tendências na advocacia

Conheça as principais tendências na advocacia para 2021

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As tendências na advocacia orientam os profissionais do direito acerca das principais evoluções da área, sejam elas relacionadas ao ordenamento jurídico ou à prática de suas atividades. Elas indicam as pautas de destaque para um período específico, baseando-se em comportamentos já existentes, a fim de orientar decisões.

Vivemos em uma era de profundas transformações e crescimento acelerado do conhecimento. Essa realidade traz consigo o surgimento de novas tecnologias, além de cobrar que profissionais das mais diversas áreas saiam de suas zonas de conforto. É claro que o direito e a advocacia não ficariam de fora dessa transformação.

Por isso, temas como Revolução 4.0 e Advocacia 5.0 podem gerar curiosidade e interesse. Afinal, são assuntos que cada dia fazem mais parte dos debates no segmento. Paralelo a isso, existem outras mudanças que procuram adequar o ordenamento jurídico às novas demandas sociais. Alguns exemplos são a Lei Geral de Proteção de Dados e o crescimento da área de compliance.

Para se adaptar às tendências na advocacia e se destacar no mercado, é fundamental que os profissionais do direito adotem posturas que lhes garanta melhor desempenho e competitividade. E, cá entre nós, na realidade atual, é urgente que as reflexões pautem ações positivas na construção de uma carreira sólida e lucrativa. 

Sabendo de tudo isso, nossa proposta com este texto é contribuir para enriquecer ainda mais o seu repertório. Buscamos trazer novidades e dicas práticas para você aplicar no cotidiano, além de abordar assuntos relacionados à tecnologia e ao direito que prometem estar na pauta de 2021.

De olho nas tendências na advocacia para 2021

Para garantir uma melhor experiência de leitura, indicamos que você navegue pelo conteúdo através do menu clicável abaixo:

  1. Advocacia 5.0: O que é e como se adequar a essa realidade
  2. Inteligência Artificial: como essa tendência na advocacia impacta os profissionais?
  3. O que já está mudando para 2021 no âmbito legislativo?
  4. Como se preparar para as tendências na advocacia em 2021

Esperamos que você goste e tenha uma ótima leitura! 😉

1. Advocacia 5.0: O que é e como se adequar a essa realidade

Direito e sociedade são assuntos que andam juntos, afinal um influencia o outro. Nesse sentido, o ordenamento jurídico serve como ferramenta para impor limites entre direitos e deveres e promover o bom convívio entre os indivíduos.

Não é novidade que, ao longo dos tempos, existiram períodos em que a sociedade passou por mudanças profundas. Essas mudanças permitiram agrupar momentos importantes em períodos específicos e os normativos entre os indivíduos eram influenciados por elas, mesmo quando a ciência jurídica não era estruturada como é atualmente.

Para facilitar o estudo e o entendimento das motivações e consequências de cada uma das alterações, atualmente podemos dividir a sociedade em cinco períodos distintos, que vão da Sociedade 1.0 até a 5.0.

Como sociedade e direito são interdependentes, analisar a evolução coletiva pela qual passamos ao longo dos tempos permite uma maior compreensão de como alcançamos os avanços que observamos e vivemos hoje.

A partir disso, poderemos discutir com mais clareza sobre a Sociedade 5.0 e qual deve ser a postura ideal para que os advogados acompanhem essa nova realidade, que está entre as tendências na advocacia.

A evolução da Sociedade: o caminho até a Sociedade 5.0

Sociedade 1.0

O primeiro agrupamento de humanos com características sociais é denominado Sociedade 1.0.

Nesse período o nomadismo era comum e os indivíduos atuavam como caçadores e coletores de alimentos. Ou seja, a população saciava sua fome por meio da coleta de frutas, grãos e raízes ou através da caça de animais.

Sociedade 2.0

Na sequência veio  a Sociedade 2.0, marcada pelo surgimento da agricultura.

Nessa época, as pessoas começaram a se tornar sedentárias, fazendo moradia em lugares fixos e cultivando seus próprios mantimentos.

Foi também durante a Sociedade 2.0 que as relações de trocas começam a ocorrer. Além disso, deu-se início à domesticação de animais, que serviam como meio de transporte, alimentação e auxiliavam na agricultura. O período é denominado historicamente de Neolítico, marcado, ainda, pelo desenvolvimento da escrita.

Até aqui, análises históricas dão conta de que havia um direito que regulava a sociedade. Devido à dificuldade em se encontrar registros, é tarefa muito difícil saber de maneira concreta como era.

O direito consuetudinário (baseado nos costumes), até essa época, era o mais comum. Porém, a maioria das noções que possuímos tratam-se de reconstituições feitas a partir de hipóteses. Afinal, como mencionamos anteriormente, os registros são escassos.

Sociedade 3.0

A sociedade 3.0 inicia-se com o surgimento das máquinas e indústrias. É marcada pelo início da produção em massa, substituindo a manufatura pelo modelo fabril. É conhecida pela Revolução Industrial, que, apesar de ter ocorrido na Inglaterra, teve impacto tão grande que modificou todo o mundo.

Nesse período surgiram máquinas precisas, regulares e rápidas que substituíram o trabalho de vários trabalhadores. No entanto, também houve maior concentração de riqueza e consequente aumento da desigualdade social.

O momento da sociedade 3.0 foi muito importante para a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias que proporcionam melhor qualidade de vida à humanidade. 

Sociedade 4.0

A criação contínua de novas tecnologias fez surgir a Sociedade 4.0, também conhecida como Sociedade da Informação.

Dentre os principais aspectos da Sociedade 4.0 temos:

  • Ter como matéria-prima a informação: se antes a informação era usada com o objetivo de se agir sobre novas tecnologias, criar novas implementações ou trazer adaptações para novos usos, na Sociedade 4.0 as tecnologias são desenvolvidas para atuarem sobre a informação;
  • Alto poder de penetração de novas tecnologias: como a informação integra toda atividade humana, seja ela individual ou coletiva, existe uma tendência maior para que essas ações sejam atingidas pelas novas tecnologias;
  • Lógica de redes predominantes: embora seja uma característica de relações complexas, esse conceito passa a poder ser implantado em todos os tipos de processos, devido aos avanços tecnológicos;
  • Maior flexibilidade: possibilitar reversibilidade nos processos, componentes podem ser reconfigurados e reorganizados;
  • Tecnologias convergem de maneira crescente – há uma transformação na forma como os processos são pensados por meio da interligação de áreas diferentes do conhecimento. Dentre as áreas que possuem essa convergência estão telecomunicações, microeletrônica, optoeletrônica, computadores e biologia.

Todas as transformações que surgiram na sociedade 4.0 e o contexto que se originou a partir delas servem como base à sociedade 5.0 – e às tendências na advocacia que surgem a partir dela.

Revoluções Industriais e a Revolução 4.0

As últimas evoluções sociais foram fortemente marcadas pelos progresso da indústria e, por conta disso, falar em Revolução Industrial é indispensável quando se aborda o tema.

Ao longo da história, a indústria teve papel decisivo no desenvolvimento econômico mundial e grande influência nas áreas institucionais e sociais.

Nesse contexto, avanços tecnológicos sempre tiveram relevância para que a indústria pudesse evoluir. Isso porque contribuem para dinamicidade, eficiência e qualificação dos trabalhos e processos.

Hoje podemos afirmar que já vivenciamos três revoluções industriais e testemunhamos a quarta, ou a Revolução Industrial 4.0.

Revolução 1.0

A Primeira Revolução Industrial (ou Revolução 1.0) ocorreu quando o processo de manufatura foi substituído pelo fabril. Foi a resposta à necessidade em atender a um público consumidor crescente e à expansão dos lucros do sistema capitalista da época, que passava do comercial para o fabril.

Embora tenha influenciado todo o mundo, seu início deu-se na Inglaterra, no final do século XVIII e início do século XIX.

Nesse período começou o uso do carvão como fonte energética. Foram criadas a locomotiva e a máquina a vapor, a última sendo aperfeiçoada por James Watt e usada inicialmente pelo setor têxtil.

Revolução 2.0

A continuidade das revoluções tecnológicas deram início à Revolução 2.0. Dentre algumas das mudanças que marcaram o período, podemos pontuar que:

  • A eletricidade foi descoberta;
  • O ferro começou a ser utilizado para produzir aço;
  • Novas fontes de energia passaram a ser utilizadas (o petróleo no motor à combustão, a água nas usinas hidrelétricas e o urânio como energia nuclear);
  • Especialização do trabalho como forma de aumentar os lucros (surge o modelo fordista e taylorista de produção).

Nesse período, as inovações proporcionadas pelas mudanças nos modelos de gestão permitiram maiores ganhos pelos empresários e fizeram o capitalismo responsável em acelerar o crescimento econômico global.

Revolução 3.0

Em decorrência dos avanços ocorridos nos séculos XIX e XX, surge a Terceira Revolução Industrial (Revolução 3.0). O período trouxe mudança relevante nos processos econômicos, na política e na sociedade. É chamada por alguns estudiosos de Revolução Técnico-Científica e Informacional. 

Proporcionou mudanças nas áreas de informática, robótica, de telecomunicações, nanotecnologia e química fina (atividade de se obter produtos com elevada pureza, não contaminados, utilizados em sua grande maioria para produzir medicamentos).

Nela, também, o uso de energia foi diversificado (como exemplo, temos o etanol, a eólica e a solar). O uso dos recursos da informática foi cada vez mais incorporado ao cotidiano de pessoas físicas e jurídicas, e houve aumento da consciência da importância de se preservar o meio ambiente.

Revolução 4.0

O termo Indústria 4.0 surgiu de maneira pública pela primeira vez no ano de 2011, na feira de Hannover, na Alemanha. Esse novo modelo da indústria tem como base fazer uma descrição da tendência em digitalizar processos e automação no meio manufatureiro.

Um de seus fundamentos é a conexão entre ativos, máquinas e os diferentes sistemas através de uma rede dotada de inteligência. O que possibilita autonomia no controle dos módulos produtivos.

Dentre os pilares que fundamentam a Indústria 4.0 estão:

  • Internet das coisas: integração entre objetos físicos (eletrodomésticos, relógios, smartphones, carros) por meio de uma rede, através do envio, recebimento e processamento de informações;
  • Robótica avançada: consiste na área científica que envolve engenharia, tecnologia, eletrônica, software e mecânica com o objetivo de desenvolver máquinas que possam realizar tarefas programadas;
  • Big data e analytics: complexas e extensas estruturas de dados que usam maneiras novas para capturar, analisar e gerenciar informações;
  • Segurança cibernética: processos e dispositivos que permitem o tráfego de dados mais seguros no ambiente cibernético, dando maior confiabilidade;
  • Computação em nuvem: banco de dados salvo em ambiente de internet que permite aos usuários acessá-los em qualquer lugar do mundo e de diferentes dispositivos. Não se limita armazenamento de dados, abrange também capacidade computacional;
  • Inteligência artificial: desenvolvimento em máquinas de inteligência similar a humana, com a qual pode aprender com novas experiências, ajustar-se a dados novos que entrem em seus sistemas e realizar atividades complexas;
  • Uso de novos materiais: desenvolvimento de materiais que podem ser reciclados, mais leves, resistentes, com maior grau de adaptação e propriedades tidas como inteligentes, como capacidades de se autorreparar e autolimpar.
Outras possibilidades da Revolução 4.0

Além desses aspectos, traz ainda mais possibilidade com as seguintes tecnologias:

  • Sistemas horizontais e verticais de integração: também chamado de Sistema de Integração Universal, baseia-se na troca de informações entre os sistemas de integração horizontal (compartilhamento de dados em rede) e sistema de integração vertical (fusão do planejamento e desenvolvimento produtivo com os processos de fabricação). Isso possibilita mais agilidade em decidir, principalmente durante a fabricação;
  • Realidade aumentada: trata-se da expansão das possibilidades da realidade por meio de mecanismos virtuais. Exemplo disso é o jogo Pokemon Go, lançado em 2016, em que principal objetivo é buscar no ambiente físico personagens utilizando câmera de celulares (os personagens são apresentados no dispositivo como se estivessem fisicamente no local). Outro exemplo é o da Coral Tintas, que disponibiliza um aplicativo que simula cores específicas em ambientes, auxiliando o consumidor na decisão de compra;
  • Automação de processos de trabalho: é uma técnica de gestão de processos em empresas que utiliza recursos tecnológicos para integrar dados e sistemas, melhorando o controle e as atividades e substituindo trabalhos manuais por automáticos (leia mais sobre automação jurídica);
  • Desenvolvimento de aplicativos: softwares que atuam como um grupo de ferramentas desenvolvidos para realização de atividades específicas (como aqueles que permitem acesso a informações e procedimentos bancários, suporte para aprender um novo idioma e automatizar a gestão de escritórios de advocacia).

A Revolução 4.0 é uma realidade que promete alcançar diferentes setores da sociedade, incluindo as relações de emprego e a maneira como as pessoas se relacionam. Por conta disso, quem atua na área do direito deve se atentar o ao impacto que ela vai proporcionar, já que também está sendo afetada por esses avanços. Saiba mais sobre Advocacia 4.0.

Sociedade 5.0: a sociedade do futuro

É também denominada de Sociedade da Imaginação ou Sociedade Superinteligente.

Seu conceito iniciou e foi divulgado no Japão em 2016, como forma de resolver questões decorrentes do envelhecimento da sociedade, da redução da força de trabalho e em face às novas dificuldades relacionados ao meio ambiente e de energia.

Seu intuito é usar a tecnologia para solucionar os diversos problemas que afligem a sociedade, e seu foco está nas necessidades humanas.

Sociedade 4.0 x Sociedade 5.0

Uma das grandes diferenças entre a Sociedade 4.0 e a Sociedade 5.0 é que, na primeira, as informações são passadas através de redes para depois serem analisadas por pessoas. Já a Sociedade 5.0 objetiva interligar pessoas, coisas e sistemas no ciberespaço, utilizando a Inteligência Artificial para otimizar os resultados.

Ela se propõe a usar de maneira mais articulada a tecnologia em favor do ser humano. Um exemplo é o desenvolvimento de máquinas e sistemas que substituem tarefas repetitivas ou que colocam a vida humana em risco.

Esse propósito pode ser ilustrado pela aplicação dessas tecnologias na área de saúde. Graças a elas, o setor investe na obtenção de diagnósticos com mais precisão, em procedimentos menos invasivos e com maior probabilidade de cura.

Indo além, podemos trazer o conceito de Smart City (Cidades Inteligentes) para ilustrar ainda melhor as Sociedades 5.0. Elas são cidades altamente conectadas nas quais espaços públicos e diferentes rotinas usam a tecnologia de maneira inteligente e criativa para facilitar a vida do governo e dos cidadãos de maneira sustentável e não-agressiva ao meio ambiente.

Além disso, a Sociedade 5.0 tem como propósito promover o respeito mútuo e uma vida agradável e ativa entre seus membros. Ou seja, proporcionar aos indivíduos um futuro melhor por meio de um modelo que solucione problemas sociais e contribua com o desenvolvimento sustentável.

Vale destacar, ainda, que tem como foco a reinserção do ser humano no centro dos processos – diferente da Sociedade 4.0, cujo foco é o domínio das máquinas.

Direito 5.0: uma nova forma de advogar?

O Direito 5.0 possui como centro de sua preocupação o ser humano com todas suas particularidades em um cenário com normativos peculiares do mundo digital. Além disso, busca incorporar em seus processos as novas tecnologias que surgem e lidar com as questões sociais que delas resultam.

No que diz respeito à qualidade, adota o arquétipo de administração digital, difusa, na qual os próprios usuários realizam o controle de qualidade. Para isso, utilizam a linguagem dos rastros, como as avaliações dadas por estrelas em aplicativos.

O Direito 5.0 trata de mudança na mentalidade jurídica. Antes era hierárquica, verticalizada, conservadora, obedecia a padrões específicos e formal. Agora, deve passar a se alinhar com uma realidade totalmente nova alinhada com a proposta do modelo japonês de Sociedade 5.0.

2. Inteligência Artificial: como essa tendência na advocacia impacta os profissionais?

Um fator que está entre as tendências na advocacia, e que promete revolucionar várias outras áreas da sociedade, é a Inteligência Artificial (IA). Muito se trabalha para o desenvolvimento de sistemas que utilizem essa tecnologia por se tratar de um conhecimento com o qual se espera proporcionar mais comodidade à vida humana.

Já existem análises, testes e práticas para aplicá-la na área jurídica. O tema gera bastante curiosidade entre os profissionais da advocacia. A seguir vamos trazer os pontos principais sobre o tema. 😉

O que é a Inteligência Artificial

É uma tecnologia pela qual se busca fazer com que as máquinas tenham comportamento semelhante ao de humanos no que diz respeito ao processamento de informações e aprendizado através da experiência.

Ela atua através de aprendizagem automatizada, combinando dados de maneira ágil e interativa utilizando algoritmos com perspicácia. Para tanto, utiliza as técnicas de machine learning, deep learning e computação cognitiva.

Um setor que já utiliza a tecnologia é o financeiro. Um exemplo prático desse caso são as mensagens que chegam em nossos celulares ao realizarmos alguma compra que não condiz com os nossos padrões. Vale também mencionar as buscas que fazemos no computador ou celular, que nos retornam resultados de acordo com nosso histórico de consumo online, de navegação, e de outras atividades que tenhamos realizados na internet.

Saiba como aproveitar o melhor da Inteligência Artificial na advocacia.

Como a IA é aplicada na área jurídica e quais as tendências na advocacia

Atualmente, muitos escritórios já contam com o auxílio de programas de automação. Porém essa não é uma tecnologia da Inteligência Artificial, apesar de já existirem sistemas que contam com algumas funcionalidades que utilizam IA.

Softwares de automação jurídica têm como finalidade ajudar o advogado com tarefas repetitivas e burocráticas, dando mais controle e agilidade ao cotidiano. São grandes facilitadores para negócios jurídicos que buscam captar mais clientes e/ou aumentar o time de colaboradores.

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O futuro da IA como uma das tendências na advocacia já começou a ser construído. A ideia que se tem é que uma aplicação que utiliza inteligência artificial vai trabalhar com mais autonomia. Por exemplo, a partir do caso concreto, a IA será capaz de definir quais infrações foram cometidas e quais os institutos e aspectos da legislação poderão beneficiar o cliente.

No mercado já existem softwares, como o Astrea, que utilizam essa tecnologia ao ler intimações, identificar os prazos processuais e sugerir as atividades com maior probabilidade de se adequarem às próximas etapas do processo.

Inteligência Artificial na prática

Além disso, já existem situações em que a Inteligência Artificial consegue realizar algumas atividades com mais eficiência do que pessoas. Um exemplo foi um estudo realizado pelo aplicativo americano LawGeex, em que um grupo jurídico e um software analisaram os riscos presentes em cinco contratos de confidencialidade.

Em relação à precisão, houve empate com a inteligência artificial. Já em termos de velocidade, a Inteligência Artificial ganhou, pois levou 26 segundos para realizar atividade. O humano mais rápido fez o mesmo trabalho em 52 minutos.

Com isso, é possível concluir que as novas tecnologias têm um grande potencial para facilitar bastante o trabalho dos profissionais da advocacia. Afinal, ao ser capaz de lidar com algumas demandas – muitas vezes complexas ou trabalhosas –, dão aos advogados mais tempo para se dedicar a atividades intransferíveis e de alto valor para seus negócios. Por exemplo, garantindo um excelente atendimento ao cliente e uma boa estratégia de prospecção de novos contratos.

Nessa conjuntura, dominar técnicas e teorias em suas áreas de atuação também surge como oportunidade para os advogados que querem se destacar no mercado e usar as novas tendências na advocacia a seu favor. 

Se você quer se preparar para essas novidades por meio de dicas práticas, confira nosso texto sobre negócios do futuro.

Nomadismo Digital na advocacia: uma nova forma de trabalhar

As atuais tendências na advocacia e os avanços tecnológicos permitem a integração das atividades de trabalho ao ambiente digital. Desta forma, possibilitam que dados sejam acessados e tratados de diferentes partes do mundo.

Essa dinâmica está provocando uma revolução na maneira de trabalho de muitos profissionais. Afinal, para atuar, não precisam mais se deslocar a um ambiente específico onde ficam disponíveis as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de suas atividades. 

E nesse cenário abrem-se novas possibilidades, como o nomadismo digital na advocacia. O nomadismo digital é marcado pela disponibilidade e interesse das pessoas em viajar enquanto trabalham ou trabalhar enquanto viajam – fazendo disso um estilo de vida. São os nômades digitais. Falaremos sobre eles seguir. 😉

O que são nômades digitais?

Na área jurídica, os nômades digitais são, na maioria das vezes, advogados autônomos e que não têm um ambiente fixo para trabalho. Para eles, basta um dispositivo com acesso à internet (notebook ou tablet, por exemplo) para que possam executar suas atividades. 

Alguns espaços utilizados pelos nômades digitais são os coworkings e as cafeterias. Muitos estabelecimentos são criados levando em consideração essa necessidade e possibilitam aos seus usuários redução de custos com internet, aluguéis e despesas com energia elétrica.

Ambientes de coworking contribuem com o desenvolvimento de networking, principalmente quando o espaço recebe profissionais de diferentes áreas. Isso pode ajudar na prospecção de novos clientes e parcerias.

Vale mencionar também que, além desses espaços, a possibilidade de alugar casas e apartamentos em serviços como Airbnb inclui outra opção bastante procurada por nômades digitais. 

Já é uma das tendências na advocacia aplicadas ao trabalho?

O nomadismo digital na área jurídica é uma realidade ainda em desenvolvimento, mas que já possui adeptos no Brasil. Se você quiser entender melhor como pode ser a rotina de uma advogada digital, sugerimos dar uma olhada na entrevista que fizemos com Bárbara Mees.

Uma forma de facilitar a jornada de quem deseja experimentar essa nova forma de viver e trabalhar, é pelo uso de softwares jurídicos – que podem ser ferramentas fundamentais para facilitar essa jornada. Isso porque permitem controle de casos, processos e clientes, equipe e rotinas do escritório a partir de um dispositivo conectado à internet. Assim, independente do lugar do mundo onde o advogado ou advogada estiver, poderá acessar as informações importantes para desenvolver um bom trabalho.

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Nesse contexto, organização e disciplina são fundamentais para o cumprimento de prazos e a realização das tarefas com qualidade para os que começam a se inserir no nomadismo digital.

3. O que já está mudando de 2020 para 2021 no âmbito legislativo?

A maioria das transformações que ocorrem em nossa sociedade independem da nossa vontade, mas grande parte delas traz consigo oportunidades de lucros ou aprendizados.

Algumas tendências na advocacia ligadas de maneira mais específica ao Direito já começaram em anos anteriores. A seguir, você confere novidades de algumas delas.

Lei Anticorrupção

A Lei nº 12.846/2013, conhecida como Lei da Empresa Limpa, foi sancionada em 01 de agosto de 2013. O objetivo é responsabilizar civil e administrativamente empresas que praticarem atos contra a administração pública, de governos brasileiros ou estrangeiros.

Ela inova ao trazer em seu texto a responsabilidade objetiva de pessoas jurídicas, o acordo de leniência, o compliance, o Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP) e sanções mais rígidas.

É considerada uma das leis mais duras no mundo no que diz respeito ao combate à corrupção. Através dela não é necessário se provar culpa ou dolo dos indivíduos que praticaram a ação. Apenas o nexo causal entre o fato e o resultado já são suficientes para que a sanção seja aplicada à empresa.

Para isso, a Administração Pública deve comprovar que o ato danoso tinha como alvo beneficiar a pessoa jurídica, mesmo que as vantagens não tenham sido efetivadas.

Área de Compliance

O termo compliance vem do inglês, “comply”, e tem como significado “estar de acordo com uma regra”. Assim, a meta é adotar medidas que busquem reduzir ou evitar que leis sejam violadas quando entidades realizam suas atividades. Por meio de sócios ou funcionários, a Lei Anticorrupção torna o compliance ainda mais importante no ambiente empresarial.

Sua execução deve considerar as diversas áreas da companhia, promovendo a integração entre cada uma delas. Ou seja, identificar todos os aspectos da legislação que possam influenciar a empresa durante o andamento de suas atividades.

A partir disso, cria-se processos e procedimentos que possibilitem que os normativos sejam respeitados.

O compliance beneficia as organizações ao prevenir riscos, reconhecer problemas na fase inicial, identificar ilícitos em outras empresas. Além disso, favorece a reputação do negócio em que ela é realizada, torna os colaboradores mais conscientes sobre regulamentos e sanções e ainda contribui para que custos sejam reduzidos.

Entrada em vigor da Lei 13.709/2018

Trata-se da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que garante aos usuários da internet mais controle dos seus dados pessoais. Atualmente, não são apenas redes sociais que coletam dados de seus usuários. Aplicativos, sites e várias plataformas também costumam solicitar essas informações.

Desta forma, entre os novos direitos garantidos pela nova lei aos usuários estão:

  • Acesso às informações;
  • Retificação;
  • Cancelamento;
  • Direito a ser esquecido;
  • Portabilidade de seus dados;
  • Direito ao conhecimento sobre decisões feitas por processos automáticos que tenham como base suas informações;
  • Solicitação que dados pessoais sejam excluídos;
  • Permissão de se opor ao tratamento de dados;
  • Possibilidade de solicitar explicação quanto ao uso das suas informações.

Com a LGPD em vigor, as empresas estão se adequando a essa realidade. Prova disso são os informativos sob forma de pop up em vários sites sobre a existência de cookies. Os cookies são arquivos que armazenam dados temporários de navegação utilizados para alinhar a experiência de uso na internet com base em características pessoais dos usuários.

Tendo em vista as muitas dúvidas que esse tema pode gerar às empresas e aos consumidores, além da necessidade de adequação às novas regras, esse tema é uma das tendências na advocacia. Além disso, um campo de trabalho amplo para advogados que atuam nas áreas de direito digital e do direito da personalidade.

4. Como se preparar para as tendências na advocacia em 2021

Até aqui percebemos que a sociedade passa por grandes mudanças. Em meio a toda essa metamorfose, qual comportamento é necessário para acompanhar as tendências na advocacia?

Que é fundamental assumir uma postura ativa em meio a essa situação, não há dúvidas. Por isso, relacionamos algumas dicas para que você possa aproveitar ao máximo esse período para evoluir ainda mais em 2021. 😉

Invista em melhorias na marca do seu escritório

Se você ainda não se dedicou à identidade visual e à construção e solidificação da marca do seu escritório, talvez seja a hora de olhar para esse aspecto com mais atenção em 2021. A identidade visual consiste em um conjunto de elementos e símbolos cuja finalidade é representar e transmitir aos clientes os valores e ideais do seu negócio jurídico

Pode até parecer algo secundário, mas os detalhes fazem toda a diferença na hora de se diferenciar da concorrência. Enxergue o universo visual da marca do seu escritório como o cartão de visitas ou a vitrine do seu escritório.

Além disso, vale tirar um tempo para reavaliar os processos internos do seu escritório. Aproveite para verificar se as rotinas estão alinhadas com as demandas, se os processos fluem de forma ágil e organizada.

Os aspectos gerenciais são fundamentais para o bom desenvolvimento de qualquer negócio. Por isso, é interessante identificar como está a gestão de pessoas, se os controles financeiros estão sendo realizados e acompanhados de maneira adequada.

Conheça o seu público-alvo

Para o marketing, o público-alvo consiste no conjunto de pessoas que possuem maior propensão em se interessar no que a empresa negocia. Ter em mente qual é o público que você atinge ou deseja atingir ajuda a definir estratégias para alcançá-los e trazê-los para seu escritório.

Dessa forma você vai poder identificar com mais clareza onde focar os seus esforços para ter mais visibilidade e despertar mais interesse.

Se você precisa de ajuda para colocar essa ideia em prática, o artigo sobre tipos de clientes na advocacia, pode ser de grande ajuda.

Tenha boa presença digital

A Revolução 4.0 torna a sociedade cada vez mais inserida no mundo virtual. Nisso incluímos os negócios, já que o consumidor utiliza ferramentas virtuais para buscar informações sobre comércios e prestadores de serviços. E é o que está entre as tendências na advocacia.

A internet, além de ser uma vitrine para que você ou seu escritório sejam constantemente lembrados, pode também construir sua reputação e contribuir para que você seja uma autoridade na advocacia.

Uma das vantagens da atuação na internet é que não são necessários grandes investimentos e o retorno pode ser muito positivo. Por meio da participação em redes sociais, da criação de site para advogados, blogs, produção de vídeos e podcasts de direito, é possível alcançar seu público produzindo conteúdo jurídico estratégico.

Como usar a internet para manter-se em evidência

Se atualize e busque acompanhar as mudanças na legislação

Em meio a tantas informações, é básico não perder de vista a atualização profissional quanto às mudanças na legislação e o andamento dos processos. Embora em algumas áreas ocorram mais do que em outras, as leis estão em constante evolução para atender às novas necessidades ou ajustar-se a outras realidades sociais.

Muitas vezes conhecer apenas o texto da lei não dá a noção suficiente da sua abrangência. Por isso, é recomendável participar de eventos para advogados, workshops e palestras. Além disso, é importante manter contato com colegas de profissão. Assim, você abre possibilidades para fazer parcerias, dividir opiniões e coletar ideias e feedbacks úteis para seu negócio.

Agregue valor à sua prática e se diferencie da concorrência

Se destacar da concorrência, definitivamente, não é uma tarefa fácil. Assim, para ter um bom posicionamento no mercado, é necessário que você conheça quem atua na mesma área: uma análise de sua concorrência é indispensável

Primeiro levante todos os advogados e escritórios que compartilham do seu público-alvo, ou seja, dos seus concorrentes diretos. Busque saber também quem são os seus concorrentes indiretos, que são aqueles operadores do direito que trabalham com nichos diferentes. Eles têm grande potencial para o desenvolvimento de parcerias.

Entenda como atendem, quais as principais queixas dos clientes, os pontos fortes e fracos.

Faça o mesmo levantamento em relação ao seu atendimento e processos internos. Posteriormente, compare e inclua no seu planejamento estratégias que explorem esses pontos que precisam ser melhorados e atitudes que contribuam para fortalecer ainda mais seus pontos fortes.

Ofereça atendimento personalizado

Apesar da similaridade entre as diferentes situações que ensejam o fato concreto, a subjetividade de cada uma delas traz aspectos que as tornam únicas. Embora alguns escritórios tenham começado a trabalhar com o modelo fabril, é fundamental não perder de vista que cada situação necessita de análise individualizada e de tratamento próprio.

Além de ser uma forma de se destacar na advocacia, prezar pela humanização e personalização no atendimento é fundamental para garantir que as atividades sejam direcionadas com mais precisão, aumentando as chances de deferimento das solicitações e até ganho de causas.

Além disso, esse tipo de cuidado demonstra que você se preocupa e tem disposição de ajudar seus clientes em suas demandas, elevando os níveis de satisfação e confiabilidade.

Conclusão

O que é esperado para as tendências na advocacia é que continue surgindo novas tecnologias, como aconteceu nos períodos anteriores, porém de maneira mais acelerada. A expectativa é de que a sociedade mundial caminhe em direção à Sociedade 5.0, mesmo que na maioria dos lugares não ocorra de forma tão planejada como a proposta pelo governo japonês.

Tecnologias como a Inteligência Artificial, internet das coisas, realidade virtual e aumentada, tendem a participar cada vez mais do cotidiano dos escritórios de advocacia. Por conta disso, buscar entender sobre seu funcionamento é essencial para que essas mudanças sejam incorporadas no seu dia a dia, facilitando os processos e ampliando os lucros.

Os avanços e tendências na advocacia também proporcionam maior flexibilidade para o advogado. Assim, aumentam de chances de poder trabalhar em sua casa ou de qualquer outro lugar no mundo através do nomadismo digital e do trabalho como advogado home office.

Embora ao longo do texto não tenha surgido esse tema, se vislumbra que os debates que giram em torno de pautas sobre LGBT’s, direito da mulher, da criança e do adolescente, de pessoas refugiadas, antirracismo, consciência de preservação ambiental e de outras minorias sociais continuem em pauta no âmbito social e jurídico.

Então, nesse contexto, é fundamental que advogados e advogadas, além de conhecer todas essas transformações, adotem posturas que agreguem valor ao seu negócio e os diferencie de seus concorrentes.

Agora é a sua vez de participar! Conta pra gente o que achou das principais tendências na advocacia para 2021. Você está familiarizado com alguma delas? Tem alguma dica para dar para os outros leitores do blog? Comenta aqui embaixo! Nós vamos adorar saber a sua opinião. 😉

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