{"id":17278,"date":"2026-03-16T12:12:17","date_gmt":"2026-03-16T15:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=17278"},"modified":"2026-03-16T12:14:20","modified_gmt":"2026-03-16T15:14:20","slug":"aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Tire as principais d\u00favidas sobre a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A <strong>aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia<\/strong> \u00e9 uma modalidade de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio program\u00e1vel, disciplinada pela LC 142\/2013, que permite ao segurado do INSS ou servidor p\u00fablico, se aposentar com menos idade e\/ou com menos tempo de contribui\u00e7\u00e3o, inclusive, com regras de c\u00e1lculo mais vantajosas, em virtude da condi\u00e7\u00e3o legal de defici\u00eancia.<\/pre>\n\n\n\n<p>Muita gente ainda n\u00e3o sabe, mas a<strong> pessoa com defici\u00eancia pode ter direito a uma aposentadoria com regras diferentes no INSS.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E essa d\u00favida n\u00e3o aparece s\u00f3 entre segurados e fam\u00edlias. Ela tamb\u00e9m \u00e9 comum entre profissionais do Direito que, muitas vezes, conhecem a aposentadoria por idade e por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o dominam as particularidades da aposentadoria da PcD.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira prev\u00ea essa possibilidade desde 2013 e o benef\u00edcio continua sendo uma alternativa importante para quem viveu a vida contributiva enfrentando barreiras, limita\u00e7\u00f5es e exclus\u00f5es que n\u00e3o podem ser ignoradas pela Previd\u00eancia Social.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que, apesar de ser um direito extremamente relevante, a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia ainda gera muitas d\u00favidas na pr\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tem direito? Quais defici\u00eancias podem ser reconhecidas? Como funciona a per\u00edcia? O que o INSS realmente analisa? E qual a diferen\u00e7a entre esse benef\u00edcio e a chamada aposentadoria por invalidez, hoje conhecida tecnicamente como aposentadoria por incapacidade permanente?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas perguntas aparecem o tempo todo e, na maioria das vezes, v\u00eam acompanhadas de inseguran\u00e7a, respostas equivocadas pela internet, desinforma\u00e7\u00e3o e at\u00e9 negativas indevidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do texto, vou explicar como esse benef\u00edcio funciona, quais s\u00e3o as regras, como a defici\u00eancia \u00e9 avaliada pelo INSS, quais documentos costumam ser importantes e quais cuidados podem fazer diferen\u00e7a na hora de pedir a aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui, <strong>falo aqui com a experi\u00eancia de quem vive essa realidade na pr\u00e1tica<\/strong>, como pessoa com defici\u00eancia e como s\u00f3cio fundador do <a href=\"https:\/\/www.heltonedeus.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Helton &amp; Deus Sociedade Advogados<\/strong><\/a>, escrit\u00f3rio especializado na defesa dos direitos da pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, quero n\u00e3o s\u00f3 compartilhar informa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de qualidade com quem busca entender melhor esse direito, mas tamb\u00e9m mostrar aos colegas advogados a relev\u00e2ncia de uma \u00e1rea ainda pouco explorada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, fique comigo at\u00e9 o final. Vou explicar de forma clara tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, um tema cada vez mais importante na atua\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia \u00e9 um<strong> benef\u00edcio previdenci\u00e1rio pensado para quem contribuiu com o INSS e possui uma defici\u00eancia que gera impedimentos de longo prazo<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, \u00e9 uma aposentadoria com regras pr\u00f3prias para reconhecer que a pessoa com defici\u00eancia enfrenta barreiras espec\u00edficas ao longo da vida, inclusive na sua trajet\u00f3ria de trabalho e contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando eu falo em regras pr\u00f3prias, estou dizendo que essa pessoa pode se aposentar por crit\u00e9rios diferentes dos aplicados aos demais segurados. A depender do caso, isso pode influenciar a idade exigida ou o tempo necess\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante deixar uma coisa bem clara desde j\u00e1: essa aposentadoria <strong>n\u00e3o se confunde com benef\u00edcio assistencial e nem com a antiga aposentadoria por invalidez<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, estamos falando de um benef\u00edcio previdenci\u00e1rio para quem contribuiu e precisa ter o seu caso analisado dentro das regras espec\u00edficas da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/o-que-e-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia.jpg\" alt=\"Saiba mais sobre aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia\" class=\"wp-image-17283\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/o-que-e-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/o-que-e-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/o-que-e-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/o-que-e-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/o-que-e-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja o que \u00e9 aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a base legal da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A base legal da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia est\u00e1 na <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp142.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Lei Complementar n\u00ba 142\/2013<\/strong><\/a>, que foi a norma respons\u00e1vel por regulamentar esse direito no \u00e2mbito do <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/rgps\/\">Regime Geral de Previd\u00eancia Social<\/a>, ou seja, no \u00e2mbito do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 142\/2013 veio para atender o comando do art. 201 \u00a71\u00ba I da nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, sendo essa lei o diploma respons\u00e1vel pelas regras espec\u00edficas dessa aposentadoria, permitindo um tratamento previdenci\u00e1rio mais adequado \u00e0 realidade das pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para entender de verdade essa constru\u00e7\u00e3o, eu acho importante olhar al\u00e9m da lei complementar. Esse modelo n\u00e3o surgiu por acaso e nem foi criado de forma isolada. Ele acompanha uma mudan\u00e7a mais profunda na forma de enxergar a pessoa com defici\u00eancia dentro do ordenamento jur\u00eddico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, no ano de 2007, em Nova York, o Brasil assumiu os compromissos da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia e passou tamb\u00e9m a reconhecer, de maneira mais s\u00e9ria, que igualdade n\u00e3o significa tratar todo mundo exatamente do mesmo jeito, inclusive no campo previdenci\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, garantir igualdade em prol das pessoas com defici\u00eancia exige considerar as barreiras e desvantagens concretas que determinadas pessoas enfrentam ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente a\u00ed que entra a l\u00f3gica da aposentadoria da PcD. A <strong>Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, somada \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o da ONU e depois \u00e0 LC 142\/2013, d\u00e1 base para esse tratamento diferenciado dentro da Previd\u00eancia<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o como privil\u00e9gio, mas como uma resposta jur\u00eddica compat\u00edvel com a ideia de inclus\u00e3o, dignidade e igualdade material.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o racioc\u00ednio de fundo. A Lei Complementar 142\/2013 traz a regra espec\u00edfica, mas a raz\u00e3o de existir dessa prote\u00e7\u00e3o vem de uma constru\u00e7\u00e3o constitucional e convencional muito mais ampla.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a finalidade da aposentadoria da PcD?<\/h2>\n\n\n\n<p>A finalidade da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia \u00e9<strong> reconhecer que a pessoa com defici\u00eancia, ao longo da vida, costuma enfrentar barreiras que impactam sua participa\u00e7\u00e3o social e tamb\u00e9m sua trajet\u00f3ria no trabalho<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a Previd\u00eancia criou regras diferenciadas, levando em conta essa realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu gosto de explicar isso de forma bem direta: n\u00e3o se trata de privil\u00e9gio. Trata-se de um tratamento jur\u00eddico adequado para situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o iguais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 justamente compensar, dentro do sistema previdenci\u00e1rio, as dificuldades extras que muitas pessoas com defici\u00eancia enfrentam para estudar, trabalhar, se locomover, acessar oportunidades e permanecer no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa aposentadoria busca dar uma resposta mais justa a uma trajet\u00f3ria contributiva que, muitas vezes, foi marcada por obst\u00e1culos que n\u00e3o aparecem nos casos comuns. \u00c9 por isso que a lei prev\u00ea crit\u00e9rios pr\u00f3prios para a aposentadoria da PcD, em vez de exigir exatamente as mesmas regras aplic\u00e1veis aos demais segurados.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, o que o Brasil fez foi cumprir um compromisso que j\u00e1 havia assumido no plano internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao aprovar a Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia da ONU, nos termos do artigo 5\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds reconheceu que a pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o pode ser analisada a partir de um olhar assistencialista ou excludente, mas como sujeito de direitos, com prote\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada e direito \u00e0 inclus\u00e3o em igualdade de oportunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a aposentadoria para pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia funciona <strong>como uma regra previdenci\u00e1ria pr\u00f3pria dentro do INSS.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso quer dizer que a pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o entra, necessariamente, nas mesmas exig\u00eancias aplicadas aos demais segurados, porque a lei prev\u00ea crit\u00e9rios espec\u00edficos para reconhecer os impactos que a defici\u00eancia pode gerar ao longo da vida contributiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Basicamente, esse direito pode ser analisado tanto pela l\u00f3gica da idade quanto pela do tempo de contribui\u00e7\u00e3o, a depender do caso. Mas, em qualquer uma dessas hip\u00f3teses, n\u00e3o basta apenas ter contribu\u00eddo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS tamb\u00e9m <strong>vai verificar se a pessoa realmente se enquadra como pessoa com defici\u00eancia<\/strong> para fins previdenci\u00e1rios <strong>e por quanto tempo essa condi\u00e7\u00e3o esteve presente ao longo da vida laboral.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que esse pedido n\u00e3o depende s\u00f3 de uma an\u00e1lise documental simples. Em regra, o reconhecimento da defici\u00eancia passa por avalia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no pr\u00f3prio INSS, com participa\u00e7\u00e3o da per\u00edcia m\u00e9dica e do servi\u00e7o social, dentro de uma l\u00f3gica de avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente por isso que, em muitos casos, a discuss\u00e3o n\u00e3o gira apenas em torno da doen\u00e7a ou do diagn\u00f3stico, mas do impacto concreto daquela defici\u00eancia na vida da pessoa e do per\u00edodo em que ela existiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as modalidades existentes da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia pode acontecer de duas formas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da PcD<\/strong> (art. 3\u00ba, I, II e III da LC 142\/2013);\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aposentadoria por idade da PcD<\/strong> (art. 3\u00ba, IV da LC 142\/2013).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Vamos entender agora quais s\u00e3o os requisitos espec\u00edficos de cada uma das duas modalidades!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regras da aposentadoria por idade da PcD<\/h3>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ando pela aposentadoria por idade da pessoa com defici\u00eancia, a regra aqui \u00e9 relativamente simples de entender.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o <strong>homem pode se aposentar aos 60 anos de idade e a mulher aos 55 anos<\/strong>, desde que ambos cumpram 180 meses de car\u00eancia e comprovem pelo menos 15 anos de contribui\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Requisito<\/strong><\/td><td><strong>Homem<\/strong><\/td><td><strong>Mulher<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Idade M\u00ednima<\/strong><\/td><td>60 anos<\/td><td>55 anos<\/td><\/tr><tr><td><strong>Car\u00eancia (Contribui\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/td><td>180 meses<\/td><td>180 meses<\/td><\/tr><tr><td><strong>Tempo de Contribui\u00e7\u00e3o na Condi\u00e7\u00e3o de PcD<\/strong><\/td><td>Pelo menos 15 anos<\/td><td>Pelo menos 15 anos<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso,<strong> <\/strong>\u00e9 <strong>necess\u00e1rio comprovar que, durante o per\u00edodo m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00e3o (15 anos), a pessoa j\u00e1 se enquadrava na condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia<\/strong> para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta preencher a idade e ter contribu\u00eddo para o INSS. \u00c9 necess\u00e1rio demonstrar que, durante esse per\u00edodo m\u00ednimo, a pessoa j\u00e1 se encontrava na condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, quando algu\u00e9m me pergunta se essa aposentadoria \u00e9 \u201cmais f\u00e1cil\u201d, eu costumo dizer que depende.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em tese, a regra \u00e9 mais objetiva, mas tudo vai depender da capacidade de comprovar esse tempo de contribui\u00e7\u00e3o vinculado \u00e0 defici\u00eancia, porque \u00e9 justamente a\u00ed que costumam aparecer as maiores discuss\u00f5es com o INSS.<strong>Dica de ouro: <\/strong>O fiel da balan\u00e7a aqui, quase sempre ser\u00e1 aquela prova documental que demonstra a data de in\u00edcio da defici\u00eancia ou aquele prova mais antiga de que a condi\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia j\u00e1 existia h\u00e1 pelo menos 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia, a l\u00f3gica \u00e9 um pouco diferente da aposentadoria por idade. Aqui, o <strong>tempo exigido varia conforme o grau da defici\u00eancia reconhecido no caso concreto e n\u00e3o importa qual a idade!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Funciona assim: se a defici\u00eancia for considerada grave, o tempo m\u00ednimo \u00e9 de 25 anos de contribui\u00e7\u00e3o para o homem e 20 anos para a mulher.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se for moderada, a exig\u00eancia passa para 29 anos para o homem e 24 anos para a mulher.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se for leve, o tempo sobe para 33 anos para o homem e 28 anos para a mulher. O INSS tamb\u00e9m exige a car\u00eancia de 180 contribui\u00e7\u00f5es mensais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Grau da Defici\u00eancia<\/strong><\/td><td><strong>Tempo M\u00ednimo de Contribui\u00e7\u00e3o (Homem)<\/strong><\/td><td><strong>Tempo M\u00ednimo de Contribui\u00e7\u00e3o (Mulher)<\/strong><\/td><td><strong>Car\u00eancia Exigida<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Grave<\/strong><\/td><td>25 anos<\/td><td>20 anos<\/td><td>180 Contribui\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><strong>Moderada<\/strong><\/td><td>29 anos<\/td><td>24 anos<\/td><td>180 Contribui\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><strong>Leve<\/strong><\/td><td>33 anos<\/td><td>28 anos<\/td><td>180 Contribui\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas aqui existe um detalhe muito importante, e ele costuma passar despercebido por muita gente: <strong>nem todo esse tempo precisa, necessariamente, ter sido cumprido j\u00e1 na condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se a defici\u00eancia surgiu no meio da vida contributiva da pessoa, a chamada defici\u00eancia incidental ou adquirida, ou at\u00e9 mesmo se o seu grau mudou ao longo do tempo, a legisla\u00e7\u00e3o permite o ajuste proporcional dos per\u00edodos contributivos, com convers\u00e3o conforme as tabelas previstas no Decreto 8.145\/2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, o tempo anterior ao in\u00edcio da defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 simplesmente descartado. Ele pode ser aproveitado, desde que seja convertido da forma correta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente por isso que essa modalidade exige uma an\u00e1lise mais cuidadosa e especializada. N\u00e3o basta somar o CNIS de forma autom\u00e1tica. Primeiro, \u00e9 preciso <strong>identificar quando a defici\u00eancia come\u00e7ou, qual foi o grau reconhecido em cada per\u00edodo<\/strong> e, a partir da\u00ed, aplicar a convers\u00e3o prevista no decreto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria LC 142\/2013 determina que a contagem do tempo na condi\u00e7\u00e3o de segurado com defici\u00eancia depende de comprova\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, inclusive com fixa\u00e7\u00e3o da data prov\u00e1vel de in\u00edcio da defici\u00eancia quando isso for relevante para o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que a aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da PcD pode ser mais t\u00e9cnica do que parece \u00e0 primeira vista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, o direito n\u00e3o depende apenas do tempo total que a pessoa contribuiu, mas da forma como esse tempo ser\u00e1 enquadrado, distribu\u00eddo e convertido dentro das regras previdenci\u00e1rias. E \u00e9 exatamente a\u00ed que a documenta\u00e7\u00e3o e a per\u00edcia ganham um peso decisivo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-das-pessoas-com-deficiencia\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: O papel do advogado no Direito das Pessoas com Defici\u00eancia<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais tipos de defici\u00eancia t\u00eam direito \u00e0 aposentadoria?<\/h2>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma d\u00favida muito comum, e eu acho importante responder com clareza desde o in\u00edcio. Quando a gente fala em aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, n\u00e3o existe uma lista fechada dizendo que s\u00f3 determinadas condi\u00e7\u00f5es d\u00e3o direito ao benef\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central n\u00e3o \u00e9 decorar um rol de doen\u00e7as ou diagn\u00f3sticos (at\u00e9 porque isso nem existe), mas entender se aquela pessoa pode ser reconhecida, para fins previdenci\u00e1rios, como pessoa com defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria<strong> legisla\u00e7\u00e3o trabalha com a ideia de impedimento de longo prazo de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial<\/strong>, em intera\u00e7\u00e3o com barreiras que dificultam a participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva da pessoa na sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que o direito pode alcan\u00e7ar situa\u00e7\u00f5es bem diferentes entre si. O que vai importar, no fim das contas, n\u00e3o \u00e9 apenas o nome da defici\u00eancia ou o CID do relat\u00f3rio m\u00e9dico, mas a forma como esse quadro de sa\u00fade repercute concretamente na vida da pessoa e como isso ser\u00e1 analisado pelo INSS no caso concreto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defici\u00eancia f\u00edsica, auditiva, visual, intelectual ou mental pode gerar esse direito?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim, pode. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira adota uma compreens\u00e3o ampla de defici\u00eancia e admite, em linhas gerais, impedimentos de longo prazo de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, em tese, uma defici\u00eancia f\u00edsica, auditiva, visual, intelectual ou mental pode, sim, gerar direito \u00e0 aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, <strong>desde que o caso preencha os requisitos previdenci\u00e1rios e esse enquadramento seja reconhecido na an\u00e1lise administrativa <\/strong>(ou judicial quando necess\u00e1rio chegar a esse ponto).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 importante porque muita gente ainda pensa de forma muito engessada, como se s\u00f3 alguns tipos de defici\u00eancia \u201cmais evidentes\u201d fossem aceitos. N\u00e3o \u00e9 assim!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ordenamento brasileiro j\u00e1 trabalha h\u00e1 bastante tempo com categorias amplas de defici\u00eancia, e o foco da Previd\u00eancia n\u00e3o deveria estar em uma vis\u00e3o limitada ou estereotipada, mas na verifica\u00e7\u00e3o concreta do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso vale, inclusive, para as chamadas defici\u00eancias n\u00e3o aparentes, que muitas vezes acabam sendo invisibilizadas e, por isso, mais facilmente injusti\u00e7adas na an\u00e1lise previdenci\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 justamente a\u00ed que se abre um campo muito importante para a atua\u00e7\u00e3o de advogados que se posicionam nessa \u00e1rea, porque compreender essas nuances faz toda a diferen\u00e7a na defesa de direitos que, n\u00e3o raras vezes, s\u00e3o negados por falta de olhar t\u00e9cnico e sens\u00edvel ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que pesa mais: o nome da defici\u00eancia ou os efeitos dela na vida da pessoa?<\/h3>\n\n\n\n<p>Se eu tivesse que responder isso em uma frase, eu diria o seguinte: pesa muito mais <strong>a repercuss\u00e3o concreta da defici\u00eancia na vida da pessoa<\/strong> do que o r\u00f3tulo do diagn\u00f3stico, embora o diagn\u00f3stico tamb\u00e9m tenha sua import\u00e2ncia documental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o legal de pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o se limita ao nome da condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Ela fala em impedimento de longo prazo e, principalmente, na intera\u00e7\u00e3o desse impedimento com barreiras que podem dificultar a participa\u00e7\u00e3o da pessoa em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que, em muitos casos, duas pessoas com o mesmo diagn\u00f3stico podem ter enquadramentos previdenci\u00e1rios diferentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que o INSS deveria analisar n\u00e3o \u00e9 apenas o laudo com o CID, mas os efeitos reais daquela defici\u00eancia na autonomia, na funcionalidade, na inser\u00e7\u00e3o social e na trajet\u00f3ria de trabalho da pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa <strong>l\u00f3gica \u00e9 compat\u00edvel com o modelo biopsicossocial adotado na legisla\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong> e ajuda a entender por que, nesse tipo de aposentadoria, o debate n\u00e3o pode ficar preso apenas ao nome da doen\u00e7a ou da defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a per\u00edcia na aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, a per\u00edcia funciona em duas etapas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Primeiro, a pessoa passa por uma <strong>avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<\/strong> no INSS;<\/li>\n\n\n\n<li>Depois, passa por uma <strong>avalia\u00e7\u00e3o social<\/strong>.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essas duas an\u00e1lises se complementam, porque o objetivo n\u00e3o \u00e9 olhar apenas para o diagn\u00f3stico, mas entender se aquela pessoa pode ser reconhecida, para fins previdenci\u00e1rios, como pessoa com defici\u00eancia e, no caso da aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, qual \u00e9 o grau dessa defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa sistem\u00e1tica est\u00e1 no regulamento da aposentadoria da PcD e tamb\u00e9m na portaria que aprovou o instrumento de avalia\u00e7\u00e3o usado pelo INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente nesse momento que entra o <strong>IFBrA<\/strong>, o \u00cdndice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para Fins de Aposentadoria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o<strong> instrumento utilizado para fins de per\u00edcia na aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia<\/strong>, \u00e9 baseado no conceito de funcionalidade da Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Funcionalidade (CIF), desenvolvida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS regulamentou a utiliza\u00e7\u00e3o do IFBrA por meio da <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/30050742\/do1-2014-01-30-portaria-interministerial-n-1-de-27-de-janeiro-de-2014-30050738\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portaria Interministerial AGU\/MPS\/MF\/SEDH\/MP n\u00ba 01\/2014<\/a>. Na pr\u00e1tica voc\u00ea vai ver que essa per\u00edcia tamb\u00e9m acaba sendo chamada de avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista essa regulamenta\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do RGPS, qualquer pessoa que queira se aposentar em uma das modalidades de aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, dever\u00e1 ser submetida a esse formato de per\u00edcia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale para todos, deficientes f\u00edsicos, auditivos, visuais, mentais, intelectuais, autistas\u2026 N\u00e3o tem escapat\u00f3ria pra ningu\u00e9m!<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos simples, essa ferramenta s<strong>erve para medir como a defici\u00eancia repercute na funcionalidade da pessoa no dia a dia<\/strong>. A ideia n\u00e3o \u00e9 ficar presa s\u00f3 ao nome da doen\u00e7a ou ao CID, mas observar, de forma mais ampla, como aquele impedimento de longo prazo afeta a vida concreta do segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma bem objetiva, o IFBrA parte de atividades e situa\u00e7\u00f5es da vida cotidiana para avaliar o n\u00edvel de dificuldade enfrentado pela pessoa, considerando tamb\u00e9m a intera\u00e7\u00e3o com barreiras do ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa an\u00e1lise conjunta, o<strong> INSS chega ao enquadramento da defici\u00eancia como leve, moderada ou grave,<\/strong> classifica\u00e7\u00e3o que tem impacto direto na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da PcD.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse formato de per\u00edcia envolve uma leitura biopsicossocial da defici\u00eancia, com participa\u00e7\u00e3o do perito m\u00e9dico e do servi\u00e7o social, justamente para tentar captar n\u00e3o s\u00f3 a condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, mas os efeitos reais dessa condi\u00e7\u00e3o na vida da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 considerado defici\u00eancia grave, moderada ou leve para aposentadoria?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia, o grau da defici\u00eancia importa porque \u00e9 ele que influencia o tempo m\u00ednimo exigido para a concess\u00e3o do benef\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria Lei Complementar n\u00ba 142\/2013 trabalha com essa divis\u00e3o entre defici\u00eancia grave, moderada e leve. Como j\u00e1 vimos aqui, se a defici\u00eancia for classificada como grave, o tempo exigido \u00e9 menor. Se for leve, o tempo exigido \u00e9 maior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, aqui eu fa\u00e7o uma observa\u00e7\u00e3o importante. Muita gente imagina que essa classifica\u00e7\u00e3o depende apenas do senso comum, como se bastasse olhar para a pessoa e concluir se a defici\u00eancia \u00e9 leve ou grave. N\u00e3o \u00e9 assim!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa <strong>defini\u00e7\u00e3o depende da avalia\u00e7\u00e3o feita no processo previdenci\u00e1rio, dentro de crit\u00e9rios t\u00e9cnicos pr\u00f3prios do IFBRA<\/strong>, justamente porque a discuss\u00e3o n\u00e3o se resume ao nome da defici\u00eancia, mas aos efeitos concretos que ela produz na funcionalidade e na participa\u00e7\u00e3o da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, quando a gente fala em defici\u00eancia leve, moderada ou grave para aposentadoria, n\u00e3o est\u00e1 falando de uma classifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica da vida civil. Estamos falando de um enquadramento feito para fins previdenci\u00e1rios, dentro de uma metodologia pr\u00f3pria de avalia\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ferramenta IFBrA consiste num conjunto de 41 atividades, divididas em sete \u00e1reas\/dom\u00ednios diferentes na vida do indiv\u00edduo. Em cada atividade a pessoa receber\u00e1 uma pontua\u00e7\u00e3o que pode variar entre 25, 50, 75 ou 100 pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>crit\u00e9rio de pontua\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 em virtude da independ\u00eancia funcional da pessoa para determinada atividade<\/strong>, de modo que, quanto mais autonomia e capacidade funcional a pessoa tiver, maior ser\u00e1 a nota atribu\u00edda e quanto menos autonomia e capacidade funcional a pessoa tiver, menor ser\u00e1 a nota atribu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Basicamente esses s\u00e3o os par\u00e2metros de pontua\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Pontua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Crit\u00e9rio que Deve Ser Utilizado<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>25<\/strong><\/td><td>N\u00e3o realiza a atividade ou \u00e9 totalmente dependente de terceiros para realiz\u00e1-la. N\u00e3o participa de nenhuma etapa da atividade.<\/td><\/tr><tr><td><strong>50<\/strong><\/td><td>Realiza a atividade com aux\u00edlio de terceiros, participando de alguma etapa da atividade. Inclui supervis\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td><strong>75<\/strong><\/td><td>Realiza a atividade de forma adaptada, sendo necess\u00e1rio algum tipo de modifica\u00e7\u00e3o ou adapta\u00e7\u00e3o ou realiza a atividade de forma diferente da habitual ou mais lentamente.<\/td><\/tr><tr><td><strong>100<\/strong><\/td><td>Realiza a atividade de forma independente, sem nenhum tipo de adapta\u00e7\u00e3o ou modifica\u00e7\u00e3o, na velocidade habitual e em seguran\u00e7a.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Para ajudar a entender melhor, segue uma parte do principal formul\u00e1rio da matriz de avalia\u00e7\u00e3o, extra\u00edda de uma per\u00edcia oficial realizada pelo INSS:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"982\" height=\"427\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35073\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image.png 982w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-300x130.png 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-768x334.png 768w\" sizes=\"(max-width: 982px) 100vw, 982px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Perceba, no exemplo acima, nitidamente se trata de uma pessoa com defici\u00eancia mais leve, pelo menos do ponto de vista do dom\u00ednio mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso fosse um segurado tetrapl\u00e9gico, por exemplo, possivelmente receberia pontua\u00e7\u00f5es bem menores para as atividades relacionadas a este mesmo dom\u00ednio, o que j\u00e1 seria um sinal de defici\u00eancia mais grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s preencher o formul\u00e1rio por completo, enfrentando todas as atividades em todos os dom\u00ednios, ser\u00e3o somadas as pontua\u00e7\u00f5es finais de cada um dos peritos (m\u00e9dico e assistente social).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente <strong>o resultado dessa escala de pontua\u00e7\u00e3o que vai dizer \u201cquem \u00e9\u201d e \u201cquem n\u00e3o \u00e9\u201d pessoa com defici\u00eancia para fins de aposentadoria no INSS<\/strong>, bem como ser\u00e1 poss\u00edvel verificar o grau da defici\u00eancia do segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, segue a escala de pontua\u00e7\u00e3o do IFBrA para seu conhecimento:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>DEFICI\u00caNCIA LEVE<\/strong><\/td><td><strong>DEFICI\u00caNCIA MODERADA<\/strong><\/td><td><strong>DEFICI\u00caNCIA GRAVE<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Maior ou igual a 6.355 e menor ou igual a 7.584 pts.<\/td><td>Maior ou igual a 5.740 e menor ou igual a 6.354 pts.<\/td><td>Menor ou igual a 5.739 pts.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de uma avalia\u00e7\u00e3o totalmente matem\u00e1tica ou quantitativa. A Portaria Interministerial AGU\/MPS\/MF\/SEDH\/MP n\u00ba 01\/2014 estabelece um <strong>m\u00e9todo cient\u00edfico adequado para se aferir a pontua\u00e7\u00e3o, chamado M\u00e9todo Fuzzy, <\/strong>que servir\u00e1 para aplicar um redutor na pontua\u00e7\u00e3o por um vi\u00e9s qualitativo na an\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para avan\u00e7armos no tema, vou deixar mais um v\u00eddeo especial pra voc\u00ea onde eu explico detalhadamente todas as 41 atividades do IFBRA e com direito a dicas matadoras sobre o assunto:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"IFBr-A: as 41 Perguntas que DECIDEM sua Aposentadoria PcD (e quase ningu\u00e9m te explica)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ve3Ktd7yft0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 considerado defici\u00eancia grave para aposentadoria?<\/h2>\n\n\n\n<p>Essa talvez seja uma das d\u00favidas mais pesquisadas na internet, e eu entendo o motivo. A express\u00e3o \u201cdefici\u00eancia grave\u201d parece simples \u00e0 primeira vista, mas, no contexto da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, ela n\u00e3o pode ser respondida s\u00f3 com base em impress\u00e3o pessoal ou no nome do diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que o m\u00e9dico escreva em um relat\u00f3rio que determinada condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade \u00e9 grave, isso n\u00e3o quer dizer que a pessoa ser\u00e1 enquadrada como defici\u00eancia grave para fins da aposentadoria da PcD.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fins previdenci\u00e1rios, a defici\u00eancia grave <strong>\u00e9 aquela que, dentro da avalia\u00e7\u00e3o feita pelo INSS, gera um comprometimento mais intenso da funcionalidade e da participa\u00e7\u00e3o da pessoa ao longo do tempo<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe uma resposta pronta do tipo \u201ctal defici\u00eancia sempre ser\u00e1 grave\u201d ou \u201ctal condi\u00e7\u00e3o nunca ser\u00e1 grave\u201d. O enquadramento depende da an\u00e1lise do caso concreto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente por isso que duas pessoas com diagn\u00f3sticos parecidos podem ter conclus\u00f5es diferentes na per\u00edcia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que entra em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas o r\u00f3tulo m\u00e9dico, mas o quanto aquela defici\u00eancia repercute, de forma persistente, na autonomia, na mobilidade, na comunica\u00e7\u00e3o, na inser\u00e7\u00e3o social e em outras dimens\u00f5es da vida da pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a l\u00f3gica que melhor conversa com o conceito de pessoa com defici\u00eancia adotado pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como comprovar o tempo de defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um ponto decisivo, sobretudo na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da PcD. E aqui eu gosto sempre de fazer um alerta: n\u00e3o basta provar que a pessoa tem defici\u00eancia hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, o mais importante \u00e9 conseguir demonstrar desde quando essa defici\u00eancia existe, porque isso interfere diretamente no c\u00e1lculo do tempo que poder\u00e1 ser aproveitado no benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica prev\u00ea que a comprova\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia, inclusive em per\u00edodo anterior \u00e0 vig\u00eancia da LC 142\/2013, <strong>deve ser feita com documentos que subsidiem a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e funcional, sendo vedada a prova exclusivamente testemunhal.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que os documentos que podem ter um peso no processo de comprova\u00e7\u00e3o s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Laudos antigos;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Exames;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Prontu\u00e1rios;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Relat\u00f3rios de tratamento;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Documentos escolares;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Registros de reabilita\u00e7\u00e3o;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Outros elementos contempor\u00e2neos<\/strong> ao per\u00edodo discutido.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, isso ganha ainda mais import\u00e2ncia porque o tempo anterior ao in\u00edcio da defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 simplesmente ignorado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele pode ser aproveitado com convers\u00e3o proporcional, conforme as regras do regulamento. Mas, para fazer isso da forma correta, primeiro \u00e9 preciso conseguir fixar, com o m\u00e1ximo de seguran\u00e7a poss\u00edvel, a data de in\u00edcio da defici\u00eancia e os per\u00edodos em que ela existiu em cada grau.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, quando eu analiso um caso desses, uma das preocupa\u00e7\u00f5es centrais \u00e9 montar uma linha do tempo documental. Quanto melhor essa hist\u00f3ria estiver comprovada no papel, menor tende a ser o espa\u00e7o para distor\u00e7\u00f5es na per\u00edcia e maior a chance de o tempo ser reconhecido da forma correta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para fortalecer o tema, recomendo que voc\u00ea assista esta aula, onde eu dou 7 Dicas matadoras para per\u00edcia de aposentadoria da PcD no INSS:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"7 Dicas matadoras para per\u00edcia de aposentadoria da PcD no INSS\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GhmiKJsR5Lw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os principais erros na per\u00edcia da aposentadoria da PcD?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, um dos erros mais comuns na per\u00edcia da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia \u00e9 achar que basta apresentar um laudo m\u00e9dico recente e pronto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de aposentadoria exige uma an\u00e1lise mais ampla, que vai al\u00e9m do diagn\u00f3stico e tenta compreender os impactos reais da defici\u00eancia na vida da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema muito frequente \u00e9 a<strong> falta de documenta\u00e7\u00e3o organizada para demonstrar desde quando a defici\u00eancia existe<\/strong>. E esse ponto \u00e9 decisivo, principalmente na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da PcD. Sem essa linha do tempo bem constru\u00edda, o risco de o INSS reconhecer um per\u00edodo menor do que o correto aumenta bastante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 comum haver <strong>confus\u00e3o entre defici\u00eancia e incapacidade para o trabalho<\/strong> &#8211; isso acontece muito em processos judiciais sobre o tema. Mas s\u00e3o coisas diferentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o exige, por si s\u00f3, que a pessoa esteja incapaz de exercer atividade profissional. Quando essa diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 bem compreendida, a an\u00e1lise pode seguir pelo caminho errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, muita gente chega \u00e0 per\u00edcia sem entender como funciona essa avalia\u00e7\u00e3o e <strong>sem se preparar minimamente para explicar sua realidade de forma clara, coerente e bem amparada por documentos.<\/strong> E isso, no INSS, pode custar caro.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, eu gravei um v\u00eddeo explicando justamente qual \u00e9 o principal vacilo que a pessoa pode cometer na hora da per\u00edcia da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia no INSS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, se voc\u00ea quiser se aprofundar nesse ponto e evitar esse erro, vale a pena assistir ao conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"N\u00e3o d\u00ea esse VACILO na PER\u00cdCIA do INSS para aposentadoria da PcD\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g95zk7tSKgc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como calcular a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 adiantamos por aqui, a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia apresenta regras de c\u00e1lculo mais vantajosas do que as demais. De modo que tais regras foram, inclusive, mantidas pela reforma previdenci\u00e1ria de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender de forma objetiva como isso funciona, vamos recorrer ao art. 8\u00ba I e II e art. 9\u00ba, I da LC 142\/2013:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>Art. 8\u00ba A renda mensal da aposentadoria devida ao segurado com defici\u00eancia ser\u00e1 calculada aplicando-se sobre o sal\u00e1rio de benef\u00edcio, apurado em conformidade com o disposto no art. 29 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, os seguintes percentuais:<br>I \u2013 100% (cem por cento), no caso da aposentadoria de que tratam os incisos I, II e III do art. 3o; ou<br>II \u2013 70% (setenta por cento) mais 1% (um por cento) do sal\u00e1rio de benef\u00edcio por grupo de 12 (doze) contribui\u00e7\u00f5es mensais at\u00e9 o m\u00e1ximo de 30% (trinta por cento), no caso de aposentadoria por idade.<br>Art. 9\u00ba\u00a0 Aplicam-se \u00e0 pessoa com defici\u00eancia de que trata esta Lei Complementar:<br>I \u2013 o fator previdenci\u00e1rio nas aposentadorias, se resultar em renda mensal de valor mais elevado;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a primeira coisa a se fazer \u00e9<strong> calcular o sal\u00e1rio benef\u00edcio do segurado e, ap\u00f3s, deve-se aplicar percentual do inciso I nas aposentadorias por tempo de contribui\u00e7\u00e3o da PcD e o percentual do inciso II nas aposentadorias por idade da PcD.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A rigor, o sal\u00e1rio benef\u00edcio da aposentadoria da PcD nada mais \u00e9 do que a m\u00e9dia aritm\u00e9tica simples das 80% maiores sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o do segurado, sem sofrer redu\u00e7\u00e3o pelo fator previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Feito isso, basta a gente aplicar os percentuais corretos conforme cada caso:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Na aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o a RMI (Renda Mensal inicial) ser\u00e1 equivalente a 100% do sal\u00e1rio benef\u00edcio;<\/li>\n\n\n\n<li>Na aposentadoria por idade a RMI ser\u00e1 equivalente a 70% do sal\u00e1rio benef\u00edcio mais 1% a cada grupo de 12 contribui\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na modalidade de idade o valor m\u00ednimo da RMI ser\u00e1 de 85% (70% + 15% de contribui\u00e7\u00e3o) e o valor m\u00e1ximo de 100%, ao segurado que conte com 30 anos de contribui\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para facilitar a sua compreens\u00e3o eu preparei alguns exemplos, confira!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exemplo aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o:<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35074\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1.png 1280w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-300x169.png 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-768x432.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exemplo aposentadoria por idade:<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35075\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2.png 1280w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-300x169.png 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-768x432.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas aten\u00e7\u00e3o, caro leitor, infelizmente nem tudo s\u00e3o flores, o INSS vem deixando de aplicar o c\u00e1lculo correto na via administrativa em raz\u00e3o de uma interpreta\u00e7\u00e3o que entendemos ser equivocada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tem como aumentar o valor da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim, na maioria dos casos em que a<strong> aposentadoria foi concedida ap\u00f3s dezembro de 2019, certamente vai dar pra aumentar o valor do benef\u00edcio<\/strong>. E o principal ponto de aten\u00e7\u00e3o aqui est\u00e1 na forma como o INSS calcula a aposentadoria da PcD.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora vai ficar um pouquinho mais t\u00e9cnico a resenha, mas eu explico de forma clara. A verdade \u00e9 que a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia continua gerando uma discuss\u00e3o importante depois da Reforma da Previd\u00eancia (EC 103\/2019).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o INSS, na pr\u00e1tica administrativa, tem aplicado em muitos casos a m\u00e9dia com 100% dos sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que existe uma tese muito consistente no sentido de que, para a aposentadoria da PcD, continua valendo a l\u00f3gica do art. 29 da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8213cons.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 8.213\/1991<\/a>, com descarte dos 20% menores sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o art. 22 da EC 103\/2019 preservou a incid\u00eancia da LC 142\/2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Traduzindo isso para uma linguagem bem direta: <strong>dependendo de como o INSS calculou a renda mensal inicial, a aposentadoria pode ter sa\u00eddo com valor menor do que deveria<\/strong>. E, quando isso acontece, pode haver espa\u00e7o para revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no campo da tese doutrin\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria TRU da 4\u00aa Regi\u00e3o firmou entendimento no sentido de que a EC 103\/2019 n\u00e3o alterou a forma de c\u00e1lculo da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia e que, at\u00e9 lei em sentido diverso, o benef\u00edcio deve continuar sendo calculado conforme a LC 142\/2013 combinada com o art. 29 da Lei 8.213\/1991, com a m\u00e9dia dos 80% maiores sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui eu acrescento um dado pr\u00e1tico importante patrocinado pelo <a href=\"https:\/\/www.heltonedeus.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Helton &amp; Deus Sociedade de Advogados<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00e3o da 10\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de S\u00e3o Paulo, no processo 5002064-67.2024.4.03.6326, houve provimento ao recurso para determinar a revis\u00e3o da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia com observ\u00e2ncia do art. 29 da Lei 8.213\/1991, afastando a aplica\u00e7\u00e3o do art. 26 da EC 103\/2019 para esse caso espec\u00edfico. No voto, a turma ainda registrou a ader\u00eancia desse racioc\u00ednio \u00e0 tese firmada pela TRU da 3\u00aa Regi\u00e3o no processo 5003576-83.2022.4.03.6317.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, respondendo objetivamente \u00e0 pergunta: <strong>sim, pode ser poss\u00edvel aumentar o valor da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia<\/strong>, <strong>especialmente quando o benef\u00edcio foi calculado com base em crit\u00e9rio menos favor\u00e1vel <\/strong>do que aquele que, ao menos hoje, vem sendo reconhecido em decis\u00f5es judiciais relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui vai mais um v\u00eddeo para voc\u00ea sobre essa possibilidade revisional da aposentadoria da PcD:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"3 Dicas PODEROSAS para aumentar o valor da aposentadoria da PcD\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D_GGKPCUDe0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapas para solicitar o benef\u00edcio pelo Meu INSS:<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes mesmo de entrar no Meu INSS, eu diria que existe uma etapa que faz toda a diferen\u00e7a e que muita gente ignora: a<strong> entrevista t\u00e9cnica e o estudo previdenci\u00e1rio do caso<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse momento que se avalia se a pessoa realmente preenche os requisitos da aposentadoria da PcD, qual modalidade faz mais sentido, como est\u00e1 o hist\u00f3rico contributivo e quais provas ser\u00e3o necess\u00e1rias para sustentar o pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 depois dessa an\u00e1lise pr\u00e9via \u00e9 que o protocolo no Meu INSS deve ser feito. Isso evita pedidos mal formulados, documentos soltos e erros que poderiam ser evitados desde o in\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, o problema n\u00e3o est\u00e1 no direito em si, mas na forma como ele \u00e9 apresentado ao INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Feito esse estudo, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 <strong>acessar o Meu INSS ou INSS Digital <\/strong>(quando feito por advogado), escolher o servi\u00e7o de aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia e preencher o requerimento com aten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase, tamb\u00e9m \u00e9 importante anexar os documentos pessoais, previdenci\u00e1rios e m\u00e9dicos que ajudem a demonstrar tanto o tempo de contribui\u00e7\u00e3o quanto a condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sempre dou a dica de que quando o pedido for feito por advogado \u00e9 important\u00edssimo uma<strong> peti\u00e7\u00e3o objetiva organizando todo o pedido com destaque para os pontos espec\u00edficos do caso<\/strong>, isso faz toda a diferen\u00e7a na an\u00e1lise da aposentadoria PcD.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do protocolo, o INSS poder\u00e1<strong> agendar a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e a avalia\u00e7\u00e3o social<\/strong>, que s\u00e3o etapas centrais nesse tipo de aposentadoria. Tamb\u00e9m pode abrir exig\u00eancia para apresenta\u00e7\u00e3o de documentos complementares, raz\u00e3o pela qual o acompanhamento do processo precisa ser constante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, o pedido poder\u00e1 ser deferido ou indeferido. Em caso de negativa, n\u00e3o significa, automaticamente, que o direito n\u00e3o exista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A depender da an\u00e1lise do especialista, pode ser cab\u00edvel <strong>recurso administrativo<\/strong> para o CRPS (Conselho de Recursos da Previd\u00eancia Social) ou at\u00e9 mesmo <strong>a\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>, especialmente quando houver erro na per\u00edcia, no c\u00e1lculo do tempo ou na interpreta\u00e7\u00e3o da regra aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Documentos que poder\u00e3o ser solicitados pelo INSS:<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a gente fala em aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, muita gente pensa logo apenas em laudos e exames.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a verdade \u00e9 que o INSS costuma exigir n\u00e3o s\u00f3 documentos ligados \u00e0 defici\u00eancia, como tamb\u00e9m aqueles b\u00e1sicos de qualquer pedido de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para solicitar a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, a documenta\u00e7\u00e3o eu gosto de dividir em grupos para comprovar tanto os requisitos b\u00e1sicos de contribui\u00e7\u00e3o quanto a condi\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia e seu hist\u00f3rico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, apresentamos um r<strong>esumo dos documentos que podem ser solicitados pelo INSS<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Grupo de Documentos<\/strong><\/td><td><strong>Exemplos de Documentos<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Documentos Pessoais<\/strong><\/td><td>RG, CPF, comprovante de resid\u00eancia e, se for o caso, procura\u00e7\u00e3o e documentos do representante legal.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Documentos Previdenci\u00e1rios e Trabalhistas<\/strong><\/td><td>Carteira de trabalho, carn\u00eas de contribui\u00e7\u00e3o, guias de recolhimento, extrato do CNIS, contratos de trabalho, holerites, rescis\u00f5es, certid\u00f5es de tempo de contribui\u00e7\u00e3o e outros documentos que ajudem a comprovar v\u00ednculos e per\u00edodos contributivos.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Documentos M\u00e9dicos e Funcionais<\/strong><\/td><td>Laudos, relat\u00f3rios m\u00e9dicos, exames, prontu\u00e1rios, receitu\u00e1rios, relat\u00f3rios de terapias, documentos de reabilita\u00e7\u00e3o, atestados e outros registros que ajudem a demonstrar a exist\u00eancia da defici\u00eancia e, principalmente, desde quando ela est\u00e1 presente.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Documentos Complementares<\/strong><\/td><td>Relat\u00f3rios escolares, documentos de atendimento multidisciplinar, pareceres t\u00e9cnicos, registros de adapta\u00e7\u00f5es, documentos relativos a benef\u00edcios anteriores e outros elementos que reforcem a compreens\u00e3o do caso e ajudem a montar a linha do tempo da defici\u00eancia.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Outros documentos que ajudem a comprovar a condi\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia<\/strong><\/td><td>Credencial de estacionamento especial; passe-livre transporte de passageiros municipal, estadual ou federal; declara\u00e7\u00e3o de empregadores provando que j\u00e1&nbsp; ocupou vaga PcD via lei de cotas; CNH especial; autoriza\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o IPI, ICMS, IPVA, IPTU; carteirinhas de associa\u00e7\u00f5es PcD; etc;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>No fim das contas, o mais importante \u00e9 entender que n\u00e3o existe uma pasta \u00fanica e padronizada que sirva para todo mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma<strong> base documental que costuma se repetir, mas a estrat\u00e9gia de prova precisa respeitar a realidade de cada caso. <\/strong>\u00c9 isso que normalmente faz diferen\u00e7a entre um pedido fr\u00e1gil e um pedido bem constru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a entre aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia e por invalidez:<\/h2>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma confus\u00e3o muito comum, e eu gosto de esclarecer isso com bastante cuidado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que a antiga \u201caposentadoria por invalidez\u201d, hoje chamada de \u201caposentadoria por incapacidade permanente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na <strong>aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia,<\/strong> o foco est\u00e1 no <strong>reconhecimento de que aquela pessoa vive com uma defici\u00eancia<\/strong> e, por isso, pode ter direito a regras previdenci\u00e1rias diferenciadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, a l\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 a incapacidade total e permanente para o trabalho, mas sim a exist\u00eancia de impedimentos de longo prazo que justificam um tratamento espec\u00edfico dentro da Previd\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na <strong>aposentadoria por invalidez,<\/strong> ou melhor, por incapacidade permanente, o ponto central \u00e9 outro. O que se<strong> analisa \u00e9 se a pessoa est\u00e1 incapacitada de forma total e permanente para o trabalho<\/strong>, sem possibilidade de reabilita\u00e7\u00e3o para outra atividade que lhe garanta subsist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Perceba que s\u00e3o benef\u00edcios com fundamentos diferentes. Um est\u00e1 ligado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia e \u00e0s barreiras que impactam sua vida contributiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O outro est\u00e1 ligado \u00e0 incapacidade laborativa permanente. Em alguns casos, a mesma pessoa pode at\u00e9 transitar por essas duas discuss\u00f5es ao longo da vida, mas isso n\u00e3o significa que os benef\u00edcios se confundam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tem como transformar a aposentadoria por \u201cinvalidez\u201d em aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Falando de forma bem objetiva, <strong>n\u00e3o existe uma \u201ctransforma\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica\u201d<\/strong> da aposentadoria por invalidez em aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia, como se fosse uma simples troca de nome do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O que pode existir,<strong> em alguns casos, \u00e9 um planejamento de migra\u00e7\u00e3o, com an\u00e1lise t\u00e9cnica e respons\u00e1vel <\/strong>para verificar se vale a pena buscar o reconhecimento de uma aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia no lugar do benef\u00edcio por incapacidade permanente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui eu fa\u00e7o quest\u00e3o de destacar essa cautela, porque n\u00e3o estamos falando de uma escolha simples. Estamos falando de uma decis\u00e3o que pode mexer diretamente com o presente e com o futuro de pessoas que, muitas vezes, j\u00e1 passaram anos sofrendo sob a l\u00f3gica da chamada \u201cinvalidez\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, esse tipo de estrat\u00e9gia precisa ser feito de forma especializada, com estudo previdenci\u00e1rio s\u00e9rio, an\u00e1lise de risco e muita responsabilidade. Dependendo do caso, a mudan\u00e7a pode ser vantajosa. Em outros, pode n\u00e3o ser o melhor caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, eu deixei um v\u00eddeo explicando melhor como funciona essa possibilidade de migra\u00e7\u00e3o, quais cuidados precisam ser observados e por que esse tipo de decis\u00e3o nunca deve ser tomada de forma apressada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Como transformar a aposentadoria por &quot;invalidez&quot; em aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2uRJ-TKL2Ss?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a aposentadoria do servidor p\u00fablico com defici\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando o assunto \u00e9 servidor p\u00fablico com defici\u00eancia, a l\u00f3gica muda um pouco, porque aqui normalmente estamos falando de regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia, e n\u00e3o do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos <strong>servidores p\u00fablicos federais<\/strong>, a EC 103\/2019 permitiu a aplica\u00e7\u00e3o das regras da LC 142\/2013, o que foi um avan\u00e7o importante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel trabalhar a aposentadoria do servidor federal com base, em grande parte, nos mesmos crit\u00e9rios que eu expliquei para o regime geral, inclusive com uma l\u00f3gica de c\u00e1lculo mais vantajosa naquilo que for aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que, al\u00e9m disso, <strong>o servidor precisa cumprir dois requisitos pr\u00f3prios do regime p\u00fablico<\/strong>:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>10 anos de efetivo exerc\u00edcio no servi\u00e7o p\u00fablico;<\/li>\n\n\n\n<li>5 anos no cargo em que se dar\u00e1 a aposentadoria.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para os <strong>servidores estaduais e municipais<\/strong>, a resposta depende da regulamenta\u00e7\u00e3o de cada ente federativo. Alguns j\u00e1 caminharam na mesma linha da esfera federal e adotaram crit\u00e9rios semelhantes aos da LC 142\/2013. Outros ainda n\u00e3o fizeram essa regulamenta\u00e7\u00e3o de forma adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 justamente nesses casos de omiss\u00e3o que pode ser necess\u00e1ria uma estrat\u00e9gia jur\u00eddica mais cuidadosa, inclusive com uso de mandado de injun\u00e7\u00e3o, para viabilizar a aplica\u00e7\u00e3o, por empr\u00e9stimo, das regras do regime geral \u00e0 aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia no regime pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, sempre que a discuss\u00e3o envolver RPPS, o ideal \u00e9 contar com orienta\u00e7\u00e3o especializada. Nesse tipo de caso, n\u00e3o basta conhecer direito previdenci\u00e1rio de forma gen\u00e9rica. \u00c9 importante entender tamb\u00e9m as particularidades do direito da pessoa com defici\u00eancia dentro do sistema previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dicas pr\u00e1ticas sobre aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Para fechar este artigo, eu quero te deixar algumas dicas pr\u00e1ticas que realmente fazem diferen\u00e7a no dia a dia da aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o pontos que podem ajudar tanto a pr\u00f3pria pessoa com defici\u00eancia quanto os colegas advogados que atuam ou querem atuar nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Valorize os documentos antigos que comprovam o in\u00edcio da defici\u00eancia:<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse tipo de prova <strong>costuma ter um peso enorme no INSS<\/strong>, principalmente quando a discuss\u00e3o envolve a data de in\u00edcio da defici\u00eancia e o aproveitamento correto do tempo de contribui\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fa\u00e7a uma an\u00e1lise pr\u00e9via do CNIS antes de protocolar o pedido:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Conferir v\u00ednculos, remunera\u00e7\u00f5es, indicadores, pend\u00eancias e eventuais inconsist\u00eancias no extrato previdenci\u00e1rio \u00e9 uma etapa b\u00e1sica, mas muitas vezes negligenciada. Em alguns casos, corrigir erros no CNIS antes do requerimento <strong>evita indeferimentos e melhora bastante a estrat\u00e9gia do benef\u00edcio<\/strong>.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">N\u00e3o subestime a import\u00e2ncia de uma boa prepara\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Um parecer biopsicossocial atualizado, somado a uma documenta\u00e7\u00e3o bem organizada, pode <strong>ajudar muito a reduzir erros na per\u00edcia<\/strong> e facilitar a compreens\u00e3o do caso pelo INSS.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Evite fazer o pedido administrativo de forma gen\u00e9rica:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Sempre que poss\u00edvel, o ideal \u00e9 <strong>apresentar uma peti\u00e7\u00e3o objetiva<\/strong>, mostrando com clareza quais requisitos est\u00e3o preenchidos, quais documentos comprovam cada ponto e qual \u00e9 a tese previdenci\u00e1ria aplic\u00e1vel ao caso.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se houver erro na per\u00edcia, examine com aten\u00e7\u00e3o cada item da avalia\u00e7\u00e3o:<\/h3>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no resultado final, mas na forma como cada resposta foi compreendida e pontuada durante a aplica\u00e7\u00e3o do IFBrA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uma resposta mal pontuada pode alterar todo o enquadramento do caso:<\/h3>\n\n\n\n<p>Dependendo do erro, isso pode mudar o grau da defici\u00eancia ou at\u00e9 levar \u00e0 descaracteriza\u00e7\u00e3o indevida da condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia para fins previdenci\u00e1rios.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Avalie se existe tempo especial que possa ser aproveitado na estrat\u00e9gia previdenci\u00e1ria:<\/h3>\n\n\n\n<p>Em algumas situa\u00e7\u00f5es, a pessoa com defici\u00eancia tamb\u00e9m exerceu atividade sob exposi\u00e7\u00e3o a agentes nocivos, e isso pode abrir espa\u00e7o para um planejamento mais vantajoso do tempo total.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No processo judicial, a conclus\u00e3o pericial n\u00e3o \u00e9 intoc\u00e1vel:&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Havendo elementos consistentes nos autos, o juiz pode afastar o resultado da avalia\u00e7\u00e3o administrativa ou mesmo da per\u00edcia judicial, desde que fundamente adequadamente sua decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Analise com crit\u00e9rio os dois laudos produzidos pelo INSS, tanto o da per\u00edcia m\u00e9dica quanto o da avalia\u00e7\u00e3o social:<\/h3>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, a chave da impugna\u00e7\u00e3o est\u00e1 justamente em identificar atividades que foram pontuadas de forma equivocada pela per\u00edcia oficial. Esse cuidado pode se transformar em um trunfo importante no questionamento judicial do grau da defici\u00eancia ou at\u00e9 da pr\u00f3pria descaracteriza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea quiser se aprofundar mais no tema, eu recomendo assistir ao v\u00eddeo completo Mapa da Aposentadoria da Pessoa com Defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nele, eu mostro, de forma did\u00e1tica e estrat\u00e9gica, v\u00e1rios <strong>caminhos que podem ajudar pessoas com defici\u00eancia e profissionais do Direito a encontrar o melhor benef\u00edcio previdenci\u00e1rio poss\u00edvel!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"O Mapa da Aposentadoria da PcD - Jornada de Direitos da PcD 2025\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LDqZKXhHi24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, j\u00e1 percebeu que a aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia est\u00e1 longe de ser um tema simples.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um campo que exige aten\u00e7\u00e3o aos detalhes, conhecimento t\u00e9cnico e, acima de tudo, sensibilidade para compreender a realidade de quem busca esse direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, tamb\u00e9m estamos falando de uma das \u00e1reas mais importantes e mais promissoras dentro da atua\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria voltada \u00e0 pessoa com defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, estudar esse tema com seriedade n\u00e3o \u00e9 apenas uma escolha profissional inteligente, mas tamb\u00e9m uma forma concreta de ampliar acesso a direitos que ainda s\u00e3o, muitas vezes, desconhecidos ou mal aplicados na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero ter contribu\u00eddo para a sua compreens\u00e3o sobre o assunto e ajudado a tornar esse caminho um pouco mais claro, seja para quem est\u00e1 buscando o pr\u00f3prio benef\u00edcio, seja para quem atua na defesa dos direitos da pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>E, se voc\u00ea quiser se aprofundar ainda mais, aproveite os v\u00eddeos que deixei ao longo deste conte\u00fado. Eles podem complementar muito bem a leitura e trazer uma vis\u00e3o ainda mais pr\u00e1tica sobre esse universo que, al\u00e9m de t\u00e9cnico, \u00e9 profundamente humano.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou deste texto e deseja seguir a leitura em temas sobre direito e advocacia, vale a pena conferir os seguintes materiais:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/sistema-tributario-nacional\/\">Entenda como funciona o sistema tribut\u00e1rio nacional<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/beneficiarios-do-inss\/\">Confira as principais informa\u00e7\u00f5es sobre os benefici\u00e1rios do INSS<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/pacote-anticrime\/\">Pacote anticrime<\/a>: Descubra o que mudou com a Lei 13.964<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/anatocismo\/\">O que \u00e9 anatocismo, como calcular e o que diz a lei?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/planilhas-para-advogados\/\">Planilhas para advogados: 6 modelos para simplificar a sua rotina<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/como-contar-prazo-processual\/\">Como contar prazo processual<\/a>? Dicas e mudan\u00e7as recentes na lei<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/funcao-social-da-empresa\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/funcao-social-da-empresa\/\">Fun\u00e7\u00e3o social da empresa: seus princ\u00edpios, pr\u00e1ticas e exemplos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; *\/\r\n    }\r\n    .news-post p {\r\n      font-size: 1rem;\r\n      text-align: left;\r\n      max-width: 400px;\r\n    }\r\n    .news-post .boxes {\r\n      display: flex;\r\n      align-items: flex-start;\r\n    }\r\n    .news-post button {\r\n      margin: 0 0 0 1rem;\r\n      width: 100%;\r\n      max-width: 170px;\r\n      min-width: auto;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post button:hover {\r\n      opacity: 0.9;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad {\r\n      padding: 1.125rem;\r\n      font-size:1rem;\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad svg {\r\n      margin-right: 10px;\r\n    }\r\n  }\r\n<\/style>\r\n\r\n<div class=\"news-post\">\r\n  <div class=\"title news-ad-title\">Gostou do artigo e quer evoluir a sua advocacia?<\/div>\r\n  <p class=\"news-ad-subtitle\">Assine gr\u00e1tis a Aurum News e receba uma dose semanal de conte\u00fado no seu e-mail! \u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>\n\n\n<p>Este conte\u00fado foi \u00fatil pra voc\u00ea? 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