{"id":9126,"date":"2025-04-03T20:27:24","date_gmt":"2025-04-03T23:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/impenhorabilidade-do-bem-de-familia\/"},"modified":"2025-04-03T20:27:27","modified_gmt":"2025-04-03T23:27:27","slug":"impenhorabilidade-do-bem-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/impenhorabilidade-do-bem-de-familia\/","title":{"rendered":"Impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia: o que \u00e9 e quais as possibilidades"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A <strong>impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia<\/strong> \u00e9 um direito que a lei assegura para que, caso algum membro da entidade familiar adquira d\u00edvidas, o im\u00f3vel residencial pr\u00f3prio n\u00e3o possa ser penhorado para pagamento dessas d\u00edvidas. <\/pre>\n\n\n\n<p>No Brasil existem diversos tipos de fam\u00edlia: formadas por casamento, por uni\u00e3o est\u00e1vel, somente por pai e filhos, ou por m\u00e3e e filhos. E ainda outras formas que a lei prev\u00ea ou reconhece como grupo familiar. No texto sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-de-familia\/\">direito de fam\u00edlia<\/a> aqui no Portal da Aurum voc\u00ea confere com mais detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em busca de uma prote\u00e7\u00e3o ao bem de fam\u00edlia, ou seja, o lugar de morar seja protegido, e para que n\u00e3o haja riscos de que os bens que garantem abrigo sejam utilizados para pagamentos de d\u00edvidas, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea algumas situa\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o deste bem.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 manter o lar da fam\u00edlia a salvo, resguardando sua estrutura e, principalmente, para que os membros tenham uma vida digna.<\/p>\n\n\n\n<p>O intuito deste artigo \u00e9<strong> demonstrar as hip\u00f3teses em que o bem de fam\u00edlia \u00e9 resguardado pela impenhorabilidade prevista por lei<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, apresentar as possibilidades em que n\u00e3o h\u00e1 essa garantia, porque h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es para a regra e isso \u00e9 muito importante que voc\u00ea saiba, leitor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seu bem de fam\u00edlia est\u00e1 protegido? Vem comigo neste texto e saiba todas as hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Afinal, o que \u00e9 bem de fam\u00edlia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Bem de fam\u00edlia <strong>\u00e9 o bem im\u00f3vel em que uma fam\u00edlia reside, seja ele urbano ou rural<\/strong>. Ou seja, \u00e9 o im\u00f3vel usado para abrigar os residentes e, por esse motivo, \u00e9 protegido legalmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas <strong>somente bens im\u00f3veis s\u00e3o considerados bem de fam\u00edlia? N\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O bem de fam\u00edlia pode ser uma casa, uma terra rural usada para planta\u00e7\u00e3o que garante sobreviv\u00eancia da fam\u00edlia, al\u00e9m dos instrumentos profissionais e bens m\u00f3veis que guarnecem a resid\u00eancia. <strong>Desde que quitados, todos s\u00e3o considerados como bem de fam\u00edlia<\/strong>. Logo, n\u00e3o somente bens im\u00f3veis s\u00e3o considerados bem de fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender sobre a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia, \u00e9 necess\u00e1rio antes saber o motivo pelo qual o instituto foi implantado no direito brasileiro, e desde quando temos essa previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de bem de fam\u00edlia existe desde meados do s\u00e9culo XIX. Segundo a doutrina majorit\u00e1ria, iniciou nos Estados Unidos, com a inten\u00e7\u00e3o de proteger de d\u00edvidas existentes na terra trabalhada.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o conceito e sua aplicabilidade foram adotados no final do s\u00e9culo XIX. Mais tarde, passou a ter previs\u00e3o no <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/novo-codigo-de-processo-civil\/\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a> de 1916. Por\u00e9m, somente com a Lei 8.009\/1990 \u00e9 que houve maior detalhamento, e o instituto passou a ter mais aplicabilidade no direito brasileiro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 bem de fam\u00edlia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Bem de fam\u00edlia&nbsp;<strong>\u00e9 o bem im\u00f3vel em que uma fam\u00edlia reside, seja ele urbano ou rural<\/strong>. Ou seja, \u00e9 o im\u00f3vel usado para abrigar os residentes e, por esse motivo, \u00e9 protegido legalmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas&nbsp;somente bens im\u00f3veis s\u00e3o considerados bem de fam\u00edlia? N\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O bem de fam\u00edlia pode ser uma casa, uma terra rural usada para planta\u00e7\u00e3o que garante a sobreviv\u00eancia da fam\u00edlia, al\u00e9m dos instrumentos profissionais e bens m\u00f3veis que guarnecem a resid\u00eancia.&nbsp;Desde que <strong>quitados, todos s\u00e3o considerados como bem de fam\u00edlia<\/strong>. Logo, n\u00e3o somente bens im\u00f3veis s\u00e3o considerados bem de fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender sobre a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia, \u00e9 necess\u00e1rio antes saber o motivo pelo qual o instituto foi implantado no direito brasileiro, e desde quando temos essa previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de bem de fam\u00edlia existe desde meados do s\u00e9culo XIX. Segundo a doutrina majorit\u00e1ria, se iniciou nos Estados Unidos, com a inten\u00e7\u00e3o de proteger de d\u00edvidas existentes na terra trabalhada.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o conceito e sua aplicabilidade foram adotados no final do s\u00e9culo XIX. Mais tarde, passou a ter previs\u00e3o no&nbsp;C\u00f3digo de Processo Civil&nbsp;de 1916. Por\u00e9m, somente com a Lei 8.009\/1990 \u00e9 que houve maior detalhamento, e o instituto passou a ter mais aplicabilidade no direito brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia&nbsp;<strong>\u00e9 um direito assegurado pela legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;para que<\/strong>, caso algum dos familiares adquira d\u00edvidas, o<strong> im\u00f3vel residencial n\u00e3o possa ser penhorado para pagamento destas d\u00edvidas<\/strong>. Tais d\u00edvidas independem de ser do \u00e2mbito civil, comercial, tribut\u00e1rio, previdenci\u00e1rio, ou de qualquer natureza. \u00c9 o que prev\u00ea o art. 1\u00ba da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8009.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 8.009\/1990<\/a>:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 1\u00ba<\/strong>\u00a0O im\u00f3vel residencial pr\u00f3prio do casal, ou da entidade familiar, \u00e9 impenhor\u00e1vel e n\u00e3o responder\u00e1 por qualquer tipo de d\u00edvida civil, comercial, fiscal, previdenci\u00e1ria ou de outra natureza, contra\u00edda pelos c\u00f4njuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus propriet\u00e1rios e nele residam, salvo nas hip\u00f3teses previstas nesta lei.<br><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico.<\/strong>\u00a0A impenhorabilidade compreende o im\u00f3vel sobre o qual se assentam a constru\u00e7\u00e3o, as planta\u00e7\u00f5es, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos, inclusive os de uso profissional, ou m\u00f3veis que guarnecem a casa, desde que quitados.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Portanto, com essa previs\u00e3o legal \u00e9 poss\u00edvel saber quais d\u00edvidas n\u00e3o podem atingir os bens de fam\u00edlia, como quais bens s\u00e3o impenhor\u00e1veis. Contudo, j\u00e1 no caput do artigo 1\u00ba j\u00e1 consta que h\u00e1 hip\u00f3teses de exce\u00e7\u00e3o previstas pela lei. Veremos isso adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da 8.009\/1990 existe tamb\u00e9m a s\u00famula 364 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que assim prev\u00ea:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>O conceito de impenhorabilidade de bem de fam\u00edlia abrange tamb\u00e9m o im\u00f3vel pertencente a pessoas solteiras, separadas e vi\u00favas\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Logo, a s\u00famula garante que mesmo as pessoas que vivem sozinhas e n\u00e3o possuem uma fam\u00edlia sob o mesmo teto, e que possuem aquele bem para sua moradia ou sobreviv\u00eancia, est\u00e1 protegido pela impenhorabilidade da lei acima citada.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, mesmo que a fam\u00edlia passe por alguma dificuldade,&nbsp;a lei garante que sua resid\u00eancia ou os bens necess\u00e1rios para uma vida digna&nbsp;n\u00e3o podem ser retirados para pagamento de d\u00edvidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais,<strong> a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia n\u00e3o atinge somente a resid\u00eancia, mas tamb\u00e9m equipamentos necess\u00e1rios \u00e0 fam\u00edlia<\/strong>, bens profissionais e os m\u00f3veis que guarnecem a resid\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, a pessoa que quisesse instituir um im\u00f3vel como bem de fam\u00edlia, deveria fazer o registro do bem no cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis e publicar na imprensa oficial. Com o advento da Lei 8.009\/1990,&nbsp;o im\u00f3vel que serve de resid\u00eancia j\u00e1 \u00e9 por for\u00e7a da lei inalien\u00e1vel e impenhor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia no C\u00f3digo de Processo Civil de 2015<\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;C\u00f3digo de Processo Civil \u2013 CPC 2015 prev\u00ea, no art. 833, v\u00e1rias hip\u00f3teses de impenhorabilidade. Nele tamb\u00e9m constam os m\u00f3veis e utilidades dom\u00e9sticas que guarnecem a resid\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC se preocupou tamb\u00e9m em prever que&nbsp;<strong>em rela\u00e7\u00e3o aos bens de valor elevado<\/strong>&nbsp;e que \u201cultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um m\u00e9dio padr\u00e3o de vida\u201d, n\u00e3o ser\u00e3o protegidas pela impenhorabilidade. (Inciso II, art. 833, CPC). Vejamos a previs\u00e3o do art. 833 do CPC:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<br>I &#8211; os bens inalien\u00e1veis e os declarados, por ato volunt\u00e1rio, n\u00e3o sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<br>II &#8211; os m\u00f3veis, os pertences e as utilidades dom\u00e9sticas que guarnecem a resid\u00eancia do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um m\u00e9dio padr\u00e3o de vida;<br>III &#8211; os vestu\u00e1rios, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor;<br>IV &#8211; os vencimentos, os subs\u00eddios, os soldos, os sal\u00e1rios, as remunera\u00e7\u00f5es, os proventos de aposentadoria, as pens\u00f5es, os pec\u00falios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua fam\u00edlia, os ganhos de trabalhador aut\u00f4nomo e os honor\u00e1rios de profissional liberal, ressalvado o \u00a7 2\u00ba ;<br>V &#8211; os livros, as m\u00e1quinas, as ferramentas, os utens\u00edlios, os instrumentos ou outros bens m\u00f3veis necess\u00e1rios ou \u00fateis ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o do executado;<br>VI &#8211; o seguro de vida;<br>VII &#8211; os materiais necess\u00e1rios para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;<br>VIII &#8211; a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela fam\u00edlia;<br>IX &#8211; os recursos p\u00fablicos recebidos por institui\u00e7\u00f5es privadas para aplica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade ou assist\u00eancia social;<br>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<br>XI &#8211; os recursos p\u00fablicos do fundo partid\u00e1rio recebidos por partido pol\u00edtico, nos termos da lei;<br>XII &#8211; os cr\u00e9ditos oriundos de aliena\u00e7\u00e3o de unidades imobili\u00e1rias, sob regime de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, vinculados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>De outro modo, o \u00a71\u00ba do art. 833 garante no \u00a7 1\u00ba que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A impenhorabilidade&nbsp;<\/em><strong><em>n\u00e3o \u00e9 opon\u00edvel \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de d\u00edvida relativa ao pr\u00f3prio bem<\/em><\/strong><em>, inclusive \u00e0quela contra\u00edda para sua aquisi\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Logo, em caso de d\u00edvidas contra\u00eddas para adquirir os bens que constam no artigo 833 do CPC, eles perdem a prote\u00e7\u00e3o da impenhorabilidade e podem ser usados para adimplir com o credor. Pois neste caso, o bem seria a pr\u00f3pria garantia do credor, uma vez que a d\u00edvida se deu em raz\u00e3o para adquirir o pr\u00f3prio bem.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_1a017712005d0253a90b7dbdb8b3127c.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_1a017712005d0253a90b7dbdb8b3127c .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_1a017712005d0253a90b7dbdb8b3127c .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_1a017712005d0253a90b7dbdb8b3127c .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n    }\n\n    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seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/?utm_source=blog&#038;utm_medium=adpost&#038;utm_campaign=campanha-marca-2026\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regras da impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia:<\/h2>\n\n\n\n<p>Primeiramente, \u00e9 importante observar que a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia se d\u00e1 em raz\u00e3o da&nbsp;seguran\u00e7a necess\u00e1ria para que a fam\u00edlia n\u00e3o fique desamparada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, tal seguran\u00e7a para o devedor n\u00e3o pode servir para se esquivar de adimplir com seus d\u00e9bitos e lesar o credor.&nbsp;A impenhorabilidade existe, mas n\u00e3o pode ser usada para causar danos a terceiros deliberadamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, muito embora a legisla\u00e7\u00e3o tenha a<strong> previs\u00e3o da garantia da manuten\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel que reside<\/strong>, em caso de possuir v\u00e1rios bens im\u00f3veis, somente o de menor valor pode ser institu\u00eddo como bem de fam\u00edlia. E se h\u00e1 interesse que seja o de maior valor, o dono deve promover a institui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria no cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, a&nbsp;pequena <strong>propriedade rural&nbsp;tamb\u00e9m \u00e9 resguardada pela impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia<\/strong>. Contudo, se tiver mais de uma propriedade, somente a sede da resid\u00eancia estar\u00e1 protegida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece tamb\u00e9m com os&nbsp;bens m\u00f3veis que guarnecem a resid\u00eancia, que s\u00e3o&nbsp;bens impenhor\u00e1veis, desde que n\u00e3o sejam suntuosos, de valor elevado ou desnecess\u00e1rios \u00e0 vida dos residentes manter a dignidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso \u00e9, se na resid\u00eancia tiver v\u00e1rios aparelhos de ar-condicionado, ou v\u00e1rios sof\u00e1s, pode penhorar alguns dos bens, desde que n\u00e3o seja algo essencial e \u00fanico para a fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, a lei <strong>prev\u00ea ainda outras exce\u00e7\u00f5es \u00e0 penhorabilidade do bem de fam\u00edlia<\/strong>, conforme mostra C\u00e9sar Fiuza:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>Dessa forma, ser\u00e1 penhor\u00e1vel pelos cr\u00e9ditos dos empregados dom\u00e9sticos. Tamb\u00e9m ser\u00e1 penhor\u00e1vel pelo credor que tenha financiado a constru\u00e7\u00e3o ou aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel. Ser\u00e1, outrossim, pass\u00edvel de penhora pelo credor de pens\u00e3o aliment\u00edcia, ressalvados os direitos do c\u00f4njuge ou do companheiro do devedor sobre o im\u00f3vel. Em outras palavras, caso o c\u00f4njuge ou o companheiro do devedor seja copropriet\u00e1rio do im\u00f3vel, este responder\u00e1 at\u00e9 a mea\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser que ambos sejam respons\u00e1veis pela pens\u00e3o. Tal seria a hip\u00f3tese, por exemplo, do pai e da m\u00e3e privados do poder familiar, tendo ainda que pagar pens\u00e3o ao filho sob tutela e guarda de terceiro. \u00c9 ainda penhor\u00e1vel pelos tributos que recaiam sobre o im\u00f3vel, como o IPTU. O credor hipotec\u00e1rio tamb\u00e9m ter\u00e1 direito sobre o im\u00f3vel, uma vez que voluntariamente este lhe foi oferecido em garantia. (2016, p\u00e1g. 134, vol. \u00danico, E-book)<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste sentido, cumpre ressaltar que na Lei 8.009\/1990, no C\u00f3digo Civil de 2002 e no&nbsp;C\u00f3digo de Processo Civil&nbsp;constam previs\u00f5es de garantia de impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia com o intuito de&nbsp;<strong>cumprir a vontade constitucional quando protegeu a fam\u00edlia e a inviolabilidade do bem<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, como a Constitui\u00e7\u00e3o Federal trouxe muitas garantias para a fam\u00edlia, n\u00e3o podia, de outra forma, a legisla\u00e7\u00e3o esparsa tratamento diverso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entendimento da jurisprud\u00eancia&nbsp;sobre a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n<p>No sentido de proteger o bem de fam\u00edlia pela sua impenhorabilidade, grande parte da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/o-que-e-jurisprudencia\/\">jurisprud\u00eancia<\/a> traz o entendimento de que <strong>quando houver um \u00fanico bem de fam\u00edlia, a impenhorabilidade \u00e9 uma medida de prote\u00e7\u00e3o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Confira aqui um julgado recente do STJ sobre o tema:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>RECURSO ESPECIAL. AFETA\u00c7\u00c3O AO RITO DOS RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS. EXECU\u00c7\u00c3O DE T\u00cdTULO EXTRAJUDICIAL. IMPENHORABILIDADE DA PEQUENA PROPRIEDADE RURAL. ART. 833, VIII, DO CPC. EXPLORA\u00c7\u00c3O DO IM\u00d3VEL PELA FAM\u00cdLIA. \u00d4NUS DA PROVA. EXECUTADO (DEVEDOR). N\u00c3O COMPROVADO. REFORMA DO AC\u00d3RD\u00c3O ESTADUAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.<br>1. Execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial ajuizada em 26\/1\/2009, da qual foi extra\u00eddo o presente recurso especial, interposto em 7\/5\/2023 e concluso ao gabinete em 10\/09\/2024.<br>2. O prop\u00f3sito recursal, nos termos da afeta\u00e7\u00e3o do recurso ao rito dos repetitivos, \u00e9 &#8220;definir sobre qual das partes recai o \u00f4nus de provar que a pequena propriedade rural \u00e9 explorada pela fam\u00edlia para fins de reconhecimento de sua impenhorabilidade&#8221; (Tema 1234\/STJ).<br>3. Para reconhecer a impenhorabilidade, nos termos do art. 833, VIII, do CPC, \u00e9 imperiosa a satisfa\u00e7\u00e3o de dois requisitos: (i) que o im\u00f3vel se qualifique como pequena propriedade rural, nos termos da lei, e (ii) que seja explorado pela fam\u00edlia.<br>4. Quanto ao primeiro requisito, considerando a lacuna legislativa acerca do conceito de &#8220;pequena propriedade rural&#8221; para fins de impenhorabilidade, a jurisprud\u00eancia tem tomado emprestado aquele estabelecido na Lei 8.629\/1993, a qual regulamenta as normas constitucionais relativas \u00e0 reforma agr\u00e1ria. No art. 4\u00aa, II, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da referida legisla\u00e7\u00e3o, atualizada pela Lei 13.465\/2017, consta que se enquadra como pequena propriedade rural o im\u00f3vel rural &#8220;de \u00e1rea at\u00e9 quatro m\u00f3dulos fiscais, respeitada a fra\u00e7\u00e3o m\u00ednima de parcelamento&#8221;.<br>5. Essa interpreta\u00e7\u00e3o se encontra em harmonia com o Tema 961\/STF, segundo o qual &#8220;\u00e9 impenhor\u00e1vel a pequena propriedade rural familiar constitu\u00edda de mais de 01 (um) terreno, desde que cont\u00ednuos e com \u00e1rea total inferior a 04 (quatro) m\u00f3dulos fiscais do munic\u00edpio de localiza\u00e7\u00e3o&#8221; (DJe 21\/12\/2020).<br>6. A Segunda Se\u00e7\u00e3o desta Corte decidiu que, para o reconhecimento da impenhorabilidade, o devedor (executado) tem o \u00f4nus de comprovar que al\u00e9m de se enquadrar dentro do conceito de pequena, a propriedade rural se destina \u00e0 explora\u00e7\u00e3o familiar (REsp n. 1.913.234\/SP, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 7\/3\/2023).<br>7. Como regra geral, a parte que alega tem o \u00f4nus de demonstrar a veracidade desse fato (art. 373 do CPC) e, sob a \u00f3tica da aptid\u00e3o para produzir essa prova, ao menos abstratamente, \u00e9 mais f\u00e1cil para o devedor demonstrar a veracidade do fato alegado.<br>8. O art. 833, VIII, do CPC \u00e9 expresso ao condicionar o reconhecimento da impenhorabilidade da pequena propriedade rural \u00e0 sua explora\u00e7\u00e3o familiar.<br>9. Isentar o executado de comprovar o cumprimento desse requisito legal e transferir a prova negativa ao credor (exequente) importaria em desconsiderar o prop\u00f3sito que orientou a cria\u00e7\u00e3o da norma &#8211; de assegurar os meios para a efetiva manuten\u00e7\u00e3o da subsist\u00eancia do executado e de sua fam\u00edlia.<br>10. Para os fins dos arts. 1.036 a 1.041 do CPC, fixa-se a seguinte tese: &#8220;\u00c9 \u00f4nus do executado provar que a pequena propriedade rural \u00e9 explorada pela fam\u00edlia para fins de reconhecimento de sua impenhorabilidade&#8221;.<br>11. No recurso sob julgamento, o executado (recorrido), embora tenha demonstrado que o im\u00f3vel rural possui menos de quatro m\u00f3dulos fiscais, n\u00e3o comprovou que o bem \u00e9 explorado por sua fam\u00edlia. Logo, deve ser reformado o ac\u00f3rd\u00e3o estadual, mantendo-se a decis\u00e3o do Ju\u00edzo de primeiro grau que determinou a penhora do im\u00f3vel.<br>12. Recurso especial conhecido e provido para reformar o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e restabelecer a decis\u00e3o do Ju\u00edzo de primeiro grau que manteve a penhora do im\u00f3vel.<br>(REsp n. 2.080.023\/MG, relatora Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 6\/11\/2024, DJe de 11\/11\/2024.) (grifos nossos)<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Diante disso nos leva a alguns pontos, \u00e9 necess\u00e1rio realmente comprovar que o bem de fam\u00edlia est\u00e1 sendo realmente usado como um bem essencial \u00e0 fam\u00edlia para que tenha esse reconhecimento e n\u00e3o possa ser usado para adimplir d\u00edvidas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como comprovar que o bem \u00e9 de fam\u00edlia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a citada acima prev\u00ea que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u00c9 \u00f4nus do executado provar que a pequena propriedade rural \u00e9 explorada pela fam\u00edlia para fins de reconhecimento de sua impenhorabilidade&#8221;.&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com isso, o<strong> propriet\u00e1rio deve demonstrar que daquela propriedade sai o seu sustento, que trabalha com a fam\u00edlia e cultiva os bens necess\u00e1rios \u00e0 sua subsist\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, para que uma casa de moradia n\u00e3o possa ser penhorada, ter\u00e1 de demonstrar que s\u00f3 possui um im\u00f3vel, ou que o im\u00f3vel em quest\u00e3o \u00e9 usado para moradia da fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, conclui-se que a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia, prevista na Lei n. 8.009\/1990, representa uma prote\u00e7\u00e3o estatal \u00e0 dignidade da pessoa humana e \u00e0 entidade familiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tal prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o intuito de beneficiar indevidamente o devedor em detrimento do credor, mas sim assegurar que, mesmo diante da inadimpl\u00eancia, a fam\u00edlia mantenha o direito m\u00ednimo e inviol\u00e1vel \u00e0 moradia, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 exist\u00eancia digna.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a norma visa preservar o lar como espa\u00e7o de estabilidade, seguran\u00e7a e desenvolvimento pessoal e social, compreendendo-o como bem essencial \u00e0 vida. Por essa raz\u00e3o, impede que o im\u00f3vel residencial da entidade familiar seja constrangido por d\u00edvidas de natureza civil, fiscal, comercial ou de outra esp\u00e9cie, ressalvadas apenas as exce\u00e7\u00f5es expressamente previstas em lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que desconsidere essa finalidade social e constitucional da impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia revela-se incompat\u00edvel com o sistema jur\u00eddico vigente, por subverter a l\u00f3gica protetiva da norma e comprometer valores fundamentais do ordenamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a moradia ou a pequena propriedade rural, n\u00e3o podem ser tratadas como simples ativos patrimoniais dispon\u00edveis \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de credores, sem qualquer garantia de prote\u00e7\u00e3o ao n\u00facleo familiar, cuja salvaguarda \u00e9 imperativo jur\u00eddico imposto pela Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Portanto, com base na lei, o bem de fam\u00edlia tem a prote\u00e7\u00e3o legal e n\u00e3o podem ser penhorados, em regra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Siga navegando pelo Portal da Aurum para conferir outros conte\u00fados sobre direito e advocacia. Indico os seguintes temas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/teoria-da-empresa\/\">Teoria da Empresa<\/a>: entenda o hist\u00f3rico e sua import\u00e2ncia<\/li>\n\n\n\n<li>Tire suas d\u00favidas sobre a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/tutela-de-urgencia\/\">tutela de urg\u00eancia<\/a> no Novo CPC<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/embargos-a-execucao\/\">Embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o<\/a>: tire as suas d\u00favidas sobre o assunto<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/regularizacao-fundiaria\/\">Regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria<\/a>: o que mudou com a nova lei<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/termos-juridicos\/\">Termos jur\u00eddicos<\/a>: gloss\u00e1rio com as principais express\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/holding-familiar\/\">[GUIA] Holding familiar<\/a>: o que \u00e9, como funciona e mais!<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/biodireito\/\">Como o biodireito funciona na pr\u00e1tica e sua rela\u00e7\u00e3o com a bio\u00e9tica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/ilegitimidade-passiva\/\">Ilegitimidade passiva: O que \u00e9, quando alegar e como fundamentar!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/unioes-estaveis-simultaneas\/\">Uni\u00f5es Est\u00e1veis Simult\u00e2neas:<\/a> o que diz a jurisprud\u00eancia brasileira?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>Compartilhe suas d\u00favidas e sugest\u00f5es nos coment\u00e1rios abaixo! \u00c9 uma excelente maneira de deixar os conte\u00fados ainda melhores <\/em> <br><\/p>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; *\/\r\n    }\r\n    .news-post p {\r\n      font-size: 1rem;\r\n      text-align: left;\r\n      max-width: 400px;\r\n    }\r\n    .news-post .boxes {\r\n      display: flex;\r\n      align-items: flex-start;\r\n    }\r\n    .news-post button {\r\n      margin: 0 0 0 1rem;\r\n      width: 100%;\r\n      max-width: 170px;\r\n      min-width: auto;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post button:hover {\r\n      opacity: 0.9;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad {\r\n      padding: 1.125rem;\r\n      font-size:1rem;\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad svg {\r\n      margin-right: 10px;\r\n    }\r\n  }\r\n<\/style>\r\n\r\n<div class=\"news-post\">\r\n  <div class=\"title news-ad-title\">Gostou do artigo e quer evoluir a sua advocacia?<\/div>\r\n  <p class=\"news-ad-subtitle\">Assine gr\u00e1tis a Aurum News e receba uma dose semanal de conte\u00fado no seu e-mail! \u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia \u00e9 um direito que a lei assegura para que, caso algum membro da entidade familiar adquira d\u00edvidas, o im\u00f3vel residencial pr\u00f3prio n\u00e3o possa ser penhorado para pagamento dessas d\u00edvidas. 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