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Como André Kageyama supera desafios da advocacia utilizando o Astrea

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Atingir uma carreira estável e de sucesso exige aos advogados superar inúmeros desafios da advocacia – e você mais do que ninguém deve saber disso. Além do conhecimento técnico, base para todos os profissionais, é preciso desenvolver habilidades específicas, melhorar processos, e lidar constantemente com obstáculos na profissão. É uma prática permanente, que se inicia na jovem advocacia e segue ao longo da carreira.

É o caso da trajetória do advogado André Kageyama, um apaixonado pela profissão que exerce há 12 anos. Após iniciar como sócio em escritórios, onde permaneceu por sete anos, mudou sua carreira para a advocacia autônoma em 2015. Uma transformação que trouxe novos desafios e, junto disso, questionamentos acerca de seus processos de trabalho, sua forma de agir com clientes e até mesmo sua escolha profissional.

Todos esses fatores, que muitas vezes desmotivam profissionais, para Kageyama foram o impulso para busca de soluções. Além de cursos de aperfeiçoamento, ele passou a adotar ferramentas essenciais para o escritório, até unificar o controle de suas atividades no software jurídico Astrea. 

Hoje, você confere como foi essa trajetória e quais desafios da advocacia ainda acompanham Kageyama após mais de uma década na profissão. Em entrevista para o blog da Aurum, ele compartilhou atitudes práticas para garantir uma carreira de advogado em constante melhoria.

Conheça a trajetória e os desafios da advocacia de André Kageyama

André Kageyama é especialista nas áreas de Direito Previdenciário, Direito Tributário e Direito do Consumidor. Como citado acima, atua em seu escritório de advocacia autônoma, localizado em São Paulo-SP.

Para além dos aspectos técnicos, Kageyama se define como “sonhador, estudante, advogado e pai de família”. Conheça mais sobre a história dele!

Atualmente você tem uma carreira estabilizada na advocacia. Sempre foi assim?

Kageyama: Não, não foi. Acredito que toda a carreira tem seus altos e baixos, e comigo aconteceram algumas vezes. Eu passei por três sociedades antes de começar a advogar de forma autônoma – trabalhar sozinho era um sonho que eu tinha. Hoje eu vejo que no começo da profissão eu tive muita sorte de contar com excelentes advogados para me apadrinhar. Ainda na primeira sociedade aprendi a lidar com um dos desafios da advocacia mais constantes, que é a captação de clientes.

Nessa época, eu trabalhava em um escritório com duas sócias e uma delas vivia no fórum. Eu nunca entendi muito bem isso. No caminho para o escritório ela parava em várias lojas e ficava conversando com as pessoas da rua. Eu me perguntava “por que ela faz isso?”. Aí comecei a entender esse comportamento, de que o advogado precisa estar presente nos ambientes onde ele quer captar, onde vê uma possível aquisição de clientes. Num segundo momento, quando apareceu essa dificuldade, de certa forma eu já sabia como deveria agir. 

Ainda assim, quando migrei para a advocacia autônoma, eu comecei a trabalhar de casa e me veio a pergunta “como é que eu vou atrair pessoas para o meu negócio?”. Aí foi uma questão de estudar, tentar entender como funciona o marketing jurídico, como que eu poderia abordar as minhas qualificações, onde eu poderia me expor, qual era o limite de exposição que eu estava disposto a enfrentar. E também passei a conversar mais com as pessoas, chamar os meus contatos. 

Como você se sentia nesses momentos de dificuldades?

Kageyama: Eu acho que você se colocar em dúvida sobre aquilo que você está fazendo, se é o caminho correto, é muito importante em todas as etapas da sua carreira profissional. Isso me vem constantemente, acho que há uma semana eu estava pensando nisso. Foi quando recebi um email de uma cliente notificando que ela estava rescindindo um contrato de prestação de serviços que eu tinha desde 2013. Foi uma rescisão tranquila, mas que me causou uma inquietação, afinal eu tenho dois filhos, casa, esposa. Eu não sou a única fonte de renda, mas eu tenho uma grande importância dentro dessa estrutura e, além disso, preciso pagar aluguel do escritório, a OAB, a AASP. 

Aí me veio uma insegurança muito grande: será que estou fazendo a coisa certa? Será que advogar é para mim? Será que eu não daria melhor em outra profissão? Mas observei que todas as profissões têm um grau de dificuldade, tudo tem prós e contras, sempre.

É uma questão de saber equilibrar: o benefício precisa estar equilibrado com o ônus.”

Todos os advogados sofrem, todos têm problemas, todos têm as suas desilusões, e isso é quase constante. Tem algumas coisas que eu não gosto de fazer na advocacia, mas entendo que é parte do meu trabalho. Da mesma forma que tem coisas que ainda não tenho tanta habilidade, mas procuro formas de melhorar e fazer do jeito que precisa. Se não buscar essa adequação, os erros vão se repetir. 

Eu tenho um objetivo profissional, que é de aumentar o patrimônio e o volume de trabalho do meu escritório para chegar ao final do ano com um estagiário ou estagiária. Para chegar nessa meta eu preciso superar as partes ruins, e elas fazem parte do negócio, fazem parte dos desafios da advocacia. Lido com isso pensando que em qualquer lado da minha vida vão ter partes negativas. É preciso mudar a forma de pensar. Eu vi um vídeo do Mario Sergio Cortella no qual ele fala que as pessoas estão muito pessimistas, e o pessimista fica sentado esperando que as coisas deem errado. Tirei como lição que se as coisas não estão funcionando, é preciso ir lá e pôr a mão na massa, entender porque não está funcionando. 

Eu acho que pelo menos uma vez por mês me questiono sobre a carreira na advocacia, e são esses abismos, essas reflexões, que me fazem crescer e mudar o jeito que eu encaro as coisas. 

Então você alguma vez já pensou em desistir da profissão?

Kageyama: Já pensei várias vezes. Já pensei em fazer Tecnologia da Informação, Computação, em trabalhar com ações, como motorista de aplicativo. Mas é que assim, para mim, a advocacia é realmente uma paixão. Eu gosto disso que eu faço, eu sinto prazer em ver o cliente dizer que ficou feliz e satisfeito, que aquela intervenção de dois minutos que eu mandei para ele no áudio do WhatsApp já acalmou o coração dele, que ele vai ficar com a família dele muito mais tranquilo, ele vai ficar muito mais leve. 

E não é a questão de dinheiro. Eu tenho uma frase no perfil familiar meu do Facebook, que é da Michelle Obama e diz o seguinte: “sucesso não tem a ver com dinheiro, tem a ver com a diferença que você faz na vida das pessoas”. Eu acredito muito nisso. E 12 anos advogando me fazem provar que a advocacia é o que eu gosto de fazer. 

E o que te motiva a não desistir?

Kageyama: Olhar para o passado, para os resultados que eu conquistei até agora. O quanto foi difícil passar na OAB, o quanto foi difícil eu sair da minha cidade. O quanto foi difícil ver que os meus amigos estavam trilhando uma carreira dentro de grandes corporações e eu estava patinando nos desafios da advocacia. Ou então que eles estavam fazendo viagens internacionais, comprando produtos que eu queria, indo morar sozinhos, e eu não conseguia. Eu mal conseguia pagar minha OAB anual. 

Se hoje eu cheguei aonde estou é porque tomei muita porrada. E a vida é muito mais porrada do que coisas boas. É que Deus nos faz sentir que as coisas boas têm um impacto muito maior que as coisas negativas. Tem um provérbio chinês que gosto muito, que diz:

Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”

Ou seja, por vezes as coisas parecem ser muito ruins, mas podem se transformar em coisas boas. Às vezes você passa por uma situação super difícil, mas você tem que estar muito centrado dentro do seu objetivo. O meu é fazer que o meu negócio dê certo. Então olhar os resultados, visualizar tudo que eu conquistei e, principalmente, visualizar o feedback dos meus clientes, aquilo que eles me respondem, eu acho que é extremamente importante.

Quais fatores contribuíram para você chegar onde chegou?

Kageyama: Dois fatores: a paixão pela advocacia e as pessoas com quem eu eu cruzei ao longo desse sonho. Felipe Barreiros fala em um vídeo que as pessoas percebem seus sentimentos, inclusive em relação a sua profissão. Então, se você gosta de fazer o que faz, ao falar sobre isso, as pessoas vão perceber. E no caso de nós, advogados, pode ser o diferencial para um cliente retornar. A paixão pelo ofício vai transformando tudo em volta, pois você tem um objetivo – e isso faz você sair do pessimismo. 

Eu acho que essa paixão me move mesmo em momentos negativos. Eu perdi o cliente no sábado, mas na segunda-feira falei “meu trabalho funcionou até aqui, o que eu preciso mudar são algumas coisas”. E por incrível que pareça, assim que eu mudei essas coisas a energia mudou completamente. E em relação às pessoas, aquelas que cruzaram pelo meu caminho sempre me influenciaram: meus pais, minha esposa, meus amigos, os outros colegas profissionais. 

Você falou que uma das suas dificuldades ao longo da carreira foi a captação de clientes. Tiveram outros desafios da advocacia?

Kageyama: Sim, muito por conta da falta de informação. Como nós, advogados, aprendemos Ciências Jurídicas na graduação, acabamos saindo com um conhecimento muito técnico, sem aprender coisas práticas, como organização, gestão, atendimento. 

E o que você faz quando não sabe alguma coisa? Estuda! Então li muita coisa sobre administração, metodologias, e fiz diversos cursos. Passei a me questionar o que fazia sentido, e se eu precisava contar com ferramentas para superar esses desafios da advocacia. Por exemplo, já me perguntei “qual a importância de ter um software para gerenciar o andamento dos meus processos, meu financeiro, minhas tarefas, etc?”. Eu não tinha uma noção clara, mas conforme o volume de informações e de trabalho foi aumentando, percebi que não dava mais para fazer em planilhas, nem em fichas. 

E como você passou a colocar em prática esses conhecimentos?

Kageyama: Eu passei a aplicar o conceito da sandbox, que em português significa caixa de areia. É um mecanismo muito utilizado na tecnologia para isolar testes de programas de computador e evitar, assim, falhas no sistema. Ou seja, se as coisas não deram certo, ficam apenas dentro da caixa. E se forem executadas com sucesso, podem ser ampliadas para mais espaços. Eu não conhecia esse conceito, mas quando entendi vi que fazia sentido para mim

E foi assim que fui implementando as rotinas e ferramentas do meu escritório, inclusive o Astrea. Ao longo do tempo, percebi que muitas funcionalidades do Pipedrive, o Slack, o Trello e o gerenciador de tarefas do Google acabaram sendo absorvidas pelo Astrea. E fui fazendo isso: adaptando as ferramentas externas para o sistema e conseguindo encaixar tudo em um só lugar, conforme foram surgindo as demandas. Percebi que na advocacia é necessário ir implementando ferramentas aos poucos, seguindo a mesma ideia do sandbox. Por exemplo, pegar dois casos de clientes mais tranquilos e colocar no sistema, ir testando, utilizando as ferramentas, até, aos poucos, fazer a migração total do escritório. Essa é a grande experiência que acumulei ao longo do tempo.

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Você disse que se questionou sobre a necessidade de um software jurídico. Quando você percebeu que realmente precisava?

Kageyama: Eu criei essa consciência de pensar que se os grandes escritórios usavam, era porque tinha uma lógica por trás. Eu fui atrás de entender como era essa lógica para mim, no meu universo, mesmo com menos processos. 

E como você decidiu pelo Astrea?

Kageyama: Eu já tinha ouvido falar em alguns softwares, utilizado nas antigas sociedades, mas não tinha aderido porque todos eram locais, no computador. E, para mim, não era viável. Eu precisava de alguma ferramenta para levar para onde vou. 

Quando eu passei a advogar de forma autônoma, fui pesquisar no Google por softwares na nuvem e acabei encontrando o Astrea. Isso foi em 2015, o programa ainda estava começando a decolar. Eu iniciei o teste, gostei do visual, gostei das funcionalidades e pensei “é esse que eu vou usar”. Isso foi no terceiro ou quarto dia do teste. Com isso, passei a utilizar o sistema, a deixar tudo no Astrea.

Hoje quando converso com outros advogados eu falo ‘vai lá, assina o Astrea!’” 

Já usei errado algumas ferramentas, entrei em contato com o suporte. Mas eu fui aprendendo como organizar a minha rotina para usar as funcionalidades da forma correta – como o financeiro, por exemplo. Até passar a fazer tudo pelo software. Eu vejo advogados que estão beirando 50, 100 processos e que usam a planilha. Eu não consigo nem imaginar fazer o controle disso. 

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E como o Astrea contribui para superar os desafios da advocacia?

Kageyama: Contribuiu pela confiabilidade das informações que eu cadastro, e a possibilidade de acessá-las de qualquer lugar. Então sempre vou dar um feedback para o cliente no mesmo sentido. Se alguém vier trabalhar comigo, as informações estão lá. Agora, com a funcionalidade de emissão de boletos, decidi que vou gerar todas as cobranças pelo Astrea. Antes eu tinha que ficar cobrando uma pessoa, lembrando ela sobre o pagamento. Agora eu lanço lá e até me esqueço, já está tudo lá registrado. Então já está tudo feito e todo mundo fica feliz. Outra coisa que ajuda bastante nos desafios da advocacia são as notificações do andamento processual por e-mail, pois o cliente consegue saber como estão as coisas e ficar tranquilo.

Quais as principais funcionalidades que você utiliza?

Kageyama: O gerenciamento de tarefas, os andamentos de processos, e o módulo de atendimento. Outras funcionalidades são muito interessantes, mas essas são essenciais para o meu trabalho.

Você comentou que tem uma meta de crescimento para o escritório. Como o Astrea pode contribuir nesse sentido?

Kageyama: Eu tenho uma meta de contratar um estagiário ou estagiária até o final do ano. E com certeza o Astrea vai fazer a diferença, porque, por exemplo, essa pessoa vai atender algum cliente e colocar as informações todas na ficha do sistema. Se precisar consultar um andamento de processo, abre a aba e já sabe. Se falar com um cliente, faz as anotações também no sistema. 

Muitos advogados não entendem a diferença que isso faz no trabalho, principalmente aqueles que não pensam de forma escalável. Eu estou querendo escalar os serviços aqui, e se chegar em um volume de 500 processos não adianta tentar sem essa ferramenta. Eu não vou lembrar o que acontece em um processo. Vou talvez ter uma vaga ideia, mas sem precisão. E dessa forma não é escalável. Eu hoje tenho essa noção, mesmo com poucos clientes. Já aconteceu de eu tentar guardar as informações na cabeça, passar para um cliente e depois ter que me desculpar porque, na verdade, não era aquilo. E eu só fui ter essa confirmação quando consultei a documentação no Astrea. 

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Quais são as principais práticas que você tem para superar os desafios da advocacia? 

Kageyama: Procuro sempre observar a ética e meus princípios. E procuro aplicar isso em todos os trabalhos, me questionando se é o correto e o que o cliente espera. Aprendi em um vídeo da Carolina Eckel, da Vaivoa, que é importante se perguntar o porquê das coisas. Ela explica que isso faz as pessoas irem atrás das informações que estão guardadas debaixo do manto da subjetividade. “Por que fazer esse trabalho?”, “por que não fazer diferente?”, “por que não faço igual aos outros?”. 

Na sua opinião, quais os principais fatores que contribuem para que muitos advogados se sintam frustrados com a profissão?

Kageyama: Acho que é falta de compreender o que quer efetivamente fazer, não o que ele precisa. Querer fazer envolve paixão, como falei ao longo da entrevista. É preciso ter isso para te motivar para o trabalho. Outro fator é a comunicação, ou a falta dela. É preciso usar menos juridiquês e menos termos técnicos para conversar com os clientes. Tem como ser formal e não assustar o cliente para passar a mensagem. Além disso, é preciso ter diálogo com as pessoas, falta interação entre as pessoas. A tecnologia traz inúmeros benefícios, mas acabou afastando as pessoas. E para nós advogados isso é essencial, pois gera confiabilidade, e trabalhamos com base na confiança.

Acho que essas três peças são fundamentais para não gerar frustração: saber sua real motivação, dialogar de forma clara com os clientes e se comunicar com as pessoas.”

Se você pudesse dar um conselho para quem não está se encontrando nesse momento e precisa superar os desafios da advocacia, qual seria?

Kageyama: Meu conselho é que a pessoa pare e se pergunte “por quê?”. Por que você está nessa profissão? Por que está fazendo do jeito que faz? Por que não está em outra atividade? E é preciso ser bastante franco nessa reflexão para entender se realmente quer fazer isso. Não é necessário externalizar, você só precisa ser honesto consigo mesmo.

E isso está super conectado com se perguntar por que as coisas não estão dando certo, enxergar o que pode mudar, avaliar o que já fez, ver o que faz sentido para si. Cada um é único. Espelhe-se nas práticas que deram certo para os outros, mas veja antes se fazem sentido para você. A partir disso se abre um leque de possibilidades, e aí as coisas fluem.

Onde encontrar André Kageyama:

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