{"id":18400,"date":"2023-05-03T21:28:18","date_gmt":"2023-05-04T00:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=18400"},"modified":"2025-08-20T16:18:29","modified_gmt":"2025-08-20T19:18:29","slug":"uniao-estavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/uniao-estavel\/","title":{"rendered":"O que voc\u00ea precisa saber sobre uni\u00e3o est\u00e1vel [+Modelo]"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><br>A <strong>uni\u00e3o est\u00e1vel<\/strong> \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o amorosa entre duas pessoas, n\u00e3o adulterina e n\u00e3o incestuosa, com estabilidade e durabilidade, vivendo ou n\u00e3o sob o mesmo teto, sendo um n\u00facleo familiar, sem o v\u00ednculo do casamento civil.&nbsp;<\/pre>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"O que \u00e9 uni\u00e3o est\u00e1vel?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"Em termos jur\u00eddicos, n\u00e3o temos um conceito r\u00edgido para caracterizar a uni\u00e3o est\u00e1vel, mas dizemos que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o amorosa entre duas pessoas, n\u00e3o incestuosa, com estabilidade e durabilidade, vivendo ou n\u00e3o sob o mesmo teto, que visa constituir um n\u00facleo familiar, sem o v\u00ednculo do casamento civil.\"\n    }\n  },{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"Quanto tempo qualifica uma uni\u00e3o est\u00e1vel?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"N\u00e3o temos em nossa legisla\u00e7\u00e3o um prazo m\u00ednimo para a caracteriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel, tanto que a Lei 9.278\/96, que insere o \u00a7 3\u00ba do artigo 226 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o traz um prazo r\u00edgido.\"\n    }\n  },{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"Como desfazer uni\u00e3o est\u00e1vel?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"A dissolu\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel pode ser feita administrativamente via cart\u00f3rio ou na esfera judicial, por meio da a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel. \nA judicial ocorre sempre que envolver filhos menores e na exist\u00eancia de conflito entre o casal, como, por exemplo, na diverg\u00eancia da partilha de bens.\"\n    }\n  }]\n}\n<\/script>\n\n\n\n<p>Todos n\u00f3s j\u00e1 conhecemos algu\u00e9m que j\u00e1 passou por uma hist\u00f3ria assim: voc\u00ea conhece algu\u00e9m, se apaixona, a rela\u00e7\u00e3o vai aprofundando e surge o desejo de morar junto e acabam \u2013 como dizem no popular \u2013 juntando as escovas de dentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que isso \u00e9 uni\u00e3o est\u00e1vel? Como ela se caracteriza? O namoro longo tamb\u00e9m \u00e9 considerado uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo vamos falar sobre os principais t\u00f3picos que voc\u00ea precisa saber sobre a uni\u00e3o est\u00e1vel. Confira!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Em termos jur\u00eddicos, n\u00e3o temos um conceito r\u00edgido para caracterizar a uni\u00e3o est\u00e1vel, mas dizemos que <strong>\u00e9 a rela\u00e7\u00e3o amorosa entre duas pessoas, n\u00e3o incestuosa, com estabilidade e durabilidade, vivendo ou n\u00e3o sob o mesmo teto, que visa constituir um n\u00facleo familiar, sem o v\u00ednculo do casamento civil<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o apareceu a primeira vez na d\u00e9cada de 1960, por Moura Bittencourt quando descreveu o que era concubinato:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Em poucas palavras, concubinato \u00e9 a uni\u00e3o est\u00e1vel no mesmo ou em teto diferente, do homem com a mulher que n\u00e3o s\u00e3o ligados entre si por matrim\u00f4nio<\/em>\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na mesma d\u00e9cada que o Supremo Tribunal Federal publicou duas S\u00famulas que marcariam o tema no Brasil, a saber:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>380 &#8211; Comprovada a exist\u00eancia de sociedade de fato entre os concubinos, \u00e9 cab\u00edvel a sua dissolu\u00e7\u00e3o judicial, com a partilha do patrim\u00f4nio adquirido pelo esfor\u00e7o comum.<br>382 &#8211; A vida em comum sob o mesmo teto, more uxorio, n\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do concubinato.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c0quela \u00e9poca, a uni\u00e3o est\u00e1vel era tratada como concubinato, mas o termo deixou de ser utilizado ao longo do tempo, pois frequentemente era utilizado como sin\u00f4nimo de libertinagem, ligando o nome concubina \u00e0 amante ou a prostituta.<\/p>\n\n\n\n<p>A uni\u00e3o est\u00e1vel, como o pr\u00f3prio nome diz, \u00e9 aquela que traz a estabilidade, o \u00e2nimo de constituir fam\u00edlia, que tem como motiva\u00e7\u00e3o a vontade, o afeto, o partilhar da vida em comum, ainda que n\u00e3o morem no mesmo teto, com uma conviv\u00eancia que perdura no tempo. \u00c9 a rela\u00e7\u00e3o que conta com a lealdade dos parceiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui \u00e9 importante dizer que os parceiros n\u00e3o podem ser familiares, como pais, av\u00f3s e bisav\u00f3s e seus descendentes, filhos, netos e bisnetos e entre irm\u00e3os, porque nesse caso seria caracterizado como uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o incestuosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, a uni\u00e3o est\u00e1vel \u00e9 prevista no \u00a7 3\u00ba do artigo 226, que diz:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado.<br>\u00a7 3\u00ba Para efeito da prote\u00e7\u00e3o do Estado, \u00e9 reconhecida a uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua convers\u00e3o em casamento<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Podemos observar no texto legal a exig\u00eancia da dualidade de sexo, havendo reconhecimento da uni\u00e3o est\u00e1vel entre homem e mulher como entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, equiparou as rela\u00e7\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo \u00e0s uni\u00f5es est\u00e1veis entre homens e mulheres, reconhecendo a uni\u00e3o homoafetiva igualmente como entidade familiar, caso queira ver a decis\u00e3o, ela foi tomada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (<a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/adpf\/\">ADPF<\/a>) 132.<\/p>\n\n\n\n<p>O nosso <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo Civil<\/a>, no artigo 1.723 apresenta um conceito mais aberto de uni\u00e3o est\u00e1vel:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>\u00c9 reconhecida como entidade familiar a uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher, configurada na conviv\u00eancia p\u00fablica, cont\u00ednua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/o-que-e-uniao-estavel.jpg\" alt=\"Saiba o que \u00e9 uni\u00e3o est\u00e1vel\" class=\"wp-image-18402\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/o-que-e-uniao-estavel.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/o-que-e-uniao-estavel-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/o-que-e-uniao-estavel-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/o-que-e-uniao-estavel-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja o que \u00e9 uni\u00e3o est\u00e1vel<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre uni\u00e3o est\u00e1vel e casamento?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Dentre as principais diferen\u00e7as da uni\u00e3o est\u00e1vel e o casamento est\u00e1 a <strong>formaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>casamento \u00e9 ato formal,<\/strong> solene, realizado mediante uma autoridade competente. \u00c9 importante dizer que<strong> na uni\u00e3o est\u00e1vel, n\u00e3o h\u00e1 um estado civil espec\u00edfico<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, na uni\u00e3o est\u00e1vel, n\u00e3o ocorre a presun\u00e7\u00e3o de paternidade como no casamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/pacto-antenupcial\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: O que \u00e9 pacto antenupcial, como fazer, tipos e atua\u00e7\u00e3o do advogado&nbsp;<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 necess\u00e1rio para comprovar uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel se d\u00e1 por elementos subjetivos que s\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Vontade de constituir uma fam\u00edlia;<\/li>\n\n\n\n<li>Vontade de estar com a pessoa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>E por elementos objetivos que podem ser vistos pela conviv\u00eancia que perdura no tempo de forma cont\u00ednua. Assim, s\u00e3o <strong>elementos que caracterizam a uni\u00e3o est\u00e1vel:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Durabilidade da rela\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Lealdade;<\/li>\n\n\n\n<li>Comunh\u00e3o de vida;<\/li>\n\n\n\n<li>Constru\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio em comum;<\/li>\n\n\n\n<li>Coabita\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Notoriedade;<\/li>\n\n\n\n<li>Exist\u00eancia de filhos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Sobre a coabita\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante destacar que esse n\u00e3o \u00e9<strong> <\/strong>indispens\u00e1vel para caracterizar a uni\u00e3o est\u00e1vel, isso desde a \u00e9poca de 1960, pois existem casais que optam por residir em casas separadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia tem se manifestado no sentido de que as rela\u00e7\u00f5es sejam regulares, habituais e conhecidas, ainda que conhecidas por um pequeno grupo de pessoas \u00edntimas na rela\u00e7\u00e3o de ambos, pois a notoriedade \u00e9 outro ponto que vem perdendo a import\u00e2ncia, j\u00e1 que existem at\u00e9 mesmo rela\u00e7\u00f5es clandestinas que possuem o aut\u00eantico n\u00facleo familiar e poderiam ser caracterizadas como uni\u00e3o est\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E, nesse sentido, a infidelidade n\u00e3o tem o cond\u00e3o, por si s\u00f3, de descaracterizar a uni\u00e3o est\u00e1vel, por essa raz\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo Civil de 2002<\/a> elimina a palavra fidelidade, substituindo-a por lealdade, que traz uma ideia mais ampla que n\u00e3o se restringe apenas a quest\u00e3o sexual da trai\u00e7\u00e3o, ligando-se a vontade de preservar a rela\u00e7\u00e3o conjugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Um requisito importante, por\u00e9m n\u00e3o essencial, \u00e9 a depend\u00eancia econ\u00f4mica, quando um sustenta ao outro, mas isso n\u00e3o \u00e9 taxativo, pois alguns casais s\u00e3o independentes um do outro financeiramente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a exist\u00eancia de filhos, embora seja um fator importante, n\u00e3o \u00e9 determinante para a caracteriza\u00e7\u00e3o, pois alguns casais optam por n\u00e3o ter filhos ou s\u00e3o impossibilitados de t\u00ea-los.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quanto tempo qualifica uma uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o temos em nossa legisla\u00e7\u00e3o um prazo m\u00ednimo para a caracteriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel<\/strong>, tanto que a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9278.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 9.278\/96<\/a>, que insere o \u00a7 3\u00ba do artigo 226 da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cf-88\/\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, n\u00e3o traz um prazo r\u00edgido.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muito tempo, havia se estabelecido por conven\u00e7\u00e3o um prazo de 5 anos para o reconhecimento da uni\u00e3o est\u00e1vel, embasando-se pela regra da lei que regulava os casos de dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade conjugal e do casamento n\u00ba 6.515\/77, vigente antes das altera\u00e7\u00f5es em nossa Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s isso, foi embasada tamb\u00e9m pela <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8971.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 8.971\/94<\/a>, que estabelecia em seu&nbsp; \u00a7 1\u00ba&nbsp; o prazo de cinco anos. Tamb\u00e9m embasou esse prazo as normas da Previd\u00eancia Social, que sempre referenciou o prazo de cinco anos para caracteriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, tendo sido revogado esse prazo com a Lei 9.278\/96, uma uni\u00e3o est\u00e1vel pode ser caracterizada em prazo menor, tanto que<strong> o casal pode reconhecer a uni\u00e3o perante o cart\u00f3rio<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que importar\u00e1 realmente \u00e9 a soma dos elementos descritos acima, a inten\u00e7\u00e3o de constituir fam\u00edlia, projetos de vida em comum e todos que representem um n\u00facleo familiar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/outorga-uxoria\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: O que os advogados precisam saber sobre outorga ux\u00f3ria<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os tipos de uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Temos a <strong>uni\u00e3o est\u00e1vel de fato<\/strong>, aquela em que o casal preenche todos os requisitos de uni\u00e3o est\u00e1vel, mas formalizaram a uni\u00e3o, seja por meio de escritura ou contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m existe a <strong>uni\u00e3o est\u00e1vel de direito<\/strong>, quando formalizada por uma escritura ou contrato e que tem reconhecimento no mundo jur\u00eddico. O casal pode comparecer ao cart\u00f3rio de notas para formalizar a uni\u00e3o est\u00e1vel mediante escritura p\u00fablica declarat\u00f3ria de uni\u00e3o est\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como fazer uma uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Para a formaliza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel <strong>\u00e9 necess\u00e1rio comparecer ao cart\u00f3rio de notas com os documentos pessoais<\/strong>, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio a presen\u00e7a de testemunhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cart\u00f3rio lavrar\u00e1 uma escritura p\u00fablica, formalizando a uni\u00e3o est\u00e1vel. Nessa escritura, pode-se fixar a data que a uni\u00e3o est\u00e1vel se iniciou, ainda que de forma retroativa, bem como o regime de bens que o casal elege.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o houver elei\u00e7\u00e3o do regime de bens, o que passa a valer \u00e9 o da comunh\u00e3o parcial de bens.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como desfazer uni\u00e3o est\u00e1vel?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A dissolu\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel <strong>pode ser feita administrativamente via cart\u00f3rio ou na esfera judicial, por meio da a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A judicial ocorre sempre que envolver filhos menores e na exist\u00eancia de conflito entre o casal, como, por exemplo, na diverg\u00eancia da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/partilha-de-bens\/\">partilha de bens<\/a>.<\/p>\n\n\n<style>\r\n  .anuncios-post-modelo-peticao {\r\n    display: flex;\r\n    gap: 24px;\r\n    justify-content: space-between;\r\n    align-items: center;\r\n    border-radius: 16px;\r\n    border: none;\r\n    background: #D5DAFF;\r\n    padding: 24px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n    max-width: 640px;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-modelo-peticao .adpost-modelo-peticao-image {\r\n    margin: auto;\r\n    width: 219px;\r\n    min-width: 207px;\r\n    height: 217px;\r\n    aspect-ratio: 219.01\/217.09;\r\n    border-radius: 16px;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post .anuncios-post-modelo-peticao .adpost-modelo-peticao-image img {\r\n    height: 100%;\r\n    border-radius: 16px;\r\n    aspect-ratio: 219.01\/217.09;\r\n    margin: auto;\r\n  }\r\n\r\n  .anuncios-post-modelo-peticao .textos {\r\n    display: flex;\r\n    flex-direction: column;\r\n    gap: 16px;\r\n  }\r\n\r\n  .anuncios-post-modelo-peticao .adpost-content {\r\n    display: flex;\r\n    flex-direction: column;\r\n    gap: 32px;\r\n  }\r\n\r\n  .anuncios-post-modelo-peticao .subtext {\r\n    display: block;\r\n  }\r\n\r\n  #s-post main article .content .anuncios-post-modelo-peticao .img-destaque {\r\n    object-fit: cover;\r\n    width: 180px;\r\n    margin: 0;\r\n  }\r\n\r\n  .anuncios-post-modelo-peticao .title {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: 21px;\r\n    line-height: 120%;\r\n    color: #000000;\r\n  }\r\n  .anuncios-post-modelo-peticao .subtext {\r\n    display: block;\r\n    font-weight: 400;\r\n    font-size: 14px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #272727;\r\n    text-align: left;\r\n  }\r\n  #s-post main article .content .anuncios-post-modelo-peticao .botao {\r\n    \/* background: #004773; 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Existem namoros longos que nunca se transformar\u00e3o numa entidade familiar, n\u00e3o tem o <em>animus familiae<\/em>, que \u00e9 o objetivo conjunto de construir uma fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O namoro por si s\u00f3, n\u00e3o caracteriza uma entidade familiar, j\u00e1 que n\u00e3o tem um prazo fixo de dura\u00e7\u00e3o e a continuidade do relacionamento faz parte da autonomia privada. Ali\u00e1s, namorados podem at\u00e9 morar juntos sem que isso se caracterize uma uni\u00e3o est\u00e1vel, nascendo na jurisprud\u00eancia a distin\u00e7\u00e3o entre uni\u00e3o est\u00e1vel e namoro qualificado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, citamos uma decis\u00e3o do STJ que n\u00e3o reconheceu uma uni\u00e3o est\u00e1vel de um caso em que o namorado mudou-se para o exterior ao aceitar uma oferta de trabalho e, em seguida, a namorada foi morar com ele no mesmo im\u00f3vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No exterior, ficaram noivos e, nesse per\u00edodo, ele comprou um apartamento no Brasil, para que servisse de moradia quando retornassem e se casassem. Dois anos depois, casaram-se em comunh\u00e3o parcial de bens, separando-se ap\u00f3s dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ex-esposa requereu o reconhecimento da uni\u00e3o est\u00e1vel no per\u00edodo em que estavam no exterior, alegando que n\u00e3o era apenas um namoro, pedindo a partilha do apartamento comprado pelo ex-marido e o pagamento de aluguel no per\u00edodo em que ele residiu sozinho no apartamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a que foi procedente em primeira inst\u00e2ncia foi reformada em segunda inst\u00e2ncia com vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, ensejando embargos infringentes da ex-esposa, que obteve 1\/3 do apartamento, motivando o recurso do ex-marido ao STJ que reformou a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Bellizze, divergiu do entendimento da corte estadual, afirmando que houve o namoro qualificado, pois eles projetaram a constitui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia para o futuro e n\u00e3o no presente, quando moraram juntos porque estavam no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro afirmou que \u201ca forma\u00e7\u00e3o do n\u00facleo familiar \u2013 em que h\u00e1 o \u201ccompartilhamento de vidas, com irrestrito apoio moral e material\u201d \u2013 tem de ser concretizada, n\u00e3o somente planejada, para que se configure a uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmou o ministro no voto:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Tampouco a coabita\u00e7\u00e3o evidencia a constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, visto que as partes, por conting\u00eancias e interesses particulares (ele, a trabalho; ela, por estudo), foram, em momentos distintos, para o exterior e, como namorados que eram, n\u00e3o hesitaram em residir conjuntamente\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Logo, apenas morar junto pode n\u00e3o caracterizar a uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Prescri\u00e7\u00e3o \u2013 Prazo para a\u00e7\u00e3o de reconhecimento retroativo da uni\u00e3o est\u00e1vel<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 atualmente manifesta\u00e7\u00e3o expressa quanto ao prazo prescricional para o reconhecimento retroativo da uni\u00e3o est\u00e1vel, contudo, a jurisprud\u00eancia aplica a regra geral dos prazos prescricionais, com base no artigo 205 do C\u00f3digo Civil, a saber: 10 anos, com marco inicial na data da dissolu\u00e7\u00e3o da&nbsp;uni\u00e3o&nbsp;est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a uni\u00e3o est\u00e1vel se caracteriza antes da entrada do C\u00f3digo Civil, respeita-se o art 2.028 do mesmo livro, que trata das Disposi\u00e7\u00f5es Finais e Transit\u00f3rias aduzindo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Ser\u00e3o os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este C\u00f3digo, e se, na data de sua entrada em vigor, j\u00e1 houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada<\/em>\u201d.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesse sentido:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL N\u00ba 722.750 &#8211; SC (2015\/0132424-4) RELATORA : MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI AGRAVANTE : S P ADVOGADO : LUCAS ADERBAL FORTUNA RODRIGUES AGRAVADO : J R ADVOGADO : J\u00daLIO C\u00c9SAR FELISBERTO DECIS\u00c3O Trata-se de agravo contra decis\u00e3o que negou seguimento a recurso especial com fundamento no art.&nbsp;105,&nbsp;III, al\u00ednea&nbsp;a, da&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em face de ac\u00f3rd\u00e3o assim ementado (fl. 136): DIREITO CIVIL &#8211; FAM\u00cdLIA &#8211; DISSOLU\u00c7\u00c3O DE&nbsp;UNI\u00c3O&nbsp;EST\u00c1VEL&nbsp;C\/C PARTILHA DE BENS &#8211; PROCED\u00caNCIA EM PRIMEIRO GRAU &#8211; RECURSO DA R\u00c9 &#8211;&nbsp;1.&nbsp;PRESCRI\u00c7\u00c3O&nbsp;DA PRETENS\u00c3O \u00c0 PARTILHA DE BENS &#8211; TERMO INICIAL DO PRAZO &#8211; DATA DA SEPARA\u00c7\u00c3O DE FATO &#8211; AFASTAMENTO &#8211; ART.&nbsp;2.028&nbsp;DO&nbsp;CC\/2002&nbsp;&#8211; DATA DA ENTRADA EM VIGOR DO&nbsp;NOVO C\u00d3DIGO CIVIL&nbsp;&#8211; 2. EXCLUS\u00c3O DO IM\u00d3VEL DA PARTILHA &#8211; DOA\u00c7\u00c3O PELO EX-CONSORTE &#8211; INCOMPROVA\u00c7\u00c3O &#8211; BEM ADQUIRIDO NA CONST\u00c2NCIA DA&nbsp;UNI\u00c3O&nbsp;&#8211; PARTILHA DEVIDA &#8211; PROVIMENTO NEGADO. 1. O termo inicial do prazo prescricional de 10 anos previsto pelo art.&nbsp;205&nbsp;do&nbsp;CC&nbsp;\u00e9 a data da entrada em vigor da nova legisla\u00e7\u00e3o, conforme regra de transi\u00e7\u00e3o prevista pelo art.&nbsp;2.028&nbsp;do&nbsp;CC\/2002. 2.&nbsp;Reconhecida a uni\u00e3o est\u00e1vel, partilha-se o im\u00f3vel adquirido por um ou ambos os conviventes durante a const\u00e2ncia da uni\u00e3o. A agravante alega viola\u00e7\u00e3o ao artigo&nbsp;2.028&nbsp;do&nbsp;CC. Sustenta que a dissolu\u00e7\u00e3o da&nbsp;uni\u00e3o&nbsp;est\u00e1vel&nbsp;ocorreu em 1997, n\u00e3o tendo transcorrido metade do prazo prescricional vinten\u00e1rio para a pretens\u00e3o de partilha de bens quando da entrada em vigor do CC\/02. Afirma que aplic\u00e1vel, portanto, o prazo prescricional decenal do art.&nbsp;205&nbsp;do&nbsp;CC, cujo termo inicial \u00e9 a data de dissolu\u00e7\u00e3o da&nbsp;uni\u00e3o&nbsp;est\u00e1vel, de modo que prescrita a pretens\u00e3o do autor. Assim delimitada a controv\u00e9rsia, passo a decidir. Na esp\u00e9cie, o Tribunal de origem concluiu pela n\u00e3o ocorr\u00eancia da&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o, nos seguintes termos (e-STJ fl. 140\/141): A a\u00e7\u00e3o de&nbsp;reconhecimento&nbsp;e dissolu\u00e7\u00e3o de&nbsp;uni\u00e3o&nbsp;est\u00e1vel&nbsp;c\/c partilha de bens reveste-se de natureza pessoal com reflexos patrimoniais, submetendo-se \u00e0 incid\u00eancia da&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o&nbsp;para as a\u00e7\u00f5es pessoais, conforme o seguinte precedente do TJRS (&#8230;). No caso, a&nbsp;uni\u00e3o&nbsp;est\u00e1vel&nbsp;entre as partes foi reconhecida pelo per\u00edodo de 1984 a 1997, isto \u00e9, sob a \u00e9gide do&nbsp;C\u00f3digo Civil de 1916, tendo a presente a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o c\/c partilha sido ajuizada em novembro de 2011, na vig\u00eancia do&nbsp;novo C\u00f3digo Civil&nbsp;de 2002. Tratando-se de fato ocorrido sob a \u00e9gide da lei anterior, o prazo prescricional deve observar a regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art.&nbsp;2.028&nbsp;do&nbsp;CC\/2002, que disp\u00f5e o seguinte: &#8220;Art. 2.028. Ser\u00e3o os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este C\u00f3digo, e se, na data de sua entrada em vigor, j\u00e1 houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada&#8221;. O&nbsp;CC\/1916&nbsp;previa, em seu art.&nbsp;177, o prazo prescricional de 20 anos para a\u00e7\u00f5es de natureza pessoal, in verbis: &#8220;Art.&nbsp;177. As a\u00e7\u00f5es pessoais prescrevem, ordinariamente, em vinte anos, as reais em dez, entre presentes e entre ausentes, em quinze, contados da data em que poderiam ter sido propostas&#8221;. Como o advento do&nbsp;novo C\u00f3digo Civil, o prazo passou a ser regulado pelo art.&nbsp;205&nbsp;do&nbsp;CC\/2002, sendo reduzido para 10 anos: &#8220;Art.&nbsp;205. A&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o&nbsp;ocorre em dez anos, quando a lei n\u00e3o lhe haja fixado prazo menor&#8221;. No caso, portanto, de acordo com a regra de transi\u00e7\u00e3o do art.&nbsp;2.028&nbsp;do&nbsp;CC, cumpre observar que o fim da&nbsp;uni\u00e3o&nbsp;est\u00e1vel&nbsp;ocorreu em 1997 e que, na data da entrada em vigor do&nbsp;novo C\u00f3digo Civil&nbsp;&#8211; 11 de janeiro de 2003 -, havia transcorrido apenas 5 anos, menos da metade do prazo previsto na lei anterior. Em consequ\u00eancia, o prazo aplic\u00e1vel ao caso \u00e9 o de 10 anos previsto no art.&nbsp;205&nbsp;do&nbsp;CC\/2002. Em rela\u00e7\u00e3o ao termo inicial do prazo prescricional de 10 anos, objeto do inconformismo da apelante, o entendimento jurisprudencial predominante e que reputo aplic\u00e1vel ao caso vertente \u00e9 o de que o seu c\u00f4mputo inicia na data da entrada em vigor do novo CC, em 11 de janeiro de 2003, e n\u00e3o na data da separa\u00e7\u00e3o de fato do casal. Com efeito, observo que o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a jurisprud\u00eancia desta Corte Superior no sentido de que havendo redu\u00e7\u00e3o do prazo prescricional e transcorrido menos da metade do tempo estabelecido no&nbsp;C\u00f3digo Civil\/1916, a contagem do prazo reduzido se d\u00e1 por inteiro e tem in\u00edcio a partir da data de entrada em vigor do&nbsp;C\u00f3digo Civil\/2002. A prop\u00f3sito: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. A\u00c7\u00c3O REIVINDICAT\u00d3RIA. USUCAPI\u00c3O. PRAZO PRESCRICIONAL. REGRA DE TRANSI\u00c7\u00c3O. TERMO INICIAL. ENTRADA EM VIGOR NO&nbsp;C\u00d3DIGO CIVIL DE 2002. 1. Havendo redu\u00e7\u00e3o do prazo e transcorrido menos da metade do tempo estabelecido no&nbsp;C\u00f3digo Civil\/1916, o termo inicial da&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o&nbsp;\u00e9 fixado a partir da data de entrada em vigor do&nbsp;C\u00f3digo Civil\/2002. Precedentes. 2. Agravo regimental n\u00e3o provido. (&nbsp;AgRg no REsp 1390539\/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 5\/2\/2015, DJe 12\/2\/2015) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUS\u00caNCIA DE IMPUGNA\u00c7\u00c3O ESPEC\u00cdFICA A FUNDAMENTOS DA DECIS\u00c3O AGRAVADA. INCID\u00caNCIA DA S\u00daMULA&nbsp;182&nbsp;DO STJ. MONIT\u00d3RIA EMBASADA EM CHEQUE PRESCRITO.&nbsp;PRESCRI\u00c7\u00c3O&nbsp;QUINQUENAL. PRECEDENTES. ENTENDIMENTO FIRMADO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL SOB O RITO DOS REPETITIVOS. REGRA DE TRANSI\u00c7\u00c3O (ART.&nbsp;2.028&nbsp;DO&nbsp;C\u00d3DIGO CIVIL DE 2002). APLICA\u00c7\u00c3O DO PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NO ART.&nbsp;206,&nbsp;\u00a7 5\u00ba,&nbsp;I, DO&nbsp;NOVO C\u00d3DIGO CIVIL. TERMO INICIAL.(&#8230;) 3. &#8220;O prazo prescricional em curso, quando diminu\u00eddo pelo&nbsp;novo C\u00f3digo Civil, s\u00f3 sofre a incid\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o a partir da sua entrada em vigor, quando cab\u00edvel (art. 2.028). Nesse caso, a contagem do prazo reduzido se d\u00e1 por inteiro e com marco inicial no dia 11\/01\/2003, em homenagem \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas&#8221; (4\u00aa Turma,&nbsp;REsp 717.457\/PR, Rel. Ministro Cesar Asfor Rocha, DJU de 21.5.2007). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (&nbsp;AgRg no AREsp 576367\/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 19\/5\/2015, DJe 19\/5\/2015) Deve incidir, portanto, a S\u00famula&nbsp;83\/STJ. Em face do exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Bras\u00edlia (DF), 22 de junho de 2015. MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI Relatora<\/p><cite>leia mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como vimos, n\u00e3o h\u00e1 uma receita exata que possa enquadrar quando h\u00e1 uma uni\u00e3o est\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso ver caso a caso, pois os elementos subjetivos s\u00e3o importantes e devem ser analisados atentamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/embargos-de-declaracao\/\">Entenda o que s\u00e3o embargos de declara\u00e7\u00e3o e quais os seus requisitos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/sancao-administrativa\/\">Para que serve e em quais casos se aplica a san\u00e7\u00e3o administrativa?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/incorporacao-imobiliaria\/\">Saiba o que \u00e9 e quais s\u00e3o os tipos de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-de-arrependimento\/\">Direito de arrependimento: o que \u00e9 e como funciona?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-constitucional\/\">Direito Constitucional: conceito, hist\u00f3rico e teorias fundamentais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/homoparentalidade\/\">O que voc\u00ea precisa saber sobre homoparentalidade<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/medidas-protetivas\/\">Entenda como funciona a medida protetiva<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/funcao-social-da-propriedade\/\">Entenda a fun\u00e7\u00e3o da propriedade no Direito Civil<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/adocao\/\">Confira como funciona o processo de ado\u00e7\u00e3o no Brasil<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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