{"id":9505,"date":"2020-12-04T16:08:45","date_gmt":"2020-12-04T19:08:45","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/tema-810-stf\/"},"modified":"2024-09-02T07:14:03","modified_gmt":"2024-09-02T10:14:03","slug":"tema-810-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/tema-810-stf\/","title":{"rendered":"Entenda o Tema 810 do STF: corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros morat\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O <strong>Tema 810 do STF <\/strong>trata sobre a \u201cvalidade da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e dos juros morat\u00f3rios incidentes sobre as condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica\u201d e prev\u00ea que tais consect\u00e1rios devem observar os \u00edndices oficiais de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da caderneta de poupan\u00e7a (Taxa Referencial \u2013 TR).<\/pre>\n\n\n\n<p>Quando o STF reconheceu a repercuss\u00e3o geral sobre o Tema 810, passou a enfrentar se a previs\u00e3o legal quanto ao indexador de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, remunera\u00e7\u00e3o do capital e compensa\u00e7\u00e3o da mora <strong>era constitucional ou n\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal enfrentamento se deu em raz\u00e3o do Recurso Extraordin\u00e1rio n\u00ba 870.947, proveniente do Estado de Sergipe, o qual atacou decis\u00e3o proferida pelo E. Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF 5)<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o recorrida, entendeu o TRF 5 que n\u00e3o se aplicava o disposto no art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.960\/2009, referente ao indexador de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria ao caso, em respeito \u00e0s decis\u00f5es do C. STF nas ADIs n\u00ba 4.357 e 4.425, que reconheceu, por arrastamento, a inconstitucionalidade do artigo 5\u00ba da Lei n\u00ba 11.960\/09, que deu nova reda\u00e7\u00e3o ao artigo 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/97.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, com este texto espero que voc\u00ea tire suas d\u00favidas sobre o referido questionamento junto ao C. STF, bem como, qual a decis\u00e3o do Tribunal e consequ\u00eancias para os litigantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"1\">O que \u00e9 o Tema 810 do STF?<\/h2>\n\n\n\n<p>Conforme se extrai da r. decis\u00e3o que reconheceu a repercuss\u00e3o geral do Tema 810 do STF, este consiste em:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Validade da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e dos juros morat\u00f3rios incidentes sobre as condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica, conforme previstos no art. 1\u00ba-F da <\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9494.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Lei 9.494\/1997<\/em><\/a><em>, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela <\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/l11960.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Lei 11.960\/2009<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Recurso extraordin\u00e1rio em que se discute, \u00e0 luz dos arts. 102, caput, l, e 195, \u00a7 5\u00ba, da <\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/em><\/a><em>, a validade, ou n\u00e3o, da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e dos juros morat\u00f3rios incidentes sobre condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica segundo os \u00edndices oficiais de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da caderneta de poupan\u00e7a (Taxa Referencial \u2013 TR), conforme determina o art. 1\u00ba-F da Lei 9.494\/1997, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 11.960\/2009.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ou seja, <strong>a discuss\u00e3o gira sobre a (in)constitucionalidade de se utilizar os \u00edndices oficiais de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da caderneta de poupan\u00e7a<\/strong> para a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e c\u00e1lculo dos juros morat\u00f3rios incidentes sobre condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"2\">Contexto hist\u00f3rico do Tema 810 no STF<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 62\/2009 \u2013 DOU 10\/12\/2009 \u2013 foi publicada, houve significativa <strong>altera\u00e7\u00e3o no art. 100 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF)<\/strong>, o qual trata do regime de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as diversas altera\u00e7\u00f5es, houve a inclus\u00e3o do \u00a7 12 ao referido artigo, o qual possui a seguinte reda\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u00a7 12. A partir da promulga\u00e7\u00e3o desta Emenda Constitucional, a atualiza\u00e7\u00e3o de valores de requisit\u00f3rios, ap\u00f3s sua expedi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o efetivo pagamento, independentemente de sua natureza, ser\u00e1 feita pelo \u00edndice oficial de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da caderneta de poupan\u00e7a, e, para fins de compensa\u00e7\u00e3o da mora, incidir\u00e3o juros simples no mesmo percentual de juros incidentes sobre a caderneta de poupan\u00e7a, ficando exclu\u00edda a incid\u00eancia de juros compensat\u00f3rios.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de referida EC, que alterou sobremaneira os regimes de precat\u00f3rios, diversas <strong>entidades ingressaram no STF com duas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs)<\/strong> \u2013 4.357 e 4.425 \u2013 nas quais se buscava o reconhecimento de inconstitucionalidades na EC 62\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>E um dos temas abordados foi justamente sobre os crit\u00e9rios \/ \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o das condena\u00e7\u00f5es da Fazenda P\u00fablica contra seus credores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Julgamento e entendimento das ADIs<\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s julgamento das ADIs 4.357 e 4.425, o STF firmou <strong>entendimento de ser inconstitucional<\/strong> a fixa\u00e7\u00e3o dos juros morat\u00f3rios com base na remunera\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a<strong> <\/strong>apenas quanto aos precat\u00f3rios de natureza tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto porque, em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/isonomia\/\">isonomia<\/a>, a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o poderia receber juros de 1% ao m\u00eas \u2013 previs\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-tributario-nacional-ctn\/\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)<\/a> \u2013 na qualidade de credora e pagar juros menores quando devedora, j\u00e1 que a remunera\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a equivalia, \u00e0 \u00e9poca, a 6% de juros ao ano, mais TR.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendeu ainda, por arrastamento, a <strong>inconstitucionalidade do artigo 5\u00ba da Lei n\u00ba 11.960\/2009<\/strong>, que deu nova reda\u00e7\u00e3o ao artigo 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997, j\u00e1 que referido dispositivo legal trazia a mesma previs\u00e3o do \u00a7 12 do art. 100 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, referida decis\u00e3o do STF passou a ser interpretada pelas inst\u00e2ncias inferiores como se o artigo 5\u00ba da Lei n\u00ba 11.960\/2009, que deu nova reda\u00e7\u00e3o ao artigo 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997 fosse inconstitucional, de modo que qualquer condena\u00e7\u00e3o contra a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o poderia ter seus consect\u00e1rios baseados na remunera\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E o recurso interposto pelo INSS foi justamente questionando o alcance da decis\u00e3o do STF e a interpreta\u00e7\u00e3o que estava sendo feita pelo TRT da 5\u00aa Regi\u00e3o, referente \u00e0 regra disposta no artigo 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997, com reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 5\u00ba da Lei n\u00ba 11.960\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em julgamento realizado no dia 16\/04\/2015, o STF reconheceu a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral, determinando a suspens\u00e3o de todos os processos versando sobre o tema, at\u00e9 decis\u00e3o definitiva do Tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Leia tamb\u00e9m: <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/suspensao-de-prazo\/\"><em>Quando pode ocorrer a suspens\u00e3o de prazo processual<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"3\">T\u00f3picos discutidos na vota\u00e7\u00e3o do Tema 810 pelo STF<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante a vota\u00e7\u00e3o sobre o Tema 810 do STF, dois foram os assuntos discutidos: corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros morat\u00f3rios. Abaixo, falarei com mais detalhes os conceitos de cada um deles.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"31\">Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria<\/h3>\n\n\n\n<p>A corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria consiste em <strong>corrigir o valor de face do capital<\/strong> em raz\u00e3o do lapso temporal entre a data em que deveria ter sido pago \u2013 ou recebido \u2013 e a que efetivamente houve a quita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem por finalidade <strong>manter o poder de compra do valor original<\/strong>, especialmente em raz\u00e3o da exist\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o, onde h\u00e1 o aumento de pre\u00e7o dos produtos e servi\u00e7os com o passar do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, com a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria se busca corrigir o valor origin\u00e1rio, de modo que este mantenha o mesmo poder de compra em datas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como <strong>atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Manifesta\u00e7\u00f5es dos Ministros do STF<\/h4>\n\n\n\n<p>No julgamento do Tema 810 do STF, o Ministro Luiz Fux, relator da a\u00e7\u00e3o, assim se manifestou sobre a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A finalidade b\u00e1sica da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e9 preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvaloriza\u00e7\u00e3o nominal provocada pela infla\u00e7\u00e3o. Enquanto instrumento de troca, a moeda fiduci\u00e1ria que conhecemos hoje s\u00f3 tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e servi\u00e7os. Ocorre que a infla\u00e7\u00e3o, por representar o aumento persistente e generalizado do n\u00edvel de pre\u00e7os, distorce, no tempo, a correspond\u00eancia entre valores real e nominal.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nas palavras do Ministro Marco Aur\u00e9lio durante a leitura de seu voto no julgamento do Tema 810 do STF:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um plus, n\u00e3o \u00e9 um acr\u00e9scimo no patrim\u00f4nio daquele que tem jus a ela. Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e9 a simples manuten\u00e7\u00e3o de um estado de coisas, \u00e9 algo que visa a aus\u00eancia de preju\u00edzo para aquele que deve receber quantia em pec\u00fania.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Ministro Gilmar Mendes se manifestou da seguinte forma durante seu voto<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Imperioso destacar que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria tem por escopo a preserva\u00e7\u00e3o do valor nominal da moeda da sua desvaloriza\u00e7\u00e3o ocasionada pela infla\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto, como demonstrado, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nada mais \u00e9 do que a busca em manter o poder de compra do valor diante da mudan\u00e7a de pre\u00e7o dos bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"32\">Juros morat\u00f3rios<\/h3>\n\n\n\n<p>Os juros morat\u00f3rios podem ser entendidos como uma <strong>penalidade imposta ao devedor em raz\u00e3o de n\u00e3o pagar o valor devido no prazo correto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a remunera\u00e7\u00e3o do capital daquele que se viu privado de ter acesso ao capital que lhe era devido no tempo certo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Leia tamb\u00e9m: <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/moratoria\/\"><em>Principais aspectos da morat\u00f3ria no direito tribut\u00e1rio<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"4\">Julgamento do Tema 810 pelo STF<\/h2>\n\n\n\n<p>Entendidos os t\u00f3picos discutidos na vota\u00e7\u00e3o (corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros morat\u00f3rios), abaixo vamos entender como foi o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ministro Fux, relator do caso, apresentou a seguinte proposta de tese:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>1. O art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/97, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.960\/09, na parte em que disciplina os juros morat\u00f3rios aplic\u00e1veis a condena\u00e7\u00f5es da Fazenda P\u00fablica, \u00e9 inconstitucional ao incidir sobre d\u00e9bitos oriundos de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria, aos quais devem ser aplicados os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda P\u00fablica remunera seu cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, em respeito ao princ\u00edpio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5\u00ba, caput); quanto \u00e0s condena\u00e7\u00f5es oriundas de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica n\u00e3o-tribut\u00e1ria, a fixa\u00e7\u00e3o dos juros morat\u00f3rios segundo o \u00edndice de remunera\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a \u00e9 constitucional, permanecendo h\u00edgido, nesta extens\u00e3o, o disposto no art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/97 com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.960\/09;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>2. O art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/97, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.960\/09, na parte em que disciplina a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria das condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica segundo a remunera\u00e7\u00e3o oficial da caderneta de poupan\u00e7a, revela-se inconstitucional ao impor restri\u00e7\u00e3o desproporcional ao direito de propriedade (CRFB, art. 5\u00ba, XXII), uma vez que n\u00e3o se qualifica como medida adequada a capturar a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os da economia, sendo inid\u00f4nea a promover os fins a que se destina.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_ac7378686bf7430fd9d065bd66e92349.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_ac7378686bf7430fd9d065bd66e92349 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remunera\u00e7\u00e3o dos valores devidos pela Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">ADIs 4.357 e 4.425<\/h4>\n\n\n\n<p>Importante destacar que <strong>a decis\u00e3o do Tema 810 do STF \u00e9 diferente daquela proferida nas ADIs 4.357 e 4.425<\/strong>, pois em referidas ADIs entendeu-se pela inconstitucionalidade da forma de apura\u00e7\u00e3o dos juros prevista no art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto porque, segundo o art. 161 do CTN, quando a Fazenda P\u00fablica \u00e9 credora, o devedor ter\u00e1 que pagar a t\u00edtulo de juros o valor de 1% ao m\u00eas. Enquanto isso, o art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997 trazia a previs\u00e3o de que referidos juros seriam da ordem de aproximadamente 0,5% ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da isonomia, bem como, em prote\u00e7\u00e3o ao direito de propriedade, nas ADIs 4.357 e 4.425, <strong>o STF entendeu ser inconstitucional a forma de apura\u00e7\u00e3o dos juros baseadas n o art. 1\u00ba-F da Lei n\u00ba 9.494\/1997<\/strong>, quando se tratar de rela\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>J\u00e1 no caso do Tema 810 do STF, os ministros entenderam que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal assegurando que o \u00edndice de juros ser\u00e1 de 1%<\/strong> ao m\u00eas quando se tratar de rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o tribut\u00e1rias com a Fazenda P\u00fablica, no caso do processo representada na figura do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, a norma infraconstitucional traz percentual inferior quando trata de valores devidos pelo segurado ao INSS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nesse sentido, trecho do voto do Ministro Edson Fachin:<\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s d\u00edvidas decorrentes de pagamento de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, n\u00e3o vejo ilegalidade ou inconstitucionalidade na imputa\u00e7\u00e3o de juros de mora de 0,5% ao ano, pois n\u00e3o h\u00e1 no <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/ordenamento-juridico\/\"><em>ordenamento jur\u00eddico<\/em><\/a><em> previs\u00e3o legal contr\u00e1ria, \u00e9 dizer, n\u00e3o h\u00e1 fixa\u00e7\u00e3o de percentual de juros diferenciados em rela\u00e7\u00e3o a d\u00edvidas do segurado para com a autarquia previdenci\u00e1ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ao contr\u00e1rio, observo que as disposi\u00e7\u00f5es da Lei 8.213\/91, quando remetem \u00e0 cobran\u00e7a de juros morat\u00f3rios, fazem refer\u00eancia \u00e0 taxa de 0,5% ao ano, tal qual \u00e9 a previs\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a. \u00c9 exemplo o artigo 96, inciso IV (o tempo de servi\u00e7o anterior ou posterior \u00e0 obrigatoriedade de filia\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia Social s\u00f3 ser\u00e1 contado mediante indeniza\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o correspondente ao per\u00edodo respectivo, com acr\u00e9scimo de juros morat\u00f3rios de zero v\u00edrgula cinco por cento ao m\u00eas, capitalizados anualmente, e multa de dez por cento).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o se aplica, ao meu sentir, o disposto no art. 406, do C\u00f3digo Civil, c\/c artigo 161, do CTN, pois o artigo se refere a d\u00edvidas nas quais os juros morat\u00f3rios n\u00e3o tenham sido convencionados ou o forem sem taxa estipulada. No caso concreto, o artigo 1\u00ba-F convenciona os juros morat\u00f3rios para as d\u00edvidas da Fazenda P\u00fablica de qualquer natureza nos mesmos termos da remunera\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a, ou seja, a taxa de juros morat\u00f3rios est\u00e1 devidamente estipulada e, na compreens\u00e3o desta Corte, somente n\u00e3o incidir\u00e1 quando a taxa de juros em rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da mesma natureza, na qual a Fazenda seja credora, seja estipulada de forma diversa, violando o princ\u00edpio da isonomia.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto, o C. STF entendeu ser <strong>constitucional a norma que prev\u00ea que os juros ser\u00e3o apurados com base nos \u00edndices da caderneta de poupan\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"42\">Votos dos ministros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria<\/h3>\n\n\n\n<p>Existiram dois posicionamentos:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Que havia a inconstitucionalidade<\/strong> de se utilizar a TR como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, vez que referido indexador acabava por n\u00e3o repor perdas decorrentes da infla\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>N\u00e3o havia inconstitucionalidade<\/strong> na utiliza\u00e7\u00e3o da TR como indexador para a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, na medida em que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o disp\u00f5e nada sobre os par\u00e2metros para referida corre\u00e7\u00e3o, cabendo ao legislador infraconstitucional estabelecer qual \u2013 ou quais \u2013 os \u00edndices e mecanismos para a corre\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, <strong>a tese prevalecente foi a primeira<\/strong>: inconstitucionalidade da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pela TR. Abaixo, explicarei alguns dos entendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF entendeu que referido \u00edndice <strong>n\u00e3o reflete a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda ocasionada pela infla\u00e7\u00e3o<\/strong>, violando, assim, o direito de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 que tamb\u00e9m<strong> iria causar vantagem indevida para a Fazenda P\u00fablica<\/strong> e preju\u00edzo ao cidad\u00e3o. Isto porque, poderia intencionalmente deixar de pagar os valores por ela devidos e tirar vantagem de referida situa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, com o passar do tempo, referidos valores teriam menor poder de compra do que possu\u00edam quando da constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido a manifesta\u00e7\u00e3o do Ministro Edson Fachin, <em>in verbis<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>O que se revela fundamental neste caso \u00e9 observar a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o do direito de propriedade, em cuja ess\u00eancia est\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o do seu valor real.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi considerado na decis\u00e3o do STF quanto ao Tema 810, que quando se trata de pagamentos realizados pelo INSS atrav\u00e9s da via administrativa, inclusive de valores vencidos \u2013 atrasados \u2013 o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria observa indexadores que buscam repor a perda inflacion\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nas palavras do Ministro Edson Fachin:<\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Especificamente no tocante aos valores devidos a t\u00edtulo de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, objeto do recurso extraordin\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 demais observar que o pr\u00f3prio INSS utiliza \u00edndice diverso da TR para a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de valores pagos ou cobrados na via administrativa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os valores dos benef\u00edcios em manuten\u00e7\u00e3o, assim como os sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o que fazem parte do c\u00e1lculo do benef\u00edcio s\u00e3o atualizados pelo INPC (artigo 41-A, da Lei 8.213\/91 e artigos 179 e 212, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa 77\/2015).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>De igual modo, o pagamento de parcelas relativas a benef\u00edcios efetuado com atraso, administrativamente, independentemente de ocorr\u00eancia de mora, deve ser corrigido monetariamente desde o momento em que restou devido, pelo mesmo \u00edndice utilizado para os reajustamentos dos benef\u00edcios do RGPS, apurado no per\u00edodo compreendido entre o m\u00eas que deveria ter sido pago e o m\u00eas do efetivo pagamento, observada a prescri\u00e7\u00e3o (art. 518, I, da IN 77\/2015).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ora, se os valores pagos em atraso ao segurado na via administrativa s\u00e3o reajustados pelo INPC, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para utilizar \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o diverso, prejudicial ao segurado, caso esses mesmos valores venham a ser pagos na via judicial. Assim agindo, estar-se-ia violando o referencial de isonomia que deve presidir as rela\u00e7\u00f5es entre Estado e particulares, pois estes devem estar sujeitos \u00e0 mesma disciplina no que toca aos juros e \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria quando se est\u00e1 tratando de uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de igual natureza.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ou seja, da leitura acima verifica-se que <strong>foi resguardado pelo STF<\/strong>, quando do julgamento do Tema 810, <strong>o princ\u00edpio da isonomia<\/strong>, de modo que a Fazenda P\u00fablica \u2013 no caso o INSS \u2013 e o contribuinte devem possuir o mesmo tratamento, seja na condi\u00e7\u00e3o de credor, seja na condi\u00e7\u00e3o de devedor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Decis\u00e3o do STF<\/h4>\n\n\n\n<p>Assim, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, a decis\u00e3o do STF foi no sentido de ser inconstitucional a forma de corre\u00e7\u00e3o prevista no art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 9.494\/1997, \u201cuma vez que n\u00e3o se qualifica como medida adequada a capturar a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os da economia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"5\">Mudan\u00e7as trazidas pela decis\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>De forma bem objetiva, a mudan\u00e7a trazida <strong>foi no sentido de se buscar a manuten\u00e7\u00e3o do poder real de compra<\/strong> dos valores devidos pela Fazendo P\u00fablica, no caso o INSS, em favor dos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Referida decis\u00e3o se mostra coerente com o fim a que se prop\u00f5e o instituto da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Deste modo, a demora do poder p\u00fablico em pagar os valores devidos aos seus credores ser\u00e1 prejudicial a todos, pois os valores devidos aumentar\u00e3o de forma proporcional ao aumento do custo de vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O julgamento do Tema 810 pelo STF se mostra extremante importante, especialmente para os segurados credores do INSS, na medida em que <strong>traz seguran\u00e7a jur\u00eddica nas a\u00e7\u00f5es movidas contra o Instituto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, acaba com a discuss\u00e3o sobre a validade de aplicar a TR como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria sobre o cr\u00e9dito existente.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 vantajoso para os profissionais que atuam na \u00e1rea, especialmente os advogados, na medida que <strong>sabem quais ser\u00e3o os par\u00e2metros adotados para a corre\u00e7\u00e3o dos valores<\/strong> devidos aos seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, com a decis\u00e3o da repercuss\u00e3o geral, todos os processos que estavam suspensos aguardando o julgamento podem voltar a tramitar, bem como, n\u00e3o haver\u00e1 demora no julgamento de recursos atinentes a referida mat\u00e9ria, j\u00e1 que esta se encontra decidida pelo C. STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Outros conte\u00fados para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou desse texto e quer seguir navegando por temas de Direito e advocacia, indico a os seguintes conte\u00fados:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/desaposentacao\/\">Desaposenta\u00e7\u00e3o<\/a>: o que \u00e9 e o entendimento do STF<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/fator-previdenciario\/\">Principais aspectos do fator previdenci\u00e1rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/contrato-de-parceria\/\">Contrato de Parceria<\/a>: entenda o que \u00e9, como funciona e requisitos legais!<\/li>\n\n\n\n<li>Aspectos legais e pr\u00e1ticos da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/doacao-de-imoveis\/\">Doa\u00e7\u00e3o de Im\u00f3veis<\/a>: Guia completo para advogados<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/pericia-inss\/\">Per\u00edcia INSS<\/a>: tire suas d\u00favidas sobre o tema!<\/li>\n\n\n\n<li>Guia sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direitos-humanos\/\">direitos humanos<\/a> para advogados<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-sarbanes-oxley\/\">Lei Sarbanes Oxley de 2002<\/a>: qual sua import\u00e2ncia e quais os impactos?<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/danos-em-imoveis-alugados\/\">Danos em Im\u00f3veis Alugados<\/a>: Quem \u00e9 respons\u00e1vel por repar\u00e1-los?<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/acordo-extrajudicial\/\">Acordo extrajudicial:<\/a> confira o que \u00e9, os tipos, vantagens e desvantagens<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lucros-cessantes\/\">Lucros cessantes<\/a>: entenda o que significa e como calcular<\/li>\n\n\n\n<li>Descubra quais s\u00e3o os seus direitos e o que fazer em caso de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cobranca-abusiva\/\">cobran\u00e7a abusiva<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Veja o que diz e como funciona a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-do-acompanhante\/\">Lei do Acompanhante \u2013 Lei 14.737\/2023<\/a>!<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/partnership\/\">Plano de Partnership<\/a>: o que \u00e9 e como este sistema pode ser aplicado?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 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