{"id":25584,"date":"2023-11-17T18:29:52","date_gmt":"2023-11-17T21:29:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=25584"},"modified":"2023-11-17T18:29:53","modified_gmt":"2023-11-17T21:29:53","slug":"direito-das-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-das-coisas\/","title":{"rendered":"Resumo de direito das coisas: o que \u00e9 e artigos do C\u00f3digo Civil!"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O <strong>direito das coisas<\/strong> \u00e9 o regime jur\u00eddico que regula a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e coisas. Diferencia-se do direito das obriga\u00e7\u00f5es, que rege a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas.&nbsp;<\/pre>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo Civil de 2002 procurou, ao longo de seus cap\u00edtulos e se\u00e7\u00f5es, regular as m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es que um indiv\u00edduo celebra e mant\u00e9m ao longo de sua vida.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7amos com as disposi\u00e7\u00f5es do nascimento, direitos da personalidade e capacidade; ap\u00f3s, regulam-se as obriga\u00e7\u00f5es assumidas entre pessoas e as modalidades de contratos pelos quais elas se desenvolvem; mais adiante, cuida-se da atividade empresarial do ser humano e das formas de agremia\u00e7\u00f5es humanas com finalidade lucrativa; finalmente, encerra com o tratamento das fam\u00edlias e o falecimento do ser humano, momento em que se abre a sucess\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, acompanha-se a vida privada do indiv\u00edduo e suas rela\u00e7\u00f5es com os demais. Mas <strong>h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o nessa cadeia de acontecimentos jur\u00eddicos. \u00c9 o caso do Livro III do C\u00f3digo Civil, intitulado \u201cDireito das Coisas&#8221;.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os artigos 1.196 a 1.510-E, o legislador civilista deixou de disciplinar os v\u00ednculos entre humanos e passou a reger a rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas e os bens corp\u00f3reos e incorp\u00f3reos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dualidade entre a regula\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre <em>pessoas<\/em> e a regula\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de <em>pessoas e bens<\/em> \u00e9 fundamental para compreens\u00e3o do chamado \u201cDireito das Coisas.\u201d Por isso, entendemos fundamental estabelecer uma compara\u00e7\u00e3o entre cada regime jur\u00eddico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Continue a leitura deste artigo para entender mais sobre o Direito das coisas! \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regime jur\u00eddico pessoa-pessoa:&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Tecnicamente denominado <em>regime jur\u00eddico de Direitos pessoais de cunho patrimonial<\/em>, a l\u00f3gica das normas pessoa-pessoa \u00e9, conforme explicado acima, a regra do Direito Civil brasileiro. Seu instituto t\u00edpico \u00e9 o contrato bilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>princ\u00edpio fundante dessa organiza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e9 a autonomia privada<\/strong>, ou seja, a ideia de que os sujeitos s\u00e3o formalmente iguais e, por isso, livres para criar obriga\u00e7\u00f5es vinculantes entre si. Salvo opera\u00e7\u00f5es il\u00edcitas ou imposs\u00edveis, os sujeitos podem entabular o bem entenderem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse v\u00ednculo concerne exclusivamente \u00e0s partes e est\u00e1 contido no \u00e2mbito de sua intimidade. As eventuais negocia\u00e7\u00f5es e disposi\u00e7\u00f5es contratuais podem ser, inclusive, objeto de cl\u00e1usula de confidencialidade, em que se acorda que a divulga\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es trocadas acarretar\u00e1 responsabilidade do divulgador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 evidente que apenas as partes que participaram do acordo s\u00e3o obrigadas a cumpri-lo, em nada influenciando terceiros desinteressados. Da\u00ed decorre a caracter\u00edstica de <em>efic\u00e1cia interpartes:<\/em> a saber, os efeitos dos contratos atingem apenas os contratantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso haja qualquer viola\u00e7\u00e3o dos acordos, a responsabilidade recair\u00e1 apenas sobre o devedor, que responder\u00e1 com seu patrim\u00f4nio \u2013 ou, excepcionalmente, sobre seu garantidor\/segurador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que determinadas disposi\u00e7\u00f5es possam ser cedidas com concord\u00e2ncia do credor, ou transferidas no caso de falecimento do violador, o respons\u00e1vel ser\u00e1 sempre sujeito determinado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E <strong>em todos os casos, os acordos entre pessoas s\u00e3o passageiros<\/strong>. Foram feitos para ter come\u00e7o, desenvolvimento e fim. Mesmo obriga\u00e7\u00f5es com prazo indeterminado \u2013 como nos casos de contratos de fornecimento \u2013 n\u00e3o foram feitas para a perpetuidade, mas significam apenas que, \u00e0 \u00e9poca do acordo, n\u00e3o se tinha conhecimento de at\u00e9 quando seriam mantidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eis a\u00ed as caracter\u00edsticas marcantes do regime jur\u00eddico de direitos pessoais: autonomia privada, efic\u00e1cia <em>inter partes<\/em>, responsabilidade sobre o devedor e transitoriedade. Algo distinto ocorre com os direitos reais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regime jur\u00eddico pessoa-coisa: o Direito das Coisas&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>No l\u00e9xico jur\u00eddico, chamamos a l\u00f3gica normativa pessoa-coisa de <em>regime jur\u00eddico de direitos reais.<\/em> O nome decorre do termo <em>res<\/em>, que em latim significa \u201ccoisa.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seu <strong>instituto t\u00edpico \u00e9 o direito de propriedade<\/strong>, que envolve a faculdade de usar, fruir, dispor e reaver de quem eventualmente venha a tom\u00e1-la injustamente. Nesse sentido, utilizam-se os conceitos \u201cdireitos reais\u201d ou \u201cdireito das coisas\u201d como sin\u00f4nimos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida \u00e0 autonomia privada, a <strong>primeira caracter\u00edstica dessa sistem\u00e1tica \u00e9 a publicidade<\/strong>. Todos os direitos reais devem estar escriturados e registrados nos cart\u00f3rios de notas e registros de im\u00f3veis de todo o Brasil, de modo p\u00fablico. Isso implica que qualquer pessoa pode se dirigir a uma serventia de im\u00f3veis e pedir pelos documentos relativos ao bem, sem necessidade de justificativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 assim, ent\u00e3o os servi\u00e7os de cart\u00f3rios devem conhecer com profundidade cada uma das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas existentes, raz\u00e3o pela qual sua estipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 livre, mas obedece a regras espec\u00edficas. Diferentemente do regime de direitos pessoais, na l\u00f3gica pessoa-coisa os indiv\u00edduos n\u00e3o podem criar rela\u00e7\u00f5es at\u00edpicas e devem se curvar para as esp\u00e9cies existentes. A essas modalidades de rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas damos o nome de <em>direitos reais<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas a lei pode inovar nos direitos reais. No caso do Direito brasileiro, \u00e9 o <strong>artigo 1.225 do <\/strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>C\u00f3digo Civil<\/strong><\/a><strong> que determina quais s\u00e3o os direitos reais.<\/strong> N\u00e3o vamos nos aprofundar em cada um deles neste momento, contudo, a t\u00edtulo de conhecimento, s\u00e3o eles:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A propriedade;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A superf\u00edcie;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>As servid\u00f5es;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>O usufruto;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>O uso;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A habita\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>O direito do promitente comprador do im\u00f3vel;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>O penhor;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A hipoteca;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A anticrese;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A concess\u00e3o de uso especial para fins de moradia;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A concess\u00e3o de direito real de uso;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>A laje.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Outra <strong>caracter\u00edstica marcante da l\u00f3gica pessoa-coisa \u00e9 sua efic\u00e1cia <\/strong><strong><em>erga omnes<\/em><\/strong>. Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 efic\u00e1cia <em>inter partes,<\/em> visto acima, os direitos reais possuem efeitos a todas as pessoas, ou seja, a partir do momento em que se registra a propriedade de um im\u00f3vel, apenas o propriet\u00e1rio poder\u00e1 exercer o direito \u2013 ningu\u00e9m mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No evento do registro, todos os sujeitos existentes s\u00e3o tacitamente vinculados a essa rela\u00e7\u00e3o como \u201cn\u00e3o propriet\u00e1rios\u201d \u2013 ainda que n\u00e3o saibam disso. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o marcada pela exclus\u00e3o dos demais, por\u00e9m ainda vinculante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>terceiro elemento dos direitos reais opera sobre a esfera da responsabilidade<\/strong>. Havendo qualquer irregularidade no registro ou na opera\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, a d\u00edvida ir\u00e1 recair sobre a pr\u00f3pria coisa, independentemente das partes envolvidas na rela\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, a coisa responde.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo disso \u00e9 o caso da d\u00edvida de IPTU \u2013 o imposto sobre propriedade territorial urbana: embora seja dever do propriet\u00e1rio recolher o tributo anualmente, caso n\u00e3o o fa\u00e7a, o d\u00e9bito ficar\u00e1 vinculado ao im\u00f3vel e quem vier a adquiri-lo no futuro se tornar\u00e1 o novo respons\u00e1vel pelo pagamento. Ali\u00e1s, essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito comum no mercado imobili\u00e1rio e o bom corretor deve estar atento a todo o passivo envolvido antes de iniciar as intermedia\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, temos que os <strong>direitos reais s\u00e3o permanentes<\/strong>. Foram feitos para a posteridade e n\u00e3o podem ser desfeitos sen\u00e3o por decis\u00e3o judicial que determine a nulidade da opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, as transa\u00e7\u00f5es envolvendo os direitos reais marcam o bem e ficam nele registradas. Isso pode ser percebido ao investigarmos uma matr\u00edcula imobili\u00e1ria \u2013 o principal documento de um bem de raiz. Ali estar\u00e1 todo o hist\u00f3rico de transa\u00e7\u00f5es, desde o propriet\u00e1rio inicial, eventuais usufrutos constitu\u00eddos, servidores, desmembramento e assim por diante.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/o-que-direito-das-coisas.jpg\" alt=\"Entenda o que \u00e9 direito das coisas\" class=\"wp-image-25585\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/o-que-direito-das-coisas.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/o-que-direito-das-coisas-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/o-que-direito-das-coisas-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/o-que-direito-das-coisas-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja o que \u00e9 direito das coisas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Resumidamente, as caracter\u00edsticas dos bens im\u00f3veis s\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Publicidade;<\/li>\n\n\n\n<li>Tipicidade disposta em lei;<\/li>\n\n\n\n<li>Efic\u00e1cia <em>erga omnes<\/em>;<\/li>\n\n\n\n<li>Responsabilidade sobre a coisa;<\/li>\n\n\n\n<li>Perenidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para fechar este cap\u00edtulo, importa apresentar a tabela did\u00e1tica desenvolvida pelo jurista Fl\u00e1vio Tartuce. Veja:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Direitos pessoais<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Direitos reais<\/strong><\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre uma pessoa (sujeito ativo \u2013 credor) e outra (sujeito passivo \u2013 devedor).<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre uma pessoa (sujeito ativo) e uma coisa. O sujeito passivo n\u00e3o \u00e9 determinado, mas \u00e9 toda a coletividade<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Princ\u00edpio da autonomia privada (liberdade).<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Princ\u00edpio da publicidade (tradi\u00e7\u00e3o e registro)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Efeitos <em>inter partes<\/em>. H\u00e1 uma tend\u00eancia de amplia\u00e7\u00e3o de efeitos.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Efeitos <em>erga omnes<\/em>. Os efeitos podem ser restringidos.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Rol exemplificativo (numerus apertus). Art. 425 do CC \u2013 cria\u00e7\u00e3o de contratos at\u00edpicos.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Rol taxativo (numerus clausus), segundo a vis\u00e3o cl\u00e1ssica \u2013 art. 1.225 do CC<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Os bens do devedor respondem (princ\u00edpio da responsabilidade patrimonial)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">A coisa responde (direito de sequela)&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Car\u00e1ter transit\u00f3rio.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Car\u00e1ter permanente.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Instituto t\u00edpico: contrato.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Instituto t\u00edpico: propriedade.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><figcaption class=\"wp-element-caption\">TARTUCE, Fl\u00e1vio. <strong>Direito Civil:<\/strong> Direito das Coisas (vol. 4). S\u00e3o Paulo:\u00a0 Saraiva, 2016, p. 30.\u00a0 <strong>\u00a0<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os tipos de bens?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma vez compreendido o regime jur\u00eddico geral que regula a rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas e as coisas, podemos classificar esses bens a partir de determinadas caracter\u00edsticas. Em regra, a doutrina divide os bens da seguinte maneira:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bens M\u00f3veis e Im\u00f3veis:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Os bens m\u00f3veis s\u00e3o aqueles que <strong>podem ser transportados por movimento pr\u00f3prio ou por for\u00e7a externa<\/strong>, como carros, m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos. J\u00e1 os bens im\u00f3veis s\u00e3o aqueles fixos, como terrenos, casas e apartamentos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bens Corp\u00f3reos e Incorp\u00f3reos:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Bens corp\u00f3reos s\u00e3o aqueles que <strong>t\u00eam exist\u00eancia f\u00edsica<\/strong>, como um livro, enquanto os incorp\u00f3reos s\u00e3o bens sem materialidade, como direitos autorais e patentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bens Fung\u00edveis e Infung\u00edveis:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Bens fung\u00edveis s\u00e3o aqueles que <strong>podem ser substitu\u00eddos por outros da mesma esp\u00e9cie<\/strong>, qualidade e quantidade, como dinheiro e gr\u00e3os. Bens infung\u00edveis, por outro lado, s\u00e3o \u00fanicos, como obras de arte.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bens Divis\u00edveis e Indivis\u00edveis:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Bens divis\u00edveis <strong>podem ser fracionados sem perder sua utilidade<\/strong>, como um terreno. Bens indivis\u00edveis, como um animal de estima\u00e7\u00e3o, perdem sua utilidade se divididos.<\/p>\n\n\n\n<p>Da classifica\u00e7\u00e3o acima proposta, entendemos que aquela que apresenta maior pertin\u00eancia na pr\u00e1tica forense seja a divis\u00e3o entre bens m\u00f3veis e im\u00f3veis, sobretudo no que tange \u00e0 forma de transfer\u00eancia de propriedade desses bens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como ensina Paulo L\u00f4bo, no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, o <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/contrato-de-compra-e-venda\/\">contrato de compra e venda<\/a> (ou de doa\u00e7\u00e3o, ou de permuta), por si s\u00f3, n\u00e3o transfere o bem de uma pessoa a outra, mas apenas estipula as obriga\u00e7\u00f5es de cada parte e o modo pelo qual se dar\u00e1 a transfer\u00eancia.<strong> <\/strong>A realiza\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o, por sua vez, \u00e9 um ato isolado e varia de acordo com a natureza do bem, se m\u00f3vel ou im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos bens m\u00f3veis, a quest\u00e3o \u00e9 mais simples: a transmiss\u00e3o ocorre na tradi\u00e7\u00e3o \u2013 do latim <em>traditio<\/em>, que significa \u201centregar\u201d. Isto \u00e9, quando o vendedor (ou doador etc.) entrega a coisa para o novo adquirente, simplesmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos atos cotidianos, \u00e9 comum que os contratos de compra e venda de bens m\u00f3veis sejam realizados de maneira informal e com a transmiss\u00e3o simult\u00e2nea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que acontece quando compramos um p\u00e3o em uma padaria qualquer: o padeiro informa o pre\u00e7o, n\u00f3s aceitamos, fazemos o pagamento e, de imediato, entrega-se o p\u00e3o. Em quest\u00e3o de poucos segundos, foi firmado um contrato de compra e venda que j\u00e1 se realizou com a entrega do objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras situa\u00e7\u00f5es podem ser mais complexas, mas n\u00e3o alteram a regra da tradi\u00e7\u00e3o. Vejamos a compra de um autom\u00f3vel. Usualmente, o vendedor estipula uma s\u00e9rie de obriga\u00e7\u00f5es para que o comprador receba o ve\u00edculo, tais como, a informa\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os de tr\u00e2nsito, a realiza\u00e7\u00e3o das averba\u00e7\u00f5es nos documentos do carro, entre outras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 muito comum que se pense que o autom\u00f3vel apenas troca de titular com o registro no departamento de tr\u00e2nsito. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>As averba\u00e7\u00f5es nas autoridades policiais possuem efeitos t\u00e3o somente para o Poder P\u00fablico, que ir\u00e1 alterar o contribuinte tribut\u00e1rio, a cobran\u00e7a de fiscaliza\u00e7\u00e3o e dar\u00e1 seguran\u00e7a para a transmiss\u00e3o. Contudo, juridicamente, a transmiss\u00e3o da propriedade se d\u00e1 na entrega das chaves do ve\u00edculo, do vendedor ao comprador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente da transmiss\u00e3o de bens m\u00f3veis, que ocorre de modo privado e com a simples entrega, a transfer\u00eancia de bens im\u00f3veis possui uma formalidade acentuada e complexa. Bem por isso, comprador e vendedor devem estar acompanhados de um excelente profissional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos <strong>termos do artigo 108 do C\u00f3digo Civil<\/strong>, os contratos que visem \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancia, modifica\u00e7\u00e3o ou ren\u00fancia de direito reais sobre im\u00f3veis de valor superior a trinta vezes o maior sal\u00e1rio-m\u00ednimo vigente no pa\u00eds<strong> devem ser feitos por escritura p\u00fablica<\/strong><em>.<\/em> Isso significa que apenas a escritura realizada em cart\u00f3rio produz validade para iniciar uma opera\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a complexa realidade brasileira, marcada pela desigualdade social e regional, tornou-se costume que muitos im\u00f3veis fossem negociados informalmente, contando apenas com documento particular assinado entre as partes. Esse instrumento levou o nome coloquial de \u201ccontrato de gaveta&#8221;, termo que indica com precis\u00e3o a sua din\u00e2mica: as partes assinam e o guardam na c\u00f4moda do dormit\u00f3rio, sem lev\u00e1-lo a conhecimento p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Referido \u201ccontrato de gaveta\u201d n\u00e3o possui validade jur\u00eddica para dar causa \u00e0 transfer\u00eancia da propriedade imobili\u00e1ria. Por\u00e9m, n\u00e3o se pode ignorar que a grande massa populacional n\u00e3o possui recursos para optar pela formalidade de pronto e a urg\u00eancia da moradia n\u00e3o pode esperar que as partes regularizem sua situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, criou-se o instituto da \u201cpromessa de compra e venda\u201d, uma modalidade de contrato privada, que n\u00e3o d\u00e1 in\u00edcio ao processo de transfer\u00eancia, mas cria obriga\u00e7\u00f5es para cada uma das partes (vendedor e comprador) de agir a fim de viabilizar, no futuro, a transfer\u00eancia formalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa esp\u00e9cie de rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 comum que o comprador negocie o pagamento parcelado do im\u00f3vel e se obrigue a pagar o pre\u00e7o no tempo estipulado. Por sua vez, o vendedor entrega a posse de imediato ao comprador e se obriga a formalizar a transmiss\u00e3o no cart\u00f3rio ap\u00f3s o pagamento integral. A vantagem ao vendedor \u00e9 que, caso o comprador descumpra os pagamentos, o im\u00f3vel continua ileso em sua propriedade registral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a escritura p\u00fablica \u00e9 apenas o in\u00edcio do processo de transmiss\u00e3o. Na realidade, a escritura \u00e9 apenas o t\u00edtulo com validade jur\u00eddica que d\u00e1 causa \u00e0 transmiss\u00e3o, ou seja, que justifica a forma pela qual o bem im\u00f3vel est\u00e1 circulando de uma pessoa a outra. Ap\u00f3s a lavratura da escritura no tabelionato (tamb\u00e9m chamado de cart\u00f3rio de notas) \u00e9 preciso que o comprador a encaminhe ao registrador (tamb\u00e9m chamado de cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis), para que a transmiss\u00e3o seja apontada na matr\u00edcula imobili\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa sistem\u00e1tica est\u00e1 descrita no artigo 1.245 e seguintes do C\u00f3digo Civil<\/strong>. Segundo a norma jur\u00eddica, os bens im\u00f3veis entre vivos s\u00e3o transferidos mediante t\u00edtulo translativo (escritura) no Registro de Im\u00f3veis. Dessa forma, enquanto o t\u00edtulo n\u00e3o for registrado, o alienante (vendedor\/doador) permanece como dono do im\u00f3vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia, usualmente ignorada, de se proceder com o registro da transfer\u00eancia t\u00e3o logo seja firmada a escritura. In\u00fameros conflitos envolvendo patrim\u00f4nio imobili\u00e1rio s\u00e3o experimentados porque as partes se d\u00e3o por satisfeitas com a escritura da transa\u00e7\u00e3o e, por displic\u00eancia, deixam de formalizar a altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_c7d0c094cb06beeab1981129cadc86ac.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_c7d0c094cb06beeab1981129cadc86ac .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_c7d0c094cb06beeab1981129cadc86ac .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_c7d0c094cb06beeab1981129cadc86ac .anuncio-text-container {\n   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sua advocacia com o Astrea<\/h3>\n            <div class=\"text\" >Tenha tempo para focar no crescimento do seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/?utm_source=blog&#038;utm_medium=adpost&#038;utm_campaign=campanha-marca-2026\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Posse:<\/h2>\n\n\n\n<p>No\u00e7\u00e3o absolutamente pertinente ao direito das coisas \u00e9 a posse. <strong>Nos termos do art. 1.196, tem a posse sobre um bem aquele que exercer algum dos poderes inerentes \u00e0 propriedade.<\/strong> Isto \u00e9, o possuidor \u00e9 aquele que usa, explora ou defende um bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A posse \u00e9, essencialmente, uma exterioriza\u00e7\u00e3o da propriedade, mas n\u00e3o se confunde com esta. Segundo o entendimento cl\u00e1ssico de Ihering, a posse \u00e9 protegida juridicamente n\u00e3o apenas por ser um antecedente da propriedade, mas por sua fun\u00e7\u00e3o social, resguardando a rela\u00e7\u00e3o da pessoa com o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A tutela jur\u00eddica da posse, por\u00e9m, varia a depender de sua classifica\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, diz-se que a posse justa \u00e9 aquela adquirida sem viol\u00eancia, clandestinidade ou com abuso de confian\u00e7a, respeitando os preceitos legais. A posse injusta \u00e9 marcada pela presen\u00e7a de um destes v\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a posse pode ser de boa-f\u00e9, ou de m\u00e1-f\u00e9. A posse de boa-f\u00e9 \u00e9 aquela em que o possuidor acredita ser o leg\u00edtimo detentor do bem, enquanto a de m\u00e1-f\u00e9 ocorre quando o possuidor tem ci\u00eancia de que n\u00e3o det\u00e9m o direito sobre o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas a posse justa induz a tutela jur\u00eddica e habilita o exerc\u00edcio das a\u00e7\u00f5es possess\u00f3rias de manuten\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o de posse, al\u00e9m de possibilitar a aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade por meio de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/usucapiao\/\">usucapi\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a posse de boa-f\u00e9 habilita o possuidor a receber pelos frutos decorrentes da explora\u00e7\u00e3o da propriedade e a ser indenizado pelas benfeitorias \u00fateis e necess\u00e1rias realizadas no bem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o:<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao longo desta discuss\u00e3o, observamos que o<strong> Direito das Coisas \u00e9 uma esp\u00e9cie de regime jur\u00eddico distinto do restante do C\u00f3digo Civil<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o primeiro regime regula a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e coisas, o regime de direito pessoal regula as rela\u00e7\u00f5es das pessoas entre si.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta compreens\u00e3o justifica porque o Direito das Coisas \u00e9 marcado pelos elementos da publicidade, perman\u00eancia, efeitos <em>erga omnes<\/em> e taxatividade de direitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, apresentam um panorama de como os indiv\u00edduos e a sociedade interagem com os bens, sejam eles m\u00f3veis ou im\u00f3veis, corp\u00f3reos ou incorp\u00f3reos, com destaque \u00e0 forma de transfer\u00eancia da propriedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, identificamos o instituto da posse, conceito din\u00e2mico e multifacetado, essencial para a compreens\u00e3o das disputas relacionadas a propriedades e ao exerc\u00edcio de direitos sobre bens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou deste texto e deseja seguir a leitura em temas sobre direito e advocacia, vale a pena conferir os seguintes materiais:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/acao-de-prestacao-de-contas\/\">Confira como funciona a a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas&nbsp;<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/aposentadoria-do-professor\/\">Entenda o que mudou na aposentadoria do professor<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/permuta-de-imoveis\/\">Descubra o que \u00e9 e como funciona a permuta de im\u00f3veis!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/fusoes-e-aquisicoes\/\">Entenda o que s\u00e3o e como funcionam as fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Este conte\u00fado foi \u00fatil pra voc\u00ea? Conta aqui nos coment\u00e1rios \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; *\/\r\n    }\r\n    .news-post p {\r\n      font-size: 1rem;\r\n      text-align: left;\r\n      max-width: 400px;\r\n    }\r\n    .news-post .boxes {\r\n      display: flex;\r\n      align-items: flex-start;\r\n    }\r\n    .news-post button {\r\n      margin: 0 0 0 1rem;\r\n      width: 100%;\r\n      max-width: 170px;\r\n      min-width: auto;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post button:hover {\r\n      opacity: 0.9;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad {\r\n      padding: 1.125rem;\r\n      font-size:1rem;\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad svg {\r\n      margin-right: 10px;\r\n    }\r\n  }\r\n<\/style>\r\n\r\n<div class=\"news-post\">\r\n  <div class=\"title news-ad-title\">Gostou do artigo e quer evoluir a sua advocacia?<\/div>\r\n  <p class=\"news-ad-subtitle\">Assine gr\u00e1tis a Aurum News e receba uma dose semanal de conte\u00fado no seu e-mail! \u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O direito das coisas \u00e9 o regime jur\u00eddico que regula a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e coisas. Diferencia-se do direito das obriga\u00e7\u00f5es, que rege a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas.&nbsp; O C\u00f3digo Civil de 2002 procurou, ao longo de seus cap\u00edtulos e se\u00e7\u00f5es, regular as m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es que um indiv\u00edduo celebra e mant\u00e9m ao longo de sua vida.&nbsp;&nbsp; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":66,"featured_media":25587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-25584","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-civil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25584"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25590,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25584\/revisions\/25590"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}