadas per capita do mundo.

Sem dúvida esse cenário gera consequências como a concorrência acirrada, desvalorização da profissão e riscos à sustentabilidade dos escritórios. 

Conforme a matéria publicada pela Exame, nos últimos dez anos, dos mais de 11 mil escritórios abertos em São Paulo (Estado com o maior número de advogados no país), mais de 3,3 mil escritórios fecharam as portas. As razões mencionadas são, justamente, a alta competitividade, a falta de clientes e o triste desprestígio da profissão.

Diante dessa realidade, como é possível sobressair como um advogado empreendedor? 

O que é ser um advogado empreendedor?

É comum associarmos a ideia de empreender ao ato de abrir o próprio negócio. A associação não é errada, mas é, no mínimo, rasa. Se você compreender com profundidade o que, de fato, significa o entrepreneurship, certamente terá uma nova visão do que é advogar e ser bem sucedido ou sucedida em um contexto tão competitivo e sem diferencial. 

Mais do que abrir ou manter o próprio escritório, empreendedorismo é uma questão de mentalidade. Por isso, trago aqui o conceito de empreendedorismo de Hisrich, Peters e Shepherd, da obra “Entrepreneurship”

Processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.”

Diante desse conceito, refiro-me primeiramente à mentalidade porque, para empreender, é preciso pensar no que efetivamente pode ser diferente no mercado e oferecer valor diferenciado aos clientes. Feito isso, aí sim tempo e esforço (inclusive financeiro) devem ser investidos para desenvolver e implementar a ideia, assumindo os riscos inerentes.

A maioria dos advogados empreendedores erra justamente nessa primeira fase da consciência. Erra na ordem. Simplesmente saí fazendo. 

Abre o escritório, vai em busca de clientes, sai copiando uns dos outros. Investe em estrutura, mas sem um planejamento estratégico direcionado, sem uma leitura precisa das brechas do mercado jurídico, das oportunidades de inovação e criação de valor a uma clientela que está saturada com o mais do mesmo.

Advogar não deixa de ser negócio, não no sentido do lucro, e sim no sentido de exigir todas as preocupações de um business plan, focado em inovação, criatividade, estratégia e geração de valor. 

Empreendendo na advocacia

Assim, empreender juridicamente é, antes de tudo, ser um agente explorador de oportunidades no mercado jurídico inserido num contexto de mudanças e transformações. Quando há mudanças, sempre há oportunidades. 

Nesse sentido, muito pertinente é a definição de empreendedor de Peter Drucker, o pai da administração estratégica moderna: 

É aquele que sempre busca mudanças, responde a elas e explora-as como oportunidades.”

Com essa visão, abrir ou manter o seu escritório se torna uma simples consequência dessa mentalidade. Abrir o escritório não é o fim em si mesmo, mas um meio de inovar e oferecer valor aos clientes. Escritórios que morreram pelo caminho provavelmente pecaram pela ausência da mentalidade empreendedora

4 atitudes para ser um excelente advogado empreendedor

Então, a seguir vamos tratar a seguir das atitudes imprescindíveis para você desenvolver essa mentalidade e ser excelente como advogado empreendedor.

como empreender na advocacia com excelência
Confira as 4 atitudes essenciais para empreender na advocacia com excelência!

1. Ter paixão pela advocacia

O primeiro requisito essencial a qualquer empreendedor é a paixão pela sua atividade. O advogado empreendedor deve ter um prazer acima da média pela advocacia. 

Empreender traz, em seu próprio conceito, riscos. Como toda atividade, terá seus altos e baixos, variáveis não previstas, insucessos. Mas todos, sem dúvida, serão fonte riquíssima de aprendizado e experiência. 

E é assim que deve ser visto pelo advogado empreendedor: tudo é oportunidade. Oportunidade de aprendizagem, de amadurecimento, de melhoria. E em tudo isso a paixão pela advocacia será a sua fonte de automotivação e persistência.

Quem empreende não trabalha, pois a paixão pela advocacia transforma uma simples carreira em um projeto prazeroso de vida. É ela, também, que favorece um ambiente mental para ideias criativas e soluções inovadoras. 

Sabiamente, Steve Jobs certa vez afirmou: 

A única forma de fazer um trabalho excelente é amar o que você faz.”

Logo, o prazer pela advocacia é o início da excelência para todo advogado empreendedor.

2. Estar atento às tendências

Uma das premissas da estratégia empresarial é a antecipação. Para isso, é preciso fazer uma leitura do ambiente externo: comportamento do consumidor, mudanças tecnológicas, contexto político, econômico, social e demográfico, com o fim de analisar para onde o mundo está indo. 

O pai do marketing Philip Kotler afirmou que “o mais importante é prever para onde os clientes estão indo é chegar lá primeiro.” Essa previsão mencionada por Kotler é, justamente, a leitura de tendências. 

Já foi mencionado que o advogado empreendedor é aquele que deve estar atento às mudanças, aproveita oportunidades de inovar e oferecer valor, e a melhor forma de fazer isso é identificando tendências. 

Estudos em estratégia, do livro “Administração Estratégica”, indicam que o first mover de um segmento pode assegurar de 5 a 10 vezes mais resultados do que um second mover

Essa vantagem competitiva também garante ao pioneiro a fidelização de clientes, market share e posicionamento de marca. Não há de ser diferente no mercado jurídico, pois o racional é o mesmo. 

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É preciso saber lidar com as mudanças constantes

O advogado empreendedor capaz de fazer uma leitura assertiva da direção que o mundo está tomando poderá estar preparado com habilidades que efetivamente atendam aos anseios e necessidades dos clientes, destacando-se por esse diferencial.

Muita coisa mudou e continua mudando. Novas gerações com perfis, valores, comportamentos e preferências diferentes estão formando a massa de clientes jurídicos do presente e do futuro. Modos de trabalho, produção, gestão e relacionamento estão deixando o modelo analógico e passando por profundos processos de transformação digital. 

Encarar tudo isso com a mentalidade tradicional é irracional. Como disse o economista John Keynes, “quando os fatos mudam, devemos mudar o pensamento.” 

Como advogado empreendedor, verifique para onde o mundo está indo, para onde os seus clientes estão caminhando, antecipe-se às tendências, prepare novas habilidades, conheça novas tecnologias. Esteja devidamente munido antes da batalha. Isso é estratégia! 

3. Pensar fora da caixa

Formada em uma das escolas de Direito mais tradicionais do país e atuando como advogada no mercado, sempre senti certa limitação. Algo estava faltando e não era técnica jurídica. 

Na conversa e no atendimento de clientes, na entrega dos trabalhos, no dia a dia operacional, no planejamento, nas pesquisas, no desenho de soluções, sempre a sensação era a de que não me conectava plenamente com os meus clientes porque faltava algo essencial.

Fazendo uma leitura das tendências (olha ela aí!), desafiei-me a estudar a ciência da administração. Queria entender a fundo como funciona a lógica do outro lado

Por que os clientes tomam certas decisões? O que realmente eles estão levando em conta? Em que eles colocam maior valor em seus negócios? Como é a visão de mundo deles? O que explica certos comportamentos e preferências dos meus clientes? Estamos falando a mesma língua?

Se há um campo de conhecimento absolutamente poroso e abrangido por ciências diversas, e que poderia responder a tudo isso, é a administração de empresas. 

Os estudos acadêmicos em estratégia, inovação, empreendedorismo, psicologia, cultura das organizações, tecnologias em gestão, comunicação, liderança, gestão de pessoas, vendas, gestão de projetos, marketing me fizeram enxergar que havia um vale entre nós, do Direito, e essas pessoas que chamamos de clientes.

Conhecimento multidisciplinar

Temos uma miopia que nos é peculiar. Vivemos o tempo todo na caixinha do Direito e falamos, explicamos, propomos, vemos tudo sob a ótica do Direito. Temos muita dificuldade de enxergar soluções criativas compostas por múltiplos conhecimentos porque simplesmente não saímos da caixinha jurídica.

E vou dizer uma verdade a vocês: o conhecimento multidisciplinar mudou completamente a minha vida e a minha carreira. E o melhor: os meus clientes perceberam a minha mudança e ficaram extremamente satisfeitos.

Ser fora da caixa significa, fundamentalmente, sair da sua zona de conforto habitual para conhecer e explorar outras “caixas”, ou seja, outras fontes de informação. Uma das realidades críticas que vivenciamos nas escolas de Direito no país é, infelizmente, a pobreza de formação multidisciplinar. 

Enquanto as melhores escolas jurídicas do mundo já identificaram as tendências da nova economia e incorporaram em suas grades regulares disciplinas como empreendedorismo, gestão de projetos, administração de negócios, inovação, liderança, comunicação e trabalho em equipe, nossos profissionais de Direito continuam sendo formados sob a lógica do passado, em que bastava simplesmente o know-how em questões jurídicas. Mas hoje não funciona mais assim.

Mais do que nunca, advogados e advogadas (sobretudo empreendedores) precisam ser multidisciplinares. De acordo com relatório elaborado pelo World Economic Forum, uma das 10 habilidades essenciais para qualquer profissional do futuro é a criatividade. 

Recentemente, o LinkedIn publicou uma pesquisa listando as habilidades comportamentais (soft skills) mais exigidas pelas empresas em 2019, dentre as quais consta, também, a capacidade criativa. 

Isso quer dizer que os profissionais do futuro devem possuir múltiplos conhecimentos para criação de soluções inteligentes. E o mercado vai exigir isso.

Advogado em forma de T

O mundo está falando de advogado em forma de T (“T-shaped”). 

Um advogado em forma T é aquele que tem uma expertise profunda (barra vertical do T) nas questões legais, técnica jurídica, conhecimento jurídico (que é o seu core), mas com o suporte da barra horizontal, composto por diversas áreas de conhecimento. 

Diferentemente da barra vertical, na horizontal a ideia não é buscar o esgotamento, mas sim entender os fundamentos para gerir uma advocacia de forma inteligente, interagir com os clientes que possuem necessidades nessas áreas, viabilizando soluções valiosas.

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Fonte: SANCHES, Ji Y.L. Advogado fora da lei: como atrair clientes pensando além do direito. São Paulo: Direito & Gestão, 2019.

A barra horizontal é só um exemplo de outras “caixinhas” que um advogado pode buscar para ser multidisciplinar e aprimorar a sua criatividade.

Lembra que o advogado empreendedor é aquele que oferece valor? Então ficou claro que, para isso, é preciso sair da caixa do Direito e explorar outras caixinhas. 

4. Desenvolver a inteligência emocional

Foi comprovado por diversas pesquisas que empreendedores de sucesso tem um belo quociente emocional. Assim, possuem capacidade especial de entender, interagir e se comunicar com as pessoas. 

São certeiros na leitura das necessidades, gostos e percepção de valor dos seus clientes. Por essa razão, estudos apontam que a inteligência emocional é determinante (cerca de 80%) do sucesso dos profissionais.

Inteligência emocional é a habilidade de identificar e gerenciar as próprias emoções para, então, conectar-se a outras pessoas de uma forma profunda, a ponto de estimular e influenciar as interações e reações que se deseja. 

Advogados e advogadas emocionalmente inteligentes são capazes de avaliar assertivamente as emoções dos seus clientes e adaptar suas palavras, frases, tom de voz, gestos, ações e entregas tornando a sua comunicação muito mais eficaz e valiosa. Portanto, facilitam a construção do vínculo de confiança e conexão com os seus clientes

Já vimos que ser advogado não é apenas saber de lei. Somos seres emocionais lidando com seres emocionais. Para atrair, receber, atender, tratar um cliente, é preciso usar todas as habilidades que compõem o quociente emocional. 

Todo comportamento, avaliação e julgamento dos nossos clientes dependerão da nossa capacidade de nos conectarmos emocionalmente com eles. E essa capacidade, sem dúvida, é imprescindível ao advogado empreendedor que deseja influenciar, transmitir mensagens claras e certeiras, convencer o prospect acerca da sua competência técnica, gerar confiança e inspirar pessoas como um líder. 

Inteligência emocional na advocacia

É a inteligência emocional na advocacia que gera o poder de estabelecer elos e nutre o relacionamento com seus clientes de forma especial. Somente estabelecendo elos fortes com os clientes você será capaz de fidelizá-los, para além do simples valor dos honorários advocatícios, tornando-se excelente no que faz.

Advogado bom mesmo entrega relacionamento. O cliente que vem pelo preço, vai embora por ele. Se você for apenas mais um advogado ou advogada dentre muitos, por outro qualquer será trocado. 

Mas se você entregar ao seu cliente – desde a primeira abordagem – a experiência de um relacionamento diferenciado, de uma forma pessoal, emocional e única, não só fidelizará o seu cliente, como também será indicado para outros!

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Cursos sobre empreendedorismo na advocacia

Agora que você entendeu o que significa empreender e quais atitudes são essenciais ao advogado empreendedor, listamos abaixo algumas sugestões de cursos e livros que podem ajudar a aprimorar a sua mentalidade empreendedora na advocacia.

Cursos EAD – Sebrae

Que tal começarmos do começo? No portal de EAD do SEBRAE, você encontra mais de 100 cursos online, práticos e objetivos, sobre os diversos aspectos do empreendedorismo. 

Temas como planejamento estratégico, expansão de negócios, atendimento a clientes, estratégia financeira, marketing digital, design na gestão, gestão financeira, formação de preço, controle de caixa, entre outros, são oferecidos gratuitamente.  

Ideal para quem quer começar a entender os primeiros conceitos em gestão empreendedora.

Fundamentos do empreendedorismo: ideias e ação

Na plataforma Coursera, há um curso gratuito online elaborado pela UCI – University of California, Irvine, tratando dos fundamentos do empreendedorismo. Assuntos como Administração Estratégica, Planejamento, Marketing, Mentalidade Empreendedora integram o conteúdo deste curso.

O curso é composto por vídeos, textos e exercícios, e é ministrado em inglês. Há legendas disponíveis em espanhol. Se você tem facilidade com esses idiomas, vale a pena conhecer o curso.

Empreendedorismo em ação

Este curso presencial é oferecido pelo Núcleo de Educação Executiva do Insper. Trata-se de um curso de curta duração (30h/aula) e aborda desde as etapas da construção de um modelo de negócio até as ferramentas necessárias para empreender. 

Um curso bastante completo para quem quer conhecer a fundo a ciência do empreendedorismo e não abre mão de uma experiência de aprendizagem presencial em uma das instituições mais modernas do país.

Pós-graduação em gestão estratégica de negócios

Para quem deseja um curso mais robusto, uma boa opção é fazer uma especialização na área de gestão. 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie oferece modalidades presenciais e EAD para pós-graduação lato sensu em Gestão Estratégica de Negócios, cujo objetivo é formar e desenvolver habilidades de gestão e empreendedorismo a partir de uma visão estratégica integrada dos diversos aspectos da administração de negócios. 

Com duração de 18 meses, o curso oferece disciplinas como Estratégia Empresarial, Finanças Corporativas, Gestão de Pessoas, Marketing, Cultura e Comportamento Organizacional, Empreendedorismo e Novos Negócios, Tecnologia e Gerenciamento de Informações, Gestão de Projetos, Gestão Estratégica de Custos, dentre outras. Não é preciso ser graduado em administração de empresas ou áreas afins.

Pós-graduação em gestão empreendedora

O Centro Universitário SENAC oferece curso de pós-graduação lato sensu em Gestão Empreendedora, cuja principal proposta é ajudar a desenvolver espírito empreendedor

Sob a modalidade EAD e duração de 18 meses, o curso oferece disciplinas como Empreendedorismo, Estratégia Empresarial, Inovação e Novos Modelos de Negócios, Gestão de Marketing, Contabilidade e Gestão Financeira, Desenvolvimento do Plano de Negócios, dentre outras. Vale a pena conhecer.

Livros essenciais para advogadas e advogados empreendedores

Como mencionado, o advogado empreendedor precisa desenvolver, cada vez mais, um pensamento multidisciplinar para estar alinhado com as tendências do mercado.

Para isso, livros ajudam a desenvolver visão de negócios, empreendedorismo, inovação, estratégia, inteligência emocional, comunicação e liderança, permitindo ao advogado empreendedor ter maior flexibilidade cognitiva. 

Por isso, separei alguns livros que recomendo:

  • De bom a excelente – Jim Collins
  • O dilema da inovação – Clayton M. Christensen
  • Quebre as regras e reinvente – Seth Godin
  • O lado difícil das situações difíceis – Ben Horowitz
  • Fora de série – Malcolm Gladwell

Para conferir mais a lista de livros completa, é só clicar aqui e acessar o blog Direito Gestão.

Considerações finais

Bom, diante de tantas informações, vamos organizar as ideias discutidas neste artigo?

Conversamos sobre os desafios de ser um advogado empreendedor em um cenário de transformações, competitividade cada vez mais acirrada, falta de diferencial no mercado jurídico e desvalorização da profissão do advogado.

A boa notícia é que um contexto como este se torna propício para a mudança de paradigmas e identificação de novas oportunidades

Então, tratamos sobre o que significa, na essência, ser um advogado empreendedor: é justamente aquele que identifica brechas e oportunidades para inovar e oferece valor diferenciado aos clientes que estão saturados com um mercado jurídico tão igual.

Falamos também sobre 4 atitudes que podem ajudar você nesta jornada:

  1. Ter paixão pela advocacia
  2. Estar atento às tendências e antecipar-se a elas
  3. Pensar fora da caixa, desenvolvendo a criatividade e a multidisciplinaridade;
  4. Ter uma boa inteligência emocional.

Por fim, sugerimos alguns cursos e livros que você pode conhecer.

Agora é só colocar em prática todos os aprendizados! 😉

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Advogada (OAB 256959/SP). Bacharela em Direito na Faculdade de Direito - Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestre em Administração de Empresas. É professora nos cursos de pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie em Estratégia Empresarial, Empreendedorismo & Novos Negócios, Liderança e Gestão de...

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