{"id":9646,"date":"2025-11-26T19:25:09","date_gmt":"2025-11-26T22:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/penhora\/"},"modified":"2025-11-26T20:32:19","modified_gmt":"2025-11-26T23:32:19","slug":"penhora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/penhora\/","title":{"rendered":"Saiba o que \u00e9 a penhora de bens e como funciona na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A <strong>penhora<\/strong>, prevista no Novo CPC a partir do art. 831, \u00e9 um instrumento judicial que tem como finalidade garantir que um devedor pague suas d\u00edvidas atrav\u00e9s da constri\u00e7\u00e3o de seus bens e direitos em face do credor.<\/pre>\n\n\n\n<p>Provavelmente voc\u00ea j\u00e1 viu, perto de alguma ag\u00eancia da Caixa Econ\u00f4mica Federal ou outro banco, uma placa escrita \u201c<em>aqui tem penhor<\/em>\u201d, certo?<\/p>\n\n\n\n<p>O penhor \u00e9 muitas vezes confundido com a penhora em raz\u00e3o da nomenclatura aparentemente semelhante, mas trata-se de um outro instituto diferente da penhora. Por sua vez,<strong> a penhora \u00e9 uma forma de garantir uma obriga\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da apreens\u00e3o de um bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, neste artigo voc\u00ea vai entender quando ocorre a penhora, como ela funciona na pr\u00e1tica, qual o procedimento correto a ser utilizado em casos necess\u00e1rios e quais bens podem ser atingidos ou est\u00e3o protegidos por lei.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"1\">O que \u00e9 penhora de bens?<\/h2>\n\n\n\n<p>A penhora, prevista no Novo CPC a partir do art. 831, \u00e9 o ato judicial de apreender bens do devedor que sejam capazes de quitar a d\u00edvida discutida em processo. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o penhor, de acordo com o C\u00f3digo Civil (art. 1.225, inciso VIII), \u00e9 um direito real e uma forma de garantir determinada d\u00edvida (art. 1.419 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/o-que-e-penhora.jpg\" alt=\"O que \u00e9 penhora de bens no Novo CPC\" class=\"wp-image-40894\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Saiba o que \u00e9 penhora de bens no Novo CPC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual o objetivo da penhora de bens?<\/h3>\n\n\n\n<p>O objetivo da penhora de bens \u00e9 garantir o cumprimento de pagamento das d\u00edvidas de um devedor atrav\u00e9s da constri\u00e7\u00e3o de seus bens e direitos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a diferen\u00e7a entre penhora e penhor?<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando \u00e9 feito o penhor, a pessoa do devedor oferece um bem m\u00f3vel, im\u00f3vel ou um direito, como garantia do cumprimento daquela d\u00edvida. <strong>Diferentemente da penhora, que \u00e9 a apreens\u00e3o do bem ap\u00f3s a d\u00edvida j\u00e1 constitu\u00edda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No penhor, o devedor empenha\/entrega um bem com o intuito de demonstrar que ele vai cumprir com o pagamento da d\u00edvida e que, se n\u00e3o for cumprido, \u00e9 garantido ao credor que passe a ter direito de propriedade sobre aquele bem empenhado, ou seja, o bem passa a ser dele e n\u00e3o mais do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso que muitas vezes \u00e9 mais f\u00e1cil conseguir um empr\u00e9stimo empenhando um bem. Dessa forma, o risco de o credor n\u00e3o receber \u00e9 menor. Muitas institui\u00e7\u00f5es at\u00e9 dispensam a an\u00e1lise cadastral ou um avalista para o contrato quando \u00e9 feito o penhor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 importante ficar claro que: a penhora \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o judicial, j\u00e1 o penhor \u00e9 um ato volunt\u00e1rio. <\/strong>Nos bancos, normalmente s\u00e3o aceitos bens como j\u00f3ias, rel\u00f3gios, prataria e diamante como penhor e, depois de quitada a d\u00edvida, o bem \u00e9 devolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as quest\u00f5es relativas ao procedimento do penhor est\u00e3o previstas no C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"2\">Penhora de bens no Novo CPC<\/h2>\n\n\n\n<p>O processo de penhora est\u00e1 previsto no Novo CPC a partir do art. 831, que disp\u00f5e:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Se\u00e7\u00e3o III<br>Da Penhora, do Dep\u00f3sito e da Avalia\u00e7\u00e3o<br>Subse\u00e7\u00e3o I<br>Do Objeto da Penhora<br>Art. 831. A penhora dever\u00e1 recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado, dos juros, das custas e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, isso quer dizer que devem ser penhorados quantos bens forem necess\u00e1rios para que seja quitada n\u00e3o s\u00f3 a d\u00edvida, mas tamb\u00e9m os juros, custas e <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/honorarios-advocaticios\/\">honor\u00e1rios advocat\u00edcios<\/a> relacionados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto,<strong> a penhora pode ocorrer numa a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o ou na fase de cumprimento de senten\u00e7a de uma a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, o procedimento \u00e9 o mesmo: o devedor \u00e9 intimado a pagar, de forma volunt\u00e1ria, a d\u00edvida ou a condena\u00e7\u00e3o, no caso do cumprimento de senten\u00e7a. N\u00e3o o fazendo de forma volunt\u00e1ria, inicia-se a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada por meio da penhora de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>No v\u00eddeo abaixo, o prof. Me. Ren\u00ea Francisco Hellman, do do curso de Direito da FATEB, explica o que \u00e9 a penhora no Novo CPC:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"NOVO CPC - PENHORA\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sq90MpBeyjc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bens impenhor\u00e1veis<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ressaltar que a Lei prev\u00ea alguns bens que s\u00e3o impenhor\u00e1veis, ou seja, n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 constri\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podem servir para quitar d\u00edvidas judiciais. Esses bens est\u00e3o previstos no rol taxativo do art. 833 do CPC\/15.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender mais sobre a impenhorabilidade e suas exce\u00e7\u00f5es, recomendo a leitura do artigo sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/bens-impenhoraveis\/\">bens impenhor\u00e1veis<\/a> dispon\u00edvel no Portal da Aurum.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"3\">Qual a ordem de penhora de bens?<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito comum ouvir falar em penhora de bens m\u00f3veis, como ve\u00edculos ou im\u00f3veis. Por\u00e9m, esta n\u00e3o \u00e9 a primeira medida a ser tomada nos casos em que o devedor n\u00e3o salda sua d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Art. 835 do Novo CPC<\/h3>\n\n\n\n<p>O CPC prev\u00ea, no art. 835, a ordem preferencial de bens \u00e0 serem penhorados:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 835. A penhora observar\u00e1, preferencialmente, a seguinte ordem:<br>I &#8211; dinheiro, em esp\u00e9cie ou em dep\u00f3sito ou aplica\u00e7\u00e3o em institui\u00e7\u00e3o financeira;<br>II &#8211; t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica da Uni\u00e3o, dos Estados e do Distrito Federal com cota\u00e7\u00e3o em mercado;<br>III &#8211; t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o em mercado;<br>IV &#8211; ve\u00edculos de via terrestre;<br>V &#8211; bens im\u00f3veis;<br>VI &#8211; bens m\u00f3veis em geral;<br>VII &#8211; semoventes;<br>VIII &#8211; navios e aeronaves;<br>IX &#8211; a\u00e7\u00f5es e quotas de sociedades simples e empres\u00e1rias;<br>X &#8211; percentual do faturamento de empresa devedora;<br>XI &#8211; pedras e metais preciosos;<br>XII &#8211; direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia;<br>XIII &#8211; outros direitos.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto, como pode-se observar, \u00e9 prefer\u00edvel que seja penhorada a quantia da d\u00edvida em dinheiro antes que seja tomado algum ve\u00edculo, por exemplo. <strong>O par\u00e1grafo 1<\/strong><strong><sup>o<\/sup><\/strong><strong> do art. 835 vem confirmar a ideia de que a penhora em dinheiro \u00e9 priorit\u00e1ria<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece porque o procedimento para recebimento de valores em dinheiro \u00e9 muito mais c\u00e9lere do que o procedimento que deve ser feito quando penhora-se bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis, pois envolve outros procedimentos como avalia\u00e7\u00e3o do bem, leil\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/adjudicacao\/\">adjudica\u00e7\u00e3o<\/a>, levantamento do valor, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Ultrapassada a tentativa de penhora em dinheiro, o par\u00e1grafo 1<sup>o<\/sup> tamb\u00e9m comanda que a ordem pode ser invertida caso seja o entendimento do Juiz se verificar a exist\u00eancia de navios ou aeronaves que possam ser penhorados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No entanto, na pr\u00e1tica dificilmente isso acontece, mesmo quando resta demonstrado que existem outros bens pass\u00edveis de penhora<\/strong>. Foi o que ocorreu em um caso que atuei: o juiz n\u00e3o permitiu que um bem im\u00f3vel fosse penhorado antes que verificado se havia saldo em dinheiro ou ve\u00edculos dispon\u00edveis em nome do executado.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_a301f6a8f4677b3b565067104a59bd14.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_a301f6a8f4677b3b565067104a59bd14 .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_a301f6a8f4677b3b565067104a59bd14 .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_a301f6a8f4677b3b565067104a59bd14 .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        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class=\"text\" >Tenha tempo para focar no crescimento do seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/?utm_source=blog&#038;utm_medium=adpost&#038;utm_campaign=campanha-marca-2026\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"4\">Como funciona a penhora na pr\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"41\">Penhora em dinheiro<\/h3>\n\n\n\n<p>Atualmente, o bloqueio de valores em dinheiro e outros ativos \u00e9 feito de forma online (penhora online) pelo sistema SISBAJUD (at\u00e9 setembro de 2020 era utilizado o sistema BACENJUD, que tinha uma pesquisa menos abrangente que o atual).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema do Banco Central do Brasil, a pedido do magistrado respons\u00e1vel pelo processo de execu\u00e7\u00e3o ou cumprimento de senten\u00e7a, identifica eventuais valores dispon\u00edveis no CPF do devedor e faz o bloqueio da quantia determinada. <strong>O valor bloqueado \u00e9 imediatamente transferido a uma conta judicial vinculada ao processo<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s isso, o devedor tem o prazo de 15 dias \u00fateis para se manifestar sobre o bloqueio e se n\u00e3o houver justificativa que imponha a libera\u00e7\u00e3o dos valores, eles s\u00e3o transferidos ao credor por meio de alvar\u00e1 judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o valor bloqueado for maior que o valor da d\u00edvida, libera-se o que exceder. E se o valor bloqueado for menor, o credor deve apontar outros bens pass\u00edveis de penhora para saldar a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Penhora de sal\u00e1rios, proventos e benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/h3>\n\n\n\n<p>O art. 833, inciso IV do CPC preve que os sal\u00e1rios, vencimentos, proventos de aposentadoria, pens\u00f5es e rendimentos de natureza alimentar s\u00e3o impenhor\u00e1veis e a ideia \u00e9 garantir que o devedor n\u00e3o fique completamente sem renda para arcar com as despesas b\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, essa impenhorabilidade \u00e9 relativa, ou seja, em determinadas situa\u00e7\u00f5es pode haver a penhora desses valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O par\u00e1grafo 3\u00ba do art. 833 do CPC \u00e9 que preve as exce\u00e7\u00f5es tanto para os sal\u00e1rios, como para as aplica\u00e7\u00f5es em poupan\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>\u00a7 2\u00ba O disposto nos incisos IV e X do caput n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese de penhora para pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, independentemente de sua origem, bem como \u00e0s import\u00e2ncias excedentes a 50 (cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos mensais, devendo a constri\u00e7\u00e3o observar o disposto no art. 528, \u00a7 8\u00ba , e no art. 529, \u00a7 3\u00ba .<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>E isso j\u00e1 acontece na pr\u00e1tica. Algumas decis\u00f5es vem admitindo a penhora parcial de sal\u00e1rios (geralmente no montante de ate 30% da remunera\u00e7\u00e3o) nos casos de d\u00edvidas judiciais, desde que a subsist\u00eancia do devedor n\u00e3o seja prejudicada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem vai determinar o montante e se a penhora vai ou n\u00e3o acontecer nos proventos do devedor, \u00e9 o juiz, avaliando raz\u00e3o e propor\u00e7\u00e3o a fim de chegar a um equil\u00edbrio entre o pagamento da d\u00edvida e a subsist\u00eancia do devedor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Penhora de ativos financeiros como criptomoedas e outros<\/h3>\n\n\n\n<p>Um dos grandes desafios atuais \u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o e bloqueio de bens quando se trata de criptomoedas e outros ativos financeiros n\u00e3o tradicionais que vem sendo cada vez mais populares.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o CPC n\u00e3o fala expressamente nesse tipo de ativo e o Sistema SISBAJUD n\u00e3o reconhece esses valores como patrim\u00f4nio, impossibilitando a localiza\u00e7\u00e3o e consequente bloqueio desses ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando h\u00e1 ind\u00edcios de que o devedor possui ativos n\u00e3o tradicionais e n\u00e3o localizados pelo SISBAJUD, o juiz pode intimar o devedor a indicar os endere\u00e7os das carteiras digitais onde se encontram os bens ou ent\u00e3o oficiar as corretoras para verificar se h\u00e1 saldo vinculado ao CPF do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da dificuldade, j\u00e1 temos a Lei n. 14.478\/2022, Marco Civil das Criptomoedas, que regulamenta a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de ativos virtuais e pode contribuir com a possibilidade de localiza\u00e7\u00e3o e penhora desses bens.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"42\">Penhora de bens m\u00f3veis\/im\u00f3veis<\/h3>\n\n\n\n<p>No caso da penhora de outros bens que n\u00e3o sejam em dinheiro, <strong>quem faz o procedimento \u00e9 o Oficial de Justi\u00e7a, que tamb\u00e9m faz a avalia\u00e7\u00e3o do bem<\/strong>. Se forem necess\u00e1rios conhecimentos espec\u00edficos, a depender do tipo de bem, o juiz deve nomear um avaliador especializado. O procedimento de avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto no CPC, nos arts. 870 a 875.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o, inicia-se a fase de expropria\u00e7\u00e3o do bem que pode ser pela adjudica\u00e7\u00e3o ou aliena\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A adjudica\u00e7\u00e3o ocorre quando o bem \u00e9 transferido ao credor, no intuito de satisfazer a d\u00edvida. J\u00e1 a aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 o procedimento mais comum e consiste na venda do bem por meio do leil\u00e3o ou diretamente a um particular que manifeste interesse. O procedimento da aliena\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto desde o art. 879 at\u00e9 o art. 903 do CPC\/15.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo entregue o dinheiro bloqueado, da aliena\u00e7\u00e3o ou adjudicado o bem, ocorre a satisfa\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e finaliza\u00e7\u00e3o do processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Leil\u00e3o e adjudica\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a penhora do bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel, ocorre o <strong>processo de expropria\u00e7\u00e3o que vai seguir com a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/adjudicacao\/\">adjudica\u00e7\u00e3o<\/a> ou com a aliena\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Adjudica\u00e7\u00e3o <\/strong>\u00e9 a transfer\u00eancia do bem para o nome do credor e acontece quando o bem penhorado \u00e9 de dif\u00edcil venda ou quando o credor realmente tem interesse em ficar com o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>aliena\u00e7\u00e3o <\/strong>\u00e9 a venda do bem. Mas para que a venda seja realizada, o bem deve ser levado a leil\u00e3o judicial. O leil\u00e3o pode ocorrer de forma presencial ou virtual (que tem sido muito comum ultimamente).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 feito um edital de leil\u00e3o, descrevendo o bem, onde se encontra, qual o valor de avalia\u00e7\u00e3o e as condi\u00e7\u00f5es de pagamento. O juiz deve ficar um lance m\u00ednimo e, ap\u00f3s a arremata\u00e7\u00e3o o devedor ainda \u00e9 mais uma vez intimado para conhecimento. Somente ap\u00f3s esse prazo \u00e9 que o bem \u00e9 transferido livre de \u00f4nus \u00e0 pessoa que o arrematou no leil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor arrematado \u00e9 depositado judicial e ap\u00f3s os procedimentos de praxe, \u00e9 liberado para o credor. Se a quantia for suficiente para quitar a d\u00edvida, encerra-se a execu\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o for, o processo continua para buscar outros bens at\u00e9 a quita\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"43\">Impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 penhora<\/h3>\n\n\n\n<p>A impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 penhora \u00e9 o meio pelo qual o devedor pode arguir quaisquer quest\u00f5es relativas \u00e0 penhora e avalia\u00e7\u00e3o. Ela pode ser feita nos pr\u00f3prios autos da execu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio opor embargos para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que prev\u00ea o art. 917, par\u00e1grafo 1<sup>o<\/sup>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 917. Nos <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/embargos-a-execucao\/\"><em>embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>, o executado poder\u00e1 alegar:<br>\u00a7 1\u00ba A incorre\u00e7\u00e3o da penhora ou da avalia\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser impugnada por simples peti\u00e7\u00e3o, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da ci\u00eancia do ato.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No processo de execu\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o prazo para pagamento volunt\u00e1rio, havendo ou n\u00e3o a penhora, o executado tem mais 15 dias \u00fateis para apresentar sua impugna\u00e7\u00e3o, seguindo o que preceitua o art. 525, par\u00e1grafo 1<sup>o<\/sup>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento volunt\u00e1rio, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intima\u00e7\u00e3o, apresente, nos pr\u00f3prios autos, sua impugna\u00e7\u00e3o.<br>\u00a7 1\u00ba Na impugna\u00e7\u00e3o, o executado poder\u00e1 alegar:<br>I &#8211; falta ou nulidade da cita\u00e7\u00e3o se, na fase de conhecimento, o processo correu \u00e0 revelia;<br>II &#8211; ilegitimidade de parte;<br>III &#8211; inexequibilidade do t\u00edtulo ou inexigibilidade da obriga\u00e7\u00e3o;<br>IV &#8211; penhora incorreta ou avalia\u00e7\u00e3o err\u00f4nea;<br>V &#8211; excesso de execu\u00e7\u00e3o ou cumula\u00e7\u00e3o indevida de execu\u00e7\u00f5es;<br>VI &#8211; incompet\u00eancia absoluta ou relativa do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o;<br>VII &#8211; qualquer causa modificativa ou extintiva da obriga\u00e7\u00e3o, como pagamento, nova\u00e7\u00e3o, compensa\u00e7\u00e3o, transa\u00e7\u00e3o ou prescri\u00e7\u00e3o, desde que supervenientes \u00e0 senten\u00e7a.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"44\">Penhora no rosto dos autos<\/h3>\n\n\n\n<p>Dentre os outros direitos previstos no art. 835, \u00e9 poss\u00edvel que sejam penhorados cr\u00e9ditos que o devedor venha a receber em outros processos judiciais em que ele figure como credor ou parte autora, inclusive em processo de invent\u00e1rio que ele fa\u00e7a jus \u00e0 cota heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa modalidade de penhora est\u00e1<strong> prevista no art. 860 do CPC<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 860. Quando o direito estiver sendo pleiteado em ju\u00edzo, a penhora que recair sobre ele ser\u00e1 averbada, com destaque, nos autos pertinentes ao direito e na a\u00e7\u00e3o correspondente \u00e0 penhora, a fim de que esta seja efetivada nos bens que forem adjudicados ou que vierem a caber ao executado.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesses casos, quando o Oficial de Justi\u00e7a lavrar o termo de penhora desse cr\u00e9dito, o escriv\u00e3o respons\u00e1vel pela secretaria onde tramita o processo dever\u00e1 ser intimado para que fa\u00e7a constar nos autos a constri\u00e7\u00e3o do valor, fazendo a chamada <strong>penhora no rosto dos autos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A nomenclatura, \u201cno rosto dos autos\u201d, adv\u00e9m da \u00e9poca em que tal anota\u00e7\u00e3o era feita na capa do processo f\u00edsico. Atualmente, com o processo eletr\u00f4nico, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 anotada no pr\u00f3prio sistema.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"45\">Penhora de bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/h3>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 quanto ao bem em <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/alienacao-fiduciaria\/\">aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/a>. Ela \u00e9 mais um tipo de garantia muito parecida com o penhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o devedor transfere um bem, seja m\u00f3vel ou im\u00f3vel ao credor da d\u00edvida, enquanto ela perdurar. <strong>Se a d\u00edvida n\u00e3o for paga, o credor tem o direito de tomar o bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o questionamento \u00e9: o bem em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria pode ser penhorado?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o entendimento recente do STJ (REsp 1.819.186), isso n\u00e3o pode ocorrer, j\u00e1 que o bem alienado fiduciariamente n\u00e3o integra o patrim\u00f4nio do devedor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, nada impede que haja a constri\u00e7\u00e3o pela penhora no contrato de aliena\u00e7\u00e3o. Isso permite que o bem seja penhorado assim que o contrato for encerrado com a quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, momento em que o bem volta a pertencer ao devedor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"5\">E quando n\u00e3o h\u00e1 bens a penhorar?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de n\u00e3o haver bens \u00e0 penhora, de acordo com o art. 921, inciso III do CPC, a execu\u00e7\u00e3o deve ser suspensa pelo prazo de 1 ano. <strong>Se ap\u00f3s esse per\u00edodo n\u00e3o forem encontrados bens, o processo dever\u00e1 ser arquivado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 921. Suspende-se a execu\u00e7\u00e3o:<br>(&#8230;)<br>III &#8211; quando o executado n\u00e3o possuir bens penhor\u00e1veis;<br>(&#8230;)<br>\u00a7 1\u00ba Na hip\u00f3tese do inciso III, o juiz suspender\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se suspender\u00e1 a prescri\u00e7\u00e3o.<br>\u00a7 2\u00ba Decorrido o prazo m\u00e1ximo de 1 (um) ano sem que seja localizado o executado ou que sejam encontrados bens penhor\u00e1veis, o juiz ordenar\u00e1 o arquivamento dos autos.<br>\u00a7 3\u00ba Os autos ser\u00e3o desarquivados para prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o se a qualquer tempo forem encontrados bens penhor\u00e1veis.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Conforme o par\u00e1grafo 3<sup>o<\/sup>, caso sejam encontrados bens a execu\u00e7\u00e3o pode ser desarquivada para prosseguimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Penhora e Lei do Superendividamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Como vimos, a penhora \u00e9 uma forma de garantir o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es determinadas em senten\u00e7a judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, <strong>quando o devedor \u00e9 uma pessoa que possui diversas d\u00edvidas e fatalmente n\u00e3o vai conseguir quit\u00e1-las sem preju\u00edzo<\/strong> de sua subsist\u00eancia, ele entra em uma situa\u00e7\u00e3o de superendividamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A figura do superendividamento surgiu com a Lei n. 14.181 de 2021 , conhecida como Lei do Superendividamento, que alterou o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Idoso, possibilitando que pessoas superendividadas renegociem seus d\u00e9bitos de uma forma geral, preservando o chamado \u201cm\u00ednimo existencial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00ednimo existencial \u00e9 a quantia m\u00ednima que aquela pessoa precisa para manter sua moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a pessoa tem a<strong> possibilidade de renegociar as d\u00edvidas<\/strong>, evitando as restri\u00e7\u00f5es e cadastros de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, mas tamb\u00e9m mantendo a subsist\u00eancia b\u00e1sica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um procedimento judicial e, na pr\u00e1tica, o juiz convoca os credores daquele devedor, para discutir uma plano de pagamento que seja vi\u00e1vel para todas as partes, respeitando os limites do m\u00ednimo existencial e evitando, tamb\u00e9m, a penhora de bens essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a Lei do Superendividamento funciona como uma limita\u00e7\u00e3o \u00e0 penhora (principalmente a penhoras abusivas e desproporcionais), garantindo que o devedor cumpra com o pagamento das d\u00edvidas mas sem ser prejudicado financeiramente.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante saber que a Lei do Superendividamento abarca d\u00edvidas de consumo como financiamentos e empr\u00e9stimos, mas n\u00e3o inclui outras d\u00edvidas como as trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"6\">Principais d\u00favidas sobre penhora<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que significa penhora?<\/h3>\n\n\n\n<p>A penhora \u00e9 uma forma de garantir uma obriga\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da apreens\u00e3o de um bem e est\u00e1 prevista no Novo CPC a partir do art. 831. Clique aqui para saber mais sobre o tema!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual a ordem de penhora?<\/h3>\n\n\n\n<p>Conforme o art. 835 do CPC\/15, a penhora seguir\u00e1 a seguinte ordem: dinheiro; t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica;&nbsp; t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o e mercado; ve\u00edculos de via terrestre; bens im\u00f3veis; bens m\u00f3veis em geral; entre outros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que acontece quando n\u00e3o h\u00e1 bens para penhorar?<\/h3>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de n\u00e3o haver bens \u00e0 penhora, a execu\u00e7\u00e3o deve ser suspensa pelo prazo de 1 ano. Se ap\u00f3s esse per\u00edodo n\u00e3o forem encontrados bens, o processo dever\u00e1 ser arquivado. Mas caso sejam encontrados bens, a execu\u00e7\u00e3o pode ser desarquivada para prosseguimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"7\">Resumo do conte\u00fado<\/h2>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea percebeu como o procedimento de penhora de valores em dinheiro \u00e9 muito mais simples e r\u00e1pido do que a penhora de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis? <strong>\u00c9 por este motivo que o Novo CPC prev\u00ea a ordem de prefer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A penhora, ent\u00e3o, \u00e9 o ato judicial de apreender bens do devedor que sejam capazes de quitar a d\u00edvida discutida no processo. Diferentemente do penhor, que \u00e9 um tipo de garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o instituto da penhora tem algumas especificidades a depender do bem que est\u00e1 sendo penhorado e da disponibilidade ou n\u00e3o desse bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u00e9 importante atentar-se aos bens impenhor\u00e1veis previstos e a qualquer outro gravame que o bem do devedor possua antes de indic\u00e1-lo \u00e0 penhora durante a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"8\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h2>\n\n\n\n<p>Para que voc\u00ea continue a sua jornada de conhecimento, indico os seguintes temas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/usucapiao-extrajudicial\/\">Usucapi\u00e3o extrajudicial<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/esbulho\/\">Esbulho<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/distrato-de-contrato\/\">Distrato de contrato<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/distrato-de-contrato\/\">O que \u00e9 distrato de contrato, como funciona [+Modelo]<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/art-523-do-cpc\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/art-523-do-cpc\/\">Art. 523 do CPC: entenda a aplica\u00e7\u00e3o da multa<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/carta-de-preposicao\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/carta-de-preposicao\/\">Carta de preposi\u00e7\u00e3o e como ela deve ser feita [+Modelo]<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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Precisa de mais alguma informa\u00e7\u00e3o?&nbsp; Comente aqui embaixo! Vamos adorar saber a sua opini\u00e3<\/em>o \ud83d\ude42<\/p>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"O que significa penhora?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"A penhora \u00e9 uma forma de garantir uma obriga\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da apreens\u00e3o de um bem e est\u00e1 prevista no Novo CPC a partir do art. 831. Clique aqui para saber mais sobre o tema!\"\n    }\n  },{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"Qual a ordem de penhora?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"Conforme o art. 835 do CPC\/15, a penhora seguir\u00e1 a seguinte ordem: dinheiro; t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica;  t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o e mercado; ve\u00edculos de via terrestre; bens im\u00f3veis; bens m\u00f3veis em geral; entre outros.\"\n    }\n  },{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"O que acontece quando n\u00e3o h\u00e1 bens para penhorar?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"Na hip\u00f3tese de n\u00e3o haver bens \u00e0 penhora, a execu\u00e7\u00e3o deve ser suspensa pelo prazo de 1 ano. Se ap\u00f3s esse per\u00edodo n\u00e3o forem encontrados bens, o processo dever\u00e1 ser arquivado. 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