{"id":9128,"date":"2023-06-21T14:01:33","date_gmt":"2023-06-21T17:01:33","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/extincao-da-punibilidade\/"},"modified":"2023-10-18T16:37:54","modified_gmt":"2023-10-18T19:37:54","slug":"extincao-da-punibilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/extincao-da-punibilidade\/","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00e3o da punibilidade: o que \u00e9, para que serve e quais suas hip\u00f3teses"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A<strong> extin\u00e7\u00e3o da punibilidade <\/strong>\u00e9 o fim do direito do Estado de punir um indiv\u00edduo por um crime. Acontece quando certas condi\u00e7\u00f5es ou eventos jur\u00eddicos espec\u00edficos se materializam, como a prescri\u00e7\u00e3o do crime ou o cumprimento da pena.<\/pre>\n\n\n\n<p>Com o intuito de esclarecer esse tema e explorar suas possibilidades e consequ\u00eancias, abordarei a seguir quest\u00f5es conceituais, exemplos de situa\u00e7\u00f5es que levam \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da punibilidade e os impactos resultantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que, embora seja um assunto do \u00e2mbito do direito penal, relacionado ao processo penal que desempenha um papel fundamental na aplica\u00e7\u00e3o das normas de crime, a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade se d\u00e1 por meio de uma decis\u00e3o judicial, podendo ocorrer antes, durante ou ap\u00f3s o t\u00e9rmino do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Continue a leitura para saber mais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"1\">O que \u00e9 a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade?<\/h2>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o da punibilidade \u00e9 o <strong>fim do direito do Estado de punir um indiv\u00edduo por um crime<\/strong>, ou seja, acontece <strong>quando n\u00e3o h\u00e1 mais como se impor ao r\u00e9u ou&nbsp;condenado a san\u00e7\u00e3o cominada ou aplicada. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aprofundando-se a quest\u00e3o conceitual, como leciona Santiago Mir Puig, as causas extintivas da punibilidade p\u00f5e \u201cponto final ao dever de responder penal\u201d pela pr\u00e1tica de um ato il\u00edcito. Isso significa dizer que, uma vez verificadas, morre o interesse punitivo estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem trazido por Cezar Bitencourt, a puni\u00e7\u00e3o \u00e9 uma consequ\u00eancia da conduta t\u00edpica, antijur\u00eddica e culp\u00e1vel. Contudo, ap\u00f3s a pr\u00e1tica do fato delituoso, podem ocorrer hip\u00f3teses aptas a impedir a eventual aplica\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o da respectiva san\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na li\u00e7\u00e3o de Fragoso:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es, no entanto, que extinguem a punibilidade, fazendo desaparecer a pretens\u00e3o punitiva ou o direito subjetivo do Estado \u00e0 puni\u00e7\u00e3o. Subsiste nesses casos, a conduta delituosa. O que desaparece \u00e9 a possibilidade jur\u00eddica de imposi\u00e7\u00e3o de pena.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Assim, verificada alguma das hip\u00f3teses extintivas de punibilidade previstas na legisla\u00e7\u00e3o brasileira, n\u00e3o h\u00e1 mais como se impor ao investigado, ao r\u00e9u ou ao condenado a san\u00e7\u00e3o cominada ou aplicada. Afirmar que morre o interesse punitivo estatal significa dizer que <strong>n\u00e3o pode mais ser imposta qualquer san\u00e7\u00e3o contra o indiv\u00edduo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-extincao-de-punibilidade.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21944\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-extincao-de-punibilidade.jpg 1200w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-extincao-de-punibilidade-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-extincao-de-punibilidade-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/o-que-e-extincao-de-punibilidade-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Para que serve a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade?<\/h2>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o da punibilidade <strong>serve para determinar o fim do direito de o Estado punir o autor de um crime. <\/strong>Isso significa que o Estado, atrav\u00e9s do seu aparato judicial, n\u00e3o pode mais aplicar uma pena ou seguir com um processo penal contra o indiv\u00edduo envolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa regra est\u00e1 baseada em v\u00e1rios princ\u00edpios, entre os quais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/o-que-e-principio-da-legalidade\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/o-que-e-principio-da-legalidade\/\">Princ\u00edpio da Legalidade<\/a><\/strong>: que afirma que ningu\u00e9m ser\u00e1 punido sen\u00e3o em virtude de lei pr\u00e9-existente que assim o estabele\u00e7a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-dignidade-da-pessoa-humana\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-dignidade-da-pessoa-humana\/\">Princ\u00edpio da Humanidade<\/a><\/strong>: que limita o poder punitivo do Estado, evitando puni\u00e7\u00f5es eternas ou desproporcionais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Princ\u00edpio da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/seguranca-juridica\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/seguranca-juridica\/\">Seguran\u00e7a Jur\u00eddica<\/a><\/strong>: que visa garantir a estabilidade e previsibilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, estabelecendo limites temporais para a atua\u00e7\u00e3o do Estado.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Assim, a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade \u00e9 uma garantia para os indiv\u00edduos e uma forma de regular e limitar o poder punitivo do Estado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"2\">Quais as hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade?<\/h2>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o da punibilidade \u00e9 regulamentada pelo <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-penal-brasileiro\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-penal-brasileiro\/\">C\u00f3digo Penal Brasileiro<\/a> nos artigos 107 a 120. As hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>a morte do agente,<\/li>\n\n\n\n<li>a anistia, gra\u00e7a ou indulto;<\/li>\n\n\n\n<li>a <em>abolitio criminis<\/em>;<\/li>\n\n\n\n<li>a prescri\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>a decad\u00eancia ou a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/perempcao\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/perempcao\/\">peremp\u00e7\u00e3o<\/a>;<\/li>\n\n\n\n<li>a ren\u00fancia ao direito de queixa ou o perd\u00e3o aceito;<\/li>\n\n\n\n<li>a retrata\u00e7\u00e3o do agente;<\/li>\n\n\n\n<li>e o perd\u00e3o judicial.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ao analisar as hip\u00f3teses, percebe-se que a perda do direito de punir<em> <\/em>poder\u00e1 ter como causa situa\u00e7\u00f5es que dependam ou n\u00e3o de uma conduta patrocinada pelo investigado, em momentos espec\u00edficos ou n\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o processual, inclusive antes e depois de sua exist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, cumpre analisar individualmente as causas extintivas da punibilidade anteriormente exemplificadas e de maior aplicabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pela morte do agente \u2013 art. 107, I, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>Como decorr\u00eancia l\u00f3gica de um sistema jur\u00eddico que n\u00e3o admite que as penas possam passar da pessoa do condenado \u2013 garantido pelo princ\u00edpio da pessoalidade ou personalidade da pena, traduzido no art. 5\u00ba, XLV, da Constitui\u00e7\u00e3o \u2013, <strong>a morte do investigado, acusado ou condenado extingue a punibilidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco importa o momento. Tanto nas fases pr\u00e9-processual, processual ou execut\u00f3ria, a consequ\u00eancia jur\u00eddico-penal \u00e9 a mesma: a impossibilidade de imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o penal. <\/p>\n\n\n\n<p>Por decorr\u00eancia l\u00f3gica, <strong>\u00e9 claro que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio desperdi\u00e7ar tinta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de deten\u00e7\u00e3o ou de reclus\u00e3o<\/strong>. \u00c9 importante deixar claro, por\u00e9m, que nenhuma pena pecuni\u00e1ria de natureza criminal \u2013 multa ou presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria \u2013 persiste \u00e0 morte do agente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, cumpre enfatizar que, <strong>caso a morte se d\u00ea ap\u00f3s ao tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria<\/strong>, j\u00e1 nasceu o dever de indenizar consequente da condena\u00e7\u00e3o criminal. Portanto, este ser\u00e1 transmitido aos eventuais herdeiros no limite de suas respectivas heran\u00e7as. <\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, caso a morte do agente ocorra antes do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, <strong>o dever de indenizar n\u00e3o ser\u00e1 certo<\/strong>. \u00c9 poss\u00edvel o seu reconhecimento, mas a partir de a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria pr\u00f3pria na esfera c\u00edvel a discutir a responsabilidade pela pr\u00e1tica do ato il\u00edcito e o dever de indenizar dos sucessores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Anistia, Indulto Coletivo e Indulto Individual (Gra\u00e7a) \u2013 Art. 107, II, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o dos crimes hediondos (art. 5\u00ba, XLIII), todos os crimes podem ser anistiados. <strong>A anistia \u00e9 uma forma de indulg\u00eancia estatal referente a fatos delituosos<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A anistia \u00e9 criada por lei federal e a sua entrada em vigor produz imediatamente os efeitos em rela\u00e7\u00e3o aos crimes j\u00e1 praticados. \u00c9 uma norma de natureza penal, n\u00e3o incriminadora e retroativa. A anistia extingue os efeitos penais, subsistindo, eventuais efeitos civis.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a anistia se refere a fatos, <strong>o indulto se dirige a indiv\u00edduos determinados ou n\u00e3o com condena\u00e7\u00e3o transitada em julgado<\/strong>, podendo ser coletivo ou individual \u2013 este, anteriormente denominado de gra\u00e7a (como ainda trazido no C\u00f3digo Penal).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, as pessoas \u00e9 que s\u00e3o beneficiadas com o indulto, sendo a pena, total ou parcialmente, esquecida. Diferentemente da anistia, que pode alcan\u00e7ar tanto os processos em andamento como situa\u00e7\u00f5es j\u00e1 consolidadas, <strong>o indulto n\u00e3o rescinde a senten\u00e7a condenat\u00f3ria<\/strong> e tem efeito apenas sobre a execu\u00e7\u00e3o da pena.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio do direito de punir no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o \u00e9 que deixa de existir. Os demais efeitos da pena condenat\u00f3ria s\u00e3o produzidos. <strong>Compete ao Presidente da Rep\u00fablica<\/strong>, na forma do art. 84, XII e par\u00e1grafo \u00fanico da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a concess\u00e3o do indulto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Abolitio Criminis &#8211; Art. 107, III, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>Dando efetividade ao disposto no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba do C\u00f3digo Penal, sempre que uma lei penal nova descriminalizar uma conduta at\u00e9 ent\u00e3o definida como crime, <strong>ela produzir\u00e1 efeitos em rela\u00e7\u00e3o aos que respondem a inqu\u00e9ritos, processos judiciais ou cumprem pena pela sua pr\u00e1tica<\/strong>, decretando-se a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Persistem os efeitos civis da decis\u00e3o, como o dever de indenizar, mas restauram-se, por exemplo, os direitos pol\u00edticos do ex-condenado, ent\u00e3o suspensos como decorr\u00eancia da condena\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Prescri\u00e7\u00e3o \u2013 art. 107, IV, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o, por suas caracter\u00edsticas e peculiaridades, exige um texto espec\u00edfico. Contudo, a grosso modo, podemos dividir a prescri\u00e7\u00e3o em duas esp\u00e9cies gerais: <strong>a prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva e a prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva<\/h4>\n\n\n\n<p>Na primeira, <strong>o Estado perde a possibilidade de impor uma san\u00e7\u00e3o penal<\/strong>. O \u00f3rg\u00e3o acusador, em decorr\u00eancia dela, perde o interesse de agir. Pode se dar antes do oferecimento da den\u00fancia\/queixa ou durante o processo, at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez verificada, traz como consequ\u00eancia a aus\u00eancia de qualquer efeito em rela\u00e7\u00e3o ao acusado. A decis\u00e3o que decreta a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade em decorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva n\u00e3o produz qualquer efeito negativo ao acusado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria<\/h4>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria, ela se d\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao cumprimento da pena imposta. J\u00e1 existe a condena\u00e7\u00e3o transitada em julgada, contudo, pela demora no in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o da pena, ocorre a prescri\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, <strong>o Estado perde a possibilidade de executar a san\u00e7\u00e3o<\/strong>, mas persistem os demais efeitos da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Saiba mais sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/prescricao-penal\/\">prescri\u00e7\u00e3o penal<\/a> aqui no Portal da Aurum.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Decad\u00eancia \u2013 art. 107, IV, do C\u00f3digo Penal&nbsp;&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Aplic\u00e1vel exclusivamente em rela\u00e7\u00e3o a direitos exerc\u00edveis por particulares nas a\u00e7\u00f5es penais privada e p\u00fablica, respectivamente aos de oferecer queixa e de&nbsp; representar contra quem se atribui a autoria do fato criminoso (\u201cautor do fato\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 103 do C\u00f3digo Penal estabelece <strong>o prazo padr\u00e3o de seis meses para o exerc\u00edcio do direito de queixa e de representa\u00e7\u00e3o<\/strong>, contado do dia em que a v\u00edtima veio saber quem \u00e9 o autor do fato definido como crime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez expirado o prazo sem a propositura da queixa nos crimes de a\u00e7\u00e3o penal privada ou da representa\u00e7\u00e3o nos de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica condicionada, ocorre a decad\u00eancia e, assim, a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Saiba mais sobre <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/prescricao-e-decadencia\/\"><em>prescri\u00e7\u00e3o e decad\u00eancia<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peremp\u00e7\u00e3o \u2013 art. 107, IV, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/perempcao\/\">peremp\u00e7\u00e3o<\/a>, igualmente prevista no inciso IV, <strong>ocorre nas a\u00e7\u00f5es penais privadas que j\u00e1 foram propostas<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 60 do C\u00f3digo de Processo Penal traz as hip\u00f3teses de reconhecimento da peremp\u00e7\u00e3o, traduzindo a todas elas a presun\u00e7\u00e3o de que o querelante (titular da a\u00e7\u00e3o penal privada) n\u00e3o possui mais o real interesse em ver o querelado condenado, evidenciado pela in\u00e9rcia ou pela neglig\u00eancia. Ocorre no curso do processo. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ren\u00fancia ao direito de queixa ou perd\u00e3o do ofendido \u2013 art. 107, V, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>A ren\u00fancia \u00e9 um ato unilateral do ofendido e que se d\u00e1 antes da propositura da queixa. <strong>Ela ocorre fora do processo<\/strong>, podendo ser expressa (mediante declara\u00e7\u00e3o do ofendido) ou t\u00e1cita, mediante a pr\u00e1tica de um ato incompat\u00edvel com o exerc\u00edcio do direito de queixa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, a ren\u00fancia deve, na forma do art. 16 da Lei 11.340\/2006, ser realizada em audi\u00eancia. Com a ren\u00fancia, <strong>n\u00e3o haver\u00e1 pretens\u00e3o punitiva contra o querelado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o perd\u00e3o do ofendido, tamb\u00e9m verificado apenas nas a\u00e7\u00f5es penais privadas, \u00e9 um obst\u00e1culo \u00e0 continuidade da a\u00e7\u00e3o penal j\u00e1 proposta, podendo se dar at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O perd\u00e3o concedido antes da queixa n\u00e3o \u00e9 perd\u00e3o, mas ren\u00fancia. Ao contr\u00e1rio da ren\u00fancia, ele \u00e9 bilateral, ou seja, depende da proposta pelo querelante e do aceite pelo querelado. Se o querelado recusar o perd\u00e3o, segue a a\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Retrata\u00e7\u00e3o do agente \u2013 art. 107, VI, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>A retrata\u00e7\u00e3o do agente, que se constitui em <strong>desfazer o ato il\u00edcito praticado<\/strong>, produz efeito nos crimes de cal\u00fania, difama\u00e7\u00e3o e falso testemunho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O querelado desfaz a cal\u00fania ou a difama\u00e7\u00e3o, ou refaz o seu depoimento a restabelecer a verdade. <strong>Apresenta limita\u00e7\u00e3o temporal para a sua ocorr\u00eancia<\/strong> \u2013 antes da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Perd\u00e3o judicial \u2013 art. 107, IX, do C\u00f3digo Penal<\/h3>\n\n\n\n<p>Existe a possibilidade de a Autoridade Judici\u00e1ria deixar de aplicar a pena cominada em hip\u00f3teses espec\u00edficas previstas no ordenamento jur\u00eddico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a reconhece a tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade, mas julga extinta a punibilidade em virtude do perd\u00e3o. <strong>Ela n\u00e3o produz efeitos condenat\u00f3rios<\/strong>. Ou seja, n\u00e3o constituem maus antecedentes, reincid\u00eancia ou possibilidade indenizat\u00f3ria. Anteriormente era restrito na <em>pr\u00e1xis <\/em>\u00e0s hip\u00f3teses de homic\u00eddio culposo, les\u00e3o culposa e inj\u00faria provocada pela v\u00edtima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, desde o advento do art. 13 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9807.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 9.807\/99<\/a> e da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, <strong>o perd\u00e3o judicial passou a ter maior relev\u00e2ncia<\/strong>, uma vez que \u00e9 utilizado como moeda de troca nas negocia\u00e7\u00f5es envolvendo colaboradores e o Minist\u00e9rio P\u00fablico em crimes praticados por organiza\u00e7\u00f5es criminosas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O perd\u00e3o judicial \u00e9 causa extintiva de punibilidade reconhecida na senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Transcurso temporal dos prazos de suspens\u00e3o condicional<\/h3>\n\n\n\n<p>Outra hip\u00f3tese de reconhecimento de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade se d\u00e1 pelo decurso de lapso temporal de condi\u00e7\u00e3o imposta ao acusado ou ao condenado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/suspensao-condicional-do-processo\/\">suspens\u00e3o condicional do processo<\/a><\/strong>, prevista no art. 89 da Lei 9.099, imp\u00f5e um per\u00edodo de prova ao denunciado que, uma vez transcorrido com o cumprimento de condi\u00e7\u00f5es impostas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e homologadas pela Autoridade Judici\u00e1ria, ao seu final importar\u00e1 na extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, no caso de <strong>suspens\u00e3o condicional da pena<\/strong>, <em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/sursis-processual\/\">sursis<\/a><\/em>, o decurso do per\u00edodo de prova &#8211; lapso temporal em que se imp\u00f5em condi\u00e7\u00f5es ao condenado para que ele n\u00e3o seja preso, como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade \u2013 extingue a punibilidade. Persiste os efeitos da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, mas n\u00e3o a necessidade de recolhimento do condenado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de<strong> livramento condicional<\/strong>, o condenado \u00e9 colocado em liberdade antes do t\u00e9rmino da pena aplicada, nas formas do art. 83 do C\u00f3digo Penal, mediante condi\u00e7\u00f5es impostas pela Autoridade Judici\u00e1ria (art. 85).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed,<strong> ele ter\u00e1 direito \u00e0 liberdade que poder\u00e1 ser revogada a qualquer tempo<\/strong> pela condena\u00e7\u00e3o por crime anterior ou por novo crime. <\/p>\n\n\n\n<p>Satisfeitas as condi\u00e7\u00f5es e n\u00e3o revogado o livramento, ao final do per\u00edodo o condenado ter\u00e1 extinta a punibilidade, no que diz respeito ao interesse do Estado no cumprimento da pena privativa de liberdade. Persistem os demais efeitos da condena\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pagamento e satisfa\u00e7\u00e3o de parcelamento do d\u00e9bito tribut\u00e1rio&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos crimes contra a ordem tribut\u00e1ria, <strong>o pagamento integral do tributo devido, a qualquer tempo, extingue a punibilidade<\/strong> \u2013 HC 116.828, STF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, no que diz respeito ao parcelamento, \u00e9 imprescind\u00edvel que ele se d\u00ea antes do recebimento da den\u00fancia para que o processo seja suspenso. Hip\u00f3tese em que, uma vez satisfeito o parcelamento, ser\u00e1 extinta a punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Repara\u00e7\u00e3o do dano no caso de peculato culposo<\/h3>\n\n\n\n<p>No caso do peculato culposo, art. 312, \u00a72\u00ba, do C\u00f3digo Penal,<strong> se o acusado reparar o dano causado<\/strong> at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a irrecorr\u00edvel, ser\u00e1 extinta a punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_aa8955ddcf15b116e9d00ec0bf27fe6f.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_aa8955ddcf15b116e9d00ec0bf27fe6f .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    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src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"4\">O que \u00e9 a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pelo cumprimento da pena?<\/h2>\n\n\n\n<p>O cumprimento da san\u00e7\u00e3o penal imposta \u00e9 a forma mais comum de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 66, II, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais, estabelece que <strong>compete ao juiz da execu\u00e7\u00e3o declarar extinta a punibilidade<\/strong>. Tal declara\u00e7\u00e3o se refere \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da punibilidade decorrente da satisfa\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o penal restritiva de liberdade ou de direitos imposta ao condenado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do cumprimento do per\u00edodo de pena imposto ou da pena restritiva de direitos substitutiva da privativa de liberdade, a Autoridade Judici\u00e1ria encarregada da execu\u00e7\u00e3o penal declarar\u00e1 extinta a punibilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a partir da satisfa\u00e7\u00e3o da pena imposta <strong>n\u00e3o persiste mais nenhum interesse do Estado no exerc\u00edcio do direito de punir<\/strong>, exaurido pela execu\u00e7\u00e3o da pena.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel perceber, n\u00e3o se faz aqui remiss\u00e3o \u00e0 necessidade de satisfa\u00e7\u00e3o do pagamento da pena de multa imposta ao condenado, uma vez que esta se constitui em d\u00edvida de valor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m trazer o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a referente ao n\u00e3o pagamento da pena de multa como hip\u00f3tese que n\u00e3o obsta a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a multa, a partir da leitura do art. 51 do CP, \u00e9 uma d\u00edvida de valor, <strong>e o seu inadimplemento n\u00e3o pode trazer como consequ\u00eancia <\/strong>a impossibilidade de reconhecimento da extin\u00e7\u00e3o da punibilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, independentemente de seu adimplemento ou n\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 mais qualquer interesse de controle de liberdade do indiv\u00edduo pelo Estado e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 interesse punitivo penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tal quest\u00e3o \u00e9 ainda tormentosa, pois v\u00e1rios tribunais de segundo grau ainda t\u00eam o entendimento de que o inadimplemento da pena de multa impede o reconhecimento da extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, \u00e9 juridicamente correto o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a traduzido no ac\u00f3rd\u00e3o do REsp 1.519.777 \u2013 SP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Como se percebe, por mais rotineira que seja a aplicabilidade da extin\u00e7\u00e3o da punibilidade no direito penal brasileiro, ainda h\u00e1 quest\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o assentadas o que imp\u00f5e<strong> um olhar permanentemente cuidadoso dos operadores do direito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ter sempre presente a separa\u00e7\u00e3o dos momentos do processo em que as hip\u00f3teses se operam, uma vez que, na maioria das possibilidades, a produ\u00e7\u00e3o de efeitos possui rela\u00e7\u00e3o direta com o momento processual em que se d\u00e1 a decreta\u00e7\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, \u00e9 importante se atentar para os efeitos que, em muitos casos, como visto, <strong>n\u00e3o se limitam ao campo criminal<\/strong>, mas s\u00e3o igualmente produzidos na esfera c\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u00e9 poss\u00edvel haver questionamentos, com exce\u00e7\u00e3o da hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pelo cumprimento, quanto \u00e0 raz\u00e3o pela qual o Estado perde o interesse no exerc\u00edcio do direito de punir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, \u00e9 preciso sempre relembrar que o poder de restringir a liberdade \u00e9 conferido ao Estado pelos pr\u00f3prios indiv\u00edduos que integram a sociedade. <strong>Tal outorga de poderes, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 absoluta, muito menos eterna<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a necessidade de um balizamento legal busca traduzir hip\u00f3teses em que a sociedade, na fic\u00e7\u00e3o do contrato social, tem o interesse de frear ou de restringir as hip\u00f3teses de imposi\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00e3o para que os cidad\u00e3os n\u00e3o se vejam submetidos a um poder absoluto e contr\u00e1rio a outras normas que comp\u00f5em o ordenamento jur\u00eddico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Siga navegando pelo Portal da Aurum para conferir outros conte\u00fados sobre direito e advocacia. Indico os seguintes temas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direitos-sociais\/\">Direitos sociais<\/a>: qual o papel do advogado na sua garantia?<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/alienacao-parental\/\">Aliena\u00e7\u00e3o parental<\/a>: tudo o que advogados precisam saber<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/contrato-social\/\">Contrato social<\/a> e estatuto: aspectos jur\u00eddicos e diferen\u00e7as<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/excludente-de-culpabilidade\/\">Excludente de culpabilidade<\/a>: tire as suas d\u00favidas<\/li>\n\n\n\n<li>O que \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/revisao-da-vida-toda\/\">revis\u00e3o da vida toda<\/a> e como aplicar<\/li>\n\n\n\n<li>Como funciona o <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/recurso-extraordinario\/\">recurso extraordin\u00e1rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/medidas-cautelares\/\">Medidas cautelares<\/a>: o que \u00e9 e quais s\u00e3o elas?<\/li>\n\n\n\n<li>O que \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/declaracao-de-hipossuficiencia\/\">declara\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia<\/a> e como fazer<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/preclusao\/\">O que \u00e9 preclus\u00e3o, seus efeitos e tipos no Novo CPC<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-carolina-dieckmann\/\">Lei Carolina Dieckmann: Voc\u00ea sabe por que foi criada?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-8666-93\/\">Guia completo e coment\u00e1rios \u00e0 Lei 8666\/93: Tire suas d\u00favidas sobre Licita\u00e7\u00f5es e Contratos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/seguridade-social\/\">Entenda o que \u00e9 Seguridade Social e o que diz a lei<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/crimes-contra-a-honra\/\">Confira os tipos de crimes contra a honra e saiba o que importa \u00e0 defesa!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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Se tiver d\u00favidas ou sugest\u00f5es, comenta aqui embaixo. Irei responder com muito prazer!&nbsp;<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A extin\u00e7\u00e3o da punibilidade \u00e9 o fim do direito do Estado de punir um indiv\u00edduo por um crime. Acontece quando certas condi\u00e7\u00f5es ou eventos jur\u00eddicos espec\u00edficos se materializam, como a prescri\u00e7\u00e3o do crime ou o cumprimento da pena. 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