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Gestão horizontal ou vertical: o que é melhor para seu escritório?

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E se os escritórios de advocacia tivessem líderes em vez de chefes? Muito além de uma simples proposta de mudança de vocabulário, a gestão horizontal sugere a profunda transformação de um modelo formalizado e bastante reproduzido no meio corporativo. Vários empresários, dentro e fora do Brasil, já toparam o desafio de acabar com a estrutura vertical de chefia. O que eles ganharam com isso? Mais engajamento e comprometimento dos colaboradores e parceiros, a retenção de bons profissionais, mais clareza para o propósito do negócio e, claro, melhores resultados para os clientes.

Você já ouviu o ditado “pessoas felizes trabalham melhor”? E aquele trecho de filme, que já virou dito popular: “grandes poderes vêm com grandes responsabilidades”? Pois as empresas que adotam sistemas horizontais de gestão costumam levar essas máximas muito a sério. Nesse tipo de organização, comprometimento e comportamento empreendedor por parte da equipe são dois ingredientes fundamentais para o bom desenvolvimento do negócio. Manter equipes autogerenciáveis e que entregam cada vez mais valor para a empresa é o sonho de muitos gestores, inclusive dos advogados empreendedores. Mas como criar essa sensação de pertencimento?

Primeiro, é preciso abandonar aquela imagem sisuda, personificada em uma chefia pouco simpática e muito autoritária, que se preocupa apenas em cobrar e dar ordens e raramente se propõe a ouvir e incorporar ideias dos colaboradores. Mas nem só de simpatia e cordialidade é construída uma organização autossustentável. É essencial ter um canal de diálogo sempre aberto e disposição para mudanças. Afinal, para o modelo horizontal, a hierarquia não é o único e nem o maior argumento para defender ideias ou tomar decisões. Trocar o foco em processos pela valorização das pessoas – de forma individual e coletiva – também é uma etapa muito importante para o engajamento dos membros e o fortalecimento do negócio.

Mas, afinal, o que é gestão horizontal?

Também conhecida como flat organization ou flat management, a gestão horizontal é uma organização empresarial em que as decisões coletivas e consensuais têm mais importância e prioridade do que a relação de poder ou as divisões hierárquicas. Assim, o maior objetivo do modelo é envolver todas as pessoas nos processos de decisão e execução.

Apesar de haver alguns exemplos de gestão horizontalizada, não tem uma fórmula pronta que se aplica a todas as empresas ou escritórios. O que podemos observar são diferentes formas e níveis de adoção do modelo. Existem organizações, por exemplo, que eliminam apenas algumas camadas de hierarquia – mantém cargos de chefia, gerência e coordenação, mas estimulam a criação de times autogerenciáveis e focam em metas significativas para todo o grupo.
Aqui na Aurum, por exemplo, buscamos alinhar a comunicação e estabelecer um ambiente de colaboração para facilitar a implementação de um modelo mais horizontal. As áreas são divididas em times. Cada time possui um líder, que ganha o título de diretor ou coordenador e age como um facilitador de processos e atividades. Apesar das funções nominais, todas as pessoas dos times assumem responsabilidades com metas e objetivos.

Já outras, como a Vagas.com, aderem ao modelo de forma mais radical e dispensam todos os níveis hierárquicos, as metas financeiras e comerciais e os planos de carreira. Apesar das diferenças, os pontos em comum entre os dois exemplos são a autonomia (total ou parcial) e o diálogo. Cada time, grupo ou setor tem liberdade para tomar decisões e se organizar como achar melhor. Além disso, a boa comunicação é fundamental para que a empresa evolua e para que todos os membros se mantenham alinhados ao objetivo do negócio.

E o que não é gestão horizontal?

Gestão horizontal não é sinônimo de estagnação de salários e nem de congelamento profissional. Também não significa que todas as pessoas terão o mesmo valor salarial. Normalmente, a remuneração acompanha o crescimento profissional. Ou seja: quanto maior é a contribuição para a empresa, maior tende a ser o salário ou o honorário. Para que isso aconteça, é muito importante que a estratégia de troca de valor seja clara e bem estruturada. Essa construção pode envolver a todos ou apenas uma área ou comitê específico. Tudo depende de como a empresa se organiza.

Ter, no escritório, uma máquina de café à disposição, wi-fi liberado e um espaço de lazer, com mesa de ping-pong ou videogame, também não configura uma organização horizontalizada. Apesar de interessantes, essas medidas, sozinhas, não garantem autonomia, nem promovem a liberdade e muito menos focam no crescimento individual e coletivo das pessoas.

Ao contrário do que possa parecer, a figura dos líderes não se desfaz nas estruturas mais horizontais. Na verdade, elas se intensificam. Afinal, sem alguém para exercer o controle absoluto sobre tudo e todos, as pessoas têm mais espaço para desenvolver e exercitar perfis de liderança e empreendedorismo. Dessa forma, o papel de líder passa a ser mais atuante e distribuído entre os times. Diferente da ordem pela ordem, o que acontece é que o líder compartilha a responsabilidade com o time e se apresenta mais como um facilitador do que como um “chefe”.

A gestão horizontal e o futuro dos escritórios

Normalmente, os modelos horizontais são mais adotados por pequenas e médias empresas. Mas nada impede que as grandes organizações também substituam os métodos verticais de gestão. Todos os segmentos do mercado podem adotar gestões mais horizontais, inclusive os escritórios de advocacia – por que não? Tudo depende das características do negócio, da cultura da empresa e, principalmente, do grau de maturidade dos gestores e da companhia.

Afinal, implementar um modelo mais horizontal é um processo longo e intenso, que envolve algumas renúncias e a criação de uma cultura de diálogo. Abrir espaço para o debate interno é um grande desafio. Por isso, é preciso estar preparado para lidar com frustrações, dar e receber feedbacks construtivos e também para aceitar opiniões divergentes. Principalmente durante o período de transição, o foco deve ser no longo prazo. Sair do modelo mais vertical, em que a hierarquia é centralizada, para os mais horizontais, pode causar a falsa sensação de que o escritório não tem um dono ou sócio atuante. Nesses momentos, é fundamental que a comunicação flua livremente e que os questionamentos dos membros sejam respondidos.

Com o tempo, os ruídos na comunicação tendem a diminuir, os times passam a se apropriar mais de seus objetivos e funções, os resultados deixam de ser individuais e unilaterais e passam a ser mais ricos e plurais. Num ambiente colaborativo, a sensação de pertencimento e responsabilidade costuma favorecer a evolução do time e o engajamento de todos. Consequentemente, as pessoas produzem mais (e melhor) e a entrega para os clientes tem mais valor.

Aqui na Aurum, fazemos uma reunião, toda semana, para conectar todos os membros da empresa e alinhar nossa comunicação. Chamado de “resenha”, esse encontro, que acontece via Hangouts, além de ser um momento para contar novidades e dividir resultados, é também uma oportunidade de interação entre as áreas. Todos podem participar ativamente, compartilhar notícias, fazer perguntas e tirar dúvidas.

Nas próximas semanas, vamos “abrir” um pouco mais as portas da Aurum para falar como estamos nos organizando em uma gestão horizontalizada e dividir com você as ferramentas que utilizamos para facilitar essa transição. Então, se você está em busca de uma gestão mais focada em pessoas para seu escritório ou procura uma alternativa aos modelos verticais de gestão (ou está apenas curioso para saber como fazemos), não deixe de conferir. E se você gostou desse artigo, assine a nossa newsletter para ficar por dentro das nossas novidades semanais e não perder nenhum conteúdo!

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Agora é a sua vez! Como é a organização do seu escritório? Você já tinha pensado em uma gestão com menos hierarquia? Gostou? Não gostou? Tem alguma história para contar sobre o assunto? Comente aqui embaixo! Estamos curiosos para saber sua opinião. 🙂

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  • Jarbas Bett disse:

    Prezados Senhores,
    Vi na TV em um programa, a gestão horizontal, achei interessante, moderna, e sobretudo humana. Acredito, que este modelo de gestão, veio pra ficar.

  • Lila Alves disse:

    Oi, Jarbas! Tudo bem com você? 🙂
    Pois é, esse modelo tem sido adotado por empresas de diferentes setores, inclusive em escritórios de advocacia. Bacana, né? Nós, aqui da Aurum, temos alguma experiência nesse sentido e até já compartilhamos como fazemos aqui no blog: https://www.aurum.com.br/blog/gestao-horizontal-como-fazemos. Você já viu?
    Obrigada pelo seu comentário!
    Espero ver você por aqui mais vezes 😉
    Um abraço!

  • Onorio José Bernardes disse:

    Ola
    Parabéns, faço Ciência Politica e numa aula comentava de
    gestão horizontal.
    Fui pesquisar na internet encontrei essa bela matéria adorei.
    Faço-lhes duas perguntas.
    1. Quanto fica um Software para uma imobiliária.
    2. Vocês, fariam um Software para um partido politico.

    Saudações.

    • Lila Alves disse:

      Oi, Onorio! Tudo bem?
      Ficamos muito felizes que você tenha gostado do conteúdo e esperamos te ver mais vezes por aqui. 🙂
      Sobre a sua pergunta, a Aurum desenvolve softwares jurídicos há mais de anos e possui duas soluções no mercado: o Themis, para grandes bancas e departamentos jurídicos e o Astrea, voltado a profissionais independentes, pequenos e médios escritórios. Nós não trabalhamos com softwares particulares. Mas agradecemos seu interesse. 😉

      Um abraço!

4 Comentários
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