{"id":18050,"date":"2025-07-04T19:39:00","date_gmt":"2025-07-04T22:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=18050"},"modified":"2025-07-07T08:30:40","modified_gmt":"2025-07-07T11:30:40","slug":"estatuto-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/estatuto-da-terra\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 estatuto da terra e seus principais artigos"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O <strong>Estatuto da Terra<\/strong> \u00e9 a principal Lei Federal que disciplina o uso, a ocupa\u00e7\u00e3o e a rela\u00e7\u00f5es fundi\u00e1rias no pa\u00eds. Promulgado em 30 de novembro de 1964, \u00e9 considerado a certid\u00e3o de nascimento do Direito Agr\u00e1rio no Brasil. <\/pre>\n\n\n\n<p>O Estatuto da Terra representou um grandioso marco na luta pela reforma agr\u00e1ria e o do desenvolvimento agr\u00edcola nacional. Neste artigo, falaremos mais sobre ele, acompanhe e tire suas d\u00favidas!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o Estatuto da Terra?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O Estatuto da Terra <strong>\u00e9 a principal Lei de Direito Agr\u00e1rio existente no Brasil<\/strong> e regulamenta os contratos agr\u00e1rios t\u00edpicos (<a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/arrendamento\/\">arrendamento<\/a> e parceria), bem como conceitua institutos e conceitos de direito agr\u00e1rio, estabelece princ\u00edpios para a sua aplica\u00e7\u00e3o e disp\u00f5e sobre outras rela\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/imissao-na-posse\/\">posse<\/a> do homem e da terra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 4.504 de 30 de novembro de 1964 e seus principais regulamentos (Decretos n\u00bas. 55.891\/65, 56.792\/65 e 59.566\/66) n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica norma de Direito Agr\u00e1rio, mas a principal e trata-se de marco legislativo sobre a disciplina no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-e-estatuto-da-terra-1.jpg\" alt=\"Entenda o que \u00e9 estatuto da terra\" class=\"wp-image-18057\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-e-estatuto-da-terra-1.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-e-estatuto-da-terra-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-e-estatuto-da-terra-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/o-que-e-estatuto-da-terra-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja o que \u00e9 estatuto da terra  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais os objetivos do Estatuto da Terra?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O Estatuto da Terra definiu diversos conceitos e criou institutos t\u00edpicos de direito agr\u00e1rio, at\u00e9 ent\u00e3o ausente no Brasil.&nbsp; Seu principal objetivo era <strong>a execu\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria e o desenvolvimento da pol\u00edtica agr\u00edcola.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo em seu artigo 2\u00ba h\u00e1 men\u00e7\u00e3o \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, ou seja, mais de 20 (vinte) anos antes da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a> de 1988:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Art. 2\u00b0 \u00c9 assegurada a todos a oportunidade de acesso \u00e0 propriedade da terra, condicionada pela sua fun\u00e7\u00e3o social, na forma prevista nesta Lei.<br>\u00a7 1\u00b0 A propriedade da terra desempenha integralmente a sua fun\u00e7\u00e3o social quando, simultaneamente:<br>a) favorece o bem-estar dos propriet\u00e1rios e dos trabalhadores que nela labutam, assim como de suas fam\u00edlias;<br>b) mant\u00e9m n\u00edveis satisfat\u00f3rios de produtividade;<br>c) assegura a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais;<br>d) observa as disposi\u00e7\u00f5es legais que regulam as justas rela\u00e7\u00f5es de trabalho entre os que a possuem e a cultivem.<br>Por sua vez, estabeleceu deveres do Poder P\u00fablico, visando o pleno acesso \u00e0s terras e o compromisso com a produtividade e o bem-estar coletivo:<br>Art. 2\u00ba [&#8230;]<br>\u00a7 2\u00b0 \u00c9 dever do Poder P\u00fablico:<br>&nbsp;a) promover e criar as condi\u00e7\u00f5es de acesso do trabalhador rural \u00e0 propriedade da terra economicamente \u00fatil, de prefer\u00eancia nas regi\u00f5es onde habita, ou, quando as circunst\u00e2ncias regionais, o aconselhem em zonas previamente ajustadas na forma do disposto na regulamenta\u00e7\u00e3o desta Lei;<br>&nbsp;&nbsp;b) zelar para que a propriedade da terra desempenhe sua fun\u00e7\u00e3o social, estimulando planos para a sua racional utiliza\u00e7\u00e3o, promovendo a justa remunera\u00e7\u00e3o e o acesso do trabalhador aos benef\u00edcios do aumento da produtividade e ao bem-estar coletivo.<\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Portanto, o objetivo da norma foi a um s\u00f3 tempo<strong> promover a reforma agr\u00e1ria e a forma em que se daria tal reforma<\/strong>, a distribui\u00e7\u00e3o de terras e a cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por tais medidas (em especial o IBRA \u2013 Instituto Brasileiro de Reforma Agr\u00e1ria \u2013 hoje INCRA).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, disp\u00f4s sobre a pol\u00edtica de desenvolvimento <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/usucapiao-rural\/\">rural<\/a>, em especial definido formas de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principios-do-direito-tributario\/\">tributa\u00e7\u00e3o<\/a>, assist\u00eancia t\u00e9cnica, cooperativismo, assist\u00eancia financeira.<br><br>Bem como, rela\u00e7\u00f5es de posse tempor\u00e1ria de im\u00f3veis rurais, regulamentando os contratos de arrendamento e parceria, al\u00e9m de previs\u00f5es acerca de titula\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis ocupados por possuidores de terras devolutas federais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a import\u00e2ncia do Estatuto da Terra para o Brasil?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Pode-se dizer que o Estatuto da Terra <strong>desempenhou um enorme benef\u00edcio \u00e0 pol\u00edtica agr\u00edcola e fundi\u00e1ria do pa\u00eds.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais projetos de reforma agr\u00e1ria existentes no Brasil decorreram das disposi\u00e7\u00f5es previstas no Estatuto da Terra, em especial devido a cria\u00e7\u00e3o do IBRA (como j\u00e1 mencionado, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela arrecada\u00e7\u00e3o, desapropria\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das terras consideradas improdutivas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei, por exemplo, previu no seu artigo 12 e 13 que \u00e0s terras particulares caberiam intrinsecamente o cumprimento de uma fun\u00e7\u00e3o social e seu uso estaria condicionado ao bem-estar coletivo. E ainda que ao Poder P\u00fablico caberia promover gradativamente a extin\u00e7\u00e3o das formas de ocupa\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o que contrariassem a fun\u00e7\u00e3o social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o Estatuto previu formas de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das terras, mediante contratos de arrendamento e parceria rural, visando, sobretudo, o incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no pa\u00eds. Tais formas de contrata\u00e7\u00e3o est\u00e3o vigentes at\u00e9 hoje, a despeito de decorridos aproximadamente 60 (sessenta) anos da promulga\u00e7\u00e3o da Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Institutos de Direito Agr\u00e1rio criados pelo Estatuto da Terra<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de principal fonte de Direito Agr\u00e1rio no pa\u00eds, o Estatuto da Terra definiu conceitos e institutos, em vigor at\u00e9 hoje. A escolha do legislador em definir na Lei os conceitos de Direito Agr\u00e1rio deu-se em virtude de que a sua introdu\u00e7\u00e3o no ordenamento jur\u00eddico brasileiro era nova. Criava-se, portanto, uma novidade, um ramo aut\u00f4nomo do Direito, devendo, a lei, fixar as premissas que seriam aplicadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Definiu-se, o conceito de reforma agr\u00e1ria, pol\u00edtica agr\u00edcola, im\u00f3vel rural, da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, m\u00f3dulo rural, minif\u00fandio, latif\u00fandio, propriedade familiar, empresa rural, coloniza\u00e7\u00e3o, reforma agr\u00e1ria, dentre outros. Assim, definiu-se os seguintes conceitos e institutos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>&nbsp;Art. 1\u00b0 Esta Lei regula os direitos e obriga\u00e7\u00f5es concernentes aos bens im\u00f3veis rurais, para os fins de execu\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria e promo\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Agr\u00edcola.<br>\u00a7 1\u00b0 Considera-se Reforma Agr\u00e1ria o conjunto de medidas que visem a promover melhor distribui\u00e7\u00e3o da terra, mediante modifica\u00e7\u00f5es no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princ\u00edpios de justi\u00e7a social e ao aumento de produtividade.<br>\u00a7 2\u00ba Entende-se por Pol\u00edtica Agr\u00edcola o conjunto de provid\u00eancias de amparo \u00e0 propriedade da terra, que se destinem a orientar, no interesse da economia rural, as atividades agropecu\u00e1rias, seja no sentido de garantir-lhes o pleno emprego, seja no de harmoniz\u00e1-las com o processo de industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<br>[&#8230;]<br>Art. 4\u00ba Para os efeitos desta Lei, definem-se:<br>I &#8211; &#8220;Im\u00f3vel Rural&#8221;, o pr\u00e9dio r\u00fastico, de \u00e1rea cont\u00ednua qualquer que seja a sua localiza\u00e7\u00e3o que se destina \u00e0 explora\u00e7\u00e3o extrativa agr\u00edcola, pecu\u00e1ria ou agro-industrial, quer atrav\u00e9s de planos p\u00fablicos de valoriza\u00e7\u00e3o, quer atrav\u00e9s de iniciativa privada;<br>II &#8211; &#8220;Propriedade Familiar&#8221;, o im\u00f3vel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua fam\u00edlia, lhes absorva toda a for\u00e7a de trabalho, garantindo-lhes a subsist\u00eancia e o progresso social e econ\u00f4mico, com \u00e1rea m\u00e1xima fixada para cada regi\u00e3o e tipo de explora\u00e7\u00e3o, e eventualmente trabalho com a ajuda de terceiros;<br>III &#8211; &#8220;M\u00f3dulo Rural&#8221;, a \u00e1rea fixada nos termos do inciso anterior;<br>IV &#8211; &#8220;Minif\u00fandio&#8221;, o im\u00f3vel rural de \u00e1rea e possibilidades inferiores \u00e0s da propriedade familiar;<br>V &#8211; &#8220;Latif\u00fandio&#8221;, o im\u00f3vel rural que:<br>&nbsp;a) exceda a dimens\u00e3o m\u00e1xima fixada na forma do artigo 46, \u00a7 1\u00b0, al\u00ednea b, desta Lei, tendo-se em vista as condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, sistemas agr\u00edcolas regionais e o fim a que se destine<br>&nbsp;&nbsp;b) n\u00e3o excedendo o limite referido na al\u00ednea anterior, e tendo \u00e1rea igual ou superior \u00e0 dimens\u00e3o do m\u00f3dulo de propriedade rural, seja mantido inexplorado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s possibilidades f\u00edsicas, econ\u00f4micas e sociais do meio, com fins especulativos, ou seja deficiente ou inadequadamente explorado, de modo a vedar-lhe a inclus\u00e3o no conceito de empresa rural;<br>VI &#8211; &#8220;Empresa Rural&#8221; \u00e9 o empreendimento de pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, p\u00fablica ou privada, que explore econ\u00f4mica e racionalmente im\u00f3vel rural, dentro de condi\u00e7\u00e3o de rendimento econ\u00f4mico &#8230;Vetado&#8230; da regi\u00e3o em que se situe e que explore \u00e1rea m\u00ednima agricult\u00e1vel do im\u00f3vel segundo padr\u00f5es fixados, p\u00fablica e previamente, pelo Poder Executivo. Para esse fim, equiparam-se \u00e0s \u00e1reas cultivadas, as pastagens, as matas naturais e artificiais e as \u00e1reas ocupadas com benfeitorias;<br>[&#8230;]<br>IX &#8211; &#8220;Coloniza\u00e7\u00e3o&#8221;, toda a atividade oficial ou particular, que se destine a promover o aproveitamento econ\u00f4mico da terra, pela sua divis\u00e3o em propriedade familiar ou atrav\u00e9s de Cooperativas &#8230;Vetado&#8230;<\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Estatuto da Terra positivou princ\u00edpios a serem aplicados nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas agr\u00e1rias, em especial nos contratos de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/arrendamento\/\">arrendamento <\/a>e parceria rural, mas tamb\u00e9m aplic\u00e1veis em contratos at\u00edpicos. Isso porque, o Estatuto da Terra trata-se de norma que inaugura a aplica\u00e7\u00e3o do Direito Agr\u00e1rio, enquanto ramo aut\u00f4nomo do Direito, sendo a sua principal fonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Preceitua os arts. 95 e 96 do Estatuto da Terra:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Art. 95. Quanto ao arrendamento rural, observar-se-\u00e3o os seguintes princ\u00edpios:<br>&nbsp;&nbsp;I &#8211; os prazos de arrendamento terminar\u00e3o sempre depois de ultimada a colheita, inclusive a de plantas forrageiras tempor\u00e1rias cultiv\u00e1veis. No caso de retardamento da colheita por motivo de for\u00e7a maior, considerar-se-\u00e3o esses prazos prorrogados nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, at\u00e9 sua ultima\u00e7\u00e3o;<br>II &#8211; presume-se feito, no prazo m\u00ednimo de tr\u00eas anos, o arrendamento por tempo indeterminado, observada a regra do item anterior;<br>III &#8211; o arrendat\u00e1rio, para iniciar qualquer cultura cujos frutos n\u00e3o possam ser recolhidos antes de terminado o prazo de arrendamento, dever\u00e1 ajustar, previamente, com o arrendador a forma de pagamento do uso da terra por esse prazo excedente;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>IV &#8211; em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com estranhos, o arrendat\u00e1rio ter\u00e1 prefer\u00eancia \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do arrendamento, devendo o propriet\u00e1rio, at\u00e9 6 (seis) meses antes do vencimento do contrato, fazer-lhe a competente notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial das propostas existentes. N\u00e3o se verificando a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial, o contrato considera-se automaticamente renovado, desde que o arrendador, nos 30 (trinta) dias seguintes, n\u00e3o manifeste sua desist\u00eancia ou formule nova proposta, tudo mediante simples registro de suas declara\u00e7\u00f5es no competente Registro de T\u00edtulos e Documentos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007<\/a><br>V &#8211; os direitos assegurados no inciso IV do caput deste artigo n\u00e3o prevalecer\u00e3o se, no prazo de 6 (seis) meses antes do vencimento do contrato, o propriet\u00e1rio, por via de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial, declarar sua inten\u00e7\u00e3o de retomar o im\u00f3vel para explor\u00e1-lo diretamente ou por interm\u00e9dio de descendente seu;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>VI &#8211; sem expresso consentimento do propriet\u00e1rio \u00e9 vedado o subarrendamento;<br>&nbsp;VII &#8211; poder\u00e1 ser acertada, entre o propriet\u00e1rio e arrendat\u00e1rio, cl\u00e1usula que permita a substitui\u00e7\u00e3o de \u00e1rea arrendada por outra equivalente no mesmo im\u00f3vel rural, desde que respeitadas as condi\u00e7\u00f5es de arrendamento e os direitos do arrendat\u00e1rio;<br>VIII &#8211; o arrendat\u00e1rio, ao termo do contrato, tem direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o das benfeitorias necess\u00e1rias e \u00fateis; ser\u00e1 indenizado das benfeitorias voluptu\u00e1rias quando autorizadas pelo propriet\u00e1rio do solo; e, enquanto o arrendat\u00e1rio n\u00e3o for indenizado das benfeitorias necess\u00e1rias e \u00fateis, poder\u00e1 permanecer no im\u00f3vel, no uso e gozo das vantagens por ele oferecidas, nos termos do contrato de arrendamento e das disposi\u00e7\u00f5es do inciso I deste artigo;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>IX &#8211; constando do contrato de arrendamento animais de cria, de corte ou de trabalho, cuja forma de restitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido expressamente regulada, o arrendat\u00e1rio \u00e9 obrigado, findo ou rescindido o contrato, a restitu\u00ed-los em igual n\u00famero, esp\u00e9cie e valor<br>X &#8211; o arrendat\u00e1rio n\u00e3o responder\u00e1 por qualquer deteriora\u00e7\u00e3o ou preju\u00edzo a que n\u00e3o tiver dado causa;<br>XI &#8211; na regulamenta\u00e7\u00e3o desta Lei, ser\u00e3o complementadas as seguintes condi\u00e7\u00f5es que, obrigatoriamente, constar\u00e3o dos contratos de arrendamento:<br>a) limites da remunera\u00e7\u00e3o e formas de pagamento em dinheiro ou no seu equivalente em produtos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>&nbsp;b) prazos m\u00ednimos de arrendamento e limites de vig\u00eancia para os v\u00e1rios tipos de atividades agr\u00edcolas;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>c) bases para as renova\u00e7\u00f5es convencionadas;<br>d) formas de extin\u00e7\u00e3o ou rescis\u00e3o;<br>&nbsp;e) direito e formas de indeniza\u00e7\u00e3o ajustadas quanto \u00e0s benfeitorias realizadas;<br>XII &#8211; a remunera\u00e7\u00e3o do arrendamento, sob qualquer forma de pagamento, n\u00e3o poder\u00e1 ser superior a 15% (quinze por cento) do valor cadastral do im\u00f3vel, inclu\u00eddas as benfeitorias que entrarem na composi\u00e7\u00e3o do contrato, salvo se o arrendamento for parcial e recair apenas em glebas selecionadas para fins de explora\u00e7\u00e3o intensiva de alta rentabilidade, caso em que a remunera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ir at\u00e9 o limite de 30% (trinta por cento).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>XIII &#8211; a todo aquele que ocupar, sob qualquer forma de arrendamento, por mais de cinco anos, um im\u00f3vel rural desapropriado, em \u00e1rea priorit\u00e1ria de Reforma Agr\u00e1ria, \u00e9 assegurado o direito preferencial de acesso \u00e0 terra ..Vetado&#8230;<br>[&#8230;]<br>Art. 96. Na parceria agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, agro-industrial e extrativa, observar-se-\u00e3o os seguintes princ\u00edpios:<br>&nbsp;&nbsp;I &#8211; o prazo dos contratos de parceria, desde que n\u00e3o convencionados pelas partes, ser\u00e1 no m\u00ednimo de tr\u00eas anos, assegurado ao parceiro o direito \u00e0 conclus\u00e3o da colheita, pendente, observada a norma constante do inciso I, do artigo 95;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;II &#8211; expirado o prazo, se o propriet\u00e1rio n\u00e3o quiser explorar diretamente a terra por conta pr\u00f3pria, o parceiro em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com estranhos, ter\u00e1 prefer\u00eancia para firmar novo contrato de parceria;<br>&nbsp;&nbsp;III &#8211; as despesas com o tratamento e cria\u00e7\u00e3o dos animais, n\u00e3o havendo acordo em contr\u00e1rio, correr\u00e3o por conta do parceiro tratador e criador;<br>&nbsp;&nbsp;IV &#8211; o propriet\u00e1rio assegurar\u00e1 ao parceiro que residir no im\u00f3vel rural, e para atender ao uso exclusivo da fam\u00edlia deste, casa de moradia higi\u00eanica e \u00e1rea suficiente para horta e cria\u00e7\u00e3o de animais de pequeno porte;<br>&nbsp;&nbsp;V &#8211; no Regulamento desta Lei, ser\u00e3o complementadas, conforme o caso, as seguintes condi\u00e7\u00f5es, que constar\u00e3o, obrigatoriamente, dos contratos de parceria agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, agro-industrial ou extrativa:<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;a) quota-limite do propriet\u00e1rio na participa\u00e7\u00e3o dos frutos, segundo a natureza de atividade agropecu\u00e1ria e facilidades oferecidas ao parceiro;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;b) prazos m\u00ednimos de dura\u00e7\u00e3o e os limites de vig\u00eancia segundo os v\u00e1rios tipos de atividade agr\u00edcola;<br>&nbsp;c) bases para as renova\u00e7\u00f5es convencionadas;<br>&nbsp;d) formas de extin\u00e7\u00e3o ou rescis\u00e3o;<br>&nbsp;&nbsp;e) direitos e obriga\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s indeniza\u00e7\u00f5es por benfeitorias levantadas com consentimento do propriet\u00e1rio e aos danos substanciais causados pelo parceiro, por pr\u00e1ticas predat\u00f3rias na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o ou nas benfeitorias, nos equipamentos, ferramentas e implementos agr\u00edcolas a ele cedidos;<br>&nbsp;&nbsp;f) direito e oportunidade de dispor sobre os frutos repartidos;<br>&nbsp;&nbsp;VI &#8211; na participa\u00e7\u00e3o dos frutos da parceria, a quota do propriet\u00e1rio n\u00e3o poder\u00e1 ser superior a:<br>a) 20% (vinte por cento), quando concorrer apenas com a terra nua;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007)<\/a><br>b) 25% (vinte e cinco por cento), quando concorrer com a terra preparada;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>c)&nbsp; 30% (trinta por cento), quando concorrer com a terra preparada e moradia;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>d) 40% (quarenta por cento), caso concorra com o conjunto b\u00e1sico de benfeitorias, constitu\u00eddo especialmente de casa de moradia, galp\u00f5es, banheiro para gado, cercas, valas ou currais, conforme o caso;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>e) 50% (cinq\u00fcenta por cento), caso concorra com a terra preparada e o conjunto b\u00e1sico de benfeitorias enumeradas na al\u00ednea d deste inciso e mais o fornecimento de m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas, para atender aos tratos culturais, bem como as sementes e animais de tra\u00e7\u00e3o, e, no caso de parceria pecu\u00e1ria, com animais de cria em propor\u00e7\u00e3o superior a 50% (cinq\u00fcenta por cento) do n\u00famero total de cabe\u00e7as objeto de parceria;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;f) 75% (setenta e cinco por cento), nas zonas de pecu\u00e1ria ultra-extensiva em que forem os animais de cria em propor\u00e7\u00e3o superior a 25% (vinte e cinco por cento) do rebanho e onde se adotarem a mea\u00e7\u00e3o do leite e a comiss\u00e3o m\u00ednima de 5% (cinco por cento) por animal vendido;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;g) nos casos n\u00e3o previstos nas al\u00edneas anteriores, a quota adicional do propriet\u00e1rio ser\u00e1 fixada com base em percentagem m\u00e1xima de dez por cento do valor das benfeitorias ou dos bens postos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do parceiro;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;VII &#8211; aplicam-se \u00e0 parceria agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, agropecu\u00e1ria, agro-industrial ou extrativa as normas pertinentes ao arrendamento rural, no que couber, bem como as regras do contrato de sociedade, no que n\u00e3o estiver regulado pela presente Lei.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;VIII &#8211; o propriet\u00e1rio poder\u00e1 sempre cobrar do parceiro, pelo seu pre\u00e7o de custo, o valor de fertilizantes e inseticidas fornecidos no percentual que corresponder \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deste, em qualquer das modalidades previstas nas al\u00edneas do inciso VI do caput deste artigo;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;IX &#8211; nos casos n\u00e3o previstos nas al\u00edneas do inciso VI do caput deste artigo, a quota adicional do propriet\u00e1rio ser\u00e1 fixada com base em percentagem m\u00e1xima de 10% (dez por cento) do valor das benfeitorias ou dos bens postos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do parceiro.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11443.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.443, de 2007).<\/a><br>[&#8230;]<\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Da leitura desses dispositivos, logo se percebe o abandono ao car\u00e1ter privatista, incluindo, por exemplo, a irrenunciabilidade de direitos e a inclus\u00e3o de cl\u00e1usulas irrevog\u00e1veis, como, por exemplo, a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, j\u00e1 se manifestou o Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE PARCERIA RURAL. RETOMADA DO IM\u00d3VEL. NOTIFICA\u00c7\u00c3O PR\u00c9VIA. NECESSIDADE. RENOVA\u00c7\u00c3O AUTOM\u00c1TICA. APLICA\u00c7\u00c3O SUPLETIVA DO ESTATUTO DA TERRA. DECIS\u00c3O MANTIDA.<br>1. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o supletiva do Estatuto da terra \u00e0 hip\u00f3tese dos autos, os arts. 95, IV, e 96, VII, da Lei n. 4.504\/1964 incidem obrigatoriamente nos contratos de arrendamento e parceria rural, sendo vedado aos contratantes modific\u00e1-los contratualmente dada a natureza cogente, sob pena de nulidade. Precedentes.<br>2. Considerando a impossibilidade de ser reexaminar fatos e provas nesta inst\u00e2ncia especial, afastada a tese aplicada na origem, devem os autos retornar \u00e0s inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, para que seja novamente apreciada a demanda, nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ.<br>3. Agravo interno a que se nega provimento.<br>(AgInt no AREsp n. 1.972.895\/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 12\/12\/2022, DJe de 15\/12\/2022.)<br>RECURSO ESPECIAL. DIREITO AGR\u00c1RIO. CONTRATO DE ARRENDAMENTO RURAL. PRAZO DETERMINADO. NOTIFICA\u00c7\u00c3O. ARRENDAT\u00c1RIO. SEIS MESES ANTERIORES. AUS\u00caNCIA. RENOVA\u00c7\u00c3O AUTOM\u00c1TICA. NORMA COGENTE. ESTATUTO DA TERRA. MODIFICA\u00c7\u00c3O PELAS PARTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO.<br>1. O Estatuto da Terra prev\u00ea a necessidade de notifica\u00e7\u00e3o do arrendat\u00e1rio seis meses antes do t\u00e9rmino do prazo ajustado para a extin\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento rural, sob pena de renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<br>2. As partes n\u00e3o podem estabelecer forma alternativa de renova\u00e7\u00e3o do contrato, diversa daquela prevista no Estatuto da Terra, pois trata-se de condi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria nos contratos de arrendamento rural.<br>3. Em se tratando de contrato agr\u00e1rio, o imperativo de ordem p\u00fablica determina sua interpreta\u00e7\u00e3o de acordo com o regramento espec\u00edfico, visando obter uma tutela jurisdicional que se mostre adequada \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social da propriedade. As normas de reg\u00eancia do tema disciplinam interesse de ordem p\u00fablica, consubstanciado na prote\u00e7\u00e3o, em especial, do arrendat\u00e1rio rural, o qual, pelo desenvolvimento do seu trabalho, exerce a relevante fun\u00e7\u00e3o de fornecer alimentos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<br>4. N\u00e3o realizada a notifica\u00e7\u00e3o no prazo legal, tem-se o contrato como renovado.<br>5. Recurso especial provido.<br>(REsp n. 1.277.085\/AL, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 27\/9\/2016, DJe de 7\/10\/2016.)<\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um diferencial no Estatuto da Terra, um forte dirigismo estatal e o car\u00e1ter imperativo\/cogente das suas normas, limitando a liberdade contratual das partes e a aplica\u00e7\u00e3o de outras normas legais. Ou seja, tratando-se de rela\u00e7\u00e3o contratual t\u00edpica, a norma a ser aplicada \u00e9 o Estatuto da Terra.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_a35e9b2658d044830ee789084de1a025.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_a35e9b2658d044830ee789084de1a025 .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_a35e9b2658d044830ee789084de1a025 .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_a35e9b2658d044830ee789084de1a025 .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n    }\n\n    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seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/?utm_source=blog&#038;utm_medium=adpost&#038;utm_campaign=campanha-marca-2026\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a rela\u00e7\u00e3o de uso e posse tempor\u00e1ria da terra?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Para os advogados privados que atuam ou pretendam atuar no Direito Agr\u00e1rio, as principais <strong>regras previstas no Estatuto da Terra dizem respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de uso e posse tempor\u00e1ria da terra<\/strong>, mormente a regulamenta\u00e7\u00e3o dos contratos agr\u00e1rios de arrendamento e parceria rural, prevista nos artigos 92 e seguintes do Lei, bem como seu Regulamento, Decreto n\u00ba 59.566\/66.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela extens\u00e3o do tema (circunst\u00e2ncia que caberia um artigo espec\u00edfico somente sobre cada um desses institutos), far-se-\u00e1 coment\u00e1rios sobre os principais pontos, em especial os princ\u00edpios que os orientam, e a import\u00e2ncia das normas previstas no Estatuto da Terra aos institutos de Direito Agr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o de alta relev\u00e2ncia, \u00e9 que com o advento do Estatuto da Terra, o Direito comum passou a ser norma supletiva na aplica\u00e7\u00e3o dos contratos agr\u00e1rios, nos casos omissos pela legisla\u00e7\u00e3o especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Particularmente, em rela\u00e7\u00e3o ao acordo de vontades, ou seja, restringe-se \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do contrato e o objeto deste: o im\u00f3vel rural e a atividade a ser exercida. Tudo o mais, dever\u00e1 estar sujeito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria (Estatuto da Terras e Regulamentos).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As normas previstas no Estatuto da Terra s\u00e3o cogentes. Essa mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica, deixou de lado a autonomia da vontade, em favor da imperatividade das normas estabelecidas nas leis agr\u00e1rias, inclusive com a irrenunciabilidade de direitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelece o artigo 2\u00ba do Decreto n. 59.566\/66:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>Art 2\u00ba Todos os contratos agr\u00e1rios reger-se-\u00e3o pelas normas do presente Regulamento, as quais ser\u00e3o de obrigat\u00f3ria aplica\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional e irrenunci\u00e1veis os direitos e vantagens nelas institu\u00eddos (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L4947.htm#art13iv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">art.13, inciso IV da Lei n\u00ba 4.947-66<\/a>).<br>Par\u00e1grafo \u00fanico. Qualquer estipula\u00e7\u00e3o contratual que contrarie as normas estabelecidas neste artigo, ser\u00e1 nula de pleno direito e de nenhum efeito.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>No par\u00e1grafo \u00fanico do art. 12 do mesmo Decreto, h\u00e1 previs\u00e3o de que as partes poder\u00e3o ajustar outras estipula\u00e7\u00f5es contratuais, mas desde que n\u00e3o infringem normas do Estatuto da Terra e Lei n\u00ba 4.947\/66 (que tamb\u00e9m disp\u00f5e sobre contrato agr\u00e1rio) e o pr\u00f3prio regulamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, os contratos agr\u00e1rios, na forma prevista no Estatuto da Terra, possuem prazo e forma de resolu\u00e7\u00e3o\/resili\u00e7\u00e3o\/rescis\u00e3o definidas pela Lei. Tais como contratos administrativos e trabalhistas, possuem forte dirigismo estatal de modo a preservar a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, bem como a posi\u00e7\u00e3o do arrendat\u00e1rio no contrato de arredamento, parte mais fr\u00e1gil da rela\u00e7\u00e3o, e quem, efetivamente, labora no im\u00f3vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o prec\u00edpua do contrato agr\u00e1rio \u00e9 preservar a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, no aspecto econ\u00f4mico, ambiental e social. Ou seja, dar destino econ\u00f4mico para o im\u00f3vel, plantando culturas anuais, permanentes e\/ou pastagens ou criando animais. Preservar o meio ambiente, tal qual previsto nas normas que regulamentam a mat\u00e9ria, sobretudo C\u00f3digo Florestal. <\/p>\n\n\n\n<p>E, no aspecto social, mediante sua produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, o contratado contribui para a gera\u00e7\u00e3o de empregos diretos e indiretos no campo, al\u00e9m de fomentar a economia local, seja realizando investimentos na propriedade, compra e venda de gr\u00e3os e animais para cooperativas, cerealistas, a\u00e7ougues e frigor\u00edficos locais, regionais, al\u00e9m de exporta\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre Direito Agr\u00e1rio, afirma Arnaldo Rizzardo (Curso de Direito Agr\u00e1rio, edi\u00e7\u00e3o 2015):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Visa o direito agr\u00e1rio \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o das regras que tratam do uso e proveito da propriedade rural. Constitui o conjunto de normas que disciplina a atividade do homem sobre a terra e as rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas <\/em><strong><em>tendo como centro a terra produtiva ou a atividade agr\u00e1ria.<\/em><\/strong><em> Busca regulamentar e dirigir a atua\u00e7\u00e3o do homem sobre a natureza enquanto explora suas riquezas.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E prossegue o professor ao comentar sobre os princ\u00edpios que orientam o Direito Agr\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O condicionamento da propriedade \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social, princ\u00edpio que visa promover a justi\u00e7a social, bem como <strong>incentivar a utiliza\u00e7\u00e3o mais adequada da propriedade com a finalidade do desenvolvimento da sociedade.<\/strong> De observar que, se a propriedade n\u00e3o cumpre a fun\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o \u00e9 garantida, mas fica pass\u00edvel de ser retirada por meio de desapropria\u00e7\u00e3o, a fim de que passe a ser utilizada por quem, em princ\u00edpio, melhor possa aproveit\u00e1-la.<br><\/li>\n\n\n\n<li>A predomin\u00e2ncia do interesse p\u00fablico sobre o individual, tanto que a legisla\u00e7\u00e3o do direito agr\u00e1rio assenta-se sobre tr\u00eas grandes princ\u00edpios informadores, os quais s\u00e3o a <strong>fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, a justi\u00e7a social e a preval\u00eancia do interesse p\u00fablico<\/strong>;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A <strong>prote\u00e7\u00e3o da propriedade familiar<\/strong> e da pequena e m\u00e9dia propriedade;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A <strong>perman\u00eancia na terra daqueles que a tornam produtiva<\/strong> com o seu trabalho e o da fam\u00edlia;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>A prote\u00e7\u00e3o do trabalhador rural;<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em seu art. 103, preconiza a aplica\u00e7\u00e3o do Estatuto \u201cde acordo com os princ\u00edpios da justi\u00e7a social\u201d. Estabelece como elemento importante a concilia\u00e7\u00e3o da liberdade de iniciativa com a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Realiza-se a justi\u00e7a social por meio da distribui\u00e7\u00e3o da terra e da concilia\u00e7\u00e3o da liberdade de iniciativa com a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano.<\/p>\n\n\n\n<p>O objeto e a finalidade do contrato agr\u00e1rio \u00e9 o uso ou posse do im\u00f3vel rural para implementa\u00e7\u00e3o de atividade agr\u00edcola ou pecu\u00e1ria, nas modalidade de arrendamento ou parcerias rurais, segundo disposi\u00e7\u00f5es previstas nos arts. 92 a 94 do Estatuto da Terra, observados as disposi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas dos arts. 95 e 96, tamb\u00e9m do Estatuto da Terra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Preceitua o art. 1\u00ba do Regulamento:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p><em>Art 1\u00ba O arrendamento e a parceria s\u00e3o contratos agr\u00e1rios que a lei reconhece, para o fim de posse ou uso tempor\u00e1rio da terra, entre o propriet\u00e1rio, quem detenha a posse ou tenha a livre administra\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel rural, e aqu\u00eale que nela exer\u00e7a qualquer atividade agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, agro-industrial, extrativa ou mista (<\/em><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L4504.htm#art92\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>art. 92 da Lei n\u00ba 4.504 de 30 de novembro de 1964 &#8211; Estatuto da Terra<\/em><\/a><em>&nbsp;&#8211; e&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L4947.htm#art13\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>art. 13 da Lei n\u00ba 4.947 de 6 de abril de 1966<\/em><\/a><em>).<\/em><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>O regulamento conceitua os contratos agr\u00e1rios de arrendamento e parceria rural, nos seguintes termos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>Art&nbsp;3\u00ba Arrendamento rural \u00e9 o contrato agr\u00e1rio pelo qual uma pessoa se obriga a ceder \u00e0 outra, por tempo determinado ou n\u00e3o, o uso e gozo de im\u00f3vel rural, parte ou partes do mesmo, incluindo, ou n\u00e3o, outros bens, benfeitorias e ou facilidades, com o objetivo de nele ser exercida atividade de explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, agro-industrial, extrativa ou mista, mediante, certa retribui\u00e7\u00e3o ou aluguel , observados os limites percentuais da Lei.<\/em><br><em>&nbsp;\u00a7 1\u00ba Subarrendamento \u00e9 o contrato pelo qual o Arrendat\u00e1rio transfere a outrem, no todo ou em parte, os direitos e obriga\u00e7\u00f5es do seu contrato de arrendamento.<\/em><br><em>&nbsp;\u00a7 2\u00ba Chama-se Arrendador o que cede o im\u00f3vel rural ou o aluga; e Arrendat\u00e1rio a pessoa ou conjunto familiar, representado pelo seu chefe que o recebe ou toma por aluguel.<\/em><br><em>\u00a7 3\u00ba O Arrendat\u00e1rio outorgante de subarrendamento ser\u00e1, para todos os efeitos, classificado como arrendador.<\/em><br><em>Art 4\u00ba Parceria rural \u00e9 o contrato agr\u00e1rio pelo qual uma pessoa se obriga a ceder \u00e0 outra, por te mpo determinado ou n\u00e3o, o uso especifico de im\u00f3vel rural, de parte ou partes do mesmo, incluindo, ou n\u00e3o, benfeitorias, outros bens e ou facilidades, com o objetivo de n\u00eale ser exercida atividade de explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, agro-industrial, extrativa vegetal ou mista; e ou lhe entrega animais para cria, recria, invernagem, engorda ou extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas de origem animal, mediante partilha de riscos do caso fortuito e da f\u00f4r\u00e7a maior do empreendimento rural, e dos frutos, produtos ou lucros havidos nas propor\u00e7\u00f5es que estipularem, observados os limites percentuais da lei (<\/em><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L4504.htm#art96vi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>artigo 96, VI do Estatuto da Terra<\/em><\/a><em>).<\/em><br><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. para os fins d\u00easte Regulamento denomina-se parceiro outorgante, o cedente, propriet\u00e1rio ou n\u00e3o, que entrega os bens; e parceiro-outorgado, a pessoa ou o conjunto familiar, representado pelo seu chefe, que os recebe para os fins pr\u00f3prios das modalidades de parcerias definidas no art. 5\u00ba.<\/em><\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>O contrato agr\u00e1rio, portanto, \u00e9 um instrumento de acesso \u00e0 terra por aqueles que n\u00e3o possuem terras, a fim de cultiv\u00e1-la diretamente, desenvolver o seu neg\u00f3cio agr\u00e1rio e promover distribui\u00e7\u00e3o de renda e justi\u00e7a social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o do legislador foi garantir uma forma de acesso \u00e0 terra, e, ao mesmo tempo, criar um microssistema legislativo que protegesse o arrendat\u00e1rio ou parceiro-outorgado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Estatuto da Terra e a Reforma Agr\u00e1ria&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando se pensa no Estatuto da Terra, tamb\u00e9m vem \u00e0 tona a reforma agr\u00e1ria. \u00c9 importante que se diga que a promulga\u00e7\u00e3o do Estatuto da Terra coincide com o in\u00edcio do Regime Militar (1964 a 1985), de car\u00e1ter autorit\u00e1rio e nacionalista. Teve in\u00edcio com a derrubada do governo de Jo\u00e3o Goulart, em abril de 1964.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Jango j\u00e1 defendia as \u201creformas de base\u201d, dentre as quais a reforma agr\u00e1ria em que propunha uma altera\u00e7\u00e3o na estrutura fundi\u00e1ria brasileira, visando garantir terras a pequenos propriet\u00e1rios rurais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E de fato, \u00e0 \u00e9poca, o n\u00famero de latif\u00fandios improdutivos era enorme no pa\u00eds, motivo pelo qual impunha-se uma a\u00e7\u00e3o governamental, visando corrigir tais distor\u00e7\u00f5es. Nessas circunst\u00e2ncias \u00e9 que o Estatuto da Terra \u00e9 promulgado em 30 de novembro de 1964, pelo Presidente Castelo Branco, definindo a forma em que a reforma agr\u00e1ria se daria no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cria-se o IBRA \u2013 Instituto Brasileiro de Reforma Agr\u00e1ria (em substitui\u00e7\u00e3o ao SUPRA \u2013 Superintend\u00eancia de Reforma Agr\u00e1ria, criado em 1962) e forma da execu\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Definiu o Estatuto da Terra:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>Art. 33. A Reforma Agr\u00e1ria ser\u00e1 realizada por meio de planos peri\u00f3dicos, nacionais e regionais, com prazos e objetivos determinados, de acordo com projetos espec\u00edficos.<\/em><br><em>Art. 34. O Plano Nacional de Reforma Agr\u00e1ria, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Reforma Agr\u00e1ria e aprovado pelo Presidente da Rep\u00fablica, consignar\u00e1 necessariamente:<\/em><br><em>I &#8211; a delimita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas regionais priorit\u00e1rias;<\/em><br><em>II &#8211; a especifica\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os regionais, zonas e locais, que vierem a ser criados para a execu\u00e7\u00e3o e a administra\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria;<\/em><br><em>III &#8211; a determina\u00e7\u00e3o dos objetivos que dever\u00e3o condicionar a elabora\u00e7\u00e3o dos Planos Regionais;<\/em><br><em>IV &#8211; a hierarquiza\u00e7\u00e3o das medidas a serem programadas pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, nas \u00e1reas priorit\u00e1rias, nos setores de obras de saneamento, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia t\u00e9cnica;<\/em><br><em>V &#8211; a fixa\u00e7\u00e3o dos limites das dota\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do Plano Nacional e de cada um dos planos regionais.<\/em><br><em>\u00a7 1\u00ba Uma vez aprovados, os Planos ter\u00e3o prioridade absoluta para atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os e servi\u00e7os federais j\u00e1 existentes nas \u00e1reas escolhidas.<\/em><br><em>\u00a7 2\u00ba As entidades p\u00fablicas e privadas que firmarem acordos, conv\u00eanios ou tratados com o Instituto Brasileiro de Reforma Agr\u00e1ria, nos termos desta Lei, assumir\u00e3o, igualmente compromisso expresso, quanto \u00e0 prioridade aludida no par\u00e1grafo anterior, relativamente aos assuntos e servi\u00e7os de sua al\u00e7ada nas respectivas \u00e1reas.<\/em><\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>O certo \u00e9 que o Estatuto da Terra foi um importante instrumento para a reforma agr\u00e1ria no pa\u00eds, seja arrecadando e distribuindo im\u00f3veis improdutivos, seja estimulando quem possu\u00eda im\u00f3veis improdutivos a dar-lhes fun\u00e7\u00e3o social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o IBRA foi substitu\u00eddo pelo INCRA (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria), criado em 1970, com a miss\u00e3o prec\u00edpua de realizar a reforma agr\u00e1ria, manter o cadastro nacional de im\u00f3veis rurais e administrar as terras p\u00fablicas da Uni\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Projetos de assentamentos rurais foram realizados em in\u00fameras regi\u00f5es do pa\u00eds, alguns com sucesso outros nem tanto. Conflitos fundi\u00e1rios ainda abundam no pa\u00eds, mas a realidade socioecon\u00f4mica hoje difere daquelas do legislador de 1964.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de im\u00f3veis improdutivos hoje \u00e9 muito menor do que h\u00e1 60 anos atr\u00e1s. Novas t\u00e9cnicas de agropecu\u00e1ria permitem alta produtividade no campo e o Brasil \u00e9 refer\u00eancia mundial em produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em regi\u00e3o tropical e em exporta\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>O uso da ci\u00eancia e tecnologia (muitas delas estimuladas pelo Poder P\u00fablica, a exemplo da EMBRAPA) fez uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no campo, permitindo se falar hoje em agricultura 4.0 (agricultura de precis\u00e3o, uso de GPS, drones, maquin\u00e1rio de alta tecnologia, sementes de alta fertilidade e produ\u00e7\u00e3o, culturas resistentes a pragas e intemp\u00e9ries, etc.)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, hoje a preocupa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 premente no Brasil e no mundo. No passado, \u00e1reas cobertas de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria poderiam ser consideradas \u201cimprodutivas\u201d, caso n\u00e3o fosse destinada economicamente. Hoje \u00e9 considerada de preserva\u00e7\u00e3o ou pode significar ativo ambiental. Tais circunst\u00e2ncias inviabilizam, por exemplo, projeto de reforma agr\u00e1ria em \u00e1reas florestais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, quem quer que pense em reforma agr\u00e1ria hoje no pa\u00eds deve estar voltado com olhos para o futuro, com a mente na terceira e quarta d\u00e9cada do S\u00e9culo XXI e n\u00e3o presa ao tempo da promulga\u00e7\u00e3o do Estatuto da Terra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal, Estatuto da Terra e atualiza\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o advento da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o Estatuto da Terra deve ser interpretado \u00e0 luz da Lei Fundamental, haja vista a hierarquia superior da norma constitucional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por exemplo, incluiu cap\u00edtulo pr\u00f3prio denominado \u201cDa pol\u00edtica agr\u00edcola e fundi\u00e1ria e da reforma agr\u00e1ria\u201d (artigos 184 a 191), estabelecendo crit\u00e9rios para a reforma agr\u00e1ria, conceituando a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, a forma em que se dar\u00e1 a pol\u00edtica agr\u00edcola e a destina\u00e7\u00e3o de terras p\u00fablicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, h\u00e1 hoje no Brasil um arcabou\u00e7o constitucional superior ao pr\u00f3prio Estatuto da Terra, a ser aplicado no Direito Agr\u00e1rio, dada a autonomia da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Tal fato, todavia, n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia da principal norma de Direito Agr\u00e1rio do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, de 1964 para c\u00e1, in\u00fameras outras leis foram editadas a exemplo da Lei n\u00ba 6.383\/76 (<a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/o-que-e-acao-reivindicatoria\/\">Terras Devolutas<\/a>), Lei n\u00ba 8.171\/91 (Lei da Pol\u00edtica Agr\u00edcola), Lei n\u00ba 8.629\/93 (Lei da Reforma Agr\u00e1ria), Lei n\u00ba 11.326\/06 (Lei da Agricultura Familiar), Lei n\u00ba 12.651\/12 (C\u00f3digo Florestal), Lei n\u00ba 13.288\/16 (Lei dos Contratos de Integra\u00e7\u00e3o), etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas dessas normas disp\u00f5em sobre temas que est\u00e3o presentes no Estatuto da Terra, e, portanto, devem ser objeto da consulta do agrarista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos mais recentes, o Estatuto da Terra sofreu uma altera\u00e7\u00e3o relevante em 2007. Por isso, vozes se levantam para a altera\u00e7\u00e3o da norma, adequando-a ao S\u00e9culo XXI. As cr\u00edticas principais giram em torno de mais autonomia da vontade dos contratantes, formas de pagamento em contratos agr\u00e1rios, flexibiliza\u00e7\u00e3o de formas de notifica\u00e7\u00f5es, etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, por exemplo, promulgou-se a <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-da-liberdade-economica\/\">Lei da Liberdade Econ\u00f4mica<\/a> (Lei 13.874\/19) em que se conferiu maior autonomia \u00e0 livre iniciativa e ao exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica. Todavia, tais princ\u00edpios devem ser aplicados com reservas \u00e0s normas de direito agr\u00e1rio, em especial naquilo que conflitem com o Estatuto da Terra e seu car\u00e1ter cogente e dirigista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, \u00e9 necess\u00e1ria a altera\u00e7\u00e3o da norma, de modo a modificar aquilo que j\u00e1 foi derrubado por legisla\u00e7\u00e3o posterior e pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Questiona-se se n\u00e3o seria o caso de promulga\u00e7\u00e3o de nova lei, aproveitando-se dos institutos criados e consolidados pelo Estatuto da Terra e que j\u00e1 foram incorporados \u00e0 jurisprud\u00eancia nacional. H\u00e1 debates acerca da cria\u00e7\u00e3o do Estatuto do Produtor Rural e at\u00e9 mesmo de um ramo aut\u00f4nomo denominado Direito do Agroneg\u00f3cio, afastado da imperatividade do Estatuto da Terra.<br><br>O certo \u00e9 que o Direito Agr\u00e1rio possui particularidades acerca da sua incid\u00eancia, em especial quanto \u00e0 agrariedade, composta dos seguintes fatores: o uso do solo e seus acess\u00f3rios (elemento de localiza\u00e7\u00e3o); pertin\u00eancia a bens vegetais e\/ou animais (elemento voltado ao ciclo agrobiol\u00f3gico); e avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da atividade desenvolvida (elemento econ\u00f4mico).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como tal, a atividade agr\u00e1ria demanda um sistema de prote\u00e7\u00e3o pr\u00f3prio e a exist\u00eancia de um ramo aut\u00f4nomo do Direito. E o Estatuto da Terra foi editado sob esse prisma: uma norma com conte\u00fado t\u00e9cnico \u00e0 luz da agrariedade de seu objeto de incid\u00eancia<em>. <\/em>Por isso, qualquer norma que venha a modific\u00e1-lo ou substitu\u00ed-lo dever\u00e1 ter esse mesmo prop\u00f3sito, sob pena de esvaziamento do Direito Agr\u00e1rio no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Como vimos, os objetivos da cria\u00e7\u00e3o do Estatuto da Terra eram, basicamente, a execu\u00e7\u00e3o de uma reforma agr\u00e1ria e o desenvolvimento da agricultura. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, podemos dizer que o segundo teve mais \u00eaxito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E para quem deseja conhecer mais sobre o Estatuto da Terra e o Direito Agr\u00e1rio, sugiro buscar inicialmente os livros cl\u00e1ssicos para compreens\u00e3o do campo de incid\u00eancia do Direito Agr\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, destaco os seguintes autores: Raymundo Laranjeira, Oct\u00e1vio Mello Alvarenga, Fernando Pereira Sodero, Silva C. B. Opitz e Oswaldo Optiz, Antonino Moura Borges, Benedito Ferreira Marques, Arnaldo Rizzardo e Darcy Walmor Zibetti.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Boas leituras!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/politica-monetaria\/\">Pol\u00edtica monet\u00e1ria: o que \u00e9, tipos e impacto na economia<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/isencao-fiscal\/\">Isen\u00e7\u00e3o fiscal: entenda o an\u00fancio do Governo Federal sobre produtos importados<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-eleitoral\/\">Guia comentado: principais artigos do C\u00f3digo Eleitoral<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-administrativo\/\">Saiba mais sobre a atua\u00e7\u00e3o do especialista em direito administrativo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/usucapiao\/\">Entenda como funciona a usucapi\u00e3o e quando utilizar a a\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/recurso-extraordinario\/\">Saiba o que \u00e9 e como funciona o recurso extraordin\u00e1rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/licenciamento-ambiental\/\">O que \u00e9 e para que serve o licenciamento ambiental?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-consuetudinario\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-consuetudinario\/\">Direito consuetudin\u00e1rio, a legitimidade dos costumes como fonte jur\u00eddica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Principais aspectos do <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-da-autonomia-da-vontade\/\">princ\u00edpio da autonomia da vontade<\/a> nos contratos<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/agravo-de-instrumento-trabalhista\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/agravo-de-instrumento-trabalhista\/\">Como funciona o agravo de instrumento trabalhista [+MODELO]<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/intervencao-de-terceiros\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/intervencao-de-terceiros\/\">O que \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o de terceiros no Novo CPC<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>Este conte\u00fado foi \u00fatil? Ficou com alguma d\u00favida? 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\u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estatuto da Terra \u00e9 a principal Lei Federal que disciplina o uso, a ocupa\u00e7\u00e3o e a rela\u00e7\u00f5es fundi\u00e1rias no pa\u00eds. Promulgado em 30 de novembro de 1964, \u00e9 considerado a certid\u00e3o de nascimento do Direito Agr\u00e1rio no Brasil. 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