{"id":18010,"date":"2023-04-14T17:14:45","date_gmt":"2023-04-14T20:14:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=18010"},"modified":"2023-06-27T13:02:01","modified_gmt":"2023-06-27T16:02:01","slug":"isencao-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/isencao-fiscal\/","title":{"rendered":"Isen\u00e7\u00e3o fiscal: entenda o an\u00fancio do Governo Federal sobre produtos importados"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, em seu artigo 175, inciso I, define a <strong>isen\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong> como uma hip\u00f3tese de exclus\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Em outras palavras, a isen\u00e7\u00e3o \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o estabelecida por lei que impede a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio atrav\u00e9s do procedimento de lan\u00e7amento.<\/pre>\n\n\n\n<p>Diante da investida do Governo Brasileiro sobre os produtos importados da China, as redes sociais e os ve\u00edculos de not\u00edcia foram inundados com debates e cr\u00edticas a respeito do tema, sem necessariamente debru\u00e7ar-se a respeito dos fundamentos jur\u00eddicos e econ\u00f4micos que embasam a medida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, o Governo pode exigir imposto de importa\u00e7\u00e3o sobre as mercadorias, ainda que inferiores a US$50, importadas do exterior? \u00c9 o que vamos discutir neste artigo. Continue a leitura!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">An\u00fancio do Governo Federal sobre isen\u00e7\u00e3o fiscal<\/h2>\n\n\n\n<p>Recentemente, diversos consumidores de produtos importados, especialmente de gigantes chinesas como Shein, AliExpress e Shopee, foram surpreendidos com a reten\u00e7\u00e3o de suas mercadorias, que veio acompanhada da exig\u00eancia de tributos incidentes sobre a importa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo em seguida, <strong>o Governo Federal anunciou que passar\u00e1 a tributar a importa\u00e7\u00e3o de mercadorias advindas do exterior<\/strong> e que, com isso, pretende arrecadar oito bilh\u00f5es de reais para aplica\u00e7\u00e3o em outros programas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso, diversas d\u00favidas foram surgindo: trata-se de um novo imposto ou de nova hip\u00f3tese de incid\u00eancia do imposto de importa\u00e7\u00e3o? Esses produtos, se inferiores a 50 d\u00f3lares americanos, n\u00e3o seriam isentos? Os produtos chineses ficar\u00e3o mais caros?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 imposto de importa\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O imposto de importa\u00e7\u00e3o \u00e9 um tributo federal que incide sobre a entrada de produtos estrangeiros no territ\u00f3rio brasileiro. Conforme o artigo 153, inciso I da Constitui\u00e7\u00e3o Federal est\u00e1 atribu\u00edda \u00e0 Uni\u00e3o a compet\u00eancia para instituir um imposto sobre a &#8220;importa\u00e7\u00e3o de produtos estrangeiros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel infraconstitucional, o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o possui normas gerais (fato gerador, base de c\u00e1lculo e fato gerador) descritos nos artigos 19 a 22 do CTN, bem como foi institu\u00eddo pelo Decreto-Lei n. 37\/66, ainda vigente, e \u00e9 regulamentado pelo Decreto n. 6.759\/06.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que haja importa\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que o produto integre a economia nacional, seja pelo seu consumo, integra\u00e7\u00e3o \u00e0 ativo, aplica\u00e7\u00e3o industrial ou comercial. No entanto, o termo \u201cproduto\u201d n\u00e3o refere-se somente \u00e0s mercadorias (entendidas como bens sujeitos \u00e0 merc\u00e2ncia), como a qualquer bem (destinados, por exemplo, a uso e consumo do importador). J\u00e1 por \u201cestrangeiro\u201d entende-se o produto que tenha sido originado pela a\u00e7\u00e3o humana ou da natureza em outro pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato gerador do imposto de importa\u00e7\u00e3o considera-se ocorrido com a data de registro da importa\u00e7\u00e3o<\/strong>, realizado eletronicamente por meio do SISCOMEX (Sistema Integrado de Com\u00e9rcio Exterior). O imposto \u00e9 pago concomitantemente ao registro da declara\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o, de forma eletr\u00f4nica, atrav\u00e9s de d\u00e9bito na conta do importador.<\/p>\n\n\n\n<p>O sujeito ativo do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria Uni\u00e3o, enquanto o Contribuinte \u00e9 o <em>\u201cimportador, assim considerado qualquer pessoa que promova a entrada de mercadoria estrangeira no Territ\u00f3rio Nacional\u201d<\/em> (art. 22, I, do CTN c\/c o art. 31, I, do Decreto-Lei n. 37\/66). Como j\u00e1 foi dito, o imposto \u00e9 aplicado em cima do produto e n\u00e3o da mercadoria, ent\u00e3o mesmo se um cliente final comprar, ele ainda ter\u00e1 que pagar o imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>A base de c\u00e1lculo do imposto \u00e9 o <strong>valor aduaneiro<\/strong>, apurado segundo as normas do art. 7\u00ba do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Com\u00e9rcio &#8211; GATT, e deve refletir o pre\u00e7o normal que o produto, ou seu similar, alcan\u00e7aria, ao tempo da importa\u00e7\u00e3o, em uma venda em condi\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-concorrencial\/\">livre concorr\u00eancia<\/a>, para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cada produto sujeito \u00e0 importa\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma al\u00edquota espec\u00edfica<\/strong>, definida pela Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul ou em Lista de Exce\u00e7\u00f5es. H\u00e1, ainda, o regime de tributa\u00e7\u00e3o simplificada (art. 99 e ss. do Decreto 6.759\/09), em que \u00e0s <strong>remessas internacionais \u00e9 aplicada al\u00edquota de 60% do valor aduaneiro<\/strong>, isentando-as do pagamento de imposto sobre produtos industrializados, da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/PASEP-Importa\u00e7\u00e3o e da COFINS-Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em> Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/politica-monetaria\/\">Pol\u00edtica monet\u00e1ria: o que \u00e9, tipos e impacto na economia<\/a>! <\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 isen\u00e7\u00e3o fiscal?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, em seu art. 175, inciso I, classifica a isen\u00e7\u00e3o como hip\u00f3tese de exclus\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Ou seja, \u00e9 um impedimento definido por lei \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio por meio do lan\u00e7amento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/imunidade-tributaria\/\">imunidade<\/a>, que deriva da constitui\u00e7\u00e3o e age como norma negativa de compet\u00eancia, a isen\u00e7\u00e3o \u00e9 oriunda de norma infraconstitucional (lei em sentido estrito &#8211; art. 97, VI, do CTN) espec\u00edfica do ente pol\u00edtico competente para sua institui\u00e7\u00e3o, bem como a sua institui\u00e7\u00e3o decorre do exerc\u00edcio da pr\u00f3pria compet\u00eancia, motivada por raz\u00f5es de conveni\u00eancia e oportunidade ou de justi\u00e7a fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, a isen\u00e7\u00e3o \u00e9, em s\u00edntese, a dispensa do pagamento do tributo autorizada por lei editada pelo ente competente pela institui\u00e7\u00e3o do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Salvo quando concedida por prazo certo (ex: 10 anos) e com condi\u00e7\u00e3o (ex: gerar determinado n\u00famero de empregos), <strong>pode ser revogada a qualquer tempo pelo ente que a editou<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, nos termos do art. 111, I e II, do CTN, a lei que concede a isen\u00e7\u00e3o deve ser interpretada de forma literal. Sem adentrar as discuss\u00f5es hermen\u00eauticas que permeiam o tema, isso significa que \u00e9<strong> vedado o uso da analogia \u00e0s hip\u00f3teses concessivas de isen\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais produtos s\u00e3o isentos do imposto de importa\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o isentos do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o os bens trazidos pelo contribuinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>por via a\u00e9rea at\u00e9 US$ 500,00<\/li>\n\n\n\n<li>por via terrestre at\u00e9 US$ 300,00<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esses bens tamb\u00e9m devem respeitar as quantidade de 12 litros de bebidas alco\u00f3licas, 10 ma\u00e7os de cigarros e 25 charutos, entre outros, <strong>bem como as remessas ou encomendas de pessoas f\u00edsicas at\u00e9 o limite de US$50,00<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas hip\u00f3teses de isen\u00e7\u00e3o, h\u00e1 diversos produtos sujeitos \u00e0 al\u00edquota 0, isto \u00e9, produtos que, por sua relev\u00e2ncia ou aus\u00eancia de similar nacional, possuem suas al\u00edquotas reduzidas a zero por meio de Decreto do Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A isen\u00e7\u00e3o de remessas ou encomendas at\u00e9 o limite de US$50 foi revogada?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o<\/strong>! E \u00e9 justamente nesse ponto que as redes sociais, a m\u00eddia e o pr\u00f3prio Governo Federal, por conta de suas manifesta\u00e7\u00f5es enviesadas, geraram tanto alarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mencionado anteriormente,<strong> a isen\u00e7\u00e3o de remessas ou encomendas at\u00e9 o limite de U$D 50,00 (ou seja, cinquenta d\u00f3lares) \u00e9 restrita \u00e0s opera\u00e7\u00f5es realizadas entre pessoas f\u00edsicas<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da opera\u00e7\u00e3o ocorrer entre uma pessoa jur\u00eddica (ex: empresa chinesa) e uma pessoa f\u00edsica no Brasil, n\u00e3o h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o, mas sim a aplica\u00e7\u00e3o do Regime de Tributa\u00e7\u00e3o simplificada, com aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 60%.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, encontramos a resposta no art. 1\u00ba da Portaria n. 156\/99 do Minist\u00e9rio da Fazenda:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Art. 1\u00ba O regime de tributa\u00e7\u00e3o simplificada &#8211; RTS, institu\u00eddo pelo Decreto-Lei N\u00ba 1.804, de 3 de setembro de 1980, poder\u00e1 ser utilizado no despacho aduaneiro de importa\u00e7\u00e3o de bens integrantes de remessa postal ou de encomenda a\u00e9rea internacional no valor de at\u00e9 US$ 3,000.00 (tr\u00eas mil d\u00f3lares dos Estados Unidos da Am\u00e9rica) ou o equivalente em outra moeda, destinada a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, mediante o pagamento do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o calculado com a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 60% (sessenta por cento), independentemente da classifica\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria dos bens que comp\u00f5em a remessa ou encomenda.<br><br>\u00a7 2\u00ba Os bens que integrem remessa postal internacional no valor de at\u00e9 US$ 50.00 (cinq\u00fcenta d\u00f3lares dos Estados Unidos da Am\u00e9rica) ou o equivalente em outra moeda, ser\u00e3o desembara\u00e7ados com isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, <strong>desde que o remetente e o destinat\u00e1rio sejam pessoas f\u00edsicas<\/strong>.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>No entanto, vinha acontecendo as seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Algumas empresas utilizavam nomes de pessoas f\u00edsicas (aut\u00eanticos ou mesmo fict\u00edcios) para lastrear o envio dos produtos, a fim de valerem-se da isen\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Mesmo tratando-se de extraordin\u00e1ria e aut\u00eantica remessa por pessoa f\u00edsica, eram informados valores inferiores dos produtos, a fim de adequarem-se \u00e0 isen\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>A pr\u00f3pria Aduana, por tratar-se de produto com valor inferior a U$D 50,00 (cinquenta d\u00f3lares americanos), n\u00e3o fiscalizava o pagamento do tributo, independente do remetente ser pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica .<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>As duas primeiras situa\u00e7\u00f5es narradas constituem claro caso de fraude<\/strong>: h\u00e1 a utiliza\u00e7\u00e3o de engodo (nomea\u00e7\u00e3o de pessoa f\u00edsica ou declara\u00e7\u00e3o de valor inferior ao real) para ludibriar o fisco brasileiro e evadir-se dos tributos incidentes sobre a importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os casos demandam uma atua\u00e7\u00e3o mais contundente da Receita Federal, que n\u00e3o pode curvar-se \u00e0 pr\u00e1tica de il\u00edcitos tribut\u00e1rios cometidos por empresas estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O produto importado ficar\u00e1 mais caro ao consumidor?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra pol\u00eamica que ronda o assunto \u00e9 oriunda de <em>tweet<\/em> enviado pela primeira-dama, Janja da Silva, que afirmou:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"500\" data-dnt=\"true\"><p lang=\"pt\" dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/choquei?ref_src=twsrc%5Etfw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@choquei<\/a> a taxa\u00e7\u00e3o \u00e9 para as empresas e n\u00e3o para o consumidor.<\/p>&mdash; Janja Lula Silva (@JanjaLula) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/JanjaLula\/status\/1646149996478181376?ref_src=twsrc%5Etfw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">April 12, 2023<\/a><\/blockquote><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Isso porque, ainda que a lei atribua a responsabilidade pelo recolhimento do imposto ao exportador (empresa estrangeira), o contribuinte (tanto de direito, como de fato) \u00e9 a pessoa f\u00edsica que adquire o produto importado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda que n\u00e3o haja obrigatoriedade no repasse (a empresa poderia, em tese, assumir esse custo), <strong>\u00e9 extremamente prov\u00e1vel que esse custo financeiro (integralmente ou parcialmente) seja repassado ao consumidor final<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bastante dif\u00edcil que a exportadora tenha margem que comporte a assun\u00e7\u00e3o do imposto simplificado de 60%, de modo que boa parte (ou mesmo a integralidade) desse custo seja repassado ao consumidor final, o que deve impactar nos valores dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda que o consumidor final n\u00e3o tenha que ativamente recolher o imposto (opera\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 realizada pela exportadora, em face de sua responsabilidade), o custo financeiro ser\u00e1 a ele repassado no pre\u00e7o final da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que muda com o incremento da fiscaliza\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Muito provavelmente, as empresas que porventura adotavam pr\u00e1ticas fraudulentas, ir\u00e3o se adequar \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o brasileira (ou seja, realizar\u00e3o a remessa como pessoas jur\u00eddicas), sujeitando suas mercadorias \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, \u00e9 igualmente prov\u00e1vel que essas empresas repassem esse custo (total ou parcialmente) ao consumidor final, o qual dever\u00e1 avaliar a competitividade desses produtos em rela\u00e7\u00e3o aos similares nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria nacional, que sempre sujeitou-se ao pagamento de tributos e que, com isso, via-se em severa desvantagem competitiva, pode se tornar mais atrativa ao consumidor, que contar\u00e1, inclusive, com maior <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/seguranca-juridica\/\">seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/a> em caso de defeitos nesses produtos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para finalizar, \u00e9 importante deixar claro que n\u00e3o se trata, no presente momento, de revoga\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o de remessa de produtos importados entre pessoas f\u00edsicas, <strong>mas de incremento da fiscaliza\u00e7\u00e3o no tocante aos envios praticados por pessoas jur\u00eddicas<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mencionado, existem reiteradas pr\u00e1ticas fraudulentas que n\u00e3o apenas resultam no n\u00e3o pagamento de imposto devido, mas em severos danos \u00e0 competitividade em rela\u00e7\u00e3o ao mercado interno, que se v\u00ea sufocado por conta da disparidade com o produto importado ilegalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a referida medida n\u00e3o importar\u00e1 em qualquer \u00f4nus \u00e0s empresas que j\u00e1 se adequavam \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o brasileira, mas somente \u00e0quelas que, por meio de engodo, buscavam ludibriar o fisco brasileiro e, com isso, ofereciam produtos mais \u201cbaratos\u201d ao custo da sonega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou deste texto e deseja seguir a leitura em temas sobre direito e advocacia, vale a pena conferir os seguintes materiais:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-tributario-nacional-ctn\/\">CTN &#8211; Hist\u00f3rico e principais artigos do C\u00f3digo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principios-do-direito-tributario\/\">Princ\u00edpios mais importantes do Direito Tribut\u00e1rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/regime-de-tributacao\/\">O que \u00e9 e como funciona o regime de tributa\u00e7\u00e3o para advogados<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/recurso-extraordinario\/\">Saiba o que \u00e9 e como funciona o recurso extraordin\u00e1rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/evasao-fiscal\/\">O que \u00e9 e quando ocorre a evas\u00e3o fiscal<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/arrolamento-de-bens\/\">Entenda o que \u00e9 arrolamento de bens<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Os mais importantes <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principios-do-direito-do-trabalho\/\">princ\u00edpios do direito do trabalho<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/responsabilidade-tributaria\/\">responsabilidade tribut\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Principais conceitos, caracter\u00edsticas e esp\u00e9cies da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/competencia-tributaria\/\">compet\u00eancia tribut\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principio-legalidade-tributaria\/\">O que \u00e9 o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria e suas aplica\u00e7\u00f5es<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; 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Em outras palavras, a isen\u00e7\u00e3o \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o estabelecida por lei que impede a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio atrav\u00e9s do procedimento de lan\u00e7amento. 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