{"id":9686,"date":"2021-06-18T13:00:59","date_gmt":"2021-06-18T16:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/"},"modified":"2023-06-29T16:32:58","modified_gmt":"2023-06-29T19:32:58","slug":"capacidade-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/","title":{"rendered":"Aspectos gerais da capacidade civil no Direito Brasileiro"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><meta charset=\"utf-8\"><strong>Capacidade civil<\/strong> \u00e9 a aptid\u00e3o de qualquer indiv\u00edduo para praticar atos jur\u00eddicos e exercer direitos e obriga\u00e7\u00f5es nos termos da lei.<\/pre>\n\n\n\n<p>A capacidade civil ou jur\u00eddica \u00e9 um dos temas mais interessantes no estudo <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-civil\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-civil\/\">Direito Civil<\/a>. Ela assume papel de extrema relev\u00e2ncia no universo dos direitos e obriga\u00e7\u00f5es, principalmente no que se compete aos aspectos da vida negocial e patrimonial de qualquer pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que o dom\u00ednio da chamada \u201cTeoria das Capacidades\u201d faz toda a diferen\u00e7a na vida pr\u00e1tica de profissionais de advocacia. Al\u00e9m de estar entre os temas mais cobrados nos exames da OAB, tamb\u00e9m \u00e9 conte\u00fado de in\u00fameras \u201cpegadinhas\u201d nas provas de concursos p\u00fablicos para carreiras jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, tivemos mudan\u00e7as profundas na \u201ccapacidade civil\u201d ap\u00f3s a Lei 13.146\/15 ter entrado em vigor. Como resultado, ainda h\u00e1 muitos profissionais do Direito perdidos quanto aos novos entendimentos sobre essa mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso, a minha miss\u00e3o hoje \u00e9 bem clara: <strong>explorar os principais aspectos do estudo atualizado da capacidade civil. <\/strong>Agora vamos direto ao que interessa para refrescar sua mem\u00f3ria jur\u00eddica e acelerar a sua atualiza\u00e7\u00e3o profissional. \ud83d\ude00<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a entre personalidade e capacidade civil<\/h2>\n\n\n\n<p>Inicialmente, antes de entrarmos na defini\u00e7\u00e3o de capacidade civil e suas divis\u00f5es e caracter\u00edsticas, \u00e9 importante estabelecermos a diferen\u00e7a entre personalidade e capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Teoria Geral do Direito Civil, <strong>personalidade \u00e9 a aptid\u00e3o gen\u00e9rica para titularizar direitos e contrair obriga\u00e7\u00f5es<\/strong>. Ou seja, quando falamos de personalidade, estamos falando t\u00e3o somente da <strong>possibilidade de ter direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona definem:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>personalidade jur\u00eddica \u00e9 a aptid\u00e3o gen\u00e9rica para titularizar direitos e contrair obriga\u00e7\u00f5es, ou, em outras palavras, \u00e9 o atributo necess\u00e1rio para ser pessoa de direito.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Adquirida a personalidade, o ente passa a atuar na qualidade de sujeito de direito (pessoa natural ou jur\u00eddica). De agora em diante, pode se tornar apto para exercer e praticar os mais diversos atos e neg\u00f3cios jur\u00eddicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, chamo a aten\u00e7\u00e3o exclusivamente para a personalidade da pessoa natural neste artigo. Pois, \u00e9 sobre a pessoa humana que residem as maiores&nbsp; discuss\u00f5es acerca da capacidade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, precisamos esclarecer que para o direito<strong> a pessoa natural \u00e9 o ser humano sujeito ou destinat\u00e1rio de direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando se adquire personalidade jur\u00eddica?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>O surgimento da personalidade ocorre a partir do nascimento com vida<\/strong>, conforme o art. 2\u00ba do CC\/2002. Essa \u00e9 a chamada \u201cTeoria Natalista\u201d que, aparentemente, foi a op\u00e7\u00e3o do legislador brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 2\u00ba A personalidade civil da pessoa come\u00e7a do nascimento com vida; mas a lei p\u00f5e a salvo, desde a concep\u00e7\u00e3o, os direitos do nascituro.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sendo assim, <strong>basta nascer com vida para que o rec\u00e9m nascido adquira personalidade jur\u00eddica.<\/strong> Com isso, se torna sujeito de Direito ainda que venha a falecer minutos depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, existe uma forte discuss\u00e3o sobre a \u201cTeoria Concepcionista\u201d. Nela, h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o em garantir os mais diversos direitos do nascituro. Essa teoria \u00e9 influenciada pelo Direito Franc\u00eas, e conta com diversos adeptos na doutrina brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para essa teoria concepcionista, a vida intrauterina deve ser considerada. Desse modo, o nascituro adquiriria personalidade jur\u00eddica desde a concep\u00e7\u00e3o, sendo considerado como pessoa desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 objetivo deste artigo entrar no debate acerca do momento de aquisi\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, mas t\u00e3o somente pontuar que existem duas correntes. Sendo assim, a Teoria Natalista \u00e9 a predominante no Direito Civil Brasileiro, embora a Teoria Concepcionista venha ganhando for\u00e7a na doutrina e jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Calma, respira a\u00ed! Essa breve explica\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1ria para ficar bem clara a diferen\u00e7a entre personalidade e capacidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando se inicia a capacidade civil?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma vez que o indiv\u00edduo passa a ser pessoa e adquire direitos e obriga\u00e7\u00f5es, n\u00e3o quer dizer que necessariamente ter\u00e1 aptid\u00e3o para exercer esses tais direitos e obriga\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a personalidade civil est\u00e1 ligada \u00e0 ideia de ter direitos e obriga\u00e7\u00f5es. Enquanto isso, a <strong>capacidade civil diz respeito \u00e0 ideia de poder exercer direitos e obriga\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Perceberam a diferen\u00e7a? Embora a pessoa natural possa ter personalidade civil com direitos e obriga\u00e7\u00f5es, o exerc\u00edcio direto ou indireto desses direitos e obriga\u00e7\u00f5es depender\u00e1 necessariamente da capacidade civil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 capacidade civil?<\/h2>\n\n\n\n<p>Como regra, toda pessoa passa a ser capaz de direitos e obriga\u00e7\u00f5es ap\u00f3s adquirida a personalidade jur\u00eddica. Nesse contexto, verificamos no primeiro artigo do C\u00f3digo Civil de 2002:<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art.1\u00ba Toda pessoa \u00e9 capaz de direitos e deveres na ordem civil\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas, o C\u00f3digo Civil est\u00e1 falando da chamada <strong>capacidade de Direito<\/strong> neste dispositivo. Desta forma, isso se confunde com a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de personalidade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, didaticamente a doutrina civilista nos diz que <strong>capacidade civil \u00e9 a aptid\u00e3o de qualquer indiv\u00edduo para exercer direitos e obriga\u00e7\u00f5es nos termos da lei. <\/strong>Contudo, para exercer direitos e obriga\u00e7\u00f5es n\u00e3o basta a mera capacidade de direito, ser\u00e1 necess\u00e1ria a capacidade de fato ou de exerc\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Simbolicamente podemos afirmar que todo ser humano tem capacidade de direito. Por\u00e9m, apenas aqueles que tiverem capacidade de fato ou de exerc\u00edcio, ter\u00e3o capacidade civil plena.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui, vale trazer as li\u00e7\u00f5es de Orlando Gomes, citado por Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A capacidade de direito confunde-se, hoje, com a personalidade, porque toda pessoa \u00e9 capaz de direitos. Ningu\u00e9m pode ser totalmente privado dessa esp\u00e9cie de capacidade\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E mais adiante complementa:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A capacidade de fato condiciona-se \u00e0 capacidade de direito. N\u00e3o se pode exercer um direito sem ser capaz de adquiri-lo. Uma n\u00e3o se concebe, portanto, sem a outra. Mas a rec\u00edproca n\u00e3o \u00e9 verdadeira. Pode-se ter capacidade de direito, sem capacidade de fato; adquirir o direito e n\u00e3o poder exerc\u00ea-lo por si. A impossibilidade do exerc\u00edcio \u00e9, tecnicamente, incapacidade\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-capacidade-civil.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20899\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-capacidade-civil.jpg 1200w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-capacidade-civil-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-capacidade-civil-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-capacidade-civil-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/figure>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 Capacidade civil plena?<\/h3>\n\n\n\n<p>A <strong>capacidade civil plena \u00e9 aquela em que a pr\u00f3pria pessoa poder\u00e1 exercer seus direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por intelig\u00eancia do art. 5\u00ba do C\u00f3digo Civil de 2002, a capacidade civil plena se dar\u00e1 quando a pessoa atingir os 18 anos ou em alguma das situa\u00e7\u00f5es de emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de esclarecimento, a emancipa\u00e7\u00e3o nada mais \u00e9 do que a antecipa\u00e7\u00e3o da capacidade civil plena aos menores de idade. Seja por vontade dos pais, por declara\u00e7\u00e3o judicial ou por hip\u00f3tese legal, nos moldes do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 5\u00ba do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a pessoa seja deficiente mental ou intelectual, \u00e9 importante destacar que a capacidade civil plena n\u00e3o \u00e9 afastada aos 18 anos de idade. Neste caso, \u00e9 necess\u00e1ria declara\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas fiquem tranquilos, vou deixar isso bem claro ao longo do texto quando falarmos das inova\u00e7\u00f5es da Lei 13.146\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Saiba mais sobre a <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/emancipacao\/\"><em>emancipa\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em> aqui no Portal da Aurum.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Incapacidade civil<\/h2>\n\n\n\n<p>Dito isto, est\u00e1 claro que <strong>nem toda pessoa ter\u00e1 aptid\u00e3o para exercer pessoalmente os seus direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/strong> Sendo assim a hip\u00f3tese em que estaremos diante de algum tipo de incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, haver\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o indiv\u00edduo n\u00e3o conseguir\u00e1 manifestar a pr\u00f3pria vontade. Sendo incapaz, em algum grau, de praticar os atos da vida civil de forma livre com total autonomia e independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos dizer ainda que em tais situa\u00e7\u00f5es estaremos diante da incapacidade civil relativa ou da incapacidade civil absoluta. Esses impedimentos podem se dar por diversos motivos, todos previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o de forma did\u00e1tica, nos moldes da legisla\u00e7\u00e3o civil atual, podemos afirmar que a tem\u00e1tica da capacidade civil possui tr\u00eas graus:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>plena;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>relativa;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>incapacidade civil absoluta.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 Capacidade ou incapacidade civil relativa?<\/h3>\n\n\n\n<p>A incapacidade civil relativa <strong>\u00e9 aquela em que a pessoa<\/strong> <strong>n\u00e3o poder\u00e1 exercer sozinha determinados direitos e obriga\u00e7\u00f5es<\/strong>. Sendo assim necess\u00e1ria a assist\u00eancia de outra pessoa para a pr\u00e1tica de alguns atos.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 4\u00ba do C\u00f3digo Civil de 2002 nos traz as hip\u00f3teses de incapacidade civil relativa, que atualmente s\u00e3o apenas as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Os pr\u00f3digos;<\/li>\n\n\n\n<li>Os maiores de 16 e menores 18 anos;<\/li>\n\n\n\n<li>Os \u00e9brios habituais (alco\u00f3latras) e os viciados em t\u00f3xicos;<\/li>\n\n\n\n<li>Aqueles que, por causa transit\u00f3ria ou permanente, n\u00e3o puderem exprimir sua vontade.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer que no caso dos <strong>alco\u00f3latras<\/strong>, ser\u00e1 necess\u00e1rio constatar efetivamente o estado patol\u00f3gico da embriaguez como condi\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a cr\u00f4nica. Dessa forma, se pode justificar a restri\u00e7\u00e3o relativa de capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, no caso dos <strong>viciados em t\u00f3xicos<\/strong>, ser\u00e1 preciso avaliar o grau de intoxica\u00e7\u00e3o e depend\u00eancia. A partir disso, ser\u00e1 constatado se haver\u00e1 alguma possibilidade de pr\u00e1tica de atos c\u00edveis, no caso de interna\u00e7\u00e3o para tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, vale fazer algumas considera\u00e7\u00f5es sobre <strong>aqueles que, por causa transit\u00f3ria ou permanente, n\u00e3o podem exprimir sua vontade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um ponto que desperta muita pol\u00eamica, pois as pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o estariam pass\u00edveis de incapacidade civil absoluta antes da lei 13.146\/2015. Por exemplo, as pessoas em coma ap\u00f3s acidente automobil\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica jur\u00eddica atual, prevalece a tese de que aqueles que n\u00e3o podem exprimir sua vontade por causa transit\u00f3ria ou permanente, est\u00e3o sujeitos a declara\u00e7\u00e3o judicial de incapacidade civil relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, o macete aqui \u00e9 pensar o seguinte: a nossa legisla\u00e7\u00e3o civil tem natureza essencialmente patrimonialista. Ent\u00e3o o objetivo acaba sempre sendo proteger a vida negocial e patrimonial das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Assist\u00eancia para incapacidade civil relativa<\/h4>\n\n\n\n<p>Em qualquer dessas hip\u00f3teses, o suprimento da incapacidade civil relativa ser\u00e1 feito atrav\u00e9s de assist\u00eancia. Ou seja, a pessoa relativamente incapaz ir\u00e1 praticar determinados atos jur\u00eddicos em conjunto com um assistente <strong>sob pena de anulabilidade dos atos praticados<\/strong>. Nesse contexto, podem ser considerados assistentes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pais;<\/li>\n\n\n\n<li>Tutor;<\/li>\n\n\n\n<li>Curador.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 Incapacidade civil absoluta?<\/h3>\n\n\n\n<p>A incapacidade civil absoluta trata da<strong> falta de aptid\u00e3o total para a pr\u00e1tica de atos da vida civil<\/strong>. Ou seja,<strong> quando a pessoa tem capacidade de direito, mas n\u00e3o tem capacidade de fato ou de exerc\u00edcio<\/strong>. Sendo assim, \u00e9 necess\u00e1ria a sua representa\u00e7\u00e3o por outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Perceba que aqui a pessoa tem todos os direitos e obriga\u00e7\u00f5es (capacidade de direito), mas n\u00e3o pode exercer nenhum deles (aus\u00eancia total da capacidade de fato). Nos termos do art. 3\u00ba do CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>s\u00e3o absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o pois aqui se entende como a pessoa com 16 anos incompletos e n\u00e3o emancipada! No caso, se tiver 16 anos completos estaremos diante da incapacidade relativa e se for emancipado estaremos diante da capacidade civil plena.<\/p>\n\n\n\n<p>Dica importante \u00e9 que a <strong>incapacidade jur\u00eddica n\u00e3o \u00e9 excludente absoluta de responsabiliza\u00e7\u00e3o patrimonial<\/strong>, j\u00e1 que na forma do art. 928 do CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&nbsp;<em>o incapaz responde pelos preju\u00edzos que causar, se as pessoas por ele respons\u00e1veis n\u00e3o tiverem obriga\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo ou n\u00e3o dispuserem de meios suficientes\u201d<\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No atual cen\u00e1rio, a incapacidade civil absoluta ficou restrita \u00e0 quest\u00e3o et\u00e1ria. Isso se deve \u00e0s inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia, como veremos na sequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Capacidade Civil na Lei 13.146<\/h2>\n\n\n\n<p>A Lei 13.146\/2015 \u00e9 a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (LBI) e promoveu profundas mudan\u00e7as em nosso \u201csistema de capacidade civil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela se trata de uma <strong>mudan\u00e7a estrutural que est\u00e1 fundamentada nos comandos e princ\u00edpios da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os <\/strong><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-das-pessoas-com-deficiencia\/\"><strong>Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia<\/strong><\/a>. Em especial, no artigo 12 do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/decreto\/d6949.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Decreto 6.949\/2009<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por consequ\u00eancia da entrada em vigor da LBI, passa a prevalecer no Direito Brasileiro a regra de que <strong>nenhum tipo de defici\u00eancia afasta a capacidade civil das pessoas<\/strong>. Portanto, nem mesmo a defici\u00eancia mental ou intelectual afastaria a capacidade civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as trazidas pela Lei 13.146<\/h3>\n\n\n\n<p>Antes da Lei 13.146\/15, pessoas com defici\u00eancia mental ou intelectual eram submetidas a declara\u00e7\u00e3o de incapacidade civil absoluta com certa frequ\u00eancia. Agora, isso passa a ser praticamente proibido pela legisla\u00e7\u00e3o civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso se d\u00e1 com o intuito de respeitar a condi\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia como caracter\u00edstica n\u00e3o impactante do ser humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>a LBI deixa evidente o respeito \u00e0 m\u00e1xima autonomia e independ\u00eancia da pessoa com defici\u00eancia<\/strong> para praticar todos os atos da vida civil. Isso se deve ao cumprimento de alguns compromissos assumidos perante a comunidade internacional.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 6\u00ba A defici\u00eancia n\u00e3o afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; casar-se e constituir uni\u00e3o est\u00e1vel;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; exercer direitos sexuais e reprodutivos;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; exercer o direito de decidir sobre o n\u00famero de filhos e de ter acesso a informa\u00e7\u00f5es adequadas sobre reprodu\u00e7\u00e3o e planejamento familiar;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>IV &#8211; conservar sua fertilidade, sendo vedada a esteriliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>V &#8211; exercer o direito \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria; e<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>VI &#8211; exercer o direito \u00e0 guarda, \u00e0 tutela, \u00e0 curatela e \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, como adotante ou adotando, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Podemos tamb\u00e9m observar exemplos desse conceito em pr\u00e1tica nos art. 84 e 85 da mesma lei. Finalmente, nenhum tipo de defici\u00eancia, ainda que a mental ou intelectual, pode servir de justificativa para restri\u00e7\u00e3o da capacidade civil<strong> <\/strong>no ordenamento jur\u00eddico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, fica evidente para todos n\u00f3s que a grande inova\u00e7\u00e3o trazida pela LBI foi eliminar o r\u00f3tulo de incapaz que ao longo dos anos sempre foi atrelado \u00e0s pessoas com defici\u00eancia. Dessa forma, se mant\u00e9m a perspectiva constitucional de m\u00e1ximo respeito \u00e0 dignidade da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regra Geral<\/h3>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a regra vigente \u00e9 de que a pessoa a partir dos 18 anos (ou da emancipa\u00e7\u00e3o) ser\u00e1 plenamente capaz para todos os atos da vida civil. Mesmo que com qualquer tipo de defici\u00eancia, e ainda que para isso necessite contar medidas de apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os que n\u00e3o conhecem, a principal ferramenta apoiadora para a pr\u00e1tica dos atos da vida civil da pessoa com defici\u00eancia \u00e9 a tomada de decis\u00e3o apoiada. Em car\u00e1ter de m\u00e1xima exce\u00e7\u00e3o, a curatela poder\u00e1 ser aplicada no caso das pessoas com defici\u00eancia, mas exclusivamente para fins negociais e patrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a capacidade civil dos ind\u00edgenas?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A capacidade civil dos ind\u00edgenas se encontra <strong>regulada por legisla\u00e7\u00e3o especial, nos termos do art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico do CC\/2002<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Lei n\u00ba 5.371\/1967 instituiu a FUNAI (Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio). <strong>A<\/strong> <strong>FUNAI exerce poderes de representa\u00e7\u00e3o e apoio ao ind\u00edgena<\/strong>, bem como consagra um sistema de prote\u00e7\u00e3o ao \u00edndio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Lei n\u00ba 6.001\/1973 (Estatuto do \u00cdndio) considera o ind\u00edgena agente absolutamente incapaz. Assim sendo, considera nulos os atos por eles praticados sem a devida representa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam s\u00f3 que fato curioso question\u00e1vel, pois o C\u00f3digo Civil remete essa mat\u00e9ria para a legisla\u00e7\u00e3o especial. Com isso, se assume o risco de considerar todo e qualquer ind\u00edgena como absolutamente incapaz, o que n\u00e3o reflete a realidade social dos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, sobre a capacidade civil dos ind\u00edgenas, acompanhamos o pensamento do Professor Pablo Stolze:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A melhor disciplina sobre a mat\u00e9ria \u00e9 considerar o \u00edndio, se inserido na sociedade, como plenamente capaz, podendo ser invocada, por\u00e9m, como norma tuitiva indigenista, n\u00e3o como presun\u00e7\u00e3o absoluta, mas sim como situa\u00e7\u00e3o verific\u00e1vel judicialmente, inclusive com dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria espec\u00edfica de tal condi\u00e7\u00e3o, para a declara\u00e7\u00e3o de nulidade do eventual neg\u00f3cio jur\u00eddico firmado.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Seguindo esse entendimento, apenas em casos excepcionais deve ser reconhecida a completa falta de discernimento do ind\u00edgena. A partir disso, e com a hip\u00f3tese devidamente comprovada, \u00e9 que haveria a invalida\u00e7\u00e3o dos atos por eles praticados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_f66b700e1855f61c727c4efffecd7d73.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_f66b700e1855f61c727c4efffecd7d73 .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_f66b700e1855f61c727c4efffecd7d73 .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_f66b700e1855f61c727c4efffecd7d73 .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n    }\n\n    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seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/?utm_source=blog&#038;utm_medium=adpost&#038;utm_campaign=campanha-marca-2026\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dicas para advogados&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 refrescou a mem\u00f3ria jur\u00eddica sobre o tema das capacidades e compreendeu as atualiza\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o civil, vamos destacar como ficam as formas de suprimento das incapacidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Muita aten\u00e7\u00e3o nesses pr\u00f3ximos pontos, pois a atua\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do advogado dentro dessa tem\u00e1tica passa necessariamente por aqui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de oferecer solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica aos casos concretos que chegam em nossa mesa, \u00e9 necess\u00e1rio a identifica\u00e7\u00e3o da medida ideal de suprimento da incapacidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o tome nota! \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Suprimento da incapacidade civil absoluta<\/h3>\n\n\n\n<p>Como aqui inexiste qualquer habilita\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica dos atos c\u00edveis, estaremos diante da <strong>hip\u00f3tese de representa\u00e7\u00e3o. <\/strong>Os representantes (pais, tutores ou curadores) \u00e9 que devem praticar os atos em nome e de acordo com os interesses do incapaz.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Representados por seus pais ou tutores: os menores de 16 anos n\u00e3o emancipados;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Representados por seus curadores: aqueles j\u00e1 declarados judicialmente como absolutamente incapazes, seja por causa transit\u00f3ria ou permanente e que n\u00e3o puderem exprimir sua vontade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que o absolutamente incapaz pratique sozinho algum ato da vida civil, sem estar representado. Nesse caso, estaremos diante da hip\u00f3tese de nulidade do ato ou neg\u00f3cio jur\u00eddico nos termos do art. 166 do C\u00f3digo Civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale registrar ainda que o representante n\u00e3o pode sair praticando atos em nome do representado ao seu bel prazer, devendo ser guiado pelo real interesse do incapaz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, o art. 119 do CC\/2002 estabelece prazo decadencial de 180 dias para a desconstitui\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico firmado contra interesses do incapaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando do menor n\u00e3o emancipado, na falta dos pais a figura do tutor \u00e9 imprescind\u00edvel. Voc\u00ea pode entender melhor como funciona o suprimento da incapacidade civil pela via da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/tutela\/\">tutela<\/a> em nosso artigo espec\u00edfico sobre o tema!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Suprimento da incapacidade relativa<\/h3>\n\n\n\n<p>Como aqui estamos diante da inaptid\u00e3o parcial para a pr\u00e1tica dos atos da vida civil, estaremos diante da <strong>hip\u00f3tese de assist\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diferente do absolutamente incapaz, o relativamente incapaz pratica o ato junto de seu assistente (pais, tutores ou curadores).<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Os maiores de 16 e menores de 18 anos, n\u00e3o emancipados: ser\u00e3o assistidos por seus pais ou tutores, em todos atos que a lei exigir;<\/li>\n\n\n\n<li>Os declarados judicialmente como relativamente incapazes: ser\u00e3o assistidos por seus curadores nos limites definidos no termo de curatela.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os atos que forem praticados pelo relativamente incapaz sem a assist\u00eancia de seus pais, tutores ou curadores, ser\u00e3o pass\u00edveis de anulabilidade. Lembrando ainda que a Lei 13.146\/2025 inseriu o art. 1.775-A no CC\/2002 permitindo a curatela compartilhada a mais de uma pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo, trago o seguinte caso: uma vi\u00fava idosa acometida com Alzheimer e determinado grau de dem\u00eancia, poder\u00e1 ser declarada judicialmente como relativamente incapaz. Por n\u00e3o conseguir exprimir sua real vontade, estar\u00e1 sob curatela compartilhada de dois filhos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se voc\u00ea quiser dominar como funciona o procedimento judicial de <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/curatela\/\"><em>curatela<\/em><\/a><em> para declara\u00e7\u00e3o de incapacidade civil, acesse este artigo!<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Tomada de Decis\u00e3o Apoiada<\/h4>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/tomada-de-decisao-apoiada\/\">Tomada de decis\u00e3o apoiada<\/a> n\u00e3o se trata de uma forma suprimento de incapacidade. Estamos falando de um mecanismo complementar \u00e0 capacidade civil plena das pessoas com defici\u00eancia, conforme previsto no art. 1.783-A do CC\/2002 e seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Se liga! Pois, este \u00e9 ponto alto do nosso estudo e muitos advogados sequer sabem que podem ofertar esta solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em seu portf\u00f3lio de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a tomada de decis\u00e3o apoiada dever\u00e1 ser cogitada como solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica sempre que necess\u00e1rio. E inclusive, antes mesmo de se pensar em qualquer hip\u00f3tese de restri\u00e7\u00e3o da capacidade por meio da curatela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perceba que se trata de uma ferramenta de \u201cblindagem civil\u201d criada pela lei 13.146\/2015 para revestir de maior seguran\u00e7a jur\u00eddica os atos praticados por pessoas com defici\u00eancia. Sobretudo daquelas com impedimento de natureza mental ou intelectual, sem que seja necess\u00e1rio restringir a sua capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, os atos ser\u00e3o praticados pela pessoa com defici\u00eancia sem assist\u00eancia ou representa\u00e7\u00e3o, mas com o <strong>apoio de duas pessoas de sua extrema confian\u00e7a<\/strong>. Assim se produz a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica necess\u00e1ria em face de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como aqui na Aurum n\u00f3s n\u00e3o brincamos em servi\u00e7o, deixo essa playlist de v\u00eddeos para voc\u00ea: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jPqjegP8Jt0&amp;list=PL8eHJ-G6oV5M-ZjE1mUwQkgyYC5TInKln\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curatela e Tomada de Decis\u00e3o Apoiada<\/a>. Para os mais interessados no assunto, nela eu explico TUDO sobre curatela e a tomada de decis\u00e3o apoiada! \ud83d\ude42<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">D\u00favidas frequentes sobre o tema<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 capacidade civil?<\/h3>\n\n\n\n<p>Capacidade civil \u00e9 a <strong>aptid\u00e3o de qualquer indiv\u00edduo para exercer direitos e obriga\u00e7\u00f5es nos termos da lei, mas nem toda pessoa ter\u00e1 essa aptid\u00e3o.<\/strong> Sendo assim, a hip\u00f3tese \u00e9 que estaremos diante de algum tipo de incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando se inicia a capacidade civil?<\/h3>\n\n\n\n<p>Como regra, <strong>toda pessoa passa a ser capaz de direitos e obriga\u00e7\u00f5es ap\u00f3s adquirida a personalidade jur\u00eddica. <\/strong>Voc\u00ea pode conferir as exce\u00e7\u00f5es de incapacidade relativa e absoluta neste artigo!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais os tipos de capacidade civil?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos moldes da legisla\u00e7\u00e3o civil atual, podemos afirmar que a tem\u00e1tica da capacidade civil se divide em: <strong>capacidade civil plena, capacidade civil relativa e incapacidade civil absoluta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Cr\u00edticas civilistas \u00e0 parte, chegamos ao fim de mais um artigo cir\u00fargico por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bom constitucionalista e defensor dos direitos das pessoas com defici\u00eancia, afirmo que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira evoluiu muito quanto \u00e0 leitura digna e humana da capacidade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que esse artigo tenha ajudado os colegas a resgatar na mem\u00f3ria jur\u00eddica os principais aspectos da teoria das capacidades. E, que tamb\u00e9m sirva de atualiza\u00e7\u00e3o sobre as recentes altera\u00e7\u00f5es que tivemos em nossa legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim,&nbsp; ressalto que o dom\u00ednio do atual sistema das capacidades \u00e9 de grande import\u00e2ncia para a resolu\u00e7\u00e3o dos mais diversos casos que chegam com frequ\u00eancia \u00e0 mesa dos advogados. Em especial, aqueles que lidam com o Direito de Fam\u00edlia, bem como com as in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas no campo de defesa e prote\u00e7\u00e3o dos direitos das pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea quiser continuar a leitura, selecionei alguns assuntos que podem te interessar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Principais aspectos jur\u00eddicos do <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/estatuto-do-idoso\/\">Estatuto do Idoso<\/a>;<\/li>\n\n\n\n<li>O papel do advogado no <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-das-pessoas-com-deficiencia\/\">Direito das Pessoas com Defici\u00eancia<\/a>;<\/li>\n\n\n\n<li>Tudo o que advogados precisam saber sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/guarda-compartilhada\/\">guarda compartilhada<\/a>;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/holding-familiar\/\">Holding familiar<\/a>: o que \u00e9, como funciona e quais as vantagens<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/\">Aspectos gerais da capacidade civil no Direito Brasileiro<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Como funciona a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cessao-de-direitos-hereditarios\/\">Cess\u00e3o de Direitos Heredit\u00e1rios<\/a>?<\/li>\n\n\n\n<li>Saiba o que \u00e9 a <a href=\"http:\/\/O que \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade e seu papel no Direito Civil\" target=\"_blank\">fun\u00e7\u00e3o social da propriedade<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/\">Capacidade civil no Direito Brasileiro<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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