{"id":32310,"date":"2025-01-30T19:23:06","date_gmt":"2025-01-30T22:23:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=32310"},"modified":"2025-01-30T19:29:12","modified_gmt":"2025-01-30T22:29:12","slug":"lei-12973","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-12973\/","title":{"rendered":"Entenda o que diz a Lei 12.973\/2014"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<p>A Lei 12.973\/2014, sancionada em 13 de maio de 2014, representa a pretens\u00e3o de aperfei\u00e7oar a contabilidade das empresas ao trazer profundas mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 12.973\/2014 trouxe muitas e significativas mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira, especialmente quanto \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de impostos e contribui\u00e7\u00f5es, defini\u00e7\u00f5es de conceitos tribut\u00e1rios e atua\u00e7\u00e3o (tributa\u00e7\u00e3o) de empresas no \u00e2mbito internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo vou explorar seus principais aspectos, seus impactos e as mudan\u00e7as que promoveu \u2013 e ainda promove \u2013 no cen\u00e1rio econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Continue a leitura! \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a Lei 12.973\/2014?<\/h2>\n\n\n\n<p>A Lei 12.973\/2014, sancionada em 13 de maio de 2014, representou um marco na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sua maior propaganda era \u201c<strong>a moderniza\u00e7\u00e3o e a simplifica\u00e7\u00e3o\u201d do nosso sistema tribut\u00e1rio,<\/strong> um dos mais complexos do mundo e, n\u00e3o por mera coincid\u00eancia, tamb\u00e9m com carga tribut\u00e1ria considerada uma das mais elevadas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade da ordem tribut\u00e1ria brasileira \u00e9 verificada prontamente j\u00e1 na ementa da Lei 12.973:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Altera a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas &#8211; IRPJ, \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL, \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; Cofins; <br>revoga o Regime Tribut\u00e1rio de Transi\u00e7\u00e3o &#8211; RTT, institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.941, de 27 de maio de 2009; <br>disp\u00f5e sobre a tributa\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica domiciliada no Brasil, com rela\u00e7\u00e3o ao acr\u00e9scimo patrimonial decorrente de participa\u00e7\u00e3o em lucros auferidos no exterior por controladas e coligadas; <br>altera o Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e <br>as Leis n\u00bas <br>9.430, de 27 de dezembro de 1996, <br>9.249, de 26 de dezembro de 1995, <br>8.981, de 20 de janeiro de 1995, <br>4.506, de 30 de novembro de 1964, <br>7.689, de 15 de dezembro de 1988, <br>9.718, de 27 de novembro de 1998, <br>10.865, de 30 de abril de 2004, <br>10.637, de 30 de dezembro de 2002, <br>10.833, de 29 de dezembro de 2003, <br>12.865, de 9 de outubro de 2013, <br>9.532, de 10 de dezembro de 1997, <br>9.656, de 3 de junho de 1998, <br>9.826, de 23 de agosto de 1999, <br>10.485, de 3 de julho de 2002, <br>10.893, de 13 de julho de 2004, <br>11.312, de 27 de junho de 2006, <br>11.941, de 27 de maio de 2009, 1<br>2.249, de 11 de junho de 2010, <br>12.431, de 24 de junho de 2011, <br>12.716, de 21 de setembro de 2012, e <br>12.844, de 19 de julho de 2013; <br>e d\u00e1 outras provid\u00eancias<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Veja quantas leis foram alteradas (23, ao menos)! E aqui \u00e9 poss\u00edvel observar que as Leis s\u00e3o alteradas, n\u00e3o completamente revogadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esse \u00e9 o emaranhado da complexa rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que vive o contribuinte brasileiro.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os temas tribut\u00e1rios alterados, revogados ou criados por essa Lei, a qual tamb\u00e9m sofreu importantes altera\u00e7\u00f5es recentemente, s\u00e3o v\u00e1rios, com alguns destaques:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Incorpora\u00e7\u00e3o, Fus\u00e3o e Cis\u00e3o; <\/li>\n\n\n\n<li>Varia\u00e7\u00e3o cambial; Avalia\u00e7\u00e3o a Valor Justo; <\/li>\n\n\n\n<li>Perda decorrente de avalia\u00e7\u00e3o de ativo ou passivo com base no valor justo; <\/li>\n\n\n\n<li>Conceitos de receita; <\/li>\n\n\n\n<li>Obriga\u00e7\u00f5es de escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil; <\/li>\n\n\n\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o do Investimento no Balan\u00e7o; <\/li>\n\n\n\n<li>Pagamento por estimativa e determina\u00e7\u00e3o do lucro presumido e arbitrado; <\/li>\n\n\n\n<li>dentre outros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Por isso mesmo, a ideia deste artigo n\u00e3o \u00e9 dissecar essa Lei, artigo por artigo, mas trazer os principais impactos, principalmente para os casos j\u00e1 avaliados em Tribunais (Superiores).<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 12.973\/2014 trouxe diversas altera\u00e7\u00f5es que impactaram significativamente as empresas brasileiras, principalmente aquelas com opera\u00e7\u00f5es no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um mundo onde a correta gest\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 crucial para a sa\u00fade financeira das empresas, a Lei 12.973\/2014 surgiu como uma resposta \u00e0s demandas por maior clareza e efici\u00eancia na contabilidade fiscal. A implementa\u00e7\u00e3o dessa lei n\u00e3o apenas alterou a forma como as empresas lidam com seus tributos, mas tamb\u00e9m trouxe \u00e0 tona questionamentos sobre a <strong>adequa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas cont\u00e1beis \u00e0s normas internacionais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de relevo para a Lei 12.973\/2014, foi a revoga\u00e7\u00e3o do Regime Tribut\u00e1rio de Transi\u00e7\u00e3o (RTT), que havia sido institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.941\/2009, e determinada a <strong>ades\u00e3o do Brasil ao modelo de escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil baseado na experi\u00eancia internacional<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, com a Lei 12.973\/2014, foram estabelecidas novas regras para a apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda de Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), especialmente no que se refere \u00e0 <strong>tributa\u00e7\u00e3o de lucros no exterior e \u00e0 mudan\u00e7a na forma de contabiliza\u00e7\u00e3o de receitas e despesas<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei tamb\u00e9m ajustou regras que impactaram diretamente as empresas que operam com filiais ou subsidi\u00e1rias fora do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o principal objetivo da Lei 12.973\/2014 foi promover a moderniza\u00e7\u00e3o e a uniformiza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, especialmente no que tange \u00e0 apura\u00e7\u00e3o do lucro das empresas, tanto no mercado interno quanto nas opera\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei buscou esclarecer quest\u00f5es relacionadas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do lucro no exterior e sua tributa\u00e7\u00e3o nos processos de incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o, trazendo maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas e o fisco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Principais mudan\u00e7as introduzidas pela lei 12.973:<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as principais mudan\u00e7as introduzidas pela Lei 12.973\/2014, destaca-se a <strong>altera\u00e7\u00e3o no regime de tributa\u00e7\u00e3o das empresas que realizam opera\u00e7\u00f5es internacionais<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a, passou-se a permitir que as empresas brasileiras apurem seus lucros no exterior de forma mais clara e objetiva, al\u00e9m de permitir que a tributa\u00e7\u00e3o sobre lucros retidos em subsidi\u00e1rias no exterior fosse ajustada, <strong>evitando, principalmente, o risco de bitributa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a lei estabeleceu <strong>novas normas cont\u00e1beis<\/strong> que impactam diretamente o reconhecimento de receitas e despesas pelas empresas, ajustando o tratamento fiscal de receitas provenientes de atividades internacionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, alguns dos pontos de maior destaque:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Altera\u00e7\u00f5es nas regras de apura\u00e7\u00e3o dos tributos<\/h3>\n\n\n\n<p>A lei trouxe novas regras para o c\u00e1lculo do PIS e da COFINS, impactando diretamente o resultado das empresas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Moderniza\u00e7\u00e3o da contabilidade<\/h3>\n\n\n\n<p>A lei exigiu das empresas a ado\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas cont\u00e1beis, como a contabiliza\u00e7\u00e3o de ajustes a valor presente e a utiliza\u00e7\u00e3o de novas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tributa\u00e7\u00e3o de lucros no exterior<\/h3>\n\n\n\n<p>A lei trouxe novas regras para a tributa\u00e7\u00e3o de lucros obtidos por empresas brasileiras no exterior, com o objetivo de evitar a elis\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Simplifica\u00e7\u00e3o do cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias e obrigatoriedade da Escritura\u00e7\u00e3o Digital<\/h3>\n\n\n\n<p>A lei buscou simplificar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, como a entrega de declara\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, as empresas que operam em \u201clucro real\u201d devem a entregar suas informa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias em meio digital atrav\u00e9s do Sistema P\u00fablico de Escritura\u00e7\u00e3o Digital (SPED).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defini\u00e7\u00e3o Ampliada de Receita Bruta<\/h3>\n\n\n\n<p>A receita bruta passou a incluir n\u00e3o apenas vendas e servi\u00e7os prestados, mas tamb\u00e9m resultados de opera\u00e7\u00f5es em conta alheia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Altera\u00e7\u00f5es nas Despesas Dedut\u00edveis<\/h3>\n\n\n\n<p>Novas regras foram estabelecidas para despesas com financiamentos e arrendamentos mercantis, afetando diretamente a apura\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Encerramento do RTT<\/h3>\n\n\n\n<p>A lei oficializou o fim do RTT, obrigando as empresas a adotarem um regime definitivo de apura\u00e7\u00e3o de tributos a partir de 2015.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais foram os setores mais afetados pela Lei 12.973\/2014?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sem qualquer d\u00favida, diante do que j\u00e1 foi exposto, <strong>a Lei 12.973\/2014 impactou, principalmente, \u00e0s empresas com opera\u00e7\u00f5es no exterior,<\/strong> <strong>o setor financeiro e as empresas de grande porte<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>setor corporativo<\/strong>, especialmente as grandes empresas com opera\u00e7\u00f5es internacionais, foi um dos mais afetados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o setor de <strong>com\u00e9rcio<\/strong> teve que se adaptar rapidamente \u00e0s mudan\u00e7as na apura\u00e7\u00e3o dos tributos, diante das novas defini\u00e7\u00f5es de receita bruta, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o setor da <strong>ind\u00fastria<\/strong>, com as altera\u00e7\u00f5es nas regras de dedu\u00e7\u00e3o de despesas e no tratamento do arrendamento mercantil, tamb\u00e9m sentiu significativamente as mudan\u00e7as em seus custos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a lei 12.973 influencia na tributa\u00e7\u00e3o de lucros no exterior?<\/h2>\n\n\n\n<p>A Lei 12.973\/2014 trouxe mudan\u00e7as significativas para a tributa\u00e7\u00e3o dos lucros de empresas controladas no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o desses lucros antes da distribui\u00e7\u00e3o para o Brasil <strong>passou a ser mais clara e com regras espec\u00edficas <\/strong>para tentar evitar a bitributa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, as empresas brasileiras que det\u00eam filiais ou controladas no exterior passaram a ter maior previsibilidade sobre como seriam tributadas, al\u00e9m de um tratamento fiscal mais claro em rela\u00e7\u00e3o aos lucros no exterior. Isso proporcionou maior seguran\u00e7a jur\u00eddica e simplifica\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias transnacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a revoga\u00e7\u00e3o do RTT, as empresas <strong>passaram a ser tributadas sobre os lucros auferidos por suas controladas no exterior<\/strong>, o que exigiu uma reavalia\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias fiscais dessas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a visa a garantir que os lucros sejam devidamente reportados e tributados conforme as normas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam-se trechos espec\u00edficos da Lei:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Art. 76. A pessoa jur\u00eddica controladora domiciliada no Brasil ou a ela equiparada, nos termos do art. 83, dever\u00e1 registrar em subcontas da conta de investimentos em controlada direta no exterior, de forma individualizada, o resultado cont\u00e1bil na varia\u00e7\u00e3o do valor do investimento equivalente aos lucros ou preju\u00edzos auferidos pela pr\u00f3pria controlada direta e suas controladas, direta ou indiretamente, no Brasil ou no exterior, relativo ao ano-calend\u00e1rio em que foram apurados em balan\u00e7o, observada a propor\u00e7\u00e3o de sua participa\u00e7\u00e3o em cada controlada, direta ou indireta.<br>\u00a7 1\u00ba Dos resultados das controladas diretas ou indiretas n\u00e3o dever\u00e3o constar os resultados auferidos por outra pessoa jur\u00eddica sobre a qual a pessoa jur\u00eddica controladora domiciliada no Brasil mantenha o controle direto ou indireto.<br>\u00a7 2\u00ba A varia\u00e7\u00e3o do valor do investimento equivalente ao lucro ou preju\u00edzo auferido no exterior ser\u00e1 convertida em reais, para efeito da apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do imposto de renda e da CSLL, com base na taxa de c\u00e2mbio da moeda do pa\u00eds de origem fixada para venda, pelo Banco Central do Brasil, correspondente \u00e0 data do levantamento de balan\u00e7o da controlada direta ou indireta.<br>\u00a7 3\u00ba Caso a moeda do pa\u00eds de origem do tributo n\u00e3o tenha cota\u00e7\u00e3o no Brasil, o seu valor ser\u00e1 convertido em d\u00f3lares dos Estados Unidos da Am\u00e9rica e, em seguida, em reais.<br>CAP\u00cdTULO IX<br>DA TRIBUTA\u00c7\u00c3O EM BASES UNIVERSAIS DAS PESSOAS JUR\u00cdDICAS<br>Se\u00e7\u00e3o I<br>Das Controladoras<br>Art. 77. A parcela do ajuste do valor do investimento em controlada, direta ou indireta, domiciliada no exterior equivalente aos lucros por ela auferidos antes do imposto sobre a renda, excetuando a varia\u00e7\u00e3o cambial, dever\u00e1 ser computada na determina\u00e7\u00e3o do lucro real e na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL da pessoa jur\u00eddica controladora domiciliada no Brasil, observado o disposto no art. 76.<br>Art. 83. Para fins do disposto nesta Lei, equipara-se \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de controladora a pessoa jur\u00eddica domiciliada no Brasil que detenha participa\u00e7\u00e3o em coligada no exterior e que, em conjunto com pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas residentes ou domiciliadas no Brasil ou no exterior, consideradas a ela vinculadas, possua mais de 50% (cinquenta por cento) do capital votante da coligada no exterior.<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Cumpre tratar, ainda, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa&nbsp;RFB&nbsp;n\u00ba&nbsp;1520,&nbsp;de&nbsp;04 de dezembro de 2014, com evidente inspira\u00e7\u00e3o na Lei 12.973\/2014, e que disp\u00f5e sobre a tributa\u00e7\u00e3o de lucros auferidos no exterior pelas pessoas jur\u00eddicas domiciliadas no Pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dela, tamb\u00e9m \u00e9 importante leitura complementar a Instru\u00e7\u00e3o Normativa&nbsp;RFB&nbsp;n\u00ba&nbsp;2161,&nbsp;de&nbsp;28 de setembro de 2023, a qual disp\u00f5e sobre os pre\u00e7os de transfer\u00eancia a serem praticados nas transa\u00e7\u00f5es efetuadas por pessoa jur\u00eddica domiciliadas no Brasil com partes relacionadas no exterior e traduz o princ\u00edpio do \u201carm\u2019s length\u201d, t\u00e3o importante ao direito comercial e tribut\u00e1rio internacional, para o ordenamento brasileiro em seu art. 2\u00ba:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong>Do princ\u00edpio arm\u2019s length<br><\/strong>Art. 2\u00ba Para fins de determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos tributos de que trata o art. 1\u00ba, os termos e as condi\u00e7\u00f5es de uma transa\u00e7\u00e3o controlada dever\u00e3o ser estabelecidos de acordo com aqueles que seriam estabelecidos entre partes n\u00e3o relacionadas em transa\u00e7\u00f5es compar\u00e1veis.&nbsp;<br>Par\u00e1grafo \u00fanico. A n\u00e3o observ\u00e2ncia do disposto no caput implica a realiza\u00e7\u00e3o dos ajustes previstos no art. 48.<br>(&#8230;)<br>DA APLICA\u00c7\u00c3O DO PRINC\u00cdPIO ARM\u2019S LENGTH<br>Se\u00e7\u00e3o I<br>Disposi\u00e7\u00f5es gerais<br>Art. 8\u00ba Para determinar se os termos e as condi\u00e7\u00f5es estabelecidos na transa\u00e7\u00e3o controlada est\u00e3o de acordo com o princ\u00edpio previsto no art. 2\u00ba, devem ser efetuados:<br>I &#8211; o delineamento da transa\u00e7\u00e3o controlada; e&nbsp;&nbsp;<br>II &#8211; a an\u00e1lise de comparabilidade da transa\u00e7\u00e3o controlada, conforme delineada.<br>(&#8230;)<br>Art. 48.\u202f Para fins do disposto nesta Instru\u00e7\u00e3o Normativa, considera-se:&nbsp;<br>I &#8211; ajuste espont\u00e2neo &#8211; aquele efetuado pela pessoa jur\u00eddica domiciliada no Brasil diretamente na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos tributos a que se refere o art. 1\u00ba com vistas a adicionar os resultados que seriam obtidos caso os termos e as condi\u00e7\u00f5es da transa\u00e7\u00e3o controlada tivessem sido estabelecidos de acordo com o princ\u00edpio previsto no art. 2\u00ba;<br>II &#8211; ajuste compensat\u00f3rio &#8211; aquele efetuado pelas partes da transa\u00e7\u00e3o controlada at\u00e9 o encerramento do ano-calend\u00e1rio em que for realizada a transa\u00e7\u00e3o com vistas a ajustar o seu valor de tal forma que o resultado obtido seja equivalente ao que seria obtido caso os termos e as condi\u00e7\u00f5es da transa\u00e7\u00e3o controlada tivessem sido estabelecidos de acordo com o princ\u00edpio previsto no art. 2\u00ba; e<br>III &#8211; ajuste prim\u00e1rio &#8211; aquele efetuado pela autoridade fiscal com vistas a adicionar \u00e0 base de c\u00e1lculo dos tributos a que se refere o art. 1\u00ba os resultados que seriam obtidos pela pessoa jur\u00eddica domiciliada no Brasil, caso os termos e as condi\u00e7\u00f5es da transa\u00e7\u00e3o controlada tivessem sido estabelecidos de acordo com o princ\u00edpio previsto no art. 2\u00ba.<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n<style>\r\n  .anuncios-post-astrea-security {\r\n    display: flex;\r\n    gap: 24px;\r\n    justify-content: space-between;\r\n    align-items: center;\r\n    border-radius: 16px;\r\n    border: none;\r\n    \/* background: #D7EAED; 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No Brasil, n\u00e3o \u00e9 raro, as altera\u00e7\u00f5es legais acabam desaguando no Judici\u00e1rio, principalmente temas t\u00e3o complexos e relevantes como o direito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre essa Lei especificamente, cabe destacar dois julgamentos realizados pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 STJ, inclusive sob o regime de recursos repetitivos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong>Tema Repetitivo&nbsp;1182<br>Quest\u00e3o submetida a julgamento:<br><\/strong>Definir se \u00e9 poss\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, imunidade, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (extens\u00e3o do entendimento firmado no ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL).<br><strong>Tese firmada:<br><\/strong>1. Imposs\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30, da Lei n. 12.973\/2014), n\u00e3o se lhes aplicando o entendimento firmado no ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<br>2. Para a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3ode base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL n\u00e3o deve ser exigida a demonstra\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<br>3. Considerando que a Lei Complementar 160\/2017 incluiu os \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba ao art. 30 da <strong>Lei 12.973\/2014<\/strong> sem, entretanto, revogar o disposto no seu \u00a7 2\u00ba, a dispensa de comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, pela empresa, de que a subven\u00e7\u00e3o fiscal foi concedida como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico n\u00e3o obsta a Receita Federal de proceder ao lan\u00e7amento do IRPJ e da CSSL se, em procedimento fiscalizat\u00f3rio, for verificado que os valores oriundos do benef\u00edcio fiscal foram utilizados para finalidade estranha \u00e0 garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico.<br>PROCESSUAL CIVIL. TRIBUT\u00c1RIO. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. TEMA 1182. IRPJ. CSLL. BASE DE C\u00c1LCULO. BENEF\u00cdCIOS FISCAIS DIVERSOS DO CR\u00c9DITO PRESUMIDO DE ICMS. PRETENS\u00c3O DE INCLUS\u00c3O NA BASE DE C\u00c1LCULO DO IRPJ E DA CSLL. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENS\u00c3O DOS EFEITOS DO ERESP 1.517.495\/PR. PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A. QUE ENTENDEM PELA POSSIBILIDADE DE EXCLUS\u00c3O LEGAL DA BASE DE C\u00c1LCULO DO IRPJ E DA CSLL. CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. APLICA\u00c7\u00c3O DO ART. 10, DA LEI COMPLEMENTAR N. 160\/2017 E DO ART. 30, DA LEI N. 12.973\/2014. CASO CONCRETO. NEGATIVA DE PRESTA\u00c7\u00c3O JURISDICIONAL. N\u00c3O OCORR\u00caNCIA. AUSENCIA DE PROVA PR\u00c9-CONSTITU\u00cdDA. S\u00daMULA 7\/STJ. PEDIDO DE JULGAMENTO EXTRA PETITA PREJUDICADO. RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENS\u00c3O, PARCIALMENTE PROVIDO. DETERMINA\u00c7\u00c3O DE DEVOLU\u00c7\u00c3O DOS AUTOS \u00c0 ORIGEM.<br>1. Da limita\u00e7\u00e3o da tese proposta: Definir se \u00e9 poss\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, imunidade, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (extens\u00e3o do entendimento firmado no ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL).<br>2. Da Jurisprud\u00eancia firmada pelas Turmas de direito p\u00fablico do Superior Tribunal de Justi\u00e7a: A tem\u00e1tica em julgamento foi objeto de sucessivos debates em ambas as Turmas de Direito P\u00fablico deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a, dos quais se podem extrair as duas posi\u00e7\u00f5es formadas.<br>2.1. A Primeira Turma aplica o princ\u00edpio federativo para excluir os benef\u00edcios fiscais de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (REsp 1.222.547\/RS, de relatoria da Ministra Regina Helena Costa, DJe de 16\/3\/2022).<br>2.2. A Segunda Turma aplica o disposto no art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e no art. 30, da Lei n. 12.973\/2014, ou seja, entende que deve ser verificado o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es e requisitos previstos em lei para a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (REsp. n. 1.968.755-PR, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 05\/04\/2022).<br>3. A exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL: A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em sede de embargos de diverg\u00eancia, teve a oportunidade de discutir uma dentre as esp\u00e9cies do g\u00eanero &#8220;benef\u00edcios fiscais&#8221;. Por ocasi\u00e3o do julgamento dos ERESP 1.517.492\/PR, a Primeira Se\u00e7\u00e3o entendeu que a esp\u00e9cie de favor fiscal de &#8220;cr\u00e9dito presumido&#8221; n\u00e3o estar\u00e1 inclu\u00edda na base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (EREsp n. 1.517.492\/PR, relator Ministro Og Fernandes, relatora para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 1\/2\/2018). O objeto deste repetitivo consiste em investigar se os fundamentos determinantes para a conclus\u00e3o adotada no ERESP 1.517.492\/PR se aplicam aos demais benef\u00edcios fiscais de ICMS.<br>4. Diferen\u00e7a entre o cr\u00e9dito presumido e as demais esp\u00e9cies de benef\u00edcios fiscais de ICMS: De acordo com a doutrina especializada, em virtude do chamado &#8220;efeito de recupera\u00e7\u00e3o&#8221; que \u00e9 pr\u00f3prio do regime da n\u00e3o-cumulatividade, benef\u00edcios ou incentivos fiscais que desonerem determinadas opera\u00e7\u00f5es representam t\u00e3o somente diferimentos de incid\u00eancia.<br>4.1. O efeito de recupera\u00e7\u00e3o: O efeito de recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno pr\u00f3prio de sistemas que adotam a n\u00e3o cumulatividade do tipo &#8220;imposto sobre imposto&#8221;, como foi a op\u00e7\u00e3o brasileira para o ICMS. Adotado o m\u00e9todo &#8220;imposto sobre imposto&#8221;, uma al\u00edquota inferior, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo ou uma isen\u00e7\u00e3o, por exemplo, aplicadas no curso do ciclo a que est\u00e1 sujeito o produto, n\u00e3o beneficia o consumidor, na ponta final. \u00c9 que a diferen\u00e7a \u00e9 recuperada pelo Fisco atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de incid\u00eancia mais elevada nas opera\u00e7\u00f5es posteriores, diante da aus\u00eancia da possibilidade de apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de imposto destacado na nota fiscal. Esse \u00e9 o chamado efeito de recupera\u00e7\u00e3o, representado no diferimento da incid\u00eancia.<br>4.2. A n\u00e3o-cumulatividade do ICMS e o diferimento da incid\u00eancia: A respeito do tema do efeito da recupera\u00e7\u00e3o no contexto da n\u00e3o-cumulatividade do ICMS, o professor Hugo de Brito Machado assevera que: &#8220;As isen\u00e7\u00f5es, como as imunidades, de determinadas opera\u00e7\u00f5es, ficam transformadas em simples diferimentos de incid\u00eancia. Para que isto n\u00e3o ocorresse, necess\u00e1rio seria que ficasse assegurado o cr\u00e9dito do imposto para as opera\u00e7\u00f5es seguintes.<br>&#8221; (MACHADO, Hugo de Brito. N\u00e3o-incid\u00eancia, imunidades e isen\u00e7\u00f5es no ICMS. Revista Dial\u00e9tica de Direito Tribut\u00e1rio, S\u00e3o Paulo, n. 18, p.<br>27-39, mar. 1997. p. 39). Como assertivamente apontado pelo professor, somente a efetiva cria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito presumido ser\u00e1 capaz de afastar esse efeito de recupera\u00e7\u00e3o. No mesmo sentido, ensina Ivan Ozai que &#8220;a isen\u00e7\u00e3o do imposto em rela\u00e7\u00e3o a determinada opera\u00e7\u00e3o implica a aus\u00eancia de cr\u00e9ditos para pagamento do imposto incidente na opera\u00e7\u00e3o seguinte, produzindo o fen\u00f4meno que conhecemos por efeito de recupera\u00e7\u00e3o&#8221; (OZAI, Ivan Ozawa. Benef\u00edcios fiscais do ICMS. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2019. P.148). Aqui reside a peculiar diferen\u00e7a que aparta a esp\u00e9cie de benef\u00edcio fiscal do cr\u00e9dito presumido das demais esp\u00e9cies de incentivos fiscais de ICMS:<br>a atribui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito presumido ao contribuinte efetivamente representa um disp\u00eandio de valores por parte do Fisco, afastando o chamado efeito da recupera\u00e7\u00e3o. Os demais benef\u00edcios fiscais de desonera\u00e7\u00e3o de ICMS n\u00e3o possuem a mesma caracter\u00edstica, pois o Fisco, n\u00e3o obstante possa induzir determinada opera\u00e7\u00e3o, se recuperar\u00e1 por meio do efeito de recupera\u00e7\u00e3o.<br>4.3. A peculiaridade do benef\u00edcio fiscal do cr\u00e9dito presumido de ICMS: Dadas as caracter\u00edsticas da n\u00e3o-cumulatividade adotada no sistema tribut\u00e1rio brasileiro, a atribui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido tem peculiaridades que apartam esse benef\u00edcio daqueles outros que n\u00e3o representam a atribui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, mas a desonera\u00e7\u00e3o (isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, dentre outros).<br>5. Compreens\u00e3o firmada pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a: No mesmo sentido, a Segunda Turma deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do RESP n. 1.968.755\/PR (Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 8\/4\/2022) que versou sobre a possibilidade de extens\u00e3o aos demais benef\u00edcios fiscais de ICMS do entendimento firmado para o cr\u00e9dito presumido, compreendeu que &#8220;o caso concreto \u00e9 completamente diferente do precedente mencionado. Aqui a CONTRIBUINTE pleiteia excluir da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL valores que jamais ali estiveram, pois nunca foram contabilizados como receita sua (diferentemente dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS), j\u00e1 que s\u00e3o isen\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00f5es de base de c\u00e1lculo do ICMS por si devido em suas sa\u00eddas. Pela l\u00f3gica que sustenta, todas as vezes que uma isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de ICMS for concedida pelo Estado, automaticamente a Uni\u00e3o seria obrigada a reduzir o IRPJ e a CSLL da empresa em verdadeira isen\u00e7\u00e3o heter\u00f4noma vedada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e invertendo a l\u00f3gica do precedente desta Casa julgado nos EREsp. n. 1.517.492\/PR (Primeira Se\u00e7\u00e3o, Rel. Ministro Og Fernandes, Rel. p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Regina Helena Costa, DJe 01\/02\/2018), onde se prestigiou a prote\u00e7\u00e3o do Pacto Federativo, ou seja, o exerc\u00edcio independente das compet\u00eancias constitucionais entre os entes federativos&#8221;.<br>6. Impossibilidade de extens\u00e3o do entendimento firmado no ERESP n. 1.517.492\/PR: Diante das premissas aqui seguidas, compreendo pela impossibilidade de se adotar a mesma conclus\u00e3o que prevaleceu no ERESP 1.517.492\/PR para alcan\u00e7ar outros benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros.<br>7. Da possibilidade de exclus\u00e3o legal dos benef\u00edcios fiscais de ICMS: Entretanto, se t\u00e9cnica e conceitualmente os benef\u00edcios fiscais de ICMS, de esp\u00e9cies diversas do cr\u00e9dito presumido, n\u00e3o podem autorizar a dedu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos tributos federais, IRPJ e CSLL, a Lei permite que referida dedu\u00e7\u00e3o seja promovida, desde que cumprido os requisitos que estabelece, mediante a aplica\u00e7\u00e3o do art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e do art. 30, da Lei n. 12.973\/2014. Aplica-se o entendimento segundo o qual, &#8220;muito embora n\u00e3o se possa exigir a comprova\u00e7\u00e3o de que os incentivos o foram estabelecidos como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos, persiste a necessidade de registro em reserva de lucros e limita\u00e7\u00f5es correspondentes, consoante o disposto expressamente em lei&#8221; (EDcl no REsp. n. 1.968.755 &#8211; PR, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 03.10.2022). No mesmo sentido: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.920.207\/RS, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 16\/3\/2023.<br>8. Teses a serem submetidas ao Colegiado:<br>1. Imposs\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30, da Lei n. 12.973\/2014), n\u00e3o se lhes aplicando o entendimento firmado no ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<br>2. Para a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL n\u00e3o deve ser exigida a demonstra\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<br>3. Considerando que a Lei Complementar 160\/2017 incluiu os \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba ao art. 30 da Lei 12.973\/2014 sem entretanto revogar o disposto no seu \u00a7 2\u00ba, a dispensa de comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, pela empresa, de que a subven\u00e7\u00e3o fiscal foi concedida como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico n\u00e3o obsta a Receita Federal de proceder ao lan\u00e7amento do IRPJ e da CSSL se, em procedimento fiscalizat\u00f3rio, for verificado que os valores oriundos do benef\u00edcio fiscal foram utilizados para finalidade estranha \u00e0 garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico.<br>9. An\u00e1lise do caso concreto: Na hip\u00f3tese dos autos, o recurso especial da Fazenda Nacional indica viola\u00e7\u00e3o aos seguintes dispositivos legais: arts. 141, 320, 373 e 434, 489, \u00a71\u00ba, V, e 1022, do CPC\/2015; aos arts. 1\u00ba, 6\u00ba, 14, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 12.016\/2009; ao art. 6\u00ba do Decreto-Lei n\u00ba 1.598\/77; aos arts. 44, 108, \u00a7 2\u00ba, e 111, II, do CTN; aos arts. 2\u00ba e 26 da Lei n\u00ba 8.981\/95; ao art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 9.316\/96; aos arts. 1\u00ba e 28 da Lei n\u00ba 9.430\/96; ao art. 30 da Lei n\u00ba 12.973\/14, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela LC 160\/17, e ao art. 10 da Lei Complementar n\u00ba 160\/17. Al\u00e9m da ocorr\u00eancia de omiss\u00e3o no julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o pelo TRF4, no m\u00e9rito recursal a Fazenda Nacional sustenta: (a) inexist\u00eancia de prova documental pr\u00e9-constitu\u00edda; (b) exist\u00eancia de decis\u00e3o extra petita; (c) que \u00e9 imposs\u00edvel a exclus\u00e3o dos demais benef\u00edcios fiscais de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, por inaplicabilidade do EREsp 1517492\/PR, sendo necess\u00e1rio o cumprimento das exig\u00eancias legais para fins de dedutibilidade da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<br>No caso concreto, de in\u00edcio, afasta-se as alega\u00e7\u00f5es de omiss\u00e3o e obscuridade do ac\u00f3rd\u00e3o proferido na origem pelo TRF4. Quanto ao m\u00e9rito, o recurso especial n\u00e3o merece conhecimento quanto \u00e0 alegada viola\u00e7\u00e3o aos artigos 1\u00ba e 6\u00ba da Lei n\u00ba 12.016\/2009 c\/c arts. 320, 373 e 434 do C\u00f3digo de Processo Civil, pela incid\u00eancia da S\u00famula 7\/STJ. No que diz respeito \u00e0 exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais relativos ao ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, dou provimento parcial ao recurso especial da Fazenda Nacional, para permitir a pretendida exclus\u00e3o desde que atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30, da Lei n. 12.973\/2014), com exce\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal do cr\u00e9dito presumido (ao qual se aplica o entendimento da Primeira Se\u00e7\u00e3o firmado no ERESP 1.517.492\/PR). Na hip\u00f3tese, devem os autos retornarem para a Corte de Origem a fim de que seja verificado o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es e requisitos previstos em lei para a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL dos demais benef\u00edcios fiscais de ICMS, que n\u00e3o seja o cr\u00e9dito presumido, dentro dos limites cognitivos que a demanda judicial comporte (mandado de seguran\u00e7a).<br>10. Dispositivo: Recurso especial da Fazenda Nacional parcialmente conhecido e, nessa extens\u00e3o, parcialmente provido.<br>Ac\u00f3rd\u00e3o sujeito ao regime previsto no artigo 1.036 e seguintes do CPC\/2015.<br>(REsp n. 1.945.110\/RS, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 26\/4\/2023, DJe de 12\/6\/2023.)<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong>Tema Repetitivo&nbsp;1008<br>Quest\u00e3o submetida a julgamento:<br><\/strong>Possibilidade de inclus\u00e3o de valores de ICMS nas bases de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica &#8211; IRPJ e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL, quando apurados pela sistem\u00e1tica do lucro presumido.<br><strong>Tese firmada:<br><\/strong>O ICMS comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), quando apurados na sistem\u00e1tica do lucro presumido.<br>TRIBUT\u00c1RIO. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. IRPJ. CSLL. APURA\u00c7\u00c3O PELO LUCRO PRESUMIDO. BASE DE C\u00c1LCULO. RECEITA. ICMS. INCLUS\u00c3O.<br>1. A quest\u00e3o submetida ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, sob a sistem\u00e1tica dos repetitivos, diz respeito \u00e0 possibilidade de inclus\u00e3o de valores de Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) nas bases de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) quando apurados pela sistem\u00e1tica do lucro presumido.<br>2. No regime de tributa\u00e7\u00e3o pelo lucro real, a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL \u00e9 o lucro cont\u00e1bil, ajustado pelas adi\u00e7\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es permitidas em lei. Na tributa\u00e7\u00e3o pelo lucro presumido, deve-se multiplicar um dado percentual &#8211; que varia a depender da atividade desenvolvida pelo contribuinte &#8211; pela receita bruta da pessoa jur\u00eddica, que constitui apenas ponto de partida, um par\u00e2metro, na referida sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o. Sobre essa base de c\u00e1lculo, por sua vez, incidem as al\u00edquotas pertinentes.<br>3. A ado\u00e7\u00e3o da receita bruta como eixo da tributa\u00e7\u00e3o pelo lucro presumido demonstra a inten\u00e7\u00e3o do legislador de impedir quaisquer dedu\u00e7\u00f5es, tais como impostos, custos das mercadorias ou servi\u00e7os, despesas administrativas ou financeiras, tornando bem mais simplificado o c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<br>4. A reda\u00e7\u00e3o conferida aos arts. 15 e 20 da Lei n. 9.249\/1995 adveio com a especial finalidade de fazer expressa refer\u00eancia \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de receita bruta contida no art. 12 do Decreto-Lei n. 1.598\/1977, o qual, com a altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei n. 12.793\/2014, contempla a ado\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil de receita bruta, que alberga todos os ingressos financeiros decorrentes da atividade exercida pela pessoa jur\u00eddica.<br>5. Caso o contribuinte pretenda considerar determinados custos ou despesas, deve optar pelo regime de apura\u00e7\u00e3o pelo lucro real, que prev\u00ea essa possibilidade, na forma da lei. O que n\u00e3o se pode permitir, \u00e0 luz dos dispositivos de reg\u00eancia, \u00e9 que haja uma combina\u00e7\u00e3o dos dois regimes, a fim de reduzir indevidamente a base de c\u00e1lculo dos tributos.<br>6. A tese fixada no Tema 69 da repercuss\u00e3o geral deve ser aplicada t\u00e3o somente \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e \u00e0 COFINS, porquanto extra\u00edda exclusivamente \u00e0 luz do art. 195, I, &#8220;b&#8221;, da Lei Fundamental, sendo indevida a extens\u00e3o indiscriminada. Basta ver que a pr\u00f3pria Suprema Corte, ao julgar o Tema 1.048, concluiu pela constitucionalidade da inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB) &#8211; a qual inclusive \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o social, mas de car\u00e1ter substitutivo, que tamb\u00e9m utiliza a receita como base de c\u00e1lculo.<br>7. Tese fixada: O ICMS comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL quando apurados na sistem\u00e1tica do lucro presumido.<br>8. Recurso especial desprovido.<br>(REsp n. 1.767.631\/SC, relatora Ministra Regina Helena Costa, relator para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 10\/5\/2023, DJe de 1\/6\/2023.)<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Observa-se que a Lei trouxe mudan\u00e7as importantes e \u00e9 discutida at\u00e9 hoje.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos expostos acima, discutiu-se sobre receita bruta e o que estaria albergado neste conceito; al\u00e9m da quest\u00e3o referente \u00e0 subven\u00e7\u00e3o fiscal que \u00e9 concedida como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico que pode(ria) n\u00e3o ser considerado como lucro para fins de tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o \u2013 at\u00e9 (outra!) recente mudan\u00e7a legislativa, tratada brevemente adiante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atualiza\u00e7\u00e3o importante da Lei 12.973\/2014<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 29 de dezembro de 2023, importante modifica\u00e7\u00e3o legal interferiu na Lei 12.973\/2014, proveniente da altera\u00e7\u00e3o legal realizada pela Lei 14.789, de 29 de dezembro de 2023<strong>, <\/strong>a qual disp\u00f5e sobre o <strong>cr\u00e9dito fiscal decorrente de subven\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u201cnova\u201d lei revogou por completo o art. 30 da Lei 12.973\/2014, afastando, justamente, a possibilidade de N\u00c3O se considerar como lucro, para fins de tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o, a subven\u00e7\u00e3o fiscal que \u00e9 concedida por um ente federativo, como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso era o que j\u00e1 estava sedimentado pelo STJ (EREsp n\u00ba 1.517.492\/PR) e agora est\u00e1 em xeque novamente, reiterando o cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a jur\u00eddica no Brasil, principalmente quanto ao direito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, v\u00e1rios Mandados de Seguran\u00e7a est\u00e3o sendo impetrados desde o in\u00edcio do ano, discutindo, primordialmente, a viola\u00e7\u00e3o ao pacto federativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um tema pr\u00f3ximo e que tamb\u00e9m merece acompanhamento, at\u00e9 sua (re)consolida\u00e7\u00e3o \u2013 novamente \u2013 por algum tribunal superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para finalizar, conv\u00e9m lembrar da tese outrora definida pelo STJ, reafirmado pelo julgamento do EREsp n\u00ba 1.517.492\/PR, de que o cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o pode ser considerado como lucro para fins de tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>TRIBUT\u00c1RIO. EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL. C\u00d3DIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. ICMS. CR\u00c9DITOS PRESUMIDOS CONCEDIDOS A T\u00cdTULO DE INCENTIVO FISCAL. INCLUS\u00c3O NAS BASES DE C\u00c1LCULO DO IMPOSTO SOBRE A RENDA DA PESSOA JUR\u00cdDICA &#8211; IRPJ E DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O SOCIAL SOBRE O LUCRO L\u00cdQUIDO &#8211; CSLL. INVIABILIDADE. PRETENS\u00c3O FUNDADA EM ATOS INFRALEGAIS. INTERFER\u00caNCIA DA UNI\u00c3O NA POL\u00cdTICA FISCAL ADOTADA POR ESTADO-MEMBRO. OFENSA AO PRINC\u00cdPIO FEDERATIVO E \u00c0 SEGURAN\u00c7A JUR\u00cdDICA. BASE DE C\u00c1LCULO. OBSERV\u00c2NCIA DOS ELEMENTOS QUE LHES S\u00c3O PR\u00d3PRIOS. RELEV\u00c2NCIA DE EST\u00cdMULO FISCAL OUTORGADO POR ENTE DA FEDERA\u00c7\u00c3O. APLICA\u00c7\u00c3O DO PRINC\u00cdPIO FEDERATIVO. ICMS NA BASE DE C\u00c1LCULO DO PIS E DA COFINS. INCONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA EM REPERCUSS\u00c3O GERAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RE N. 574.706\/PR). AXIOLOGIA DA RATIO DECIDENDI APLIC\u00c1VEL \u00c0 ESP\u00c9CIE. CR\u00c9DITOS PRESUMIDOS. PRETENS\u00c3O DE CARACTERIZA\u00c7\u00c3O COMO RENDA OU LUCRO. IMPOSSIBILIDADE.<br>I &#8211; Controverte-se acerca da possibilidade de inclus\u00e3o de cr\u00e9dito presumido de ICMS nas bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<br>II &#8211; O dissenso entre os ac\u00f3rd\u00e3os paradigma e o embargado repousa no fato de que o primeiro manifesta o entendimento de que o incentivo fiscal, por implicar redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria, acarreta, indiretamente, aumento do lucro da empresa, ins\u00edgnia essa pass\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ e pela CSLL; j\u00e1 o segundo considera que o est\u00edmulo outorgado constitui incentivo fiscal, cujos valores auferidos n\u00e3o podem se expor \u00e0 incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL, em virtude da veda\u00e7\u00e3o aos entes federativos de instituir impostos sobre patrim\u00f4nio, renda ou servi\u00e7os, uns dos outros.<br>III &#8211; Ao considerar tal cr\u00e9dito como lucro, o entendimento manifestado pelo ac\u00f3rd\u00e3o paradigma, da 2\u00aa Turma, sufraga, em \u00faltima an\u00e1lise, a possibilidade de a Uni\u00e3o retirar, por via obl\u00edqua, o incentivo fiscal que o Estado-membro, no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia tribut\u00e1ria, outorgou.<br>IV &#8211; Tal entendimento leva ao esvaziamento ou redu\u00e7\u00e3o do incentivo fiscal legitimamente outorgado pelo ente federativo, em especial porque fundamentado exclusivamente em atos infralegais, consoante declinado pela pr\u00f3pria autoridade coatora nas informa\u00e7\u00f5es prestadas.<br>V &#8211; O modelo federativo por n\u00f3s adotado abra\u00e7a a concep\u00e7\u00e3o segundo a qual a distribui\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias tribut\u00e1rias decorre dessa forma de organiza\u00e7\u00e3o estatal e por ela \u00e9 condicionada.<br>VI &#8211; Em sua formula\u00e7\u00e3o fiscal, revela-se o princ\u00edpio federativo um aut\u00eantico sobreprinc\u00edpio regulador da reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias tribut\u00e1rias e, por isso mesmo, elemento informador prim\u00e1rio na solu\u00e7\u00e3o de conflitos nas rela\u00e7\u00f5es entre a Uni\u00e3o e os demais entes federados.<br>VII &#8211; A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica atribuiu aos Estados-membros e ao Distrito Federal a compet\u00eancia para instituir o ICMS &#8211; e, por consequ\u00eancia, outorgar isen\u00e7\u00f5es, benef\u00edcios e incentivos fiscais, atendidos os pressupostos de lei complementar.<br>VIII &#8211; A concess\u00e3o de incentivo por ente federado, observados os requisitos legais, configura instrumento leg\u00edtimo de pol\u00edtica fiscal para materializa\u00e7\u00e3o da autonomia consagrada pelo modelo federativo.<br>Embora represente ren\u00fancia a parcela da arrecada\u00e7\u00e3o, pretende-se, dessa forma, facilitar o atendimento a um plexo de interesses estrat\u00e9gicos para a unidade federativa, associados \u00e0s prioridades e \u00e0s necessidades locais coletivas.<br>IX &#8211; A tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o de valores correspondentes a incentivo fiscal estimula competi\u00e7\u00e3o indireta com o Estado-membro, em desapre\u00e7o \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o e \u00e0 igualdade, pedras de toque da Federa\u00e7\u00e3o.<br>X &#8211; O ju\u00edzo de validade quanto ao exerc\u00edcio da compet\u00eancia tribut\u00e1ria h\u00e1 de ser implementado em comunh\u00e3o com os objetivos da Federa\u00e7\u00e3o, insculpidos no art. 3\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, dentre os quais se destaca a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais e regionais (inciso III), finalidade da desonera\u00e7\u00e3o em tela, ao permitir o barateamento de itens aliment\u00edcios de primeira necessidade e dos seus ingredientes, reverenciando o princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana, fundamento maior da Rep\u00fablica Federativa brasileira (art. 1\u00ba, III, C.R.).<br>XI &#8211; N\u00e3o est\u00e1 em xeque a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para tributar a renda ou o lucro, mas, sim, a irradia\u00e7\u00e3o de efeitos indesejados do seu exerc\u00edcio sobre a autonomia da atividade tributante de pessoa pol\u00edtica diversa, em desarmonia com valores \u00e9ticos-constitucionais inerentes \u00e0 organicidade do princ\u00edpio federativo, e em atrito com o princ\u00edpio da subsidiariedade, que reveste e protege a autonomia dos entes federados.<br>XII &#8211; O abalo na credibilidade e na cren\u00e7a no programa estatal proposto pelo Estado-membro acarreta desdobramentos delet\u00e9rios no campo da seguran\u00e7a jur\u00eddica, os quais n\u00e3o podem ser desprezados, porquanto, se o prop\u00f3sito da norma consiste em descomprimir um segmento empresarial de determinada imposi\u00e7\u00e3o fiscal, \u00e9 ineg\u00e1vel que o ressurgimento do encargo, ainda que sob outro figurino, resultar\u00e1 no repasse dos custos adicionais \u00e0s mercadorias, tornando in\u00f3cua, ou quase, a finalidade colimada pelos preceito legais, aumentando o pre\u00e7o final dos produtos que especifica, integrantes da cesta b\u00e1sica nacional.<br>XIII &#8211; A base de c\u00e1lculo do tributo haver\u00e1 sempre de guardar pertin\u00eancia com aquilo que pretende medir, n\u00e3o podendo conter aspectos estranhos, \u00e9 dizer, absolutamente impertinentes \u00e0 pr\u00f3pria materialidade contida na hip\u00f3tese de incid\u00eancia.<br>XIV &#8211; Nos termos do art. 4\u00ba da Lei n. 11.945\/09, a pr\u00f3pria Uni\u00e3o reconheceu a import\u00e2ncia da concess\u00e3o de incentivo fiscal pelos Estados-membros e Munic\u00edpios, prestigiando essa iniciativa precisamente com a isen\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL sobre as receitas decorrentes de valores em esp\u00e9cie pagos ou creditados por esses entes a t\u00edtulo de ICMS e ISSQN, no \u00e2mbito de programas de outorga de cr\u00e9dito voltados ao est\u00edmulo \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de documento fiscal na aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os.<br>XV &#8211; O STF, ao julgar, em regime de repercuss\u00e3o geral, o RE n. 574.706\/PR, assentou a inconstitucionalidade da inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS, sob o entendimento segundo o qual o valor de ICMS n\u00e3o se incorpora ao patrim\u00f4nio do contribuinte, constituindo mero ingresso de caixa, cujo destino final s\u00e3o os cofres p\u00fablicos. Axiologia da ratio decidendi que afasta, com ainda mais raz\u00e3o, a pretens\u00e3o de caracteriza\u00e7\u00e3o, como renda ou lucro, de cr\u00e9ditos presumidos outorgados no contexto de incentivo fiscal.<br>XVI &#8211; Embargos de Diverg\u00eancia desprovidos.<br>(EREsp n. 1.517.492\/PR, relator Ministro Og Fernandes, relatora para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 8\/11\/2017, DJe de 1\/2\/2018.)&nbsp;<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Lei 12.973\/2014 representa um marco na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira ao promover uma maior harmoniza\u00e7\u00e3o com as normas cont\u00e1beis internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as trazidas por essa lei exigem que as empresas reavaliem suas pr\u00e1ticas cont\u00e1beis e tribut\u00e1rias, adaptando-se a um novo cen\u00e1rio que busca maior efici\u00eancia e transpar\u00eancia na gest\u00e3o fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Compreender essas altera\u00e7\u00f5es \u00e9 essencial para garantir a conformidade legal e otimizar a carga tribut\u00e1ria das organiza\u00e7\u00f5es no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Com seu foco nas empresas com opera\u00e7\u00f5es internacionais e na tributa\u00e7\u00e3o do lucro, a legisla\u00e7\u00e3o tentou trazer maior clareza e previsibilidade, bem como reduzir os riscos de bitributa\u00e7\u00e3o e proporcionar seguran\u00e7a jur\u00eddica para as companhias.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, as constantes mudan\u00e7as na pol\u00edtica fiscal fazem com que a inseguran\u00e7a jur\u00eddica tribut\u00e1ria permane\u00e7a presente no Brasil, levando empresas, contadores e advogados a discutirem, perenemente, sobre a correta \u2013 e justa e proporcional \u2013 forma de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A qual, mesmo ap\u00f3s defini\u00e7\u00f5es que levaram anos de discuss\u00e3o judicial, pode ser novamente modificada, a depender da necessidade de arrecada\u00e7\u00e3o e de ajustes aos interesses pol\u00edticos do momento.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Vale lembrar que este \u00e9 um resumo bastante geral da Lei 12.973\/2014. Para uma an\u00e1lise mais detalhada, recomenda-se consultar a lei completa e as normas referenciadas ao longo do artigo, al\u00e9m de buscar orienta\u00e7\u00e3o especializada, tanto de advogado como de contador especializados na \u00e1rea.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/tutela\/\">Tutela no direito da fam\u00edlia<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/heranca-digital\/\">Entenda o que \u00e9 a heran\u00e7a digital e qual a sua regulamenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/politica-de-privacidade\/\">Pol\u00edtica de privacidade: o que \u00e9, objetivo e caso do Threads<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/contrato-de-parceria\/\">Contrato de Parceria: entenda o que \u00e9 e requisitos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/o-que-e-vicio-de-consentimento-e-como-prova-lo\/\">O que \u00e9 v\u00edcio de consentimento e como prov\u00e1-lo?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-de-etica-medica\/\">C\u00f3digo de \u00e9tica m\u00e9dica: os principais pontos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-da-aprendizagem\/\">Lei da aprendizagem: quando surgiu e como funciona?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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A Lei 12.973\/2014 trouxe muitas e significativas mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira, especialmente quanto \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de impostos e contribui\u00e7\u00f5es, defini\u00e7\u00f5es de conceitos tribut\u00e1rios e atua\u00e7\u00e3o (tributa\u00e7\u00e3o) de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":142,"featured_media":32311,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-32310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-tributario"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/142"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32310"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32314,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310\/revisions\/32314"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}