{"id":33247,"date":"2025-08-12T16:36:21","date_gmt":"2025-08-12T19:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=33247"},"modified":"2025-11-11T17:32:42","modified_gmt":"2025-11-11T20:32:42","slug":"omissao-de-socorro-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/omissao-de-socorro-medico\/","title":{"rendered":"Omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico: entenda as consequ\u00eancias legais"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A <strong>omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico<\/strong> ocorre quando um profissional se recusa injustificadamente a agir diante de risco grave \u00e0 vida do paciente. \u00c9 crime previsto em lei e normas \u00e9ticas, podendo resultar em responsabiliza\u00e7\u00e3o penal, civil e administrativa.<\/pre>\n\n\n\n<p>A presta\u00e7\u00e3o de socorro em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia \u00e9 um dever de todos, mas se torna ainda mais exigente para profissionais de sa\u00fade. No ambiente m\u00e9dico, onde decis\u00f5es e omiss\u00f5es podem ser a diferen\u00e7a entre a vida e a morte, a responsabilidade de agir \u00e9 imposta por lei com maior rigor.<\/p>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico acontece quando o profissional, mesmo tendo o dever e a capacidade de intervir, n\u00e3o age em uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Essa conduta, que n\u00e3o \u00e9 rara, tem ganhado cada vez mais aten\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio e dos Conselhos de Medicina, o que refor\u00e7a a necessidade de entender seu enquadramento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto, vamos analisar os fundamentos legais da omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico, mostrando a diferen\u00e7a entre suas formas (pr\u00f3pria e impr\u00f3pria) e suas consequ\u00eancias nas esferas penal, civil e administrativa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m vamos abordar as situa\u00e7\u00f5es que justificam a omiss\u00e3o e dar exemplos pr\u00e1ticos de como essa responsabilidade se manifesta no dia a dia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Continue a leitura! \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico?<\/h2>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro ocorre quando algu\u00e9m, podendo agir sem risco pessoal, se recusa a prestar ajuda a uma pessoa em situa\u00e7\u00e3o de perigo. Essa conduta \u00e9 definida como <a data-wpil-monitor-id=\"769\" href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/crime\/\">crime<\/a> no art. 135 do C\u00f3digo Penal, que \u00e9 o principal ponto legal sobre essa infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 135.<\/strong>&#8211; Deixar de prestar assist\u00eancia, quando poss\u00edvel faz\u00ea-lo sem risco pessoal, \u00e0 crian\u00e7a abandonada ou extraviada, ou \u00e0 pessoa inv\u00e1lida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou n\u00e3o pedir, nesses casos, o socorro da autoridade p\u00fablica: Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de um a seis meses, ou <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/multa\/\" data-wpil-monitor-id=\"779\">multa<\/a>. <br>Par\u00e1grafo \u00fanico<strong>&nbsp;<\/strong>&#8211; A pena \u00e9 aumentada de metade, se da omiss\u00e3o resulta les\u00e3o corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>A infra\u00e7\u00e3o pode acontecer de forma <strong>direta<\/strong>, quando o profissional deixa de prestar o aux\u00edlio ele mesmo, ou <strong>indireta<\/strong>, quando ele n\u00e3o pode intervir, mas tamb\u00e9m n\u00e3o chama a autoridade competente para faz\u00ea-lo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante saber que a simples op\u00e7\u00e3o por chamar socorro n\u00e3o exclui a responsabilidade, principalmente se havia a possibilidade de uma atua\u00e7\u00e3o direta mais eficaz e isso causou um preju\u00edzo \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto m\u00e9dico, a omiss\u00e3o de socorro \u00e9 ainda mais grave. Embora qualquer pessoa possa cometer o crime, os profissionais de sa\u00fade, em especial os m\u00e9dicos, ocupam uma posi\u00e7\u00e3o de garantidor. Isso significa que eles t\u00eam um dever legal e qualificado de agir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/o-que-e-omissao-de-socorro-medico-1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33326\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/o-que-e-omissao-de-socorro-medico-1-1.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/o-que-e-omissao-de-socorro-medico-1-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/o-que-e-omissao-de-socorro-medico-1-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/o-que-e-omissao-de-socorro-medico-1-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como se configura a omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico?<\/h2>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o se configura quando h\u00e1 uma in\u00e9rcia injustificada diante de uma situa\u00e7\u00e3o que pede interven\u00e7\u00e3o imediata, sendo o profissional apto a evitar que o quadro piore.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas condutas n\u00e3o apenas ferem a lei penal, mas tamb\u00e9m violam os preceitos \u00e9ticos do <a data-wpil-monitor-id=\"757\" href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-de-etica-medica\/\">C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica<\/a>, o que \u00e9 um desvio grave dos deveres profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>No <a data-wpil-monitor-id=\"764\" href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/direito-penal\/\">Direito Penal<\/a>, a omiss\u00e3o pode ser classificada como pr\u00f3pria ou impr\u00f3pria. A omiss\u00e3o impr\u00f3pria \u00e9 tamb\u00e9m chamada de<strong> <\/strong>comissiva por omiss\u00e3o<strong>.<\/strong> Essa diferen\u00e7a \u00e9 fundamental para determinar a responsabilidade do profissional de sa\u00fade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Omiss\u00e3o pr\u00f3pria&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Acontece quando o profissional, mesmo podendo agir sem risco pessoal, <strong>deixa de fazer o que \u00e9 exigido<\/strong>. Um exemplo \u00e9 o m\u00e9dico que se recusa a prestar atendimento emergencial sem uma justificativa v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 considerada um <strong>crime de mera conduta<\/strong>, ou seja, o crime se completa com o simples &#8220;n\u00e3o fazer&#8221;, mesmo que n\u00e3o haja um resultado prejudicial (como les\u00e3o ou morte).<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o profissional seja responsabilizado, basta que ele tenha se recusado a agir de forma injustificada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Omiss\u00e3o impr\u00f3pria&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Se configura <strong>quando a falta de a\u00e7\u00e3o do profissional causa um resultado prejudicial<\/strong>, como a morte ou o agravamento do estado de sa\u00fade do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, o profissional n\u00e3o responde pelo crime de omiss\u00e3o de socorro (art. 135 do CP), mas sim pelo crime que resultou da omiss\u00e3o, como homic\u00eddio ou les\u00e3o corporal.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece porque, nesses casos, a omiss\u00e3o \u00e9 tratada como uma a\u00e7\u00e3o. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 13, \u00a72\u00ba, do CP<\/strong> &#8211; A omiss\u00e3o \u00e9 penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:&nbsp;<br>a) tenha por lei obriga\u00e7\u00e3o de cuidado, prote\u00e7\u00e3o ou vigil\u00e2ncia;&nbsp;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Para que o profissional seja responsabilizado, \u00e9 preciso provar que ele ocupava a posi\u00e7\u00e3o de garantidor, ou seja, que ele tinha a obriga\u00e7\u00e3o legal de evitar o resultado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diz a lei sobre a omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico?<\/h2>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico tem sua base em um <strong>conjunto de leis e normas que incluem o C\u00f3digo Penal, o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica, a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cf-88\/\" data-wpil-monitor-id=\"768\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a> e o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/strong> Juntos, esses instrumentos criam uma base s\u00f3lida de deveres e san\u00e7\u00f5es para os profissionais e institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No aspecto \u00e9tico, o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica refor\u00e7a esses deveres. O art. 58 pro\u00edbe o m\u00e9dico de deixar de atender pacientes em situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia se n\u00e3o houver outro profissional ou servi\u00e7o dispon\u00edvel. O art. 35 imp\u00f5e o dever de assist\u00eancia em situa\u00e7\u00f5es de risco iminente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros artigos relevantes s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&nbsp;7\u00ba, 8\u00ba e 9\u00ba, sobre responsabilidade profissional;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>33, que trata da recusa justificada;<\/li>\n\n\n\n<li>&nbsp;e o 36, que pro\u00edbe o abandono do paciente.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista constitucional, a sa\u00fade \u00e9 reconhecida como um <strong>direito de todos e dever do Estado<\/strong> (art. 196, CF\/88). Portanto, a omiss\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 incompat\u00edvel com o princ\u00edpio da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-dignidade-da-pessoa-humana\/\" data-wpil-monitor-id=\"756\">dignidade da pessoa humana<\/a> (art. 1\u00ba, III).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para as institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, como hospitais e cl\u00ednicas, o art. 14 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei n\u00ba 8.078\/90) estabelece a responsabilidade objetiva. Isso significa que podem ser obrigadas a indenizar por danos causados por falhas na <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/contrato-de-prestacao-de-servicos\/\" data-wpil-monitor-id=\"758\">presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os<\/a>, sem a necessidade de prova de culpa, bastando a demonstra\u00e7\u00e3o do dano e da liga\u00e7\u00e3o causal.<\/p>\n\n\n<style>\r\n  .anuncios-post-lawyer-month {\r\n    display: flex;\r\n    gap: 24px;\r\n    justify-content: space-between;\r\n    align-items: center;\r\n    border-radius: 16px;\r\n    border: none;\r\n    background: #150B28;\r\n    padding: 24px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n    max-width: 640px;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-lawyer-month .adpost-lawyer-month-image {\r\n    width: 229px;\r\n    \/* min-width: 207px; *\/\r\n    height: 227px;\r\n    border-radius: 16px;\r\n    margin: 0;\r\n    object-fit: cover;\r\n    aspect-ratio: 229\/227;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-lawyer-month .adpost-lawyer-month-image-mobile {\r\n    margin: auto;\r\n    max-width: 280px;\r\n    max-height: 228px;\r\n    height: 100%;\r\n    width: 100%;\r\n    border-radius: 16px;\r\n    aspect-ratio: 280\/228;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-lawyer-month .mobile-images {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post main article .content .anuncios-post-lawyer-month .img-destaque {\r\n    object-fit: cover;\r\n    width: 229px;\r\n    margin: 0;\r\n  }\r\n  #s-post main article .content .anuncios-post-lawyer-month i.icon-container img {\r\n    margin: 0;\r\n  }\r\n\r\n  .anuncios-post-lawyer-month .textos .icon-container {\r\n    max-width: 89px;\r\n    margin-bottom: 8px;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .anuncios-post-lawyer-month .title {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: 18px;\r\n    line-height: 140%;\r\n    color: #FFF;\r\n    margin-bottom: 16px;\r\n    margin-top: 16px;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post main article .content .anuncios-post-lawyer-month .botao {\r\n    background: #533FAF;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 12px 32px;\r\n    display: inline-block;\r\n    text-decoration: none !important;\r\n    color: #FFFFFF !important;\r\n    font-size: 14px;\r\n    font-weight: 700;\r\n  }\r\n  .anuncios-post-lawyer-month .botao:hover {\r\n    filter: opacity(0.9);\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-lawyer-month .lawyer-month-logos {\r\n    display: flex;\r\n    flex-direction: column;\r\n    height: 104px;\r\n    width: 183px;\r\n    margin: 0;\r\n  }\r\n\r\n  \/* #s-post .anuncios-post-lawyer-month .lawyer-month-logos-wrapper .adpost-lawyer-month-discount {\r\n    height: 50px;\r\n    width: 102px;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-lawyer-month .lawyer-month-logos-wrapper .adpost-lawyer-month-logo {\r\n    height: 70px;\r\n    width: 182px;\r\n  } *\/\r\n  \/**********\r\n  * TABLET\r\n  ***********\/\r\n  @media (max-width: 1310px) and (min-width: 800px) {\r\n    .anuncios-post-lawyer-month .title {\r\n      font-size: 18px;\r\n    }\r\n  }\r\n\r\n  @media (max-width: 800px) {\r\n    .anuncios-post-lawyer-month .title {\r\n      font-size: 16px;\r\n    }\r\n\r\n   \/* #s-post .anuncios-post-lawyer-month .adpost-lawyer-month-image {\r\n        width: 180px;\r\n        min-width: 180px;\r\n        height: 176px;\r\n    } *\/\r\n  }\r\n\r\n  @media (max-width: 500px) {\r\n    .anuncios-post-lawyer-month {\r\n        \/* flex-direction: column-reverse; 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A natureza da conduta e o dano causado determinam qual esfera de responsabilidade se aplica.<strong> <\/strong>Cada uma dessas \u00e1reas tem seus pr\u00f3prios requisitos, objetivos e san\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, vejamos:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade penal<\/h3>\n\n\n\n<p>O fundamento penal b\u00e1sico \u00e9 o art. 135 do C\u00f3digo Penal, que prev\u00ea <strong>pena de deten\u00e7\u00e3o de um a seis meses ou multa<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de crime de mera conduta, cuja <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/consumacao\/\" data-wpil-monitor-id=\"773\">consuma\u00e7\u00e3o<\/a> independe da efetiva produ\u00e7\u00e3o de resultado lesivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a omiss\u00e3o esteja<strong> <\/strong>ligada<strong> <\/strong>a um resultado prejudicial<strong>,<\/strong> como morte ou les\u00e3o grave, e o profissional esteja na condi\u00e7\u00e3o de garantidor (nos termos do art. 13, \u00a72\u00ba, CP), a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal ocorrer\u00e1 pelo crime de resultado, como homic\u00eddio ou les\u00e3o corporal, por omiss\u00e3o impr\u00f3pria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese, o art. 135 deixa de ser aplicado, sendo absorvido pelo mais grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se ainda o art. 135-A do CP, que tipifica a conduta de condicionar o atendimento m\u00e9dico-hospitalar ao fornecimento de garantias financeiras ou preenchimento pr\u00e9vio de formul\u00e1rios administrativos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pena prevista \u00e9 de deten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano, al\u00e9m de multa, podendo ser dobrada em caso de les\u00e3o corporal grave e triplicada se resultar morte. A norma reflete a preocupa\u00e7\u00e3o do legislador com o acesso imediato ao atendimento de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade civil<\/h3>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/responsabilidade-civil\/\" data-wpil-monitor-id=\"766\">responsabilidade civil<\/a> decorre do <strong>dever de indenizar os danos causados \u00e0 v\u00edtima ou a seus familiares<\/strong>, independentemente da exist\u00eancia de processo criminal<strong>.<\/strong>Pode abranger:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>danos materiais,como despesas m\u00e9dicas e lucros cessantes;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>danos morais, como sofrimento, ang\u00fastia, perda de chance;<\/li>\n\n\n\n<li>e, em certos casos, danos est\u00e9ticos<strong>.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Nos casos de omiss\u00e3o m\u00e9dica, o dano pode ser o agravamento do quadro cl\u00ednico, a morte antecipada ou sequelas que poderiam ser evitadas, todos configurando preju\u00edzos indeniz\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o<strong> <\/strong>art. 14 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei n\u00ba 8.078\/90), os <strong>hospitais e cl\u00ednicas respondem de forma objetiva<\/strong> por falhas na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. &nbsp; Isso significa que<strong> <\/strong>n\u00e3o \u00e9 preciso provar a culpa, bastando a demonstra\u00e7\u00e3o do dano e da liga\u00e7\u00e3o causal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o <strong>profissional individual, a responsabilidade \u00e9, em regra, subjetiva<\/strong>. Nesse caso, \u00e9 preciso comprovar a culpa por neglig\u00eancia, imprud\u00eancia ou imper\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade administrativa e \u00e9tica<\/h3>\n\n\n\n<p>O profissional m\u00e9dico tamb\u00e9m <strong>pode ser submetido a um<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/processo\/\" data-wpil-monitor-id=\"1048\">processo<\/a> disciplinar<\/strong> nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) ou no Conselho Federal de Medicina (CFM).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As san\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o as puni\u00e7\u00f5es, podem incluir advert\u00eancia confidencial, censura p\u00fablica, suspens\u00e3o do exerc\u00edcio profissional e, nos casos mais graves, a cassa\u00e7\u00e3o do registro profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro \u00e9 uma <strong>viola\u00e7\u00e3o direta dos deveres que est\u00e3o no<\/strong> <strong>C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica<\/strong>. Isso se aplica principalmente aos casos de assist\u00eancia em urg\u00eancias e emerg\u00eancias e ao respeito total \u00e0 dignidade do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante mencionar que a conduta omissiva tamb\u00e9m pode comprometer a \u00e9tica de outros profissionais, como os advogados, se eles estiverem em um contexto de viola\u00e7\u00e3o dos deveres de solidariedade e humanidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) exige de seus membros que atuem com dilig\u00eancia, probidade e defesa intransigente dos <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direitos-humanos\/\" data-wpil-monitor-id=\"765\">direitos humanos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a omiss\u00e3o de socorro n\u00e3o \u00e9 crime?<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora o dever de prestar socorro seja amplo, existem situa\u00e7\u00f5es em que a omiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 considerada uma infra\u00e7\u00e3o penal, pois h\u00e1 <strong>justificativas que excluem a ilegalidade ou tornam a a\u00e7\u00e3o inexig\u00edvel.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O correto entendimento desses casos \u00e9 essencial para uma an\u00e1lise jur\u00eddica precisa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><br><\/strong>1. Por risco pessoal<\/h3>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro n\u00e3o \u00e9 considerada crime<strong> se o profissional corre um perigo grave para si mesmo ao tentar ajudar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A principal justificativa \u00e9 a presen\u00e7a de um grave risco pessoal \u00e0 integridade f\u00edsica ou \u00e0 vida do socorrista. A lei n\u00e3o exige hero\u00edsmo, por isso, o art. 135 do C\u00f3digo Penal condiciona a puni\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de agir &#8220;sem risco pessoal&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, se o aux\u00edlio direto implicar um perigo substancial ao agente, <strong>sua omiss\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 considerada um crime.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, basta que ele acione rapidamente os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos competentes, como pol\u00edcia, bombeiros ou SAMU. Essa a\u00e7\u00e3o configura a presta\u00e7\u00e3o de socorro indireta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Se outra pessoa j\u00e1 est\u00e1 ajudando<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando a v\u00edtima<strong> <\/strong>j\u00e1 est\u00e1 sendo socorrida de forma adequada por <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/intervencao-de-terceiros\/\" data-wpil-monitor-id=\"763\">terceiros<\/a><strong>, <\/strong>o dever de agir do profissional pode ser considerado cumprido.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A lei busca garantir que o socorro seja prestado, e n\u00e3o que todas as pessoas presentes ajam ao mesmo tempo. Portanto,<strong> se a assist\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 em andamento, os demais n\u00e3o cometem um crime por omiss\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Se a v\u00edtima se recusa a ser socorrida<\/h3>\n\n\n\n<p>Se a v\u00edtima, com plena capacidade de discernimento, <strong>recusar expressamente o socorro<\/strong>, a omiss\u00e3o n\u00e3o configura crime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, \u00e9 recomendado que o profissional documente a recusa ou busque testemunhas, al\u00e9m de comunicar o fato \u00e0s autoridades, para comprovar sua <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/boa-fe\/\" data-wpil-monitor-id=\"776\">boa-f\u00e9<\/a> e dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Houve a tentativa de socorro<\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos exemplos de justificativas, \u00e9 importante destacar que a <strong>omiss\u00e3o de socorro \u00e9 um crime omissivo puro<\/strong>, o que significa que n\u00e3o se admite a figura da tentativa. Assim, qualquer ato concreto para prestar socorro, mesmo que sem sucesso, descaracteriza o crime.<\/p>\n\n\n\n<p>O elemento subjetivo do crime \u00e9 o <strong>dolo de perigo<\/strong>. Isso significa que o agente tem consci\u00eancia de que sua falta de a\u00e7\u00e3o exp\u00f5e a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/vitima\/\" data-wpil-monitor-id=\"1049\">v\u00edtima<\/a> a um risco grave e iminente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 exigida a inten\u00e7\u00e3o de causar o dano, mas sim a escolha deliberada de n\u00e3o intervir, sabendo da gravidade da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exemplos de omiss\u00e3o de socorro m\u00e9dico:<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recusa de atendimento emergencial<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A recusa de atendimento emergencial acontece quando um m\u00e9dico se nega a ajudar um paciente em uma situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, <strong>mesmo estando dispon\u00edvel e em condi\u00e7\u00f5es de faz\u00ea-lo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa atitude \u00e9 particularmente grave quando o profissional \u00e9 o \u00fanico dispon\u00edvel ou quando o servi\u00e7o m\u00e9dico tem os meios necess\u00e1rios. A recusa, <strong>se n\u00e3o for justificada<\/strong>, pode ser considerada uma omiss\u00e3o penal e uma infra\u00e7\u00e3o \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">In\u00e9rcia m\u00e9dica diante de um quadro grave<\/h3>\n\n\n\n<p>A in\u00e9rcia m\u00e9dica \u00e9 a omiss\u00e3o de agir antes do tratamento,<strong> <\/strong>quando o profissional <strong>deixa de iniciar as medidas necess\u00e1rias diante de um quadro cl\u00ednico grave<\/strong>, permitindo que a sa\u00fade do paciente piore.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse caso se diferencia da neglig\u00eancia durante o atendimento (como esquecer um material cir\u00fargico) porque se trata de uma omiss\u00e3o antes da interven\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Abandono de paciente<\/h3>\n\n\n\n<p>O abandono de paciente acontece quando o m\u00e9dico <strong>interrompe um tratamento sem justificativa e sem garantir a continuidade do cuidado por outro profissional<\/strong>, podendo ser considerado omiss\u00e3o penal e infra\u00e7\u00e3o \u00e9tica grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e paciente \u00e9 estabelecida, o dever de assist\u00eancia continua at\u00e9 a alta ou a substitui\u00e7\u00e3o adequada<strong>.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Falta de encaminhamento adequado<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando o m\u00e9dico, ciente da necessidade de cuidados especializados, <strong>deixa de encaminhar o paciente para outro profissional ou servi\u00e7o adequado<\/strong>, e essa omiss\u00e3o causa um dano que poderia ser evitado, a omiss\u00e3o de socorro pode se configurar.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A falha em promover o desfecho cl\u00ednico necess\u00e1rio pode ser t\u00e3o grave quanto uma a\u00e7\u00e3o danosa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Condicionamento de atendimento<\/h3>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de pagamento antecipado, cheque-cau\u00e7\u00e3o, nota promiss\u00f3ria ou preenchimento de formul\u00e1rios administrativos como condi\u00e7\u00e3o para atendimento emergencial<strong> <\/strong>\u00e9 expressamente <strong>proibida pelo art. 135-A do C\u00f3digo Penal<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conduta \u00e9 vista como uma forma qualificada de omiss\u00e3o de socorro, com penas mais severas em caso de les\u00e3o grave ou morte.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Situa\u00e7<\/strong>\u00e3o cr\u00edtica fora do ambiente cl\u00ednico<\/h3>\n\n\n\n<p>O dever de socorro m\u00e9dico n\u00e3o se restringe apenas ao ambiente do hospital. Em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, como acidentes de tr\u00e2nsito ou mal s\u00fabito em locais p\u00fablicos, <strong>o profissional de sa\u00fade tem a obriga\u00e7\u00e3o legal e \u00e9tica de intervir<\/strong>, mesmo sem v\u00ednculo formal com a v\u00edtima. A omiss\u00e3o nesse contexto pode caracterizar crime, j\u00e1 que o m\u00e9dico tem uma &#8220;posi\u00e7\u00e3o de garantidor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro no contexto m\u00e9dico representa n\u00e3o apenas uma infra\u00e7\u00e3o penal, mas tamb\u00e9m uma grave viola\u00e7\u00e3o dos deveres \u00e9ticos da profiss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da posi\u00e7\u00e3o de garantidor que o profissional de sa\u00fade ocupa, sua recusa consciente de agir em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia ou perigo iminente <strong>viola diretamente o princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como vimos ao longo do texto, as consequ\u00eancias jur\u00eddicas dessa conduta s\u00e3o amplas, alcan\u00e7ando as esferas penal, civil, administrativa e \u00e9tica. O <a data-wpil-monitor-id=\"760\" href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/o-que-e-sistema-juridico\/\">sistema jur\u00eddico<\/a> brasileiro oferece ferramentas eficazes tanto para punir o profissional omisso quanto para garantir a repara\u00e7\u00e3o integral dos danos causados \u00e0 v\u00edtima ou aos seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Prestar assist\u00eancia direta, quando poss\u00edvel, ou acionar imediatamente os servi\u00e7os de emerg\u00eancia \u00e9 um dever jur\u00eddico e tamb\u00e9m um imperativo \u00e9tico. Por isso, em casos de omiss\u00e3o m\u00e9dica, a atua\u00e7\u00e3o de um advogado especializado \u00e9 essencial para garantir a efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos da v\u00edtima e a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos envolvidos, assim como a justa defesa dos profissionais que eventualmente sejam acusados de forma indevida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indispens\u00e1vel, por fim, que o tema seja abordado com uma vis\u00e3o jur\u00eddica sens\u00edvel e tecnicamente precisa, que contemple o <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-medico\/\" data-wpil-monitor-id=\"767\">Direito M\u00e9dico<\/a> e o Direito Penal, para que se fortale\u00e7a uma cultura de responsabilidade, cuidado e respeito \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h2>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou deste texto e deseja seguir a leitura em temas sobre direito e advocacia, vale a&nbsp;pena&nbsp;conferir os seguintes materiais:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Confira o que \u00e9 a<a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/propriedade-industrial\/\"> propriedade industrial<\/a>, qual sua finalidade e import\u00e2ncia para o Direito<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/audiencia-de-custodia\/\">Audi\u00eancia de cust\u00f3dia na advocacia<\/a>: d\u00favidas frequentes esclarecidas<\/li>\n\n\n\n<li>O que \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/due-diligence\/\">due diligence<\/a> e as boas pr\u00e1ticas para advogados<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-do-sac\/\">Nova Lei do SAC<\/a>: o que \u00e9 e o que mudou?<\/li>\n\n\n\n<li>Entenda o que \u00e9 e como funciona a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/tokenizacao-imobiliaria\/\">tokeniza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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