{"id":28077,"date":"2024-05-29T06:25:36","date_gmt":"2024-05-29T09:25:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=28077"},"modified":"2026-05-28T19:47:32","modified_gmt":"2026-05-28T22:47:32","slug":"principio-do-poluidor-pagador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-do-poluidor-pagador\/","title":{"rendered":"Princ\u00edpio do poluidor pagador: o que \u00e9 e como \u00e9 aplicado na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>O princ\u00edpio do poluidor pagador <\/strong>imp\u00f5e ao poluidor arcar com os custos decorrentes dos danos ambientais, reduzindo ao m\u00e1ximo o \u00f4nus para a sociedade. Todo dano ambiental gera custo p\u00fablico para a sua recupera\u00e7\u00e3o, suportado pela sociedade, e o causador do dano dever\u00e1 arcar com tais valores.&nbsp;<\/pre>\n\n\n\n<p>Para o profissional do direito, o entendimento do princ\u00edpio do poluidor pagador \u00e9 essencial, n\u00e3o apenas para a aplica\u00e7\u00e3o efetiva das leis ambientais, mas tamb\u00e9m como ferramenta de advocacia e consultoria em casos que envolvam responsabilidade ambiental. Este texto visa explorar justamente as nuances jur\u00eddicas desse princ\u00edpio, acompanhe. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 princ\u00edpio do poluidor-pagador?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do poluidor-pagador \u00e9 uma regra essencial em pol\u00edticas ambientais que determina que os respons\u00e1veis pela polui\u00e7\u00e3o devem cobrir os custos relacionados ao controle e \u00e0 remedia\u00e7\u00e3o dos danos que causam ao meio ambiente. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse princ\u00edpio tem como objetivo promover a responsabilidade ambiental e evitar que a sociedade em geral arque com os custos decorrentes da degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/o-que-e-principio-poluidor-pagador-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28078\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/o-que-e-principio-poluidor-pagador-1.jpg 1200w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/o-que-e-principio-poluidor-pagador-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/o-que-e-principio-poluidor-pagador-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/o-que-e-principio-poluidor-pagador-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Entenda o que \u00e9 princ\u00edpio do poluidor pagador.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual o fundamento jur\u00eddico do princ\u00edpio do poluidor-pagador?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Internacionalmente conhecido como <em>polluter pays principle, <\/em>o princ\u00edpio do poluidor-pagador est\u00e1 incorporado ao <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/ordenamento-juridico\/\">ordenamento jur\u00eddico<\/a> brasileiro pelo \u00a7 3\u00ba do artigo 225 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, nos seguintes termos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitar\u00e3o <strong>os infratores<\/strong>, pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas, a san\u00e7\u00f5es penais e administrativas, independentemente da obriga\u00e7\u00e3o de reparar os danos causados.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do poluidor-pagador tamb\u00e9m foi previsto na Declara\u00e7\u00e3o do Rio, em 1992, no Princ\u00edpio 16:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Tendo em vista que o poluidor deve, em princ\u00edpio, arcar com o custo decorrente da polui\u00e7\u00e3o, as autoridades nacionais devem promover a internaliza\u00e7\u00e3o dos custos ambientais e o uso de instrumentos econ\u00f4micos, levando na devida conta o interesse p\u00fablico, sem distorcer o com\u00e9rcio e os investimentos internacionais.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do poluidor-pagador \u00e9 composto de duas fases: <strong>uma preventiva e outra repressiva.<\/strong> Na preventiva, pressup\u00f5e que o suposto poluidor deve arcar com os custos de preven\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais. Na repressiva, havendo dano ambiental, deve arcar com a repara\u00e7\u00e3o e\/ou indeniza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 6.938\/81 (Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente) no artigo 4\u00ba, VII, imp\u00f5e <strong>ao poluidor<\/strong> e ao predador a obriga\u00e7\u00e3o de <strong>recuperar e\/ou indenizar<\/strong> os <strong>danos causados<\/strong> e, <strong>ao usu\u00e1rio<\/strong>,<em> <\/em>da contribui\u00e7\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o de recursos ambientais com fins econ\u00f4micos.<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><\/em>A mesma lei, estabelece no artigo 14, \u00a7 1\u00ba:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u00a7 1\u00ba. Sem obstar a aplica\u00e7\u00e3o das penalidades previstas neste artigo, <strong>\u00e9 o poluidor<\/strong> obrigado, independentemente da exist\u00eancia de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o e dos Estados ter\u00e1 legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o princ\u00edpio do poluidor-pagador \u00e9 aplicado pelos Tribunais Superiores?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os Tribunais superiores j\u00e1 definiram a amplitude da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do poluidor-pagador em in\u00fameros julgados, alguns com efeitos vinculantes. \u00c9 o caso, por exemplo, do<strong> Tema 438 <\/strong>do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do REsp 1.114398\/PR, com a seguinte reda\u00e7\u00e3o da tese firmada:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A alega\u00e7\u00e3o de culpa exclusiva de terceiro pelo acidente em causa, como excludente de responsabilidade, deve ser afastada, ante a incid\u00eancia da teoria do risco integral e da responsabilidade objetiva \u00ednsita ao dano ambiental (art. 225, \u00a7 3\u00ba, da CF e do art. 14, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 6.938\/81), responsabilizando o degradador <strong>em decorr\u00eancia do princ\u00edpio do poluidor-pagador.<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Portanto, nem mesmo culpa exclusiva de terceiro \u00e9 \u00f3bice para afastar a obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano, diante da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do poluidor-pagador. Ou seja, havendo dano e nexo causal entre a conduta do agente, incide a responsabilidade objetiva na repara\u00e7\u00e3o do dano ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento mencionou-se:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>O degradador, <strong>em decorr\u00eancia do princ\u00edpio do poluidor-pagador<\/strong>, <strong>\u00e9 obrigado<\/strong>, independentemente da exist\u00eancia de culpa, a reparar &#8211; por \u00f3bvio que \u00e0s suas expensas &#8211; <strong>todos os danos que cause ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade<\/strong>, sendo prescind\u00edvel perquirir acerca do elemento subjetivo, o que, consequentemente, <strong>torna irrelevante eventual boa ou m\u00e1-f\u00e9 para fins de acertamento da natureza<\/strong>, conte\u00fado e extens\u00e3o dos deveres de restaura\u00e7\u00e3o do status quo ante ecol\u00f3gico e de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p><em><\/em>O Supremo Tribunal Federal tamb\u00e9m j\u00e1 enfrentou a mat\u00e9ria, ao julgar o <strong>Tema 999 <\/strong>em que tratou sobre a <em>imprescritibilidade da pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de dano ambiental.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><\/em>Julgou-se o RE 654833, com a seguinte tese: <em>\u00e9 imprescrit\u00edvel a pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o civil de dano ambiental.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><\/em>Um dos fundamentos para concluir nesse sentido foi o princ\u00edpio da poluidor-pagador, conforme <strong>trecho da decis\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><em>[&#8230;]<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong><em>O direito ambiental \u00e9 norteado por diversos princ\u00edpios, dentre eles o princ\u00edpio do poluidor-pagador, que fundamenta a repara\u00e7\u00e3o pelos danos ambientais.&nbsp;<\/em><\/strong><br><em>Por este princ\u00edpio, entende-se que ao empreendedor deve ser imputado o custo social externo de sua produ\u00e7\u00e3o. Em outra palavras, durante o processo de produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 proporcional que o empreendedor apenas aufira os lucros, enquanto a sociedade suporta os preju\u00edzos decorrentes de sua atividade (externalidades negativas).<\/em><br><em>[&#8230;]<\/em><br><em>Todavia, apesar do nome, o princ\u00edpio em tela n\u00e3o pode ser entendido como uma autoriza\u00e7\u00e3o para poluir direcionada aqueles que t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar, mas sim como desestimulador para aqueles que lucram com a degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/em><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>A ementa do julgado, restou assim definida:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO. <\/em><strong><em>REPERCUSS\u00c3O GERAL. TEMA 999<\/em><\/strong><em>. CONSTITUCIONAL. DANO AMBIENTAL. REPARA\u00c7\u00c3O. IMPRESCRITIBILIDADE. 1. Debate-se nestes autos se deve prevalecer o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica, que beneficia o autor do dano ambiental diante da in\u00e9rcia do Poder P\u00fablico; ou se devem prevalecer os princ\u00edpios constitucionais de prote\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o do meio ambiente, que beneficiam toda a coletividade. 2. Em nosso ordenamento jur\u00eddico, a regra \u00e9 a prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o reparat\u00f3ria. A imprescritibilidade, por sua vez, \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Depende, portanto, de fatores externos, que o ordenamento jur\u00eddico reputa inderrog\u00e1veis pelo tempo. 3. Embora a Constitui\u00e7\u00e3o e as leis ordin\u00e1rias n\u00e3o disponham acerca do prazo prescricional para a repara\u00e7\u00e3o de danos civis ambientais, sendo regra a estipula\u00e7\u00e3o de prazo para pretens\u00e3o ressarcit\u00f3ria, a tutela constitucional a determinados valores imp\u00f5e o reconhecimento de pretens\u00f5es imprescrit\u00edveis. <\/em><strong><em>4. O meio ambiente deve ser considerado patrim\u00f4nio comum de toda humanidade, para a garantia de sua integral prote\u00e7\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras. Todas as condutas do Poder P\u00fablico estatal devem ser direcionadas no sentido de integral prote\u00e7\u00e3o legislativa interna e de ades\u00e3o aos pactos e tratados internacionais protetivos desse direito humano fundamental de 3\u00aa gera\u00e7\u00e3o, para evitar preju\u00edzo da coletividade em face de uma afeta\u00e7\u00e3o de certo bem (recurso natural) a uma finalidade individual<\/em><\/strong><em>. 5. A repara\u00e7\u00e3o do dano ao meio ambiente \u00e9 direito fundamental indispon\u00edvel, sendo imperativo o reconhecimento da imprescritibilidade no que toca \u00e0 recomposi\u00e7\u00e3o dos danos ambientais. [&#8230;]&nbsp;<\/em><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o princ\u00edpio do poluidor-pagador n\u00e3o pode ser traduzido como autoriza\u00e7\u00e3o para condenar qualquer empreendedor, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao devido processo legal. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem entendimento firmado no sentido de que \u00e9 <strong>imprescind\u00edvel <\/strong>a <strong>prova do dano e do <\/strong><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/nexo-causal\/\"><strong>nexo causal<\/strong><\/a><strong>.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Ou seja, ainda que tenha havido dano ambiental, \u00e9 indispens\u00e1vel a prova do nexo entre a conduta (a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o) do agente com o dano causado. Confira recente julgado do STJ:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. OFENSA AO ART. 489 DO CPC. N\u00c3O VERIFICA\u00c7\u00c3O. INDENIZA\u00c7\u00c3O. DANO AMBIENTAL. USINA HIDREL\u00c9TRICA. SANTO ANTONIO. DANOS MATERIAIS E MORAIS. DESBARRANCAMENTO. NEXO CAUSAL. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. S\u00daMULA N. 7 DO STJ. INCID\u00caNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.<\/em><br><em>[&#8230;] 2. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 firmou o entendimento de que <\/em><strong><em>&#8220;n\u00e3o obstante seja objetiva a responsabilidade civil do poluidor-pagador, em raz\u00e3o de danos ambientais causados pela explora\u00e7\u00e3o de atividade comercial, a configura\u00e7\u00e3o do dever de indenizar demanda a prova do dano e do nexo causal&#8221;<\/em><\/strong><em> (AgInt no AREsp 1.624.918\/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 28\/09\/2020, DJe de 01\/10\/2020). [&#8230;]<\/em><br><em>4. Agravo interno desprovido.<\/em><br><em>(AgInt no AREsp n. 2.204.875\/RO, relator Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 14\/8\/2023, DJe de 16\/8\/2023.)<\/em><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, o princ\u00edpio do poluidor-pagador n\u00e3o autoriza a todo aquele que possui condi\u00e7\u00f5es financeiras poluir indiscriminadamente. Seria o mais absoluto contrassenso, j\u00e1 que se violaria o crit\u00e9rio preventivo do princ\u00edpio do poluidor-pagador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental ao advogado ambientalista dominar o conceito e a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do poluidor-pagador, a fim de aplic\u00e1-lo aos casos concretos em que atua, em especial de acordo com os precedentes dos Tribunais Superiores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como se aplica na pr\u00e1tica repara\u00e7\u00e3o do dano ambiental?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s reconhecido o dever de indenizar, \u00e9 necess\u00e1rio verificar se \u00e9 cab\u00edvel somente a \u201crecupera\u00e7\u00e3o do dano ambiental\u201d ou, al\u00e9m disso, \u201cdanos morais coletivos ou individuais\u201d, estes fixados em dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>S\u00famula 629<\/strong> do Superior Tribunal de Justi\u00e7a estabelece que \u201c<em>quanto ao dano ambiental, \u00e9 admitida a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou \u00e0 de n\u00e3o fazer <\/em><strong><em>cumulada com a de indenizar<\/em><\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, a S\u00famula 37 do STJ: \u201c<em>s\u00e3o <\/em><strong><em>cumul\u00e1veis<\/em><\/strong><em> as indeniza\u00e7\u00f5es por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, essa condena\u00e7\u00e3o suplementar (em dinheiro) n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica, depende da verifica\u00e7\u00e3o, no caso em concreto, quanto \u00e0 efetiva <strong>necessidade, <\/strong>j\u00e1 que a obriga\u00e7\u00e3o mais importante \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o do dano ambiental no local da infra\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, j\u00e1 decidiu o Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>[&#8230;]<\/em><br><em>VI. O entendimento firmado pelo Tribunal a quo, no sentido de que <\/em><strong><em>&#8220;a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tico-jur\u00eddica denota n\u00e3o haver espa\u00e7o para eventual indeniza\u00e7\u00e3o, porquanto o pr\u00f3prio IBAMA, em contrarraz\u00f5es, admitiu ter o r\u00e9u reparado o dano ambiental<\/em><\/strong><em>&#8220;, n\u00e3o pode ser revisto, pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em sede de Recurso Especial, por exigir o reexame da mat\u00e9ria f\u00e1tico-probat\u00f3ria dos autos. Precedentes do STJ.<\/em><br><em>VII. Na forma da jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;conquanto n\u00e3o se afaste a possibilidade (n\u00e3o obrigatoriedade), em tese, de cumula\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o do meio ambiente degradado com a indeniza\u00e7\u00e3o, for\u00e7oso reconhecer, na singularidade dos autos, a impossibilidade de se perquirir acerca dos elementos f\u00e1tico-probat\u00f3rios que embasaram o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido no tocante \u00e0 sufici\u00eancia do gravame e dos princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade &#8211; invocados como fundamento da decis\u00e3o para afastar a necessidade da aplica\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o -, diante da veda\u00e7\u00e3o do enunciado n. 7 da S\u00famula do STJ. Nesse sentido precedentes de ambas as turmas do STJ: REsp 1.785.094\/SP, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 7\/5\/2019, DJe 14\/5\/2019; AgInt no REsp 1.590.008\/SC, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 25\/6\/2019, DJe 9\/8\/2019&#8221; (STJ, AgInt no AREsp 1.217.162\/RS, Rel. Ministro FRANCISCO FALC\u00c3O, SEGUNDA TURMA, DJe de 20\/05\/2020).<\/em><br><em>VIII. Agravo interno improvido.<\/em><br><em>(AgInt no REsp n. 1.852.776\/SC, relatora Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, julgado em 24\/5\/2021, DJe de 27\/5\/2021.)<\/em><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>A dificuldade reside, ainda, na <strong>quantifica\u00e7\u00e3o desse dano moral<\/strong>, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 no ordenamento jur\u00eddico regra objetiva para tanto. Vai depender das <strong>particularidades de cada caso<\/strong>, devendo ser levado em considera\u00e7\u00e3o os seguintes argumentos: (i) extens\u00e3o do dano; (ii) n\u00edvel socioecon\u00f4mico do causador do dano; (iii) porte da empresa; e (iv) princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a julgou caso sob o rito dos recursos repetitivos definindo a quest\u00e3o nos seguintes termos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANO AMBIENTAL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROV\u00c9RSIA. ART. 543-C DO CPC. DANOS DECORRENTES DO ROMPIMENTO DE BARRAGEM. [\u2026] TEORIA DO RISCO INTEGRAL. NEXO DE CAUSALIDADE. 1. Para fins do art. 543-C do C\u00f3digo de Processo Civil: a) a responsabilidade por dano ambiental \u00e9 objetiva, informada pela teoria do risco integral, sendo o nexo de causalidade o fator aglutinante que permite que o risco se integre na unidade do ato, sendo descabida a invoca\u00e7\u00e3o, pela empresa respons\u00e1vel pelo dano ambiental, de excludentes de responsabilidade civil para afastar sua obriga\u00e7\u00e3o de indenizar; b) em decorr\u00eancia do acidente, a empresa deve recompor os danos materiais e morais causados e <strong>c) na fixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, recomend\u00e1vel que o arbitramento seja feito caso a caso e com modera\u00e7\u00e3o, proporcionalmente ao grau de culpa, ao n\u00edvel socioecon\u00f4mico do autor, e, ainda, ao porte da empresa, orientando-se o juiz pelos crit\u00e9rios sugeridos pela doutrina e jurisprud\u00eancia, com razoabilidade, valendo-se de sua experi\u00eancia e bom senso, atento \u00e0 realidade da vida e \u00e0s peculiaridades de cada caso, de modo que, de um lado, n\u00e3o haja enriquecimento sem causa de quem recebe a indeniza\u00e7\u00e3o e, de outro, haja efetiva compensa\u00e7\u00e3o pelos danos morais experimentados por aquele que fora lesado<\/strong>. 2. No caso concreto, recurso especial a que se nega provimento.\u201d<br><em>REsp 1374284\/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 27\/08\/2014, DJe 05\/09\/2014<\/em><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do poluidor-pagador est\u00e1 diretamente ligado ao princ\u00edpio da responsabilidade pela repara\u00e7\u00e3o do dano ambiental, j\u00e1 que imp\u00f5e ao poluidor o dever de reparar o dano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado ambientalista, dominar os princ\u00edpios de direito ambiental \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia, pois \u00e9 a partir deles que se ter\u00e1 uma vis\u00e3o geral do direito ambiental e entender os pr\u00f3prios fundamentos que lhe d\u00e1 aplicabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o princ\u00edpio do poluidor-pagador \u00e9 o instrumento utilizado pelos \u00f3rg\u00e3os de controle para <strong>exigir do causador do dano o \u00f4nus de suportar pelos custos causados \u00e0 sociedade<\/strong> em decorr\u00eancia dos danos ambientais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, serve de alerta para empreendedores e demais atores que fazem uso de recursos naturais sobre a import\u00e2ncia de tomar medidas antecipadas e mitigadoras de danos ambientais j\u00e1 que poder\u00e3o ser responsabilizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O meio ambiente \u00e9 um direito constitucionalmente garantido \u00e0s presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es. O desequil\u00edbrio ambiental \u00e9 uma realidade concreta. Por exemplo, neste momento o <strong>Rio Grande do Sul <\/strong>sofre com uma trag\u00e9dia clim\u00e1tica-ambiental. Isso deve ser motivo de alerta para que pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes sejam realizadas para prote\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ambiental, somadas \u00e0s a\u00e7\u00f5es mitigadoras de risco de desastres ambientais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas e respostas sobre o tema<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o princ\u00edpio do poluidor-pagador?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 um conceito do direito ambiental que obriga o poluidor a pagar pelos danos ambientais que causar, visando prevenir e reparar danos ao meio ambiente\u200b\u200b.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como o princ\u00edpio do poluidor-pagador \u00e9 aplicado na legisla\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o imp\u00f5e san\u00e7\u00f5es e exige a repara\u00e7\u00e3o dos danos causados ao meio ambiente pelos poluidores, conforme estabelecido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u200b\u200b.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O princ\u00edpio do poluidor-pagador permite a polui\u00e7\u00e3o desde que haja compensa\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p><br>N\u00e3o, esse princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 uma permiss\u00e3o para poluir, mas sim um mecanismo para prevenir e corrigir danos ambientais\u200b\u200b.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o princ\u00edpio do poluidor-pagador e os padr\u00f5es ambientais?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Ele requer que os poluidores cumpram com padr\u00f5es ambientais e san\u00e7\u00f5es s\u00e3o aplicadas se esses padr\u00f5es forem excedidos\u200b\u200b.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como o princ\u00edpio do poluidor-pagador influencia a economia e os neg\u00f3cios?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Promove a responsabilidade ambiental entre as empresas, incentivando a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e tecnologias menos poluentes\u200b.<\/p>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; *\/\r\n    }\r\n    .news-post p {\r\n      font-size: 1rem;\r\n      text-align: left;\r\n      max-width: 400px;\r\n    }\r\n    .news-post .boxes {\r\n      display: flex;\r\n      align-items: flex-start;\r\n    }\r\n    .news-post button {\r\n      margin: 0 0 0 1rem;\r\n      width: 100%;\r\n      max-width: 170px;\r\n      min-width: auto;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post button:hover {\r\n      opacity: 0.9;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad {\r\n      padding: 1.125rem;\r\n      font-size:1rem;\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad svg {\r\n      margin-right: 10px;\r\n    }\r\n  }\r\n<\/style>\r\n\r\n<div class=\"news-post\">\r\n  <div class=\"title news-ad-title\">Gostou do artigo e quer evoluir a sua advocacia?<\/div>\r\n  <p class=\"news-ad-subtitle\">Assine gr\u00e1tis a Aurum News e receba uma dose semanal de conte\u00fado no seu e-mail! \u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/acidente-de-trabalho\/\">Acidente de Trabalho: Direitos, deveres e procedimentos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/advogado-previdenciario\/\">Advogado Previdenci\u00e1rio: o que faz e quando contratar?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-organica\/\">Confira o que diz a Lei Org\u00e2nica e qual seu objetivo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/arbitragem-internacional\/\">Veja o que \u00e9 Arbitragem Internacional e exemplos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/embargos-de-terceiro\/\">Embargos de terceiro no NCPC<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/common-law\/\">Common law: o que \u00e9 e as diferen\u00e7as com o civil law<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/jogos-de-azar\/\">Entenda o que diz a lei sobre jogos de azar<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/dia-do-advogado\/\">Voc\u00ea sabe por que se comemora o Dia do Advogado?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio do poluidor pagador imp\u00f5e ao poluidor arcar com os custos decorrentes dos danos ambientais, reduzindo ao m\u00e1ximo o \u00f4nus para a sociedade. Todo dano ambiental gera custo p\u00fablico para a sua recupera\u00e7\u00e3o, suportado pela sociedade, e o causador do dano dever\u00e1 arcar com tais valores.&nbsp; Para o profissional do direito, o entendimento do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":28079,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-28077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-ambiental"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28077"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35615,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28077\/revisions\/35615"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}