{"id":9428,"date":"2023-06-12T17:53:00","date_gmt":"2023-06-12T20:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/direito-penal-do-inimigo\/"},"modified":"2023-09-11T15:59:15","modified_gmt":"2023-09-11T18:59:15","slug":"direito-penal-do-inimigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-penal-do-inimigo\/","title":{"rendered":"Entenda a teoria do direito penal do inimigo no Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A <strong>Teoria do Direito Penal do Inimigo<\/strong>, formulada por Gunther Jakobs, \u00e9 um modelo controverso que prop\u00f5e a separa\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos em \"her\u00f3is\" e \"vil\u00f5es\". Os \"vil\u00f5es\", considerados \"inimigos\" da sociedade, seriam privados de suas garantias e direitos fundamentais. \u00c9 uma teoria controversa por contrariar os princ\u00edpios de universalidade e igualdade de direitos.<\/pre>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou como seria viver em uma sociedade na qual divid\u00edssemos os \u201cmocinhos\u201d dos \u201cvil\u00f5es\u201d onde, uma vez renegados a \u201ccategoria\u201d de inimigos da sociedade, estes indiv\u00edduos perdessem todas as garantias constitucionais convencionais?<\/p>\n\n\n\n<p>Foi exatamente o que imaginou o fil\u00f3sofo e professor em\u00e9rito de direito penal Gunther Jakobs.<\/p>\n\n\n\n<p>Jakobs, reconhecido mundo afora como um dos maiores criminalistas da atualidade, foi o respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o, em meados dos anos 80, do que hoje se conhece como direito penal do inimigo. \u00c9 uma teoria de direito penal que, adorada por uns e odiada por tantos outros, se consolidou como quest\u00e3o de discuss\u00e3o obrigat\u00f3ria na academia.<\/p>\n\n\n\n<p>O alem\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela a cria\u00e7\u00e3o do funcionalismo radical, corrente que outorga vultoso valor \u00e0 norma como \u00fanica maneira de prote\u00e7\u00e3o social. Para Jakobs, <strong>apenas a rigorosa e recorrente aplica\u00e7\u00e3o da lei \u00e9 capaz de estabelecer<\/strong> na vida em comum as condutas esperadas por parte de seus indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"1\">Contexto hist\u00f3rico do direito penal do inimigo<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante observarmos que nos anos 80, enquanto o fil\u00f3sofo alem\u00e3o dava forma aos primeiros escritos da teoria considerada como extremamente punitivista e totalit\u00e1ria, o mundo seguia para caminhos democr\u00e1ticos priorizando as garantias e liberdades individuais. No Brasil, por exemplo, promulg\u00e1vamos a Carta Magna de 1988, conhecida at\u00e9 hoje como Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Alemanha, no entanto, embora se constru\u00edsse um caminho de reunifica\u00e7\u00e3o com a queda do muro de Berlim, tal caminhada trazia consigo as inseguran\u00e7as entre ocidentais e orientais. Tal receio justificava o temor de Jakobs e a sua tend\u00eancia de separar e categorizar as pessoas como cidad\u00e3os ou inimigos. Afinal,<strong> o clima da Guerra Fria era recente e sentido no mundo inteiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a teoria de Jakobs ficou esquecida por anos do contexto mundial. Por\u00e9m, com o aumento massivo de ataques terroristas e extremistas como o de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, voltou a ganhar for\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2003, o professor assume em definitivo a defesa de sua teoria e lan\u00e7a uma doutrina apostando na revolu\u00e7\u00e3o de todos os conceitos de direito penal outrora estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 a li\u00e7\u00e3o de GRECO 2015:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Poucos temas provocam tomadas de posi\u00e7\u00e3o t\u00e3o decididas e apaixonadas quanto a ideia do \u201cdireito penal do inimigo\u201d. Mas, curiosamente, a introdu\u00e7\u00e3o do conceito por Jakobs duas d\u00e9cadas atr\u00e1s ou mal foi notada, ou foi aplaudida como uma \u201cimpressionante defesa da liberdade dos cidad\u00e3os.\u201d J\u00e1 a retomada do conceito por seu criador em algumas publica\u00e7\u00f5es mais recentes caiu como uma bomba sobre a ci\u00eancia do direito penal, cujo estrondo s\u00f3 est\u00e1 sendo superado pelas veementes rea\u00e7\u00f5es que a ideia est\u00e1 gerando.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"2\">Quem \u00e9 o inimigo?<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Jakobs, o inimigo \u00e9 aquele que desafia as conven\u00e7\u00f5es da sociedade como estabelecidas e, dessa forma, amea\u00e7a a estrutura estatal buscando a sua destrui\u00e7\u00e3o. Por n\u00e3o respeitar os regramentos pr\u00f3prios do estado democr\u00e1tico, <strong>esse indiv\u00edduo n\u00e3o faz jus aos <\/strong><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direitos-e-garantias-fundamentais\/\"><strong>direitos e garantias fundamentais<\/strong><\/a><strong> aplic\u00e1veis aos cidad\u00e3os<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O inimigo n\u00e3o \u00e9 simplesmente o criminoso habitual ou aquele que pratica pequenos e m\u00e9dios delitos, mas sim aquele que abdicou totalmente dos preceitos da vida em sociedade, vinculando-se a organiza\u00e7\u00f5es criminosas e\/ou terroristas, pondo em risco as conven\u00e7\u00f5es da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>As ideias de Jakobs encontram sua base filos\u00f3fica essencialmente nas obras cl\u00e1ssicas contratualistas de Rousseau, Kant, Hobbes e Fichte. Tais autores tamb\u00e9m pincelaram em sua \u00e9poca que transgressores que eventualmente amea\u00e7assem a continuidade da organiza\u00e7\u00e3o do estado deveriam ser tratados \u00e0 margem da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>De outra face, se revela extremamente critic\u00e1vel a teoria de Jakobs, posto que abandona o Direito Penal do fato e adota uma concep\u00e7\u00e3o ligada ao autor. Tal ponto de vista se configura extremamente arriscado a medida em que, nas palavras do jurista argentino Zaffaroni:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>um Direito que reconhe\u00e7a, mas que tamb\u00e9m respeite, a autonomia moral da pessoa jamais pode penalizar o ser de uma pessoa, mas somente o seu agir, j\u00e1 que o direito \u00e9 uma ordem reguladora de conduta humana. N\u00e3o se pode penalizar um homem por ser como escolheu ser, sem que isso violente a sua esfera de autodetermina\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Posteriormente, o espanhol Jes\u00fas Maria Silva S\u00e1nchez, ao tratar das \u201cvelocidades do direito penal\u201d vem falar da transi\u00e7\u00e3o do \u201ccidad\u00e3o\u201d ao \u201cinimigo\u201d, considerando fatores como reincid\u00eancia delituosa, habitualidade, delinqu\u00eancia profissional e, por fim, a integra\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em organiza\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/carcere-privado\/\">O que \u00e9 considerado c\u00e1rcere privado e qual a pena \u2013 Art. 158 CP<\/a>!<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"3\">O que \u00e9 a teoria do direito penal do inimigo?<\/h2>\n\n\n\n<p>Direito Penal do Inimigo \u00e9 um modelo te\u00f3rico de pol\u00edtica criminal que estabelece a necessidade de separar da sociedade, excluindo das garantias e direitos fundamentais, \u00e0queles que o Estado considere como inimigos. Foi desenvolvido pelo alem\u00e3o Gunther Jakobs e at\u00e9 hoje \u00e9 motivo de forte antagonismo doutrin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, <strong>imp\u00f5e-se ao inimigo a perda dos seus direitos por n\u00e3o restar enquadrado como cidad\u00e3o<\/strong>. Tira-se as garantias processuais de ampla defesa, duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, e sendo vi\u00e1vel nesse modelo at\u00e9 pr\u00e1ticas de tortura para se obter os fins condenat\u00f3rios ou anteceder eventuais atos terroristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na li\u00e7\u00e3o de Vicente Greco Filho:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Ao inimigo, aplicar-se-iam, entre outras, algumas das seguintes medidas: n\u00e3o \u00e9 punido com pena, mas com medida de seguran\u00e7a; \u00e9 punido conforme sua periculosidade e n\u00e3o culpabilidade; no est\u00e1gio pr\u00e9vio ao ato preparat\u00f3rio; a puni\u00e7\u00e3o n\u00e3o considera o passado, mas o futuro e suas garantias sociais; para ele, o direito penal \u00e9 prospectivo ou de probabilidade; n\u00e3o \u00e9 sujeito de direitos, mas de coa\u00e7\u00e3o como impedimento \u00e0 pr\u00e1tica de delitos, para o inimigo, haver\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o de garantias como o sigilo telef\u00f4nico, o \u00f4nus da prova, o direito de ficar calado, o processo penal em liberdade e outras garantias processuais.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Diferente do modelo convencional do Direito Penal, que \u00e9 dotado de vi\u00e9s garantista e retrospectivo, o direito penal do inimigo \u00e9 dotado de vi\u00e9s prospectivo, ou seja, <strong>se baseia em condutas futuras para aplicar san\u00e7\u00f5es a delitos que o indiv\u00edduo possa vir a cometer<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que no nosso modelo atual n\u00e3o se punem os atos preparat\u00f3rios, ao passo que no modelo de Jakobs estes tamb\u00e9m passam a ser dotados de puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A essa altura, o leitor deve estar pensando: <em>\u201cmas esse tipo de entendimento deve ter ficado restrito ao campo te\u00f3rico e n\u00e3o deve ter sido aproveitado em lugar nenhum do mundo.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ledo engano. Em 26 de outubro de 2001, logo ap\u00f3s os atentados em Nova York, o ent\u00e3o Presidente dos Estados Unidos assinou o famoso \u201cUSA PATRIOT Act\u201d (Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exemplo pr\u00e1tico de uso do direito penal do inimigo<\/h3>\n\n\n\n<p>O USA PATRIOT Act \u00e9 uma lei antiterrorista que, com inspira\u00e7\u00e3o no modelo de Jakobs, impunha exatamente essas restri\u00e7\u00f5es de direitos e legalizou inclusive a tortura, talvez o mais grave abuso de liberdades civis na hist\u00f3ria dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto de aten\u00e7\u00e3o sobre esse tipo de lei \u00e9 que geralmente \u00e9 abarcada por um vi\u00e9s populista, <strong>respaldada no medo da popula\u00e7\u00e3o diante da inefici\u00eancia do estado em propiciar uma efetiva pol\u00edtica de combate ao crime<\/strong>. Movimentos assim podem acontecer gradativamente ou de maneira abrupta, como diante de ataques terroristas, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema maior \u00e9 que uma vez concedida tal prerrogativa ao estado, de modo ilimitado e sem mecanismos de controle, fica invi\u00e1vel exercer a cidadania em sua plenitude.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que se viu posteriormente \u00e9 que a lei americana abriu as portas para que o governo violasse as liberdades de todos fundamentando em qualquer ila\u00e7\u00e3o m\u00ednima que chegasse ao seu conhecimento. <strong>Os resultados dessa guerra s\u00f3 o tempo trar\u00e1 as reais respostas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_333569d708689545f6311405dc41672f.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_333569d708689545f6311405dc41672f .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_333569d708689545f6311405dc41672f .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_333569d708689545f6311405dc41672f .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n    }\n\n    #adpost-block_333569d708689545f6311405dc41672f .anuncio-text-container .title {\n        font-family: 'Ubuntu';\n        font-size: 1.5rem; 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Os direitos e garantias direcionados aos indiv\u00edduos como um todo est\u00e3o previstos em cl\u00e1usulas p\u00e9treas da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e por tal n\u00e3o podem ser sequer objetos de delibera\u00e7\u00e3o de emenda.<\/p>\n\n\n\n<p>A Carta Magna consagra o princ\u00edpio da igualdade, logo n\u00e3o se mostra cab\u00edvel a ess\u00eancia da teoria de Jakobs no que diz respeito \u00e0 segmenta\u00e7\u00e3o das pessoas entre \u201ccidad\u00e3os\u201d e \u201cinimigos\u201d, tampouco a estabelecer regimes jur\u00eddicos distintos entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, n\u00e3o \u00e9 incomum que os casos tenham que chegar ao Supremo Tribunal Federal que com frequ\u00eancia se manifesta sobre o tema:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Estipula\u00e7\u00e3o do cumprimento da pena em regime inicialmente fechado \u2014 Fundamenta\u00e7\u00e3o baseada apenas nos aspectos inerentes ao tipo penal, no reconhecimento da gravidade objetiva do delito e na formula\u00e7\u00e3o de ju\u00edzo negativo em torno da reprovabilidade da conduta delituosa \u2014 Constrangimento ilegal caracterizado \u2014 Pedido deferido. O discurso judicial, que se ap\u00f3ia, exclusivamente, no reconhecimento da gravidade objetiva do crime \u2014 e que se cinge, para efeito de exacerba\u00e7\u00e3o punitiva, a t\u00f3picos sentenciais meramente ret\u00f3ricos, eivados de pura generalidade, destitu\u00eddos de qualquer fundamenta\u00e7\u00e3o substancial e reveladores de linguagem t\u00edpica dos partid\u00e1rios do \u2018direito penal simb\u00f3lico\u2019 ou, at\u00e9 mesmo, do \u2018direito penal do inimigo\u2019 \u2014, culmina por infringir os princ\u00edpios liberais consagrados pela ordem democr\u00e1tica na qual se estrutura o Estado de Direito, expondo, com esse comportamento (em tudo colidente com os par\u00e2metros delineados na S\u00famula 719\/STF), uma vis\u00e3o autorit\u00e1ria e nulificadora do regime das liberdades p\u00fablicas em nosso Pa\u00eds. Precedentes.\u201d<\/em><\/p>\n<cite> <em>HC 85.531, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 22-3-05, DJ de 14-11-07<\/em><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E ainda:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Firmar a tipicidade do comportamento atribu\u00eddo ao recorrente pelo fato de j\u00e1 ter sido condenado pela pr\u00e1tica de roubo \u00e9 descair para esse campo interdito de incrimina\u00e7\u00e3o de conduta que, podendo at\u00e9 aparecer desviada, n\u00e3o importa les\u00e3o nem perigo a bens jur\u00eddicos alheios. Equivaleria a punir o recorrente pelo seu (aparente) &#8220;modo de ser&#8221; &#8211; puni-lo pelo que (aparentemente) &#8220;\u00e9&#8221; e, n\u00e3o pelo que &#8220;fez&#8221; -, j\u00e1 que nenhum perigo ou les\u00e3o causou a bem jur\u00eddico de quem quer que seja.<\/em><br><em>A condena\u00e7\u00e3o anterior n\u00e3o tem repercuss\u00e3o alguma no ju\u00edzo de adequa\u00e7\u00e3o t\u00edpica que ora se formula. Poderia ter relev\u00e2ncia, acaso caracterizadas a tipicidade, a ilicitude e a culpabilidade da conduta, em momento posterior, o da dosimetria da pena (circunst\u00e2ncia judicial, agravante ou causa de aumento da pena), como, ali\u00e1s, o foi (cf. senten\u00e7a condenat\u00f3ria, fls. 106). O direito penal de autor n\u00e3o encontra guarida em nenhum sistema penal fincado no Estado de Direito, comprometido, que \u00e9, com a dignidade da pessoa humana e com a garantia de seus direitos fundamentais, e, sobretudo, em nosso ordenamento, onde a presun\u00e7\u00e3o vigente \u00e9, ao reverso do que se propugna com a refer\u00eancia a tal condena\u00e7\u00e3o, a de inoc\u00eancia.\u201d <\/em><\/p>\n<cite><em>RECURSO ORDIN\u00c1RIO EM HABEAS CORPUS 81.057-8 S\u00c3O PAULO RELATORA ORIGIN\u00c1RIA: MIN. ELLEN GRACIE RELATOR PARA O AC\u00d3RD\u00c3O: MIN. SEP\u00daLVEDA PERTENCE&nbsp;<\/em> <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ademais, os criminalistas atuantes observam diariamente uma s\u00e9rie de mitiga\u00e7\u00f5es de direitos e viola\u00e7\u00f5es diretas na praxe forense que, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, se assemelham a de <strong>um Direito Penal que segrega e que por muitas vezes julga com pesos distintos voltados a figura do autor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aplica\u00e7\u00e3o do direito penal do inimigo no Brasil<\/h3>\n\n\n\n<p>Apesar disso, \u00e9 poss\u00edvel identificar no pr\u00f3prio ordenamento jur\u00eddico brasileiro resqu\u00edcios da teoria de Jakobs, que embora tenham recebido valida\u00e7\u00e3o do judici\u00e1rio, recebem duras cr\u00edticas da doutrina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso do RDD, o Regime Disciplinar Diferenciado. Assim, ao estipular uma diferencia\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios ao preso, se assemelha ao que o autor alem\u00e3o definiu como inimigos da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Grandes opera\u00e7\u00f5es contra a corrup\u00e7\u00e3o no pa\u00eds tamb\u00e9m s\u00e3o alvos frequentes de severas cr\u00edticas. Isso porque muitas vezes acarretarem atropelos ao devido processo legal, e de forma direta acarretar em preju\u00edzos e nulidades aos pr\u00f3prios resultados condenat\u00f3rios, reprimenda almejada pela sociedade a tal sorte de delitos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Conclui-se assim que a teoria do direito penal do inimigo busca, a sua maneira, uma solu\u00e7\u00e3o para a inefici\u00eancia estatal no combate e repress\u00e3o aos crimes. <\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, ela aposta em uma separa\u00e7\u00e3o conceitual dos membros da sociedade entre os \u201ccidad\u00e3os\u201d e os \u201cinimigos\u201d que, ap\u00f3s a supera\u00e7\u00e3o de algumas etapas evolutivas no contexto criminoso, perderiam o status de sujeitos de direitos perante os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os inimigos, por sua vez, ao perder seus direitos e garantias, <strong>poderiam sofrer uma aplica\u00e7\u00e3o mais c\u00e9lere e rigorosa da lei<\/strong>, com tratamento r\u00edgido especificamente aplicado aos seus casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como bem lecionou o ilustre professor Lu\u00eds Fl\u00e1vio Gomes:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Quem sustenta o chamado &#8216;direito penal&#8217; do inimigo pode ser caracterizado como um grande inimigo do direito penal garantista, porque tal teoria representa um tipo de direito penal excepcional, contr\u00e1rio aos princ\u00edpios liberais acolhidos pelo Estado Constitucional e Democr\u00e1tico de Direito.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No modelo de Jakobs, temos uma produ\u00e7\u00e3o pressuposta de tranquilidade pelo endurecimento das normas penais, pouco importando nesse modelo a sua efetiva aplica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, \u00e9 f\u00e1cil verificar que <strong>o<\/strong> <strong>direito penal do inimigo \u00e9 totalmente antag\u00f4nico ao garantismo penal<\/strong>, se mostrando incompat\u00edvel com essencialmente todos os ordenamentos jur\u00eddicos modernos, onde cada vez mais se privilegiam as liberdades individuais em detrimento do estado absoluto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p> Voc\u00ea pode seguir navegando pelo Portal da Aurum para mais conte\u00fados sobre Direito e advocacia. Indico as seguintes publica\u00e7\u00f5es: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/prescricao-penal\/\">Prescri\u00e7\u00e3o penal<\/a>: tipos, prazos e como calcular<\/li>\n\n\n\n<li>Conhe\u00e7a as hip\u00f3teses de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/extincao-da-punibilidade\/\">extin\u00e7\u00e3o da punibilidade<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/mandado-de-seguranca\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/mandado-de-seguranca\/\">Mandado de seguran\u00e7a: como funciona, tipos e modelo gratuito<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/minimo-existencial\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/minimo-existencial\/\">Saiba mais sobre a dignidade da pessoa humana e o m\u00ednimo existencial<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/teoria-geral-do-direito\/\">Teoria Geral do Direito<\/a>: entenda os principais conceitos<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/npj\/\">NPJ: Entenda o que \u00e9 e quem pode participar do n\u00facleo de pr\u00e1tica jur\u00eddica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/medidas-cautelares\/\">Medidas cautelares diversas da pris\u00e3o: o que \u00e9 e quais s\u00e3o elas?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/excludente-de-culpabilidade\/\">Saiba como funciona excludente de culpabilidade, tipicidade e ilicitude<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/acao-de-execucao\/\">A\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o: requisitos, tipos e modelos exclusivos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/receptacao-culposa\/\">Recepta\u00e7\u00e3o culposa: Entenda como ocorre e quais os seus recursos legais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/valor-da-causa-novo-cpc\/\">Saiba mais sobre as mudan\u00e7as do valor da causa no Novo CPC<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/crimes-contra-a-honra\/\">Confira os tipos de crimes contra a honra e saiba o que importa \u00e0 defesa!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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Ficou com alguma d\u00favida sobre a teoria? Compartilhe com a gente nos coment\u00e1rios! Vamos adorar responder \ud83d\ude09<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Teoria do Direito Penal do Inimigo, formulada por Gunther Jakobs, \u00e9 um modelo controverso que prop\u00f5e a separa\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos em &#8220;her\u00f3is&#8221; e &#8220;vil\u00f5es&#8221;. Os &#8220;vil\u00f5es&#8221;, considerados &#8220;inimigos&#8221; da sociedade, seriam privados de suas garantias e direitos fundamentais. \u00c9 uma teoria controversa por contrariar os princ\u00edpios de universalidade e igualdade de direitos. 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