empreendedorismo na advocacia

Empreendedorismo na advocacia: como se destacar e ter sucesso a longo prazo?

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Empreendedorismo na advocacia é a forma de organizar a gestão de um negócio jurídico para seu desenvolvimento através de estratégias de organização financeira, atendimento ao cliente, investimentos em ferramentas e técnicas de marketing.

A quantidade de advogados e faculdades de Direito no Brasil não para de crescer. Esse movimento, claro, satura o mercado e dificulta muito que profissionais, novos ou experientes, se destaquem na advocacia.

A solução para este cenário é empreender na advocacia. Isso quer dizer que você deve enxergar o seu escritório como um negócio e aplicar estratégias empresariais na sua gestão e nas estratégias de divulgação e crescimento.

Mas será que isso é permitido? Que estratégias são essas? Vamos conversar sobre isso aqui.

A OAB permite empreendedorismo na advocacia?

Uma das maiores dúvidas dos advogados, tanto recém-formados quanto mais experientes, é se a OAB permite o empreendedorismo, ou se seria uma espécie de mercantilização.

É uma dúvida perfeitamente compreensível. Passamos toda a nossa vida jurídica ouvindo que a advocacia não pode ser mercantilizada, ouvindo ameaças a qualquer inovação ou estratégia de marketing e sendo olhados como loucos quando fazemos algo diferente.

No entanto, empreendedorismo não tem relação com mercantilização. Mercantilizar é tratar o serviço jurídico como um mero produto, fazer promoções financeiras (50% de desconto! Ligue já! Pague uma ação e ganhe duas!). Já empreender é apostar na gestão do escritório, em estratégias de atendimento ao cliente e em marketing dentro do contexto permitido pelo código de ética.

Assim, vemos que empreender na advocacia é perfeitamente possível e permitido pela OAB. 😉

Estratégias de empreendedorismo na advocacia

Mesmo que você seja um advogado autônomo, é importantíssimo que tenha estratégias de empreendedorismo na sua prática. Se for um escritório, então, é ainda mais necessário.

Há cinco principais pontos para atentar: financeiro, padronização do serviço, produtividade, atendimento ao cliente e marketing. Abaixo, vou falar sobre cada um deles, destacando pontos e compartilhando artigos aqui do blog da Aurum sobre o tema. Confira!

1. Controle financeiro

Eu sei, a maioria que está lendo este artigo vai dizer que fez Direito por querer evitar a matemática. Infelizmente, isso é impossível: a saúde financeira do seu escritório vai determinar a sua sobrevivência.

Muitos advogados não têm ideia dos seus custos fixos e variáveis, de quanto custa para eles manter uma ação judicial, quais seriam os seus honorários mínimos para não ter prejuízo. E, assim, vão fechando contrato atrás de contrato, muitas vezes pagando para trabalhar.

Isso é insustentável e gera, a médio prazo, o fechamento do escritório.

O advogado deve entender seus custos, seu fluxo de caixa, e saber identificar com antecedência se precisa tomar medidas mais enérgicas para prospectar clientes ou mesmo se precisa rever o valor de seus honorários.

É muito comum o uso de planilhas Excel ou tabelas do Google para esse controle. Porém, a medida que seu negócio jurídico vai crescendo, surge outra falha: a dificuldade de alimentar essa planilha. Sem falar no receio de editar uma linha de forma errada e acabar perdendo informações importantes.

Como colocar em prática

O primeiro passo para uma organização financeira equilibrada é entender se a sua cobrança de honorários faz sentido. Com isso ajustado, é importante atentar para as ferramentas que você utiliza no controle do seu fluxo de caixa.

Você pode contar com serviços como contadores e plataformas específicas, ou então soluções internas e voltadas à advocacia, como um software jurídico. Com este tipo de ferramenta, é possível ter a gestão financeira alinha às informações de clientes, casos e processos. 

As melhores opções do mercado permitem o controle do fluxo de caixa, elaboração de relatórios e emissão de boletos. Isso torna mais fácil a prestação de contas ao cliente, entre outros benefícios!

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2. Padronização do serviço

Quando temos mais de uma pessoa trabalhando em um escritório, podem haver problemas na qualidade da produção jurídica. Afinal, cada advogado tem seu método de trabalho.

Nesses casos, é importante padronizar os procedimentos do escritório

É preciso pensar nas seguintes questões: quem é responsável por acompanhar os prazos processuais? Como os responsáveis são informados dos prazos a cumprir? Qual é o passo a passo para elaboração e protocolo de petições, ou para elaboração e envio de pareceres? Com que antecedência as demandas devem estar prontas? Qual é o padrão de escrita e formatação dos documentos?

Esses pontos são importantes tanto para garantir a qualidade do serviço, quanto para passar a ideia de unidade do escritório perante terceiros, além de assegurar que haja medidas para evitar a qualquer custo a perda de prazos.

Como colocar em prática

Existem metodologias já validadas que contribuem para a organização interna e padronização de serviços em diversas áreas. Neste caso, indico como solução para advogados a ferramenta 5W2H.

Em síntese, com ela é possível otimizar um plano de ação para projetos e tarefas a partir de 7 perguntas essenciais:

  • What (o que vai ser feito?)
  • Why (por que será feito ou como a tarefa contribui para atingir o objetivo?)
  • Where (onde será feito?)
  • When (quando será feito?)
  • Who (quem é o responsável?)
  • How (como será feito?)
  • How much (quanto vai custar?)

Pensando na realidade de advogados e escritórios, a Equipe da Aurum elaborou um material completo de 5W2H. Com exemplos práticos, partir dele, é possível estabelecer um planejamento e acompanhar ações de empreendedorismo na advocacia forma mais assertiva. Você pode acessar o material clicando abaixo:

baixar plano de ação gratuito: 5W2H na advocacia

Leia também: Como otimizar equipes com 5W2H para escritórios de advocacia.

3. Produtividade

Dias de trabalho extremamente longos não são mais aceitáveis atualmente, apesar de ainda serem um padrão no meio jurídico. Há diversos estudos que mostram que, acima de 8h de trabalho diárias, as pessoas produzem menos.

Ou seja, uma pessoa que trabalha 10h por dia, em regra, produz menos que uma pessoa que produz 8h por dia.

Nesse contexto, é preciso que os advogados procurem formas de aumentar a sua produção, reduzindo o tempo de trabalho. Sendo um escritório, é necessário treinar todos nessas técnicas, além de fornecer um ambiente propício para a sua implementação.

Aumentar a produtividade é uma estratégia dos melhores empreendedores, que produzem cada vez mais com menos recursos.

Como colocar em prática

Existem algumas formas de aumentar a produtividade na advocacia na era digital, incluindo organização, planejamento estratégico e uso de boas ferramentas. Para não me estender tanto neste tópico, indico como leitura outro texto aqui do blog da Aurum, que traz 5 dicas exclusivas de produtividade para advogados.

4. Atendimento ao clientes

De nada adianta ter controle financeiro e um excelente serviço jurídico se os seus clientes não estão satisfeitos com o atendimento que recebem, certo? No entanto, são poucos os escritórios e advogados que realmente pensam na experiência do cliente, no seu passo a passo, desde antes da assinatura do contrato até o fim de seu relacionamento.

Os poucos que pensam se diferenciam muito dos demais, e aumentam exponencialmente o número de clientes que retornam e de indicações de clientes antigos e atuais.

Há pesquisas que apontam que  fazer novos negócios com um cliente antigo tem um custo até 7 vezes menor do que o custo de buscar um novo cliente. Além disso, considerando a proporção de clientes para cada advogado no Brasil, não podemos nos dar ao luxo de perder bons clientes.

Assim, vemos que procedimentos e padrões de atendimento ao cliente são imprescindíveis.

Como colocar em prática

Muitas vezes, o diferencial para você se destacar com seus clientes está em pequenas ações. Prestar um atendimento com atenção, investir no bom relacionamento e pedir feedbacks são ações simples, mas que podem fazer a diferença.

Uma ferramenta de gestão com funcionalidades voltadas ao atendimento na advocacia, como um software jurídico, por exemplo, faz toda a diferença nesta etapa. 

Isso porque, além de facilitar o acesso ao histórico do cliente e garantir que informações importantes não se percam, com um sistema de automação jurídica o tempo antes gasto em atividades mecânicas e repetitivas pode ser dedicado a melhorar a experiência do cliente.

Saiba como a advogada Mariana Gonçalves mantém um atendimento de qualidade utilizando um software jurídico clicando aqui.

5. Marketing para empreendedorismo na advocacia

Coloco o marketing por último de forma proposital. Primeiro, porque os itens anteriores refletem a imagem do escritório, a sua marca, e claramente são essenciais para o seu marketing. Em segundo lugar, não adianta colocar clientes para dentro se sua casa não estiver arrumada.

Mas com tudo definido, é importante definir as estratégias possíveis de marketing jurídico e de divulgação dos advogados e do escritório como um todo. Marketing é comunicação, e como dizia Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”.

Para fazer marketing jurídico, é essencial conhecer o código de ética da OAB, de modo que se saiba o que é permitido e o que é proibido.

No marketing jurídico, o principal ponto é a produção de conteúdo jurídico (surpresa – exatamente o que estou fazendo neste artigo), que fornece informações importantes a clientes em potencial, ajudando a expor a especialidade do advogado.

Como colocar em prática

Não existe mais a possibilidade de distribuir cartões, sentar no escritório e esperar os clientes chegarem. As técnicas de marketing são essenciais para o crescimento do seu negócio. Você pode conferir mais sobre elas e como colocá-las em prática nos seguintes artigos aqui no blog da Aurum:

Conclusão

Cada item abordado aqui tem material suficiente para pelo menos dois MBAs, e a ideia foi apresentar uma perspectiva geral sobre o empreendedorismo jurídico para trazer um novo horizonte e permitir que você se aperfeiçoe.

É importante que você faça uma análise sincera do seu escritório ou da sua advocacia para entender onde estão suas forças e suas fraquezas. Assim, poderá desenvolver as habilidades mais urgentes, seja no financeiro, na padronização do serviço, na produtividade, no atendimento ao cliente ou no marketing.

Aliás, é mais importante ainda que você entenda a importância de empreender na advocacia e que não tenha medo de fazê-lo.

Porém, não se trata de fórmula mágica ou de algo que vá trazer resultados rápidos. É um trabalho de longo prazo, e quanto antes você começar, mais cedo terá frutos!

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Conta pra gente: Você tem alguma dúvida sobre empreendedorismo na advocacia? Já coloca alguma dessas técnicas em prática? Quais suas maiores dificuldades? É só escrever nos comentários abaixo! 😉

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