{"id":8963,"date":"2025-09-01T14:54:53","date_gmt":"2025-09-01T17:54:53","guid":{"rendered":"https:\/\/aurum.com.br\/blog\/repeticao-do-indebito\/"},"modified":"2025-09-01T14:54:57","modified_gmt":"2025-09-01T17:54:57","slug":"repeticao-do-indebito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/repeticao-do-indebito\/","title":{"rendered":"Repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito: o que \u00e9 e como funciona"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A <strong>repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito<\/strong> garante a devolu\u00e7\u00e3o de valores cobrados indevidamente, evitando enriquecimento il\u00edcito. Pode ocorrer no Direito Civil, Tribut\u00e1rio ou do Consumidor, com restitui\u00e7\u00e3o simples ou em dobro, nos casos de m\u00e1-f\u00e9. \u00c9 uma forma de proteger quem advoga e quem \u00e9 atendido.<\/pre>\n\n\n\n<p>Um exemplo comum \u00e9 quando um indiv\u00edduo contrata um cart\u00e3o de cr\u00e9dito, pagando R$20,00 de taxa de anuidade, cujo pagamento da fatura est\u00e1 em d\u00e9bito autom\u00e1tico. No entanto, em um determinado m\u00eas, \u00e9 cobrado o valor de R$ 60,00 sem que haja qualquer amparo contratual para o aumento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O consumidor tem o direito a ser restitu\u00eddo pela quantia que pagou a mais indevidamente<\/strong>. A express\u00e3o \u201crepeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito\u201d n\u00e3o \u00e9 uma nomenclatura criada pela lei, ent\u00e3o, n\u00e3o encontramos disposi\u00e7\u00f5es legais se buscarmos por essa express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito est\u00e1 previsto no <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">C\u00f3digo Civil<\/a>, no t\u00edtulo de Responsabilidade Civil, no primeiro cap\u00edtulo: Da obriga\u00e7\u00e3o de indenizar. E o art. 940 espec\u00edfica quando pode ocorrer:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 940. Aquele que demandar por d\u00edvida j\u00e1 paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficar\u00e1 obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescri\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>De acordo com a lei, <strong>o credor que cobrar por uma d\u00edvida que j\u00e1 foi paga<\/strong> fica respons\u00e1vel por indenizar, mesmo que a cobran\u00e7a tenha sido somente de uma ou mais parcelas da d\u00edvida ou que tenha sido cobrado a mais do que o combinado como pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m previsto no C\u00f3digo Civil que, quem recebe o que n\u00e3o lhe \u00e9 adequado ou antes que lhe seja devido, tem obriga\u00e7\u00e3o de devolver:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 876. Todo aquele que recebeu o que lhe n\u00e3o era devido fica obrigado a restituir; obriga\u00e7\u00e3o que incumbe \u00e0quele que recebe d\u00edvida condicional antes de cumprida a condi\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito?<\/h2>\n\n\n\n<p><meta charset=\"utf-8\">A <strong>repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito<\/strong> \u00e9 a devolu\u00e7\u00e3o de qualquer valor cobrado indevidamente. \u00c9 um instituto que pode ser aplicado no direito civil como no direito tribut\u00e1rio, e tamb\u00e9m na resolu\u00e7\u00e3o de conflitos das rela\u00e7\u00f5es de consumo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/o-que-e-repeticao-do-indebito.jpg\" alt=\"Veja como a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito funciona\" class=\"wp-image-33679\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/o-que-e-repeticao-do-indebito.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/o-que-e-repeticao-do-indebito-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/o-que-e-repeticao-do-indebito-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/o-que-e-repeticao-do-indebito-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja o que \u00e9 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito no Novo CPC<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser o direito, a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito \u00e9 tamb\u00e9m a medida processual pela qual o indiv\u00edduo pode requerer a devolu\u00e7\u00e3o da quantia paga sem necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O fundamento da a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tamb\u00e9m \u00e9 previsto no C\u00f3digo Civil como <strong>enriquecimento sem causa<\/strong>, j\u00e1 que n\u00e3o existia a d\u00edvida que gerasse o pagamento do valor:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer \u00e0 custa de outrem, ser\u00e1 obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualiza\u00e7\u00e3o dos valores monet\u00e1rios.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>A restitui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 devida quando o objeto da d\u00edvida deixa de existir<\/strong>. Por exemplo, num neg\u00f3cio de compra e venda de um ve\u00edculo que \u00e9 furtado antes de ser entregue. O veiculo deixa de existir, logo a causa do enriquecimento do credor tamb\u00e9m deixou.<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 885. A restitui\u00e7\u00e3o \u00e9 devida, n\u00e3o s\u00f3 quando n\u00e3o tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas tamb\u00e9m se esta deixou de existir.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o ou de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/responsabilidade-civil\/\">responsabilidade civil<\/a>, portanto, enquadra-se nos art. 927, 186 e 187 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O objetivo da responsabilidade civil \u00e9 reparar qualquer dano que venha a diminuir o bem jur\u00eddico da v\u00edtima<\/strong>. Neste caso, o bem jur\u00eddico \u00e9 o dinheiro. Ou seja, aquele credor que causa preju\u00edzo pecuni\u00e1rio ao devedor, cobrando a mais ou cobrando por algo que ele j\u00e1 pagou, fica com o \u00f4nus de indeniz\u00e1-lo:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 927. Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, <\/em><strong><em>fica obrigado a repar\u00e1-lo.<\/em><\/strong><br><em>Art. 186. Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito e <\/em><strong><em>causar dano a outrem<\/em><\/strong><em>, ainda que exclusivamente moral, comete ato il\u00edcito.<\/em><br><em>Art. 187. Tamb\u00e9m comete ato il\u00edcito o titular de um direito que, ao exerc\u00ea-lo, <\/em><strong><em>excede manifestamente os limites<\/em><\/strong><em> impostos pelo seu fim econ\u00f4mico ou social, pela boa-f\u00e9 ou pelos bons costumes.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito pode ser proposta tanto na Justi\u00e7a Comum, como nos <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-dos-juizados-especiais\/\">Juizados Especiais C\u00edveis<\/a> (ressalvados os casos previstos no art. 3<sup>o<\/sup> inciso I da Lei 9.099\/95 \u2013 valor de causa at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a devolu\u00e7\u00e3o em dobro?<\/h2>\n\n\n\n<p>Interpretando o art. 940 do C\u00f3digo Civil, \u00e9 poss\u00edvel verificar que ele prev\u00ea a <strong>devolu\u00e7\u00e3o em dobro quando a cobran\u00e7a pelo valor j\u00e1 pago n\u00e3o ressalvar as quantias j\u00e1 recebidas pelo credor<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, \u00e9 importante observar que o ressarcimento em dobro s\u00f3 ocorre se o credor omitir outras quantias que j\u00e1 foram pagas em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo objeto, configurando a m\u00e1-f\u00e9: ele sabe que j\u00e1 recebeu o valor devido, mas, ainda assim, procede a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, \u00e9 fundamental lembrar que, em nosso <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/ordenamento-juridico\/\">ordenamento jur\u00eddico<\/a>, somente a boa-f\u00e9 \u00e9 presumida. Portanto, <strong>a m\u00e1-f\u00e9 deve ser provada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, para que a devolu\u00e7\u00e3o do valor seja igual ao dobro, o advogado deve provar que o credor agiu de m\u00e1-f\u00e9 na cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Saiba mais sobre o <\/em><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-boa-fe\/\"><em>princ\u00edpio da boa-f\u00e9<\/em><\/a><em> no Portal da Aurum.<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_bd18f3bc81c49da304faed6f2c11c108.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_bd18f3bc81c49da304faed6f2c11c108 .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_bd18f3bc81c49da304faed6f2c11c108 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class=\"anuncio-post-reverse\">\n    <div class=\"anuncio-container\">\n        \n        <div class=\"anuncio-text-container\">\n             <h3 class=\"title\" >Seja protagonista da sua advocacia com o Astrea<\/h3>\n            <div class=\"text\" >Tenha tempo para focar no crescimento do seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando ocorre a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito simples?<\/h2>\n\n\n\n<p>Caso n\u00e3o fique verificada a m\u00e1-f\u00e9 do credor em cobrar por um valor j\u00e1 pago, a\u00ed a devolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser em dobro, retornando ao devedor apenas o valor pago a mais acrescido de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o pode-se dizer que a devolu\u00e7\u00e3o do valor \u201csimples\u201d ocorre quando:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o dolosa<\/strong> de cobrar o valor equivocado;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Erro de c\u00e1lculo<\/strong> em faturas e contratos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cobran\u00e7as de valores por falha <\/strong>administrativa ou operacional.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Isso tamb\u00e9m se aplica nos casos em que, por exemplo, houve a cobran\u00e7a, mas o devedor percebeu o erro e n\u00e3o pagou a mais. Como n\u00e3o houve pagamento, n\u00e3o h\u00e1 nem devolu\u00e7\u00e3o e as possibilidades de indeniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mencionado acima, a m\u00e1-f\u00e9 deve ser provada, j\u00e1 que a boa f\u00e9 prevalece no ordenamento jur\u00eddico brasileiro. Portanto, a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito simples, \u00e9 a regra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diz a S\u00famula 322 do STJ?<\/h2>\n\n\n\n<p>A S\u00famula n. 322 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a disp\u00f5e que:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Para a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, nos contratos de abertura de cr\u00e9dito em conta-corrente, n\u00e3o se exige a prova do erro.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, diferente dos casos citados acima, nos contratos de abertura de cr\u00e9dito em conta-corrente (modalidade de empr\u00e9stimo \u201cpr\u00e9 aprovado\u201d) para que haja a devolu\u00e7\u00e3o de valores cobrados equivocadamente, <strong>n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio fazer prova do erro, basta demonstrar que houve o pagamento indevido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a rela\u00e7\u00e3o entre o banco e o correntista \u00e9 considerada rela\u00e7\u00e3o de consumo e, na rela\u00e7\u00e3o de consumo, o consumidor (nesse caso, o correntista) \u00e9 parte vulner\u00e1vel e hipossuficiente, isso significa que ele possui menos autonomia e ferramentas para determinados atos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, imputar a ele a obriga\u00e7\u00e3o de fazer prova de um erro, ainda que seja um erro pr\u00f3prio, pode dificultar ou inviabilizar uma restitui\u00e7\u00e3o devida. Ent\u00e3o, especificamente nesse caso, basta que o consumidor\/correntista comprove que pagou um valor indevido, para ter direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pode-se aplicar tamb\u00e9m a S\u00famula n. 479<\/strong>, do STJ, que prev\u00ea:<\/p>\n\n\n\n<p><em>As institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no \u00e2mbito de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, se ficar demonstrado que houve uma cobran\u00e7a indevida por parte do banco, ele tem responsabilidade de devolver a quantia paga a mais e ainda arcar com eventuais perdas e danos, se for o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>De todo modo, ainda prevalece a necessidade de prova da m\u00e1-f\u00e9 para que a restitui\u00e7\u00e3o seja em dobro. Se isso n\u00e3o ocorrer, a devolu\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas do valor simples.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito no CDC<\/h2>\n\n\n\n<p>No CDC, a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito \u00e9 prevista no art. 42, sendo devida ao consumidor a restitui\u00e7\u00e3o em dobro:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 42. (&#8230;)<\/em><br><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros legais, salvo hip\u00f3tese de engano justific\u00e1vel.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O fundamento \u00e9 o mesmo do previsto no art. 940 do C\u00f3digo Civil. No entanto, <strong>o CDC j\u00e1 prev\u00ea como obriga\u00e7\u00e3o que a devolu\u00e7\u00e3o seja em dobro<\/strong>, nos casos em que o consumidor esteja sendo demandado por quantia j\u00e1 paga.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, quanto \u00e0 prova, como vimos no texto anterior, o CDC atrai a invers\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/onus-da-prova\/\">\u00f4nus da prova<\/a> (art. 6<sup>o<\/sup> VIII). <strong>Entretanto, a aplica\u00e7\u00e3o deste instituto em casos de devolu\u00e7\u00e3o em dobro n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfica<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece pois incumbir ao credor o \u00f4nus de provar pode obrig\u00e1-lo a produzir a chamada prova diab\u00f3lica ou prova negativa\/imposs\u00edvel, uma vez que ele dever\u00e1 demonstrar a <strong>aus\u00eancia de m\u00e1-f\u00e9<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito no Direito Tribut\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-tributario\/\">direito tribut\u00e1rio<\/a> tamb\u00e9m existe a figura da repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, usualmente chamada de restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, j\u00e1 que trata-se da devolu\u00e7\u00e3o de tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, a restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio \u00e9 prevista na Se\u00e7\u00e3o III do <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-tributario-nacional-ctn\/\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>, especialmente nos artigos 165, 166 e 167.<\/p>\n\n\n\n<p>O sujeito passivo (que no caso \u00e9 o contribuinte) tem direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de qualquer tributo nos casos em que houver cobran\u00e7a ou pagamento de valor indevido ou maior que o devido, erro de c\u00e1lculo ou de al\u00edquota, reforma, anula\u00e7\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o ou rescis\u00e3o de decis\u00e3o condenat\u00f3ria:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de pr\u00e9vio protesto, \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no \u00a7 4\u00ba do artigo 162, nos seguintes casos:<\/em><br><em>I &#8211; cobran\u00e7a ou pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, ou da natureza ou circunst\u00e2ncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;<\/em><br><em>II &#8211; erro na edifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo, na determina\u00e7\u00e3o da al\u00edquota aplic\u00e1vel, no c\u00e1lculo do montante do d\u00e9bito ou na elabora\u00e7\u00e3o ou confer\u00eancia de qualquer documento relativo ao pagamento;<\/em><br><em>III &#8211; reforma, anula\u00e7\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o ou rescis\u00e3o de decis\u00e3o condenat\u00f3ria.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante observar que, nesses casos, a restitui\u00e7\u00e3o seja do valor total ou parcial faz com que sejam devolvidos tamb\u00e9m os juros e demais san\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias eventualmente pagas:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 167. A restitui\u00e7\u00e3o total ou parcial do tributo d\u00e1 lugar \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, na mesma propor\u00e7\u00e3o, dos juros de mora e das penalidades pecuni\u00e1rias, salvo as referentes a infra\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter formal n\u00e3o prejudicadas pela causa da restitui\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um aspecto importante de ser ressaltado no direito tribut\u00e1rio \u00e9 que, muitas vezes, <strong>o ind\u00e9bito tribut\u00e1rio \u00e9 mensurado no \u00e2mbito administrativo<\/strong>, o que facilita a restitui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o contribuinte pode demandar diretamente na autoridade fiscal que cometeu o equ\u00edvoco.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os valores podem ser restitu\u00eddos normalmente por devolu\u00e7\u00e3o ou por compensa\u00e7\u00e3o, permitindo que o contribuinte utilize o cr\u00e9dito para abater em recolhimentos futuros ou d\u00e9bitos da mesma natureza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual o prazo prescricional da repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o ao ressarcimento de cobran\u00e7as indevidas ainda n\u00e3o \u00e9 um tema pac\u00edfico<\/strong>. Existem diversas decis\u00f5es, nos mais variados sentidos, sobre quanto tempo a pessoa teria para requerer judicialmente o reembolso da quantia paga equivocadamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, o CTN prev\u00ea que o prazo prescricional \u00e9 de 5 anos, mas o termo inicial varia conforme o caso:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Art. 168. O direito de pleitear a restitui\u00e7\u00e3o extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados:<\/em><br><em>I &#8211; nas hip\u00f3tese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio; (Vide art 3 da LCp n\u00ba 118, de 2005)<\/em><br><em>II &#8211; na hip\u00f3tese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o administrativa ou passar em julgado a decis\u00e3o judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decis\u00e3o condenat\u00f3ria.&#8221;<\/em><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos demais casos, houve, em 2016, acord\u00e3o que julgasse no sentido de que o prazo prescricional \u00e9 de 3 anos quando trata-se de causa relativa a c\u00e9dulas de cr\u00e9dito rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, no in\u00edcio de 2019,<strong> o STJ fixou prazo decenal<\/strong> <strong>de prescri\u00e7\u00e3o nos casos de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito por cobran\u00e7as indevidas de valores referentes a servi\u00e7os n\u00e3o contratados<\/strong>, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas de telefonia e o mesmo prazo para ressarcimento por cobran\u00e7a indevida de taxa de coleta de esgoto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que as cobran\u00e7as indevidas podem ocorrer em qualquer \u00e2mbito, mas as decis\u00f5es acima, por mais espec\u00edficas que sejam, abrem precedentes para julgamentos semelhantes em outros casos.<\/p>\n\n\n\n<p>O importante \u00e9 observar que o <strong>termo inicial para contagem da prescri\u00e7\u00e3o, na maioria dos casos, \u00e9 data do pagamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/propaganda-enganosa\/\">O que \u00e9 propaganda enganosa e o que diz a lei<\/a>!<\/em> <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como ajuizar uma a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito?<\/h2>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito pode ser proposta<strong> tanto na justi\u00e7a comum, como no Juizado Especial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 importante saber:<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Juizado Especial C\u00edvel<\/strong>, o valor da causa deve ser at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos sendo que, acima de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos \u00e9 necess\u00e1rio ser representado por um advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 pagamento de custas iniciais e nem sucumb\u00eancia, caso n\u00e3o tenha uma decis\u00e3o favor\u00e1vel. Geralmente as demandas aqui s\u00e3o mais c\u00e9leres, j\u00e1 que o procedimento \u00e9 mais simples mas, ao mesmo tempo, n\u00e3o comporta muitos meios de cita\u00e7\u00e3o e nem de provas (a pericial, por exemplo, n\u00e3o cabe no Juizado Especial).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na <strong>justi\u00e7a comum<\/strong>, n\u00e3o h\u00e1 limite para o valor da causa, mas \u00e9 necess\u00e1rio ser representado por um advogado independente de quanto se pleiteia. H\u00e1 o pagamento de custas iniciais e sucumb\u00eancia caso n\u00e3o tenha decis\u00e3o favor\u00e1vel, mas esses valores podem ser afastados caso a pessoa seja benefici\u00e1ria da justi\u00e7a gratuita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente do Juizado Especial, na justi\u00e7a comum todos os meios de prova s\u00e3o permitidos e o procedimento costuma ser mais demorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar prova do que se pede, portanto ter documentos que demonstrem o pagamento indevido de valores \u00e9 essencial \u2013 sempre guarde comprovantes de pagamento, faturas, contratos, protocolos de atendimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a entre a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito e outras a\u00e7\u00f5es:<\/h2>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito pode se confundir com outros tipos de a\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 importante saber que ela n\u00e3o esgota todas as possibilidade jur\u00eddicas e pode se acumular a outros pedidos, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais:<\/h3>\n\n\n\n<p>Essa a\u00e7\u00e3o <strong>tem natureza extrapatrimonial<\/strong> \u2013 diferente da repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, que tem natureza patrimonial, j\u00e1 que visa apenas restituir o que foi pago indevidamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela pode ser um pedido cumulado quando a cobran\u00e7a indevida ultrapassa o mero aborrecimento e, comprovadamente, causa transtornos, constrangimento e humilha\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplos comuns incluem negativa\u00e7\u00e3o indevida, cobran\u00e7as abusivas e reiteradas, descontos que abalam ou comprometem o or\u00e7amento pessoal\/familiar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexist\u00eancia de d\u00e9bito:<\/h3>\n\n\n\n<p>Nessa a\u00e7\u00e3o, o objetivo \u00e9<strong> reconhecer judicialmente que a d\u00edvida est\u00e1 sendo indevidamente cobrada<\/strong>. Um exemplo comum \u00e9 a tentativa de cobran\u00e7a de parcela de um empr\u00e9stimo que nunca foi contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente, ela \u00e9 utilizada preventivamente, visando evitar futuras cobran\u00e7as, diferente da repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito que \u00e9 reparat\u00f3ria, para recuperar valores j\u00e1 pagos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o de enriquecimento sem causa:<\/h3>\n\n\n\n<p>Aqui h\u00e1 uma pequena diferencia\u00e7\u00e3o j\u00e1 que um dos fundamentos da repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito \u00e9 o enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o de enriquecimento sem causa \u00e9 subsidi\u00e1ria, <strong>usada apenas quando n\u00e3o h\u00e1 outro meio de reaver o valor<\/strong>. A repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, nesse caso, \u00e9 uma consequ\u00eancia do enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a:<\/h3>\n\n\n\n<p>Pode-se dizer que a a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a \u00e9 o oposto da repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, j\u00e1 que ela \u00e9 <strong>usada para receber valores devidos<\/strong>, enquanto a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito serve para devolver valores pagos indevidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito \u00e9 um pedido <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/reconvencao\/\">reconvencional<\/a> numa a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, quando o credor cobra um valor maior do que o devido e o devedor pede a devolu\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 foi pago a mais.<\/p>\n\n\n\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito n\u00e3o \u00e9 uma medida prevista apenas para consumidores. Empresas tamb\u00e9m podem propor esse tipo de a\u00e7\u00e3o quando sofrerem por cobran\u00e7as indevidas de fornecedores, concession\u00e1rias ou do fisco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante lembrar a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito \u00e9 prevista no C\u00f3digo Civil e que <strong>se trata da devolu\u00e7\u00e3o de uma quantia paga equivocadamente<\/strong>.&nbsp; Sobre a devolu\u00e7\u00e3o em dobro, o CDC prev\u00ea somente nos casos em que ficar comprovada a m\u00e1-f\u00e9 do credor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para requerer a repeti\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio ajuizar uma a\u00e7\u00e3o, seja no Juizado Especial ou na Justi\u00e7a Comum (a depender do valor).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito pode ser cumulado com outros como indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, cobran\u00e7a ou declara\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>E, na pr\u00e1tica, os principais documentos que fazem prova do pagamento equivocado s\u00e3o comprovantes de pagamento, faturas, contratos, protocolos de atendimento, motivo pelo qual \u00e9 muito importante sempre guard\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>E, por fim, o direito tribut\u00e1rio tamb\u00e9m comporta a restitui\u00e7\u00e3o de tributos pagos a maior ou de inadequadamente. A meu ver, a restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio \u00e9 a quest\u00e3o que gera mais d\u00favidas, portanto separei a indica\u00e7\u00e3o de uma excelente obra que pode trazer esclarecimento: o livro <a aria-label=\" (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Repeti%C3%A7%C3%A3o-Ind%C3%A9bito-Tribut%C3%A1rio-Guilherme-Cezaroti\/dp\/8576740192\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Repeti\u00e7\u00e3o do Ind\u00e9bito Tribut\u00e1rio<\/a>, do Guilherme Cezaroti. 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Ficou com alguma d\u00favida sobre repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito? Compartilhe com a gente nos coment\u00e1rios abaixo!  <\/em><\/p>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; *\/\r\n    }\r\n    .news-post p {\r\n      font-size: 1rem;\r\n      text-align: left;\r\n      max-width: 400px;\r\n    }\r\n    .news-post .boxes {\r\n      display: flex;\r\n      align-items: flex-start;\r\n    }\r\n    .news-post button {\r\n      margin: 0 0 0 1rem;\r\n      width: 100%;\r\n      max-width: 170px;\r\n      min-width: auto;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post button:hover {\r\n      opacity: 0.9;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad {\r\n      padding: 1.125rem;\r\n      font-size:1rem;\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad svg {\r\n      margin-right: 10px;\r\n    }\r\n  }\r\n<\/style>\r\n\r\n<div class=\"news-post\">\r\n  <div class=\"title news-ad-title\">Gostou do artigo e quer evoluir a sua advocacia?<\/div>\r\n  <p class=\"news-ad-subtitle\">Assine gr\u00e1tis a Aurum News e receba uma dose semanal de conte\u00fado no seu e-mail! \u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito garante a devolu\u00e7\u00e3o de valores cobrados indevidamente, evitando enriquecimento il\u00edcito. Pode ocorrer no Direito Civil, Tribut\u00e1rio ou do Consumidor, com restitui\u00e7\u00e3o simples ou em dobro, nos casos de m\u00e1-f\u00e9. \u00c9 uma forma de proteger quem advoga e quem \u00e9 atendido. 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