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Os principais tipos de advogados no Brasil e como atuam no mercado

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Quando você escolhe estudar Direito, provavelmente não tem a noção de quantas possibilidades de carreira existem dentro dessa área. E então, durante a faculdade descobre que existem vários tipos de advogados e percebe que precisa escolher qual caminho vai seguir.

Para tomar essa decisão, procure o máximo possível de informações. Afinal, é uma daquelas escolhas que vão afetar sua vida de maneira definitiva.

Você está terminando a faculdade ou acabou de se formar e ainda não sabe para onde conduzir a sua carreira? Para ajudá-lo, preparamos esse artigo apresentando os principais tipos de advogados que existem e informações sobre o mercado de trabalho para cada um deles. 🙂

Como surgiu a advocacia

É uma profissão com uma longa história. Alguns afirmam que os pais da advocacia foram os gregos antigos, especialmente os retóricos, conhecidos por suas habilidades de oratória e persuasão.

A advocacia como conhecemos hoje surgiu após a Revolução Francesa, quando também surgiu o conceito moderno de Direito, apoiado no princípio da igualdade formal entre os homens. O grande marco foi a criação do Código Civil francês, ou Código Napoleônico.

Principais tipos de advogados

A lista é longa, refletindo a complexidade da área e da profissão. Para tornar o assunto menos complicado, podemos trabalhar com algumas distinções:

  • Advogado público e advogado privado;
  • Advogado contencioso e advogado consultivo;
  • Advogado de pessoa natural e advogado de pessoa jurídica;
  • Advogado civilista e advogado penalista;
  • Advogado autônomo e advogado associado;

1. Advogado público e advogado privado

O advogado público, isto é, aquele que atua na direito público, é um profissional que atua a serviço do Estado. Ele ingressa na carreira por meio de concurso público, e pode estar vinculado a um Município, Estado, Distrito Federal ou União. 

Uma das vantagens da carreira como advogado público são os altos salários iniciais. Um Advogado Geral da União pode receber, no começo da carreira, mais de R$ 21 mil. Outro diferencial é a estabilidade, que traz mais segurança para você que quer se estabelecer em um emprego e ficar lá por bastante tempo.

O advogado privado é aquele que atua a serviço de uma pessoa natural ou de uma pessoa jurídica de direito privado, como uma empresa, associação ou fundação. Ele pode trabalhar como autônomo, ser vinculado a um escritório de advocacia ou, ainda, colaborador do setor jurídico de uma empresa. 

Entre as vantagens da carreira como advogado privado, podemos citar a maior liberdade para fazer escolhas pessoais (onde você quer trabalhar, quais casos quer aceitar) e a possibilidade de crescimento que não tem limites. 

2. Advogado contencioso e advogado consultivo

O advogado contencioso é aquele que atua nos processos. O trabalho dele é ajudar o cliente a obter o melhor resultado possível na causa que está em julgamento. Em alguns casos, isso pode envolver até uma audiência de conciliação em busca de um acordo com a outra parte, para assim evitar uma sentença desfavorável. 

Advogados contenciosos precisam conhecer muito bem o direito processual. Outro traço importante é a organização, já que um dos principais inimigos dessa função é a perda de prazos processuais. Felizmente, eles podem contar com um software para escritório de advocacia que ajuda no controle de processos judiciais.

Por outro lado, o advogado consultivo não atua diretamente com processos. Seu papel é prestar consultoria para ajudar os clientes a tomar as melhores decisões e, assim, evitar qualquer problema legal. 

O maior desafio para o advogado consultivo é que ele não precisa apenas entender o Direito, mas também conhecer a fundo a situação do seu cliente. Do contrário, ele não consegue avaliar todos os riscos e prever todas as possíveis consequências legais. 

3. Advogado de pessoa natural e advogado de pessoa jurídica

O advogado que presta serviços para pessoas naturais encontra casos e atua em áreas diferentes daquele que presta serviços para pessoas jurídicas.

Por exemplo, se você trabalha com pessoas naturais, provavelmente vai receber clientes pedindo orientação para um divórcio ou uma partilha de bens. Enquanto isso, se você trabalha com pessoas jurídicas, vai receber clientes perguntando quais são os procedimentos jurídicos para abrir uma empresa ou realizar um pedido de recuperação judicial.

Isso é importante porque, em vista dessas diferenças, você precisa direcionar sua formação. Existem escritórios de advocacia que atendem tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas, no entanto, possuem equipes distintas para cada caso. 

As habilidades exigidas desses tipos de advogados também são um pouco diferentes.

Por exemplo, se você advoga para empresas, é interessante ter conhecimento em administração, porque as questões jurídicas andam sempre junto com as questões da gestão do negócio.

Por outro lado, se você advoga para indivíduos, precisará desenvolver muita empatia, porque seus clientes são seres humanos enfrentando dificuldades. Para eles, a relação com o advogado não gira em torno apenas de negócios, mas de questões pessoais.

4. Advogado civilista e advogado penalista

O advogado civilista é aquele que se especializa em direito civil e suas subáreas, como direito de família ou contratos. Enquanto isso, o advogado penalista é aquele que se especializa em direito penal e suas subáreas, como direito penal empresarial ou direito penal tributário.

Existe muito debate sobre qual área é “melhor”, e tem até um ditado comum entre os profissionais do Direito: “os estudantes se apaixonam por Penal, mas se casam com o Civil”.

Um dos motivos é que, embora o direito penal seja emocionante, pelo menos a princípio, existem mais oportunidades de trabalho na área do direito civil.

Porém, é importante não escolher o seu caminho baseando-se apenas em qual alternativa parece mais fácil no começo. E temos duas boas razões para isso.

A primeira é que a carreira é um projeto de longo prazo. Portanto, você deve escolher a área em que consegue se visualizar trabalhando daqui a cinco, dez ou vinte anos. Se essa área é o direito penal, então, persiga essa visão! 🙂

A segunda razão é que, mesmo que a área cível seja mais fácil de entrar por haver maior oferta de oportunidades, isso não significa que será mais fácil alcançar o sucesso. Na verdade, a competição pelas melhores oportunidades é tão forte entre os civilistas quanto entre os penalistas. 

A mensagem, então, é clara: tanto a área cível quanto a penal são importantes, têm seus méritos, suas vantagens e, claro, seus obstáculos. Faça sua escolha pelos motivos certos, atue naquela que tem mais a ver com seu perfil profissional e sua visão de carreira.

5. Advogado autônomo e advogado associado

Na falta de um termo melhor, vamos falar em advogado autônomo para nos referir àquele que não está associado ao escritório de outra pessoa e que atua por conta própria; enquanto o advogado associado é aquele que atua como funcionário de um escritório. 

O advogado autônomo é um grande empreendedor. Mesmo que não esteja planejando abrir um escritório, ele é a própria empresa. Precisa atender os clientes e cuidar dos casos, mas também precisa gerenciar as finanças, desenvolver ações de marketing, fazer networking, emitir notas fiscais, controlar a agenda, e todas as outras atividades que, na verdade, qualquer escritório exige.

Juntamente com toda essa responsabilidade, o advogado autônomo tem extrema liberdade e flexibilidade. Por isso, esse é um bom caminho para profissionais com iniciativa, disposição e disciplina, e que não querem deixar as decisões na mão de outra pessoa.

Enquanto isso, o associado não tem que se preocupar com todas as atividades do escritório. Ele cuida dos casos e das tarefas que são designados para ele. Porém, isso não significa que pode se acomodar; pelo contrário, se quiser crescer dentro da equipe, precisa se destacar.

Esse é um bom caminho para quem se sente confortável lidando com hierarquia, não tem problemas em aceitar as regras e acatar ordens. Também é ideal para quem não sente a necessidade de desempenhar vários papéis, mas prefere ter uma função com atribuições bem definidas. 

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Outros tipos de advogados

No tópico anterior, você viu alguns dos principais tipos de advogados com base em distinções fundamentais. Essa lista deixa de fora outros tipos de advogados muitos importantes, que podem ser boas escolhas de carreira para sua vida profissional, especialmente considerando as demandas atuais do mercado. Confira alguns deles.

Advogados ambientalistas

A degradação do meio ambiente é uma das principais questões do século XXI. O direito ambiental tem importância central, ajudando a afastar condutas indesejáveis por meio de sanções, para promover a preservação ambiental.

Nesse cenário, o advogado ambientalista desempenha um duplo papel. Por um lado, ele aconselha as empresas sobre o que elas podem e não podem fazer, e informa os riscos de sanções; por outro, ele defende o meio ambiente, movendo ações contra as empresas que transgridem a legislação.

Advogados de startups

Com o crescimento da onda de startups, que são empresas digitais com alto potencial de crescimento, os advogados especializados em atender as necessidades dessas empresas também ganham espaço. 

Advogar nesse ramo é um desafio. Em alguns casos, a startup é tão inovadora que ela cria problemas jurídicos completamente novos. Então, o advogado que atua com direito das startups precisa identificar esses problemas e pensar em soluções para que eles não se tornem obstáculos ao negócio.

Especialistas em compliance

Tecnicamente, o especialista em compliance não precisa ser um advogado. Porém, o advogado é um dos profissionais mais preparados para exercer essa função.

Compliance é a conformidade com regulamentos. Cada segmento do mercado tem suas regulações, desde o setor bancário até o setor de mineração. Se as empresas não seguem o regulamento do seu setor, elas ficam expostas a sanções, como multas e até fechamento compulsório.

O advogado especialista em compliance, então, é responsável por:

  • analisar as regulações;
  • identificar se elas estão sendo obedecidas ou não;
  • criar e implementar ações para aumentar o nível de conformidade;
  • e desenvolver mecanismos para identificar quando as regulações são quebradas. 

Quando esse trabalho é bem desempenhado, ele pode economizar milhões para a empresa.

Conclusão

Nesse artigo compartilhamos os principais tipos de advogados para você entender melhor a situação do mercado de trabalho para cada um deles.

Qual é o próximo passo? Procure conversar com advogados que já estão atuando para descobrir como é a realidade desses profissionais. Quanto mais experiências reais você puder ouvir, mais segurança terá na hora de escolher seu próprio caminho.

Outra dica é conferir nosso conteúdo com os melhores advogados do Brasil. Nele citamos 15 profissionais que atingiram grande sucesso e reconhecimento nacional e que podem inspirar sua visão de carreira.

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