{"id":18083,"date":"2023-04-20T21:29:00","date_gmt":"2023-04-21T00:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=18083"},"modified":"2024-09-25T20:52:25","modified_gmt":"2024-09-25T23:52:25","slug":"direitos-autorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direitos-autorais\/","title":{"rendered":"Direitos autorais: quem \u00e9 dono das produ\u00e7\u00f5es criadas por intelig\u00eancia artificial?"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Os <strong>Direitos Autorais<\/strong> s\u00e3o esp\u00e9cies de direitos do g\u00eanero Propriedade Intelectual. No Brasil, s\u00e3o regulados pela Lei de Direitos Autorais (Lei n\u00ba 9.610\/98). Atualmente, a tutela dos Direitos Autorais tem passado por desafios decorrentes do advento de ferramentas de intelig\u00eancia artificial. Estamos preparados para essa revolu\u00e7\u00e3o?<\/pre>\n\n\n\n<p>Nos bancos universit\u00e1rios somos ensinados que o Direito, sob o aspecto normativo, se debru\u00e7a sobre a realidade (o ser) visando regul\u00e1-la com olhos para o futuro (o dever ser).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, na li\u00e7\u00e3o de Sergio Pinto Martins:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>O Direito \u00e9 fruto da conviv\u00eancia humana.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, diversos acontecimentos desafiaram os juristas. Disrup\u00e7\u00f5es de maior ou menor dimens\u00e3o, ocorridas no passado e que nos trouxeram at\u00e9 aqui, questionaram as regulamenta\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o inexistentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, vivemos um momento hist\u00f3rico que pode muito bem representar mais uma dessas rupturas. A intelig\u00eancia artificial, que at\u00e9 ent\u00e3o parecia mais sa\u00edda de livros ou filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, <strong>j\u00e1 \u00e9 uma realidade e est\u00e1 cada vez mais presente no cotidiano.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quem nunca utilizou ou, ao menos, ouviu falar de ferramentas de intelig\u00eancia artificial como ChatGPT, Midjorney, Synthesia entre outras?<\/p>\n\n\n\n<p>O estado \u00e9 t\u00e3o surpreendente que at\u00e9 Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo e respons\u00e1vel por in\u00fameros avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, assinou, junto com outros milhares de pesquisadores, uma carta pedindo uma pausa no desenvolvimento da intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito dos reais motivos para tal pedido, a carta afirma que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A competi\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia com os humanos pode representar riscos profundos para a sociedade e a humanidade\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Confesso que ao ler uma declara\u00e7\u00e3o dessas penso imediatamente na Skynet, da s\u00e9rie de filmes \u201cO Exterminador do Futuro\u201d. Ser\u00e1 esse o nosso destino?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos como saber com certeza, mas o fato \u00e9 que a realidade, mais uma vez, se apresenta ao Direito e n\u00f3s, enquanto seus operadores, somos novamente desafiados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ser\u00e1 que n\u00f3s temos as respostas? Focando em casos concretos envolvendo intelig\u00eancia artificial, o que a estrutura normativa j\u00e1 existente tem a nos dizer?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente, para analisar na pr\u00e1tica, tivemos um caso recente envolvendo a cria\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica por meio da intelig\u00eancia artificial (o que por si s\u00f3 j\u00e1 geraria debates jur\u00eddicos). Al\u00e9m disso, as vozes utilizadas nessa m\u00fasica foram identificadas como sendo dos cantores mundialmente famosos Drake e The Weeknd.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o que essa situa\u00e7\u00e3o poderia significar para o Direito?<\/p>\n\n\n\n<p>Para ficar claro, a intelig\u00eancia artificial<strong> n\u00e3o reproduziu falas ou trechos de m\u00fasicas existentes performadas pelos referidos m\u00fasicos<\/strong>, o que poderia caracterizar, em tese, viola\u00e7\u00e3o de Direitos Autorais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria voz dos m\u00fasicos foi \u201ccriada\u201d em uma m\u00fasica original, composta pela ferramenta de intelig\u00eancia artificial, confundindo ouvintes que realmente acreditaram se tratar de um novo lan\u00e7amento dos artistas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel afirmar que estamos diante de uma viola\u00e7\u00e3o de Direitos Autorais nesse caso? Se n\u00e3o h\u00e1 essa viola\u00e7\u00e3o, que tipo de tutela o Direito reserva para os artistas?<\/p>\n\n\n\n<p>Em busca de respostas, nesse texto falarei um pouco sobre os Direitos Autorais contextualizando-o com a intelig\u00eancia artificial. Ao final, trarei minhas impress\u00f5es sobre esse caso emblem\u00e1tico envolvendo os m\u00fasicos Drake e The Weeknd.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quer saber mais? Ent\u00e3o vem comigo! \ud83d\ude09&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em> Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/chatgpt-para-advogados\/\">Entenda como o advogado pode usar o ChatGPT na rotina jur\u00eddica<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o direitos autorais?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Direitos Autorais s\u00e3o <strong>esp\u00e9cies de direitos que comp\u00f5em o g\u00eanero Propriedade Intelectual<\/strong>, tamb\u00e9m composto pelos direitos de propriedade industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Alberto Bittar conceitua o Direito Autoral da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Em breve no\u00e7\u00e3o, pode-se assentar que o Direito de Autor ou Direito Autoral \u00e9 o ramo do Direito Privado que regula as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, advindas da cria\u00e7\u00e3o e da utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de obras intelectuais est\u00e9ticas e compreendidas na literatura, nas artes e nas ci\u00eancias.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m compreende objeto de tutela dos Direitos Autorais os direitos que lhe s\u00e3o conexos, conforme artigo 1\u00ba da Lei de Direitos Autorais. Assim, sendo entendidos os \u201cdireitos dos artistas int\u00e9rpretes ou executantes, dos produtores fonogr\u00e1ficos e das empresas de radiofus\u00e3o\u201d (art. 89 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9610.htm#:~:text=LEI%20N\u00ba%209.610%2C%20DE%2019%20DE%20FEVEREIRO%20DE%201998.&amp;text=Altera%2C%20atualiza%20e%20consolida%20a,autorais%20e%20d\u00e1%20outras%20provid\u00eancias.&amp;text=Art.,os%20que%20lhes%20s\u00e3o%20conexos.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei de Direitos Autorais<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o escritor de um livro original \u00e9 o detentor do Direito Autoral sobre essa obra. Um cineasta poder\u00e1, mediante permiss\u00e3o do autor do livro, adaptar e reproduzir referida obra nos cinemas. O resultado configura o chamado direito conexo, do qual o detentor \u00e9 o cineasta que criou a pel\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual maneira, o compositor de uma m\u00fasica \u00e9 o detentor do Direito Autoral sobre sua cria\u00e7\u00e3o (da m\u00fasica e\/ou da letra). Outro m\u00fasico poder\u00e1 adquirir os direitos sobre a letra composta e interpret\u00e1-la de maneira original, passando, ent\u00e3o, a ser o detentor do direito conexo atinente \u00e0quela interpreta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Direitos Autorais possuem duplo car\u00e1ter, compreendendo, al\u00e9m do direito patrimonial sobre a obra, o direito moral, previstos nos artigos 22 a 45 da Lei de Direitos Autorais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-sao-direitos-autorais-1.jpg\" alt=\"O que s\u00e3o direitos autorais?\" class=\"wp-image-31455\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-sao-direitos-autorais-1.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-sao-direitos-autorais-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-sao-direitos-autorais-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-sao-direitos-autorais-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Entenda a rela\u00e7\u00e3o entre direitos autorais e intelig\u00eancia artificial<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Carlos Alberto Bittar traz:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Com efeito, cada bloco de direitos cumpre fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias: os direitos de cunho moral se relacionam \u00e0 defesa da personalidade do criador, consistindo em verdadeiros \u00f3bices a qualquer a\u00e7\u00e3o de terceiros com respeito \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o; j\u00e1 os direitos de ordem patrimonial se referem \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da obra, representando os meios pelos quais o autor dela pode retirar proventos pecuni\u00e1rios.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Direito patrimonial&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>O direito patrimonial \u00e9, em suma, aquele que <strong>garante ao autor extrair benef\u00edcio financeiro com a explora\u00e7\u00e3o de sua obra.<\/strong> Ele \u00e9 expressado pelo direito de reprodu\u00e7\u00e3o que se verifica, por exemplo, quando um m\u00fasico firma um contrato com uma gravadora, ou quando um escritor firma um contrato com uma editora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A gravadora e a editora ir\u00e3o reproduzir aquele conte\u00fado de forma a monetiz\u00e1-lo, gerando receita tanto para os autores quanto para si mesmos, a depender do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao prazo, os direitos patrimoniais gozam de prote\u00e7\u00e3o legal, geralmente, pelo prazo de 70 anos. Por\u00e9m, o termo inicial da contagem se diferencia para cada caso, conforme artigos espec\u00edficos da Lei de Direitos Autorais. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 41.<\/strong> Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1\u00b0 de janeiro do ano subseq\u00fcente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucess\u00f3ria da lei civil.<br>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aplica-se \u00e0s obras p\u00f3stumas o prazo de prote\u00e7\u00e3o a que alude o caput deste artigo.<br><strong>Art. 42.<\/strong> Quando a obra liter\u00e1ria, art\u00edstica ou cient\u00edfica realizada em co-autoria for indivis\u00edvel, o prazo previsto no artigo anterior ser\u00e1 contado da morte do \u00faltimo dos co-autores sobreviventes.<br>Par\u00e1grafo \u00fanico. Acrescer-se-\u00e3o aos dos sobreviventes os direitos do co-autor que falecer sem sucessores.<br><strong>Art. 43.<\/strong> Ser\u00e1 de setenta anos o prazo de prote\u00e7\u00e3o aos direitos patrimoniais sobre as obras an\u00f4nimas ou pseud\u00f4nimas, contado de 1\u00b0 de janeiro do ano imediatamente posterior ao da primeira publica\u00e7\u00e3o.<br>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aplicar-se-\u00e1 o disposto no art. 41 e seu par\u00e1grafo \u00fanico, sempre que o autor se der a conhecer antes do termo do prazo previsto no caput deste artigo.<br><strong>Art. 44.<\/strong> O prazo de prote\u00e7\u00e3o aos direitos patrimoniais sobre obras audiovisuais e fotogr\u00e1ficas ser\u00e1 de setenta anos, a contar de 1\u00b0 de janeiro do ano subseq\u00fcente ao de sua divulga\u00e7\u00e3o.<br><strong>Art. 96.<\/strong> \u00c9 de setenta anos o prazo de prote\u00e7\u00e3o aos direitos conexos, contados a partir de 1\u00ba de janeiro do ano subseq\u00fcente \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o, para os fonogramas; \u00e0 transmiss\u00e3o, para as emiss\u00f5es das empresas de radiodifus\u00e3o; e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, para os demais casos.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a n\u00edvel internacional, os Direitos Autorais s\u00e3o objeto de prote\u00e7\u00e3o, dentre outras, pela Conven\u00e7\u00e3o de Berna de 1886, da qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio, tendo sido introduzida em nosso ordenamento:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>pelo Decreto n\u00ba 75.699\/1975;<\/li>\n\n\n\n<li>pela Conven\u00e7\u00e3o de Roma, internalizada pelo Decreto n\u00ba 57.125\/65;<\/li>\n\n\n\n<li>o Acordo TRIPS, objeto do Decreto n\u00ba 1.355\/94;<\/li>\n\n\n\n<li>Al\u00e9m da Conven\u00e7\u00e3o que criou a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual, assinada em Estocolmo em 1967.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Direito moral<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o direito moral, \u00e9 aquele que <strong>garante aos autores o reconhecimento pela autoria de uma determinada obra. <\/strong>Um aspecto relevante sobre ele \u00e9 a garantia de preserva\u00e7\u00e3o da integridade da obra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que, ainda que o autor tenha cedido o direito patrimonial, havendo utiliza\u00e7\u00e3o que atinja a sua honra ou que modifique ou prejudique a obra, ele permanecer\u00e1 legitimado a requerer que a reprodu\u00e7\u00e3o seja suspensa e retirada de circula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m poder\u00e1 exigir poss\u00edveis indeniza\u00e7\u00f5es decorrentes do ato il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, \u00e9 importante frisar que os direitos patrimoniais \u201cpoder\u00e3o ser total ou parcialmente transferidos a terceiros\u201d, nos termos do artigo 49 da Lei de Direitos Autorais, enquanto os direitos morais n\u00e3o gozam da mesma disponibilidade, conforme inciso I do artigo 49 e artigo 27.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, os direitos morais s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>inalien\u00e1veis;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>impenhor\u00e1veis;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>e perp\u00e9tuos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como saber se uma produ\u00e7\u00e3o tem direitos autorais?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>No Brasil, os Direitos Autorais s\u00e3o regulados pela Lei n\u00ba 9.610\/98 (Lei de Direitos Autorais), cujo artigo 7\u00ba assim estabelece:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 7\u00ba <\/strong>S\u00e3o obras intelectuais protegidas as cria\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tang\u00edvel ou intang\u00edvel, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:<br>I &#8211; os textos de obras liter\u00e1rias, art\u00edsticas ou cient\u00edficas;<br>II &#8211; as confer\u00eancias, alocu\u00e7\u00f5es, serm\u00f5es e outras obras da mesma natureza;<br>III &#8211; as obras dram\u00e1ticas e dram\u00e1tico-musicais;<br>IV &#8211; as obras coreogr\u00e1ficas e pantom\u00edmicas, cuja execu\u00e7\u00e3o c\u00eanica se fixe por escrito ou por outra qualquer forma;<br>V &#8211; as composi\u00e7\u00f5es musicais, tenham ou n\u00e3o letra;<br>VI &#8211; as obras audiovisuais, sonorizadas ou n\u00e3o, inclusive as cinematogr\u00e1ficas;<br>VII &#8211; as obras fotogr\u00e1ficas e as produzidas por qualquer processo an\u00e1logo ao da fotografia;<br>VIII &#8211; as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cin\u00e9tica;<br>IX &#8211; as ilustra\u00e7\u00f5es, cartas geogr\u00e1ficas e outras obras da mesma natureza;<br>X &#8211; os projetos, esbo\u00e7os e obras pl\u00e1sticas concernentes \u00e0 geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ci\u00eancia;<br>XI &#8211; as adapta\u00e7\u00f5es, tradu\u00e7\u00f5es e outras transforma\u00e7\u00f5es de obras originais, apresentadas como cria\u00e7\u00e3o intelectual nova;<br>XII &#8211; os programas de computador;<br>XIII &#8211; as colet\u00e2neas ou compila\u00e7\u00f5es, antologias, enciclop\u00e9dias, dicion\u00e1rios, bases de dados e outras obras, que, por sua sele\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o ou disposi\u00e7\u00e3o de seu conte\u00fado, constituam uma cria\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>O atributo essencial de uma cria\u00e7\u00e3o para gozar da prote\u00e7\u00e3o legal \u00e9 sua originalidade, no sentido de criatividade. Ainda, deve ter sido expressa por qualquer meio ou fixada em qualquer suporte, nos exatos termos do artigo 7\u00ba da Lei de Direitos Autorais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Registro da obra<\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os Direitos Autorais, ao contr\u00e1rio da Propriedade Industrial, n\u00e3o dependem de registro (art. 18 da Lei 9.610\/98). Por isso, <strong>n\u00e3o h\u00e1 necessidade de levar a obra criada a um \u00f3rg\u00e3o central, visando \u00e0 sua prote\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, aqui no Brasil, \u00e9 poss\u00edvel registr\u00e1-la nos seguintes locais::<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Biblioteca Nacional;<\/li>\n\n\n\n<li>Escola de M\u00fasica;<\/li>\n\n\n\n<li>Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro;<\/li>\n\n\n\n<li>Instituto Nacional do Cinema;<\/li>\n\n\n\n<li>Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, de acordo com a afinidade de cada obra (art. 17, da Lei 5.988\/73).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O registro, enquanto facultativo, <strong>\u00e9 recomend\u00e1vel para produzir uma prova mais robusta quanto \u00e0 autoria<\/strong>. Dessa forma, evitando problemas futuros em caso de questionamentos e viola\u00e7\u00f5es desses direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, quando nos deparamos com uma m\u00fasica, um livro ou um filme, por exemplo, deve-se partir do pressuposto de que aquela obra est\u00e1 protegida por direitos autorais, ainda que n\u00e3o registrada.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, n\u00e3o s\u00e3o raras as situa\u00e7\u00f5es em que uma obra supostamente original \u00e9 questionada por caracterizar viola\u00e7\u00e3o a um direito autoral pret\u00e9rito. Foi o caso da lend\u00e1ria banda brit\u00e2nica Led Zeppelin, que esteve no centro de um processo judicial envolvendo viola\u00e7\u00e3o de direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o era de que <em>\u201cStairway to Heaven\u201d<\/em>, eleita pela Revista Rolling Stone como uma das 100 melhores m\u00fasicas de todos os tempos, teria copiado a m\u00fasica <em>\u201cTaurus\u201d<\/em>, da banda americana Spirit. Ap\u00f3s anos de processo, a justi\u00e7a americana considerou que o pl\u00e1gio n\u00e3o existiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse particular, importa dizer que, para a configura\u00e7\u00e3o do pl\u00e1gio, al\u00e9m da usurpa\u00e7\u00e3o da obra ou trechos da obra alheia, deve existir o elemento dolo. \u201cTrata-se, o pl\u00e1gio, portanto, de ato consciente, planejado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Jos\u00e9 da Costa Jr. nos ensina que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Se a imita\u00e7\u00e3o for \u2018remota ou fluida\u2019, como diz Nelson Hungria, se o plagi\u00e1rio respinga na obra alheia, sem destacar-lhe a estrutura espiritual ou parte integrante desta, como a abelha que se restringe a sugar na flor, pode merecer censura sob o ponto de vista \u00e9tico, mas n\u00e3o incorre na san\u00e7\u00e3o penal (nem civil)\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto, o pl\u00e1gio deve ser analisado com cautela em cada caso concreto. Ainda, a doutrina nos traz alguns elementos objetivos b\u00e1sicos para verifica\u00e7\u00e3o que ser\u00e3o tratados mais adiante.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_2dcf4ee64f2d3b5d28d1ac2555bae3b6.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_2dcf4ee64f2d3b5d28d1ac2555bae3b6 .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_2dcf4ee64f2d3b5d28d1ac2555bae3b6 .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_2dcf4ee64f2d3b5d28d1ac2555bae3b6 .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n    }\n\n    #adpost-block_2dcf4ee64f2d3b5d28d1ac2555bae3b6 .anuncio-text-container .title {\n        font-family: 'Ubuntu';\n        font-size: 1.5rem; 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No \u00e2mbito penal, resta tipificado no artigo 184 e par\u00e1grafos do C\u00f3digo Penal, in verbis:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 184. <\/strong>Violar direitos de autor e os que lhe s\u00e3o conexos:<br>Pena \u2013 deten\u00e7\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) meses a 1 (um) ano, ou multa.<br>\u00a7 1\u00ba Se a viola\u00e7\u00e3o consistir em reprodu\u00e7\u00e3o total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpreta\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o ou fonograma, sem autoriza\u00e7\u00e3o expressa do autor, do artista int\u00e9rprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:<br>Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.<br>\u00a7 2\u00ba Na mesma pena do \u00a7 1\u00ba incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, exp\u00f5e \u00e0 venda, aluga, introduz no Pa\u00eds, adquire, oculta, tem em dep\u00f3sito, original ou c\u00f3pia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com viola\u00e7\u00e3o do direito de autor, do direito de artista int\u00e9rprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou c\u00f3pia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autoriza\u00e7\u00e3o dos titulares dos direitos ou de quem os represente.<br>\u00a7 3\u00ba Se a viola\u00e7\u00e3o consistir no oferecimento ao p\u00fablico, mediante cabo, fibra \u00f3tica, sat\u00e9lite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usu\u00e1rio realizar a sele\u00e7\u00e3o da obra ou produ\u00e7\u00e3o para receb\u00ea-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autoriza\u00e7\u00e3o expressa, conforme o caso, do autor, do artista int\u00e9rprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente:<br>Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.<br>\u00a7 4\u00ba O disposto nos \u00a7\u00a7 1\u00ba, 2\u00ba e 3\u00ba n\u00e3o se aplica quando se tratar de exce\u00e7\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o ao direito de autor ou os que lhe s\u00e3o conexos, em conformidade com o previsto na Lei n\u00ba 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a c\u00f3pia de obra intelectual ou fonograma, em um s\u00f3 exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Comercializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada (pirataria)<\/h3>\n\n\n\n<p>Veja que a lei trata com especial aten\u00e7\u00e3o os casos conhecidos como \u201cpirataria\u201d, consistente na reprodu\u00e7\u00e3o ou na disponibiliza\u00e7\u00e3o (venda, aluguel etc.) n\u00e3o autorizadas de obra autoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, um estudante de medicina respondeu criminalmente pelo crime previsto no artigo 184, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo Penal, pois estaria vendendo materiais de cursinho, incluindo v\u00eddeos e materiais did\u00e1ticos, copiados ilicitamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, seriam as figuras mais comuns de viola\u00e7\u00e3o a direitos autorais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>o pl\u00e1gio;<\/li>\n\n\n\n<li>a contrafa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>e a usurpa\u00e7\u00e3o de nome ou de pseud\u00f4nimo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pl\u00e1gio<\/h3>\n\n\n\n<p>Sobre sua conceitua\u00e7\u00e3o, Carlos Alberto Bittar nos traz::<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Assim, define-se o pl\u00e1gio como imita\u00e7\u00e3o servil ou fraudulenta de obra alheia, mesmo quando dissimulada por artif\u00edcio, que, no entanto, n\u00e3o elide o intuito malicioso. Afasta-se de contexto o aproveitamento denominado remoto ou fluido, ou seja, de pequeno vulto. (&#8230;) A configura\u00e7\u00e3o do pl\u00e1gio ocorre com a absor\u00e7\u00e3o do n\u00facleo da representatividade da obra, ou seja, daquilo que a individualiza e corresponde \u00e0 emana\u00e7\u00e3o do intelecto do autor.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Jos\u00e9 Carlos Costa Netto enumera cinco aspectos objetivos b\u00e1sicos para aferi\u00e7\u00e3o do pl\u00e1gio no caso concreto, quais sejam:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>O grau de originalidade da obra supostamente plagiada;<\/li>\n\n\n\n<li>A anterioridade de sua cria\u00e7\u00e3o (e publica\u00e7\u00e3o) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra supostamente plagi\u00e1ria;<\/li>\n\n\n\n<li>O conhecimento efetivo, ou, ao menos, o grau de possibilidade de o autor supostamente plagi\u00e1rio ter tido conhecimento da obra usurpada, anteriormente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da sua obra;<\/li>\n\n\n\n<li>As vantagens \u2013 econ\u00f4micas ou de prest\u00edgio intelectual ou art\u00edstico \u2013 que o plagi\u00e1rio estaria obtendo com a usurpa\u00e7\u00e3o; e<\/li>\n\n\n\n<li>O grau de identidade ou semelhan\u00e7a (em rela\u00e7\u00e3o aos elementos criativos originais) entre as duas obras.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Contrafa\u00e7\u00e3o e usurpa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Carlos Costa ainda traz o conceito de contrafa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Tem-se, outrossim, por contrafa\u00e7\u00e3o, a publica\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o abusivas de obra alheia. O pressuposto \u00e9 o da falta de consentimento do autor, n\u00e3o importando a forma extr\u00ednseca (a modifica\u00e7\u00e3o de formato em livro), o destino, ou a finalidade da a\u00e7\u00e3o violadora.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E, por \u00faltimo, Bittar afirma que a usurpa\u00e7\u00e3o de nome ou de pseud\u00f4nimo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>se consubstancia na atribui\u00e7\u00e3o de obra estranha a outrem, para indevido proveito decorrente de sua condi\u00e7\u00e3o, geralmente de prest\u00edgio (atentado contra a pessoa do titular)\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/isencao-fiscal\/\">Isen\u00e7\u00e3o fiscal: entenda o an\u00fancio do Governo Federal sobre produtos importados<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 o dono das produ\u00e7\u00f5es feitas por uma Intelig\u00eancia Artificial?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Dito tudo isso, chegamos \u00e0 pergunta de milh\u00f5es: quem \u00e9 o detentor dos direitos autorais sobre as produ\u00e7\u00f5es criadas por Intelig\u00eancia Artificial?<\/p>\n\n\n\n<p>Como visto, um requisito essencial para uma obra ser protegida por direitos autorais \u00e9 a sua originalidade. Outro requisito propositalmente omitido at\u00e9 agora \u2013 ou melhor, n\u00e3o enfatizado \u2013 \u00e9 aquele descrito nos artigos 7\u00ba e 11 da Lei de Direitos Autorais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos esses dispositivos legais:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 7\u00ba. <\/strong>S\u00e3o obras intelectuais protegidas as cria\u00e7\u00f5es de esp\u00edrito&#8230;<br><strong>Art. 11<\/strong>. Autor \u00e9 a pessoa f\u00edsica criadora de obra liter\u00e1ria, art\u00edstica ou cient\u00edfica.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Portanto, a lei atribui como <strong>essencial a influ\u00eancia humana na cria\u00e7\u00e3o.<\/strong> \u00c9 o chamado antropocentrismo dos direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, intensos debates t\u00eam sido realizados na seara jur\u00eddica a respeito da titularidade dos direitos sobre obras criadas por Intelig\u00eancia Artificial, inexistindo consenso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Primeira teoria: N\u00e3o h\u00e1 prote\u00e7\u00e3o dos direitos autorais<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma corrente afirma que, considerando a necess\u00e1ria influ\u00eancia humana na cria\u00e7\u00e3o, as obras criadas exclusivamente por mecanismos de Intelig\u00eancia Artificial, ou seja, \u201cartes generativas\u201d, n\u00e3o gozariam da prote\u00e7\u00e3o dos direitos autorais. Assim, inexistindo titular, as obras seriam de dom\u00ednio p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que afirma Luca Schirru, nos seguintes termos:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A legisla\u00e7\u00e3o em vigor n\u00e3o seria adequada para lidar com a apropria\u00e7\u00e3o dos produtos da IA n\u00e3o apenas pelo seu antropocentrismo no que concerne \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pelo fato de que n\u00e3o considera algumas peculiaridades inerentes aos sistemas de IA e a sua aplica\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de produtos que, caso desenvolvidos por seres humanos, fariam jus \u00e0 prote\u00e7\u00e3o autoral. Sob a legisla\u00e7\u00e3o vigente, os produtos da IA, cujo papel dessa tecnologia no resultado final tenha sido determinante e a interfer\u00eancia humana diminuta, a solu\u00e7\u00e3o adequada seria considerar que tais produtos estariam em dom\u00ednio p\u00fablico.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, essa posi\u00e7\u00e3o visa \u00e0 obra enquanto produto final da cria\u00e7\u00e3o. Do outro lado existe corrente que n\u00e3o foca no produto, mas no processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Segunda teoria: H\u00e1 prote\u00e7\u00e3o dos direitos autorais<\/h3>\n\n\n\n<p>Aqui, \u00e9 admitido que, diante da exist\u00eancia do elemento humano interagindo com a m\u00e1quina no processo criativo, por exemplo nos casos de \u201cartes interativas\u201d, existiria o direito autoral sobre o resultado obtido.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito desta corrente, ainda h\u00e1 o debate a respeito de quem seria o titular do direito: o programador da ferramenta de intelig\u00eancia artificial (e aqui pode existir uma multiplicidade de agentes) ou usu\u00e1rio da ferramenta, que d\u00e1 os comandos que geram os resultados criados pela ferramenta, ou ambos?<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica a essa corrente ficaria por conta da exclus\u00e3o prevista no artigo 8\u00ba, I, da Lei de Direitos Autorais, que disciplina n\u00e3o serem objeto da prote\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>As ideias, procedimentos normativos, sistemas, m\u00e9todos, projetos ou conceitos matem\u00e1ticos como tais\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>De qualquer maneira, j\u00e1 temos precedentes reconhecendo a prote\u00e7\u00e3o sobre obra criada por Intelig\u00eancia Artificial, conforme pontos trazidos por essa \u00faltima corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que ocorreu na China, onde a empresa Tencent, por meio de sua plataforma Dreamwriter, escreveu um artigo cuja autoria foi reconhecida pelo tribunal local (Shenzhen Tencent v. Shangai Yingxun).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, o argumento central pelo reconhecimento do direito autoral foi justamente a participa\u00e7\u00e3o humana na alimenta\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o da ferramenta.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, o debate quanto \u00e0 incid\u00eancia de direitos autorais sobre obras criadas por Intelig\u00eancia Artificial certamente continuar\u00e1 evoluindo. Como dito, o Direito est\u00e1 sendo provocado novamente a dar uma roupagem jur\u00eddica a um novo fen\u00f4meno ou, quem sabe, fazer ajustes \u00e0 roupagem j\u00e1 existente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que, enquanto juristas debatem, a Intelig\u00eancia Artificial n\u00e3o para de evoluir e, desta vez, tivemos um caso muito interessante. Vamos conferir?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda o caso entre Drake e The Weeknd<\/h2>\n\n\n\n<p>Recentemente, viralizou na Internet uma m\u00fasica criada por Intelig\u00eancia Artificial simulando as vozes dos m\u00fasicos Drake e The Weeknd. A m\u00fasica <em>\u201cHeart On My Sleeve\u201d<\/em> em poucos dias teve milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es e reprodu\u00e7\u00f5es em plataformas de streaming, confundindo milhares de f\u00e3s ao redor do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, poder\u00edamos afirmar que estamos diante de uma viola\u00e7\u00e3o de direitos autorais? Para isso, relembremos o que diz a Lei de Direitos Autorais sobre as obras que gozam de prote\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 7\u00ba <\/strong>S\u00e3o obras intelectuais protegidas as cria\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tang\u00edvel ou intang\u00edvel, conhecido ou que se invente no futuro&#8230;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao meu ver, <strong>n\u00e3o h\u00e1 algo que tenha sido criado pelos m\u00fasicos nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/strong> A rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o consentida deles com a m\u00fasica se deu mediante a simula\u00e7\u00e3o de suas vozes, e n\u00e3o mediante a reprodu\u00e7\u00e3o de trechos de trabalhos pret\u00e9ritos. Isto \u00e9, ainda que a ferramenta possivelmente tenha utilizado da discografia para \u201caprender\u201d e simular.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja, sobre isso, o que diz o artigo 90, incisos e \u00a7 2\u00ba, da Lei de Direitos Autorais::<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><strong>Art. 90.<\/strong> Tem o artista int\u00e9rprete ou executante o direito exclusivo de, a t\u00edtulo oneroso ou gratuito, autorizar ou proibir:<br>I &#8211; a fixa\u00e7\u00e3o de suas interpreta\u00e7\u00f5es ou execu\u00e7\u00f5es;<br>II &#8211; a reprodu\u00e7\u00e3o, a execu\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a loca\u00e7\u00e3o das suas interpreta\u00e7\u00f5es ou execu\u00e7\u00f5es fixadas;<br>III &#8211; a radiodifus\u00e3o das suas interpreta\u00e7\u00f5es ou execu\u00e7\u00f5es, fixadas ou n\u00e3o;<br>IV &#8211; a coloca\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico de suas interpreta\u00e7\u00f5es ou execu\u00e7\u00f5es, de maneira que qualquer pessoa a elas possa ter acesso, no tempo e no lugar que individualmente escolherem;<br>V &#8211; qualquer outra modalidade de utiliza\u00e7\u00e3o de suas interpreta\u00e7\u00f5es ou execu\u00e7\u00f5es.<br>[&#8230;] \u00a7 2\u00ba A prote\u00e7\u00e3o aos artistas int\u00e9rpretes ou executantes estende-se \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o da voz e imagem, quando associadas \u00e0s suas atua\u00e7\u00f5es.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como o caso seria tratado na legisla\u00e7\u00e3o brasileira?<\/h3>\n\n\n\n<p>Considerando hipoteticamente que o caso tenha ocorrido em nosso pa\u00eds, entendo que o que existe sob o enfoque da lei brasileira \u00e9 a viola\u00e7\u00e3o aos direitos da personalidade dos m\u00fasicos, haja vista a indevida explora\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas ou atributos deles (artigo 5\u00ba, V e X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e artigo 11 e seguintes do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, Gustavo Tepedino conceitua os direitos da personalidade como:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>conjunto de caracter\u00edsticas e atributos da pessoa humana, considerada como objeto de prote\u00e7\u00e3o por parte do ordenamento jur\u00eddico\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Deste modo, apesar do texto legal n\u00e3o fazer expressa refer\u00eancia \u00e0 \u201cvoz\u201d como um elemento da personalidade, essa deve ser objeto de prote\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, Anderson Schreiber nos traz:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>O rol de direitos da personalidade contemplado pelo C\u00f3digo Civil n\u00e3o \u00e9 taxativo ou fechado. Al\u00e9m dos atributos ali indicados, outros podem se revelar amea\u00e7ados na an\u00e1lise de conflitos entre particulares.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Vejamos precedente do Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>DIREITOS DECORRENTES DO CONTRATO DE TRABALHO &#8211; EXPOSI\u00c7\u00c3O DE IMAGEM &#8211; USO E VEICULA\u00c7\u00c3O DA VOZ &#8211; DANOS MATERIAIS E EXTRAPATRIMONIAIS. O direito \u00e0 voz reveste-se de duplo conte\u00fado, quais sejam, o patrimonial, pois se encontra assentado no princ\u00edpio segundo o qual a ningu\u00e9m \u00e9 l\u00edcito enriquecer-se \u00e0 custa de outrem; bem como o moral, por se revelar como um dos atributos dos direitos da personalidade, resguardado, inclusive, por expressa prote\u00e7\u00e3o constitucional e legal (artigo 5\u00ba, XXVIII, &#8220;a&#8221;, da CRFB\/88 e artigos 11 e 20 do C\u00f3digo Civil). Nesse passo, a utiliza\u00e7\u00e3o indevida da voz do empregado, sem a autoriza\u00e7\u00e3o deste, para uso em atividade lucrativa patronal (direta ou indireta), d\u00e1 ensejo ao direito obreiro em perceber indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais, bem como compensa\u00e7\u00e3o pela ofensa extrapatrimonial de cunho moral (dano &#8220;in re ipsa&#8221;). (TRT-3 &#8211; RO: XXXXX01304803000 XXXXX-13.2013.5.03.0048, Relator: Marcio Ribeiro do Valle, Oitava Turma, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 25\/08\/2015)<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, vejo poss\u00edvel viola\u00e7\u00e3o \u00e0 honra dos m\u00fasicos e da artista Selena Gomez, citada na m\u00fasica, j\u00e1 que a letra faz refer\u00eancia a um hipot\u00e9tico caso de trai\u00e7\u00e3o (artigo 5\u00ba, V e X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp; e artigo 20 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, sob a perspectiva da legisla\u00e7\u00e3o brasileira, n\u00e3o entendo o caso como viola\u00e7\u00e3o de direitos autorais propriamente ditos, mas de<strong> viola\u00e7\u00e3o dos direitos da personalidade dos m\u00fasicos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos desafios que esses novos tempos nos prop\u00f5em, \u00e9 ineg\u00e1vel que a Intelig\u00eancia Artificial veio para ficar. As ferramentas disponibilizadas s\u00e3o de grande utilidade e certamente revolucionar\u00e3o \u2013 como, de fato, j\u00e1 est\u00e3o revolucionando \u2013 o mercado de trabalho e a maneira como fazemos nossas tarefas di\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, s\u00e3o leg\u00edtimas as preocupa\u00e7\u00f5es que essas novas tecnologias trazem consigo. Essas preocupa\u00e7\u00f5es devem ser amplamente debatidas, s\u00f3 assim iremos encontrar as melhores solu\u00e7\u00f5es, que compreendem a prote\u00e7\u00e3o de direitos e, ao mesmo tempo, o est\u00edmulo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou deste texto e deseja seguir a leitura em temas sobre direito e advocacia, vale a pena conferir os seguintes materiais:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-tributario-nacional-ctn\/\">CTN \u2013 Hist\u00f3rico e principais artigos do C\u00f3digo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principios-do-direito-tributario\/\">Princ\u00edpios mais importantes do Direito Tribut\u00e1rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/regime-de-tributacao\/\">O que \u00e9 e como funciona o regime de tributa\u00e7\u00e3o para advogados<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-capacidade-contributiva\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-capacidade-contributiva\/\">O princ\u00edpio da capacidade contributiva no Direito Tribut\u00e1rio brasileiro<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/teoria-geral-do-processo\/\">O que \u00e9 a Teoria Geral do Processo e seus princ\u00edpios mais importantes<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/titulos-de-credito\/\">Entenda o que s\u00e3o e como funcionam os t\u00edtulos de cr\u00e9dito<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/capacidade-civil\/\">Capacidade civil no Direito Brasileiro<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Os mais importantes <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principios-do-direito-do-trabalho\/\">princ\u00edpios do direito do trabalho<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/responsabilidade-tributaria\/\">responsabilidade tribut\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Principais conceitos, caracter\u00edsticas e esp\u00e9cies da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/competencia-tributaria\/\">compet\u00eancia tribut\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/politica-de-privacidade\/\">Pol\u00edtica de privacidade: o que \u00e9, objetivo e caso do Threads<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 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No Brasil, s\u00e3o regulados pela Lei de Direitos Autorais (Lei n\u00ba 9.610\/98). Atualmente, a tutela dos Direitos Autorais tem passado por desafios decorrentes do advento de ferramentas de intelig\u00eancia artificial. Estamos preparados para essa revolu\u00e7\u00e3o? Nos bancos universit\u00e1rios somos ensinados que o Direito, sob [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":68,"featured_media":18086,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-18083","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-digital"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/68"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18083"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18083\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31457,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18083\/revisions\/31457"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18086"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}