Marketing jurídico: 5 comportamentos para evitar nas redes sociais

Marketing jurídico nas redes sociais: 5 comportamentos para evitar

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Tão polêmico quanto necessário, o marketing jurídico saiu dos bastidores e tomou o seu lugar no palco da advocacia, como parte integrante da gestão do escritório. Construir um bom plano de marketing jurídico é condição essencial para a permanência de advogados no mercado de trabalho. Nenhum escritório sobrevive sem clientes e a atração deles se dá pelo marketing jurídico.

Traçar uma estratégia de negócio, definir um público alvo, identificar principais problemas e construir serviços que os solucionem, definir metas e orçamento de marketing são algumas das melhores práticas do mercado. E elas podem agregar muito na advocacia.

Entretanto, além de saber o que fazer, levando em conta o Código de Ética e Disciplina da OAB, saber o que não fazer também impacta na atração (ou não) de clientes, ainda mais em ambiente digital. Pensando nisso, eu preparei essa lista com alguns erros que você deve evitar no marketing jurídico nas redes sociais.

5 erros no marketing jurídico nas redes sociais

1) Postar foto de taças remetendo a comemoração e no texto fazer referência a “vitória do escritório” com dizeres do tipo “somos o melhor time do Estado”, “nosso escritório tem os advogados mais preparados”, “mais uma vitória pro currículo”, etc.

Por quê: A vitória do cliente é também a vitória do advogado, claro, e resultado da competência dele. Mas cuidado para não passar uma imagem egocêntrica da sua atuação enquanto profissional. Zele pela sua imagem projetada! Você pode dar a entender a mesma coisa de outra forma, mais adulta e profissional. Além do mais, dependendo do teor e do viés do texto pode-se incorrer em infração ética por mercantilização e captação irregular de clientela.

2) Print de tela de troca de mensagens com clientes elogiando a pessoa do advogado, no estilo “você é o melhor advogado do mundo”, “aquela impugnação que o senhor protocolou hoje estava arrasadora”, etc.

Por quê: Ninguém quer ser exposto. Mesmo que você esconda o nome e o número do telefone do cliente, ele sabe que foi o autor daquela mensagem. Além disso, pode passar uma imagem de arrogância e de que ele está sendo usado por você como um trampolim para aparecer. Ninguém gosta de se sentir usado. Se a mensagem foi enviada no privado, lá deve permanecer. E outra, é bem difícil de acreditar que o cliente tenha tecido elogios quanto ao conteúdo técnico da sua impugnação justamente porque o técnico é você! Não forje situações. Além de feio e fake é desnecessário.

Busque o holofote da forma mais elegante possível, preservando a relação de confidencialidade e confiabilidade entre advogado-cliente. Se ele achou um espetáculo a sua atuação, criará um vínculo com você e o indicará a outros novos clientes. Essa indicação é muito mais poderosa do que qualquer postagem vaidosa sua. Além disso, depoimentos de clientes são considerados captação irregular de clientela, uma infração ética e não podem ser usados como instrumento de marketing jurídico.

3) Falar sobre empreendedorismo e marketing jurídicos

Por quê: É bem tentador falar sobre esses temas já que são cruciais para o exercício da advocacia moderna. Mas enquanto comunicação ao mercado sobre a sua advocacia não incorra nessa armadilha, e por uma razão bem simples: seus clientes não são os outros advogados. Logo, esse tipo de conteúdo não interessa para eles. Fale para o seu público sobre temas que interessem a ele e não a você! Pense com a mente do cliente, ou como diria Walt Disney, vista a pele do cliente. Deixe os temas sobre empreendedorismo e marketing para momentos de networking.

4) Frases de efeito em imagens com torres romanas, bustos de mármores e balança da justiça

Por quê: já faz bastante tempo que esse tipo de comunicação já não constrói imagem de advogado. São o anti-marketing jurídico nas redes sociais. Passam a sensação de que o escritório é retrógrado ou desatualizado, entrópico e não conversa com o público alvo. Imponência, vocabulário robusto e juridiquês também. Fuja deles a todo custo. Urgente!

5) Repostagens simples de cards, imagens ou notícias de outros canais jurídicos

Por quê: Para que o marketing jurídico possa cumprir o seu papel de agregador de valor, você precisa ser a fonte ou pelo menos o intérprete da notícia/legislação que está sendo divulgada. Até por que esses canais são feitos para advogados e juristas, com linguagem jurídica. Priorize o seu conteúdo e se precisar repostar conteúdo de terceiros, dê o seu tom, interprete o reflexo na vida do seu cliente, faça a ponte. O assim você continuará sendo relevante. Caso contrário é perda de tempo e de identidade, não criando no público uma referência a você. Seja alguém que mereça ser seguido!

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O que você achou das dicas da Camila? Como você faz a gestão do seu marketing jurídico nas redes sociais? Conta para a gente nos comentários! E se você quer começar agora a produzir conteúdo para as redes, faça download do nosso planejamento:
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