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Usos da IA na advocacia que já fazem sentido na rotina do escritório

30 abr 2026
Artigo atualizado 30 abr 2026
30 abr 2026
ìcone Relógio Artigo atualizado 30 abr 2026
O uso da IA na advocacia já transforma a rotina dos escritórios, otimizando tarefas repetitivas e liberando tempo para atividades estratégicas. A IA apoia na pesquisa jurídica, organização de dados, automação de documentos e análise de jurisprudência. No entanto, seu uso exige revisão crítica e atenção à proteção de dados sensíveis. O verdadeiro benefício está em permitir que os advogados se concentrem em análise, estratégia e atendimento ao cliente, mantendo sua relevância no mercado.

Todos já chegamos ao fim de um dia de trabalho exaustos, após tarefas que não exigem nossa expertise como advogados, mas que consomem um tempo precioso: ler andamentos, traduzir documentos, organizar prazos, redigir minutas simples, pesquisar jurisprudência inicial. 

Tarefas necessárias, mas que pouco utilizam o que temos de mais valioso: o julgamento técnico.

É nesse contexto que a inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta para aliviar a carga operacional e liberar mais tempo para o que realmente importa. O bom advogado se tornará ainda melhor, pois entenderá a IA como uma extensão cognitiva. 

Neste artigo, você verá como a IA já pode ser aplicada na prática, o que distingue um uso eficaz de um mal planejado e quais cuidados não podem ser ignorados na advocacia.

Continue a leitura 😉

Por que a IA começou a ganhar espaço dentro da advocacia moderna?

A IA ganhou espaço na advocacia devido ao aumento acelerado do volume de processos, documentos, prazos e comunicações, que superou a capacidade dos advogados de gerenciá-los sem comprometer a eficiência e a qualidade.

Além disso, o perfil do cliente mudou. Hoje, muitos chegam aos escritórios já informados sobre seu caso, tendo consultado artigos, fóruns, vídeos no YouTube e até ferramentas de IA generativa.

Isso faz com que os clientes cheguem mais preparados, prontos para questionar e exigir explicações detalhadas, exigindo uma comunicação mais ágil e precisa por parte do advogado.

Tribunais como o STG com a MarIA e o TJDFT com o Odin estão incorporando IA em seus processos. A pergunta agora é: os advogados estão preparados para lidar com essa nova realidade?

O que faz um uso de IA realmente valer a pena na rotina do escritório?

Nem todo uso de IA é eficaz apenas porque parece moderno ou é recomendado por fontes externas. A IA só é válida quando resolve um problema real, sem comprometer a segurança das informações ou a qualidade do serviço. Antes de adotar uma ferramenta, faça estas perguntas:

  • Ela realmente economiza tempo ou só adiciona etapas ao processo?
  • Lida com dados sensíveis? Como esses dados são protegidos?
  • O resultado gerado pela IA foi revisado?

Muitas vezes, a IA não substitui a análise do advogado, mas a acelera. A responsabilidade final é sempre do advogado, que deve revisar o trabalho gerado para garantir a precisão.

Como começar na prática: metodologia simples

Escolha uma tarefa repetitiva que consome tempo sem agregar valor significativo. Comece com algo simples, teste e avalie o resultado. Não tente mudar toda a rotina de uma vez.

  1. Aprenda a formular bons comandos. A qualidade da resposta da IA depende de quão claro e específico for o pedido. Quanto mais detalhado o comando, mais útil será a resposta.
  2. Nunca use o resultado sem revisar. A revisão é crucial para evitar erros e garantir que o trabalho final seja de qualidade.

Com esses critérios, o uso da IA se torna mais eficaz e seguro, trazendo benefícios reais para a rotina do escritório.

Dica: usos da IA na advocacia que já fazem sentido para os escritórios

A inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma ferramenta valiosa no dia a dia dos escritórios de advocacia, especialmente em tarefas repetitivas que exigem tempo e organização. Vejamos como a IA pode apoiar a rotina jurídica de forma eficaz.

Apoiar a pesquisa jurídica e o levantamento inicial de informações

Uma das funções mais recorrentes na advocacia é o levantamento de referências: entender a jurisprudência atual sobre um tema, identificar artigos relevantes, mapear os argumentos que prevalecem sobre determinadas questões. 

A IA tem o poder de organizar um panorama inicial de forma rápida, indicando linhas de raciocínio e estruturando pontos de partida que facilitam uma análise mais aprofundada. Isso não só otimiza o tempo, como também dá mais eficiência ao processo de pesquisa.

Prompt para facilitar sua prática jurídica

Um exemplo de como você pode utilizar a IA de forma prática é com o seguinte comando:

“Liste as decisões mais recentes sobre [tema], destacando os principais argumentos e os juízes que decidiram favoravelmente.”

Esse tipo de solicitação pode acelerar a análise de jurisprudência, poupando tempo e oferecendo insights valiosos.

Se você deseja explorar mais sobre como otimizar suas tarefas com IA ou obter um conjunto de prompts prontos para usar, confira nosso conteúdo exclusivo: Prompt ChatGPT para advogados: kit com mais de 50 comandos

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Quais cuidados são indispensáveis ao usar inteligência artificial na advocacia?

Para a advocacia, são indispensáveis cuidados com a LGPD e a proteção de dados sensíveis. O uso de IA pode ser uma poderosa ferramenta para otimizar tarefas, mas exige uma abordagem responsável para garantir que os dados dos clientes estejam protegidos e que a tecnologia seja utilizada dentro dos parâmetros legais e éticos.

Aqui estão os principais cuidados que devem ser considerados ao adotar IA no escritório:

1. Sigilo e proteção de dados

O advogado tem o dever ético de preservar o sigilo das informações do cliente, conforme estabelecido no artigo 34 do Código de Ética e Disciplina da OAB. Isso significa que alimentar uma ferramenta de IA com dados sensíveis de clientes sem compreender como esses dados são armazenados, processados e utilizados representa um risco jurídico e ético real.

Antes de usar qualquer ferramenta de IA, é essencial obter o consentimento do cliente e revisar a política de privacidade das plataformas. É importante entender se os dados são utilizados para treinamento dos modelos e, sempre que possível, optar por soluções que proporcionem maior controle sobre os dados.

Leia também: LGPD na advocacia: como proteger dados de clientes

2. Alucinações e imprecisões

Modelos de linguagem, como os usados em ferramentas de IA, podem gerar informações incorretas que parecem verdadeiras. Jurisprudência inexistente, citações erradas, leis inventadas e argumentos plausíveis, mas equivocados, são falhas conhecidas da tecnologia.

Essa não é uma falha rara, mas sim uma característica intrínseca aos modelos de IA. O advogado que utiliza essas ferramentas sem revisar criticamente os resultados assume um risco que pode prejudicar diretamente o cliente e afetar sua própria reputação profissional.

3. A responsabilidade técnica permanece com o profissional

A OAB já deixou claro, em diversas manifestações, que o uso de IA não transfere nem dilui a responsabilidade do profissional jurídico. A responsabilidade técnica pela análise dos resultados e pela revisão final das informações geradas pela IA continua sendo do advogado.

4. Critério na escolha das ferramentas

Nem toda ferramenta rotulada como “jurídica” foi desenvolvida com o rigor técnico necessário ou com a segurança adequada para o setor. Por isso, é crucial avaliar a reputação da empresa desenvolvedora, a forma como os dados são tratados e se a ferramenta possui validações específicas para o contexto jurídico brasileiro.

A adoção responsável da IA na advocacia exige um processo cuidadoso de seleção, sempre considerando a segurança, a confiabilidade e a aderência à legislação vigente.

Mais informações sobre como a IA apoia na rotina: Inteligência Artificial na advocacia: aplicações e o que a IA do Astrea pode fazer

Conclusão

A pergunta já não é mais se a IA entrará na advocacia, mas sim como utilizá-la de maneira eficaz, sem criar novos riscos ou promessas irreais. A resposta está em adotar um critério claro: entender quais tarefas se beneficiam da automação, quais precisam de revisão antes de avançar e quais devem continuar sendo avaliadas exclusivamente pelo julgamento humano.

A IA pode otimizar a pesquisa jurídica, melhorar a criação de resumos, gerar rascunhos de peças e facilitar a comunicação com clientes. Contudo, a revisão crítica do advogado é fundamental em todas essas etapas.

O verdadeiro ganho da IA na advocacia não está na substituição do profissional, mas na liberação do tempo que ele dedica a tarefas operacionais, permitindo que se concentre em análise, estratégia e atendimento ao cliente. Esse é o caminho para alcançar uma eficiência real, essencial para que o advogado continue sendo relevante no mercado.

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Conheça as referências deste artigo

Código de Ética e Disciplina da OAB. Resolução nº 02/2015. 

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

Nota Pública sobre o uso de Inteligência Artificial na Advocacia. OAB, 2023.

Relatório sobre o Impacto da IA no Direito 2026. São Paulo: OAB SP, março de 2026. 

The Future of Jobs Report 2023. Genebra: WEF, 2023. 

Inteligência artificial e advocacia: desafios éticos e oportunidades práticas. Revista Brasileira de Direito Processual, 2024.

The economic potential of generative AI: The next productivity frontier. 

Resolução nº 615/2025 – Estabelece diretrizes desenvolvimento, para utilização o e governança de soluções desenvolvidas com recursos de inteligência artificial no Poder Judiciário.


Tamara Anzai
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Advogada desde 2012, foi professora Universitária e Oficial R2 da Força Aérea. Atualmente atua na área consultiva contratual. Certificada pela Arquitetura dos Contratos, de Fernanda Moreira e com certificação Societário Total da Universidade Corporativa Conexão Legal, de Fernanda Bastos. Fundadora...

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