Advogados associados: por onde começar?

Advogados associados: como encontrar as melhores parcerias

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Um fator crítico de sucesso na advocacia é construir uma equipe de excelência. Há várias formas de compor uma equipe no escritório, dentre elas uma sociedade de advogados para colaboração recíproca e partilha de resultados. Essa relação é regida pelo Provimento 169 do CFOAB.

Nela, o advogado associado mantém sua independência profissional e sua liberdade técnica e intelectual. Isso significa que o advogado associado pode se associar a mais de um escritório simultaneamente, desde que não haja conflito de interesses entre eles. O profissional também tem liberdade de escolher em quais causas atuará e as teses que arguirá, podendo ainda ter seus próprios clientes.

Quando um escritório passa a ter um certo volume de trabalho é importante crescer de forma ordenada, com uma equipe tecnicamente competente para entregar ao cliente a melhor prestação de serviços jurídicos possível.

Em minha trajetória como advogada, enfrentei o desafio de construir um elenco de advogados associados que tivesse sinergia e habilidade para o trabalho em equipe para um determinado projeto de um cliente. Essa busca foi como montar um quebra-cabeças. As partes tinham que se encaixar.

Como encontrar advogados associados?

Quando precisei montar uma equipe, foi preciso traçar o perfil ideal de pessoas para compor esse time tendo em vista o objetivo final do cliente e também o compromisso do escritório de manter a qualidade técnica e o relacionamento com esse cliente. Perfil técnico e também comportamental.

Ao contrário do que se pensa, o ponto de partida foi traçar os perfis comportamentais. A inteligência emocional hoje, mais do que nunca, é fator decisivo na contratação.

Uma máxima de gestão de pessoas em empresas sérias e compromissadas com a perenidade do negócio é: “Contrate o caráter e treine as habilidades”. Pessoas geralmente são contratadas pelo currículo e desligadas em razão de seu comportamento. Dificilmente se vê um desligamento motivado por um currículo acadêmico inadequado, mas usualmente por um comportamento impróprio. A rotatividade de advogados não é saudável nem para o escritório e nem para o cliente.

O caráter e a inteligência emocional não são adaptáveis facilmente. Diferentemente da inteligência cognitiva. Saber gerir as emoções e lidar com frustações, ser resiliente, ser capaz de construir conexão e confiança com outras pessoas e ser empático são algumas habilidades de que não se pode abrir mão em um processo seletivo de advogados associados. Como vão trabalhar juntos, a habilidade de manter bom relacionamento interpessoal é de extrema relevância na contratação.

Diversidade gera inovação

Já tecnicamente, os perfis ideais dos membros da nova equipe foram mapeados de forma complementar. Naquela época, e para aquele projeto, precisávamos de um advogado associado com uma sólida formação de base teórica, com perfil técnico processualista, detalhista e focado no cumprimento e controle de prazos, detecção de possíveis erros e falhas. Outro, mais expansivo para audiências e a frente de relacionamento e negociação de acordos com os advogados das partes adversas. Por último, um profissional com perfil mais estratégico, visão sistêmica para a atuação preventiva e um olhar sobre o negócio do cliente como um todo, dos reflexos de cada passo.

Resumidamente, precisávamos de várias facetas diferentes de um advogado, mas em profissionais diferentes em razão do fluxo, do volume e da necessária divisão do trabalho.

A diversidade gera um ambiente mais propício à inovação e à criatividade, cada um tem uma percepção e um viés diferente sobre um mesmo fato, e quando se consegue que um seja o complemento do outro é fantástico!

Onde entra o trabalho em equipe?

“Se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá acompanhado”. Um provérbio africano muito pertinente quando o assunto é gestão de escritório de advocacia ou gestão de pessoas na advocacia.

Atuando com parcerias se consegue um resultado que, isoladamente, não se conseguiria. Se cada membro da equipe atuar em determinadas funções, o resultado final é mais robusto, mais eficiente para o cliente, e muito mais rico.
Tempo é valor precioso para advogados e trabalhar em equipe com advogados associados possibilita a arte da multiplicação do tempo.

A busca pelo crescimento do escritório e a aquisição de novos clientes passam pela atuação em equipe, em parcerias. E para parcerias funcionarem tem de ser estabelecidas na relação do ganha-ganha. Ambos os parceiros ganham, tendo como objetivo fim o ganho para o cliente.
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E você, quais características valoriza na hora de procurar um advogado associado? Conta para a gente nos comentários!

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