{"id":16559,"date":"2022-11-08T19:08:32","date_gmt":"2022-11-08T22:08:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/?p=16559"},"modified":"2023-06-19T07:51:09","modified_gmt":"2023-06-19T10:51:09","slug":"peculato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/peculato\/","title":{"rendered":"Principais aspectos jur\u00eddicos do peculato: conceito, esp\u00e9cies e exemplos"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O <strong>peculato <\/strong>\u00e9 o desvio de bens ou dinheiro p\u00fablico feito por funcion\u00e1rio que tem a posse em raz\u00e3o do cargo em proveito pr\u00f3prio ou alheio, ou seja, \u00e9 um crime contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica praticado por funcion\u00e1rio p\u00fablico.<\/pre>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"O que \u00e9 peculato?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"o peculato \u00e9 tido como crime contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, se tratando de delito praticado por funcion\u00e1rio p\u00fablico contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.\"\n    }\n  },{\n    \"@type\": \"Question\",\n    \"name\": \"Qual a pena para peculato?\",\n    \"acceptedAnswer\": {\n      \"@type\": \"Answer\",\n      \"text\": \"O art. 312 do CP traz uma pena de reclus\u00e3o bastante flex\u00edvel, partindo de dois anos e podendo chegar at\u00e9 doze anos, al\u00e9m da pena de multa.\"\n    }\n  }]\n}\n<\/script>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 incomum ouvir casos envolvendo corrup\u00e7\u00e3o, onde algu\u00e9m \u00e9 acusado ou mesmo condenado pela pr\u00e1tica do crime de <strong>peculato.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Exatamente por estar ligado a figuras p\u00fablicas, o peculato \u00e9 tido como crime contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, se tratando de <strong>delito praticado por funcion\u00e1rio p\u00fablico contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong>. Portanto, sendo classificado como crime pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crime de peculato j\u00e1 existia nos tempos antigos. No Direito Romano, a subtra\u00e7\u00e3o de coisas do Estado era reprimida como <em>peculatus<\/em> ou <em>depeculatus.<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, surge o nome <em>peculatus,<\/em> derivado de <em>pecus<\/em> (gado). Esse foi meio de troca ou permuta nas sociedades primitivas. Inclusive, temos o fato curioso das primeiras moedas serem feitas de pele de animal, trazendo posteriormente as de metal com a imagem de um boi.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer entender mais sobre o peculato? Continue a leitura deste artigo! \ud83d\ude09&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 peculato?<\/h2>\n\n\n\n<p>Conforme o art. 312 do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del2848compilado.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo Penal<\/a>, o peculato pode ser definido como:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Apropriar-se o funcion\u00e1rio p\u00fablico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m\u00f3vel, p\u00fablico ou particular, de que tem a posse em raz\u00e3o do cargo, ou desvi\u00e1-lo, em proveito pr\u00f3prio ou alheio\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ou seja, o crime de peculato visa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00e0 prote\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, bem como seu patrim\u00f4nio;<\/li>\n\n\n\n<li>a moralidade p\u00fablica, que deveria ser natural \u00e0queles que possuem qualquer esp\u00e9cie de cargo ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/o-que-e-peculato.jpg\" alt=\"Entenda o que \u00e9 peculato\" class=\"wp-image-16561\" srcset=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/o-que-e-peculato.jpg 1080w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/o-que-e-peculato-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/o-que-e-peculato-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/o-que-e-peculato-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/o-que-e-peculato-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja as caracter\u00edsticas do crime de peculato<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a pena para peculato?<\/h2>\n\n\n\n<p>O art. 312 do CP traz uma pena de reclus\u00e3o bastante flex\u00edvel, partindo de <strong>dois anos e podendo chegar at\u00e9 doze anos, al\u00e9m da pena de multa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Impende destacar que a modalidade de peculato culposo prev\u00ea pena de deten\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a um ano. Por sua vez, o peculato mediante erro de outrem, prev\u00ea uma pena de reclus\u00e3o de um a quatro anos, al\u00e9m da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante aspecto a ser tratado \u00e9 o fato de a pena no peculato n\u00e3o ser superior a oito anos, o que dificulta a aplica\u00e7\u00e3o do regime fechado. Al\u00e9m disso, nenhuma das suas esp\u00e9cies est\u00e1 inserida no rol dos <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/crimes-hediondos\/\">crimes hediondos<\/a>, Lei 8.072\/90.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, podemos entender que a pena varia de acordo com a modalidade do peculato praticado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-anticorrupcao\/\">Veja o que \u00e9 a Lei Anticorrup\u00e7\u00e3o e como funciona aqui.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem pode praticar o crime de peculato?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sobre esse ponto, \u00e9 relevante deixar claro que o crime de peculato <strong>somente pode ser cometido por funcion\u00e1rio p\u00fablico<\/strong>. Ou seja, por aquelas pessoas descritas no artigo 327, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a lei penal indica que, qualquer pessoa que desenvolva ou exer\u00e7a, cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mesmo que transitoriamente, pode ser sujeito ativo do peculato. Isto \u00e9, pode praticar o citado crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, est\u00e3o inclu\u00eddos os:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>servidores comissionados;<\/li>\n\n\n\n<li>empregados p\u00fablicos;<\/li>\n\n\n\n<li>tempor\u00e1rios;<\/li>\n\n\n\n<li>ou mesmo os que transitoriamente exer\u00e7am fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Dessa forma, um mes\u00e1rio, que desempenha fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica transit\u00f3ria, acaso venha a subtrair um equipamento do local de vota\u00e7\u00e3o, pratica o peculato.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, podemos notar que a lei, de modo bastante amplo, abarca in\u00fameras posi\u00e7\u00f5es de funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Assim, visando a prote\u00e7\u00e3o dos bens jur\u00eddicos tutelados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o artigo 327, \u00a71\u00ba, equipara a funcion\u00e1rio p\u00fablico, aquele que exerce cargo em entidade paraestatal e, tamb\u00e9m, para prestadoras de servi\u00e7os contratadas. Como por exemplo, das concession\u00e1rias e permission\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso tamb\u00e9m ocorre com os funcion\u00e1rios que exercem fun\u00e7\u00e3o em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o conveniado para execu\u00e7\u00e3o de atividade t\u00edpica da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Sendo assim, um m\u00e9dico que atende em hospital particular, mas conveniado ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade \u2013 SUS, pode praticar o peculato.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/carcere-privado\/\">O que \u00e9 considerado c\u00e1rcere privado e qual a pena \u2013 Art. 158 CP<\/a>!<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem n\u00e3o pratica o crime de peculato?<\/h3>\n\n\n\n<p>Por outro lado, <strong>n\u00e3o est\u00e3o abarcados os funcion\u00e1rios contratados para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os at\u00edpicos.<\/strong> Como por exemplo, uma empresa de cerimonial contratada para uma recep\u00e7\u00e3o a um chefe de governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, tamb\u00e9m est\u00e3o exclu\u00eddos os agentes que exercem encargos p\u00fablicos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>tutores;<\/li>\n\n\n\n<li>curadores;<\/li>\n\n\n\n<li>inventariantes;<\/li>\n\n\n\n<li>e s\u00edndicos falimentares.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Todavia, se tais pessoas se apropriarem de coisa alheia m\u00f3vel de que t\u00eam a posse ou a deten\u00e7\u00e3o, a elas ser\u00e1 imputado o crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita. Com a pena aumentada de um ter\u00e7o (CP, art. 168, \u00a7 1.\u00ba, inc. II), e n\u00e3o o de peculato apropria\u00e7\u00e3o (CP, art. 312, caput, 1.\u00aa parte).<\/p>\n\n\n\n<p>Importante destacar que n\u00e3o existe qualquer impedimento para que um particular, notadamente conhecedor da condi\u00e7\u00e3o pessoal de funcion\u00e1rio p\u00fablico, pratique o crime em coautoria ou participa\u00e7\u00e3o. Isso ocorre em conformidade com o art. 30, do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del2848compilado.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre o procedimento, vale ressaltar que o sujeito passivo sempre ser\u00e1 o Estado neste caso, al\u00e9m da pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica lesada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/codigo-penal-brasileiro\/\">Tire as principais d\u00favidas sobre o C\u00f3digo Penal Brasileiro aqui. <\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais os tipos de peculato?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na legisla\u00e7\u00e3o penal,<strong> temos seis formas ou esp\u00e9cies de peculato<\/strong>, cada uma com especificidades e peculiaridades pr\u00f3prias. Vamos conferir cada uma delas?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peculato de Apropria\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Nessa modalidade o agente p\u00fablico apodera-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m\u00f3vel que tenha sob sua posse leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese, o agente passa, de modo arbitr\u00e1rio, a<strong> se portar como se fosse o dono da coisa.<\/strong> Assim, o agente que se recusa a restituir a coisa, quando interpelado ou mesmo realiza a venda do objeto, se apropriando da <em>res<\/em> p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O consumo ou mesmo a destrui\u00e7\u00e3o da coisa, tamb\u00e9m se insere como condutas poss\u00edveis para a pr\u00e1tica do peculato. Para a maioria da doutrina, a posse deve ser vista como a mais abrangente poss\u00edvel, abarcando, ainda, a deten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, dentro do peculato de apropria\u00e7\u00e3o, deve haver uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre o cargo e a posse. Ou seja, deve existir atribui\u00e7\u00e3o legal de ter a posse da coisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, imagine o caso de um oficial de Justi\u00e7a que vai cumprir mandado de penhora e efetivamente penhora os bens. Mas, por j\u00e1 ser sexta-feira, leva os bens para casa, informando que ir\u00e1 restitu\u00ed-los na segunda-feira no trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>E, em seguida, apodera-se do bem, praticando atos de venda, como se dono fosse, praticando assim o peculato de apropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, esse tipo de peculato \u00e9 crime material ou causal. Consuma-se no instante em que o sujeito passa a se comportar como senhor da coisa m\u00f3vel. Isto \u00e9, quando ele transforma em dom\u00ednio a posse ou deten\u00e7\u00e3o sobre o dinheiro, valor ou qualquer outro bem m\u00f3vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse instante que o Estado suporta a les\u00e3o patrimonial, pois deixa de ter a livre disponibilidade sobre a coisa ao qual \u00e9 titular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/excludente-de-culpabilidade\/\">Veja como aplicar excludente de culpabilidade, tipicidade e ilicitude aqui.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peculato-desvio<\/h3>\n\n\n\n<p>A segunda modalidade de peculato existente no ordenamento jur\u00eddico \u00e9 o denominado peculato-desvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa modalidade<strong> o agente d\u00e1 destina\u00e7\u00e3o diversa \u00e0 coisa, em benef\u00edcio pr\u00f3prio ou de outrem<\/strong>. Podendo ser o proveito material ou moral, auferindo vantagem outra que n\u00e3o necessariamente a de natureza econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine um delegado de pol\u00edcia que tenha apresentado ve\u00edculo furtado, por\u00e9m, ao inv\u00e9s de remeter para o p\u00e1tio, entrega-o para seu cunhado. Observa-se que o agente se limita a dar destina\u00e7\u00e3o diversa ao bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui a conduta desviar significa, em linhas gerais, dar destina\u00e7\u00e3o diversa da prevista, sendo diferente da conduta anterior que \u00e9 apropria\u00e7\u00e3o da coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, faz-se necess\u00e1rio que o funcion\u00e1rio p\u00fablico tenha a posse da coisa em raz\u00e3o do cargo, semelhante ao peculato-apropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m podemos observar que o funcion\u00e1rio deve ter a posse l\u00edcita do bem objeto do crime, e que, em um segundo momento, realize o desvio. Caso o desvio se realize em proveito da pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 ocorrer o crime capitulado no art. 315, do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del2848compilado.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo Penal.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento da AP 702, entendeu que o agente p\u00fablico que ordena despesa para utilizar-se ilegalmente de passagens a\u00e9reas e di\u00e1rias pagas pelo cofre p\u00fablico comete crime de peculato desvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma linha, percebe-se que o crime de peculato, na modalidade desvio, consuma-se quando \u00e0 bem p\u00fablico m\u00f3vel \u00e9 dada destina\u00e7\u00e3o ou emprego diverso daquele para o qual ele foi entregue ao agente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso independentemente da concreta obten\u00e7\u00e3o do proveito pr\u00f3prio ou alheio, sendo, inclusive, dispens\u00e1vel a indica\u00e7\u00e3o dos benefici\u00e1rios da vantagem ou dos destinat\u00e1rios do dinheiro desviado, tratando-se, portanto, de crime material.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peculato furto ou impr\u00f3prio<\/h3>\n\n\n\n<p>Nessa esp\u00e9cie o agente n\u00e3o tem a posse do dinheiro, valor ou bem, mas ir\u00e1 se valer da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcion\u00e1rio p\u00fablico para subtrair.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe aqui uma similitude com o crime de furto, art. 155 do C\u00f3digo Penal. De modo que, caso o agente n\u00e3o se valha da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcion\u00e1rio, poder\u00e1 responder por furto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, o agente deve se utilizar das facilidades que o cargo lhe proporciona. Ou seja, se o funcion\u00e1rio p\u00fablico, durante a madrugada, arrombar a porta de reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica e subtrair um bem, responder\u00e1 por furto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Note que, no exemplo, n\u00e3o houve qualquer utiliza\u00e7\u00e3o ou facilidade que a qualidade de funcion\u00e1rio p\u00fablico lhe proporciona.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim tem-se que<strong> a diferen\u00e7a entre furto e peculato furto recai no uso, pelo agente, das facilidades que o cargo, fun\u00e7\u00e3o, emprego, lhe proporcionam<\/strong>. Caso n\u00e3o seja utilizada tal qualidade, haver\u00e1 o crime de furto.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo nos crimes de furto para simples uso, na hip\u00f3tese de utiliza\u00e7\u00e3o de bens infung\u00edveis ou n\u00e3o consum\u00edveis, com inten\u00e7\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o, tem-se hip\u00f3tese de atipicidade. Assim, podendo responder o agente, civilmente ou administrativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a consuma\u00e7\u00e3o, o crime ir\u00e1 se concretiza quando o agente obt\u00e9m a posse da coisa, mesmo que por curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peculato culposo<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse se encontra tipificado no art. 312, \u00a72\u00ba, do c\u00f3digo penal. O referido tipo prev\u00ea a seguinte reda\u00e7\u00e3o: Se o funcion\u00e1rio concorre culposamente para o crime de outrem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, possui uma pena diversa, qual seja, de deten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano. Portanto, nessa forma se admite transa\u00e7\u00e3o penal e suspens\u00e3o condicional do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui o <strong>agente p\u00fablico age com inobserv\u00e2ncia ao dever objetivo de cuidado<\/strong>, raz\u00e3o pela qual atua com imprud\u00eancia, neglig\u00eancia ou imper\u00edcia e, por via de consequ\u00eancia, contribui para que outro subtraia, aproprie ou desvie o objeto material, dinheiro, valor ou bem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1ssico exemplo de peculato culposo \u00e9 aquele onde o funcion\u00e1rio p\u00fablico, respons\u00e1vel por fechar o cart\u00f3rio, de forma negligente, deixa a porta aberta e outro funcion\u00e1rio, se aproveitando da situa\u00e7\u00e3o, furta um computador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, o funcion\u00e1rio p\u00fablico que deixou a porta aberta responder\u00e1 por peculato culposo. J\u00e1 o outro que furtou responder\u00e1 por peculato furto.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se, em face da an\u00e1lise da reda\u00e7\u00e3o do tipo penal, pela necessidade de dois requisitos para a configura\u00e7\u00e3o do crime culposo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, reclama-se a conduta culposa do funcion\u00e1rio p\u00fablico, mediante sua inobserv\u00e2ncia ao dever objetivo de cuidado da coisa m\u00f3vel da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica ou sob sua vigil\u00e2ncia. Mas, isso n\u00e3o basta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental a pr\u00e1tica de um crime doloso por terceira pessoa, aproveitando-se da facilidade culposamente proporcionada pelo funcion\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a maioria da doutrina entende que, o outro crime poderia ser praticado por um particular, desde que com o mesmo objeto material, a exemplo do furto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o peculato culposo, \u00e9 importante destacar mais tr\u00eas pontos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O crime de peculato culposo se consuma quando praticada a conduta dolosa do terceiro;<\/li>\n\n\n\n<li>Existe a necessidade de nexo causal entre os delitos;<\/li>\n\n\n\n<li>Al\u00e9m disso, como se trata de modalidade culposa, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a tentativa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, o art. 312, \u00a73\u00ba, do C\u00f3digo Penal, traz hip\u00f3tese de repara\u00e7\u00e3o do dano, sendo que, se a repara\u00e7\u00e3o ocorrer antes do tr\u00e2nsito em julgado, extingue a punibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso seja realizada a repara\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, aplica-se causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena, diminuindo a pena de metade, <em>in casu<\/em>, pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peculato-estelionato<\/h3>\n\n\n\n<p>A quinta esp\u00e9cie de peculato \u00e9 o denominado peculato mediante erro de outrem ou peculato-estelionato. Ele se encontra disposto no art. 313, do C\u00f3digo Penal, com a seguinte reda\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc\u00edcio do cargo, recebeu por erro de outrem.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por sua vez, possui pena de reclus\u00e3o de um a quatro anos, al\u00e9m de multa. Dessa forma, tem-se um crime de m\u00e9dio potencial ofensivo, admitindo a suspens\u00e3o condicional do processo e acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal &#8211; ANPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa modalidade o agente se apropriar de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc\u00edcio do cargo, recebeu por erro de outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, um oficial de Justi\u00e7a que, ao cumprir mandado de penhora, percebe que o devedor entregou valores al\u00e9m do devido e, ficando em silencio, se apropria do bem a mais, em raz\u00e3o do erro da pr\u00f3pria v\u00edtima, pratica o crime capitulado no artigo 313, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante detalhe, que o agente p\u00fablico deve receber o objeto em fun\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do seu cargo, sob pena de configura\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica de eventual estelionato \u2013 artigo 171, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim dois pontos s\u00e3o imprescind\u00edveis, quais sejam:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>erro de outrem;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>receber a coisa em fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica desempenhada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a consuma\u00e7\u00e3o essa ocorre quando o agente se apropria da coisa, agindo como dono fosse. N\u00e3o basta o simples recebimento. Ainda, por se tratar de delito plurissubsistente, aqui a tentativa \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Peculato eletr\u00f4nico<\/h3>\n\n\n\n<p>A \u00faltima modalidade de peculato \u00e9 a denominada Peculato Eletr\u00f4nico, e encontra-se disposta no artigo 313-A e artigo 313-B, ambos do C\u00f3digo Penal. O primeiro artigo e subesp\u00e9cie possui a seguinte reda\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Inserir ou facilitar, o funcion\u00e1rio autorizado, a inser\u00e7\u00e3o de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O citado crime possui pena de reclus\u00e3o, de dois a doze anos, e multa, como nas modalidades b\u00e1sicas do peculato. O tipo penal pune, na primeira parte, a conduta de inserir \u2013 introduzir &#8211; ou facilitar, mediante a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, a inser\u00e7\u00e3o de dados falsos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda parte, por sua vez, pune-se a altera\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o, indevidamente, de dados corretos, a desconfigura\u00e7\u00e3o dos arquivos, de modo a alterar o registro original.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambas as situa\u00e7\u00f5es, deve o agente se valer do acesso privilegiado inerente ao cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo desse crime \u00e9 a hip\u00f3tese de policial militar acusado de alterar dados corretos em sistemas informatizados e bancos de dados da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica com o fim de obter vantagem indevida para si e para outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o presente crime se mostra como tipo misto alternativo. Ou seja, ainda que o agente realize mais de uma conduta t\u00edpica, haver\u00e1 crime \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>O delito se consuma no momento que o agente pratica uma das condutas previstas no tipo, independentemente da obten\u00e7\u00e3o da vantagem indevida ou da causa do dano. Portanto, sendo uma hip\u00f3tese de delito formal ou de consuma\u00e7\u00e3o antecipada.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, sendo poss\u00edvel o fracionamento do <em>iter criminis<\/em>, a tentativa \u00e9 poss\u00edvel (crime plurissubsistente).<\/p>\n\n\n\n<p>A outra forma do peculato eletr\u00f4nico, \u00e9 aquela prevista no artigo 313-B, denominando-se modifica\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada de sistema de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pena trazida pelo citado artigo \u00e9 de deten\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a dois anos, e multa, sendo um crime de menor potencial ofensivo, raz\u00e3o pela qual admite todas as formas de benef\u00edcios despenalizadores, como transa\u00e7\u00e3o penal, suspens\u00e3o condicional do processo e ANPP.<\/p>\n\n\n\n<p>O tipo penal traz duas condutas, sendo a primeira a modifica\u00e7\u00e3o (transforma\u00e7\u00e3o radical do sistema) e a segunda a altera\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o chega a desnatur\u00e1-lo, do sistema de informa\u00e7\u00e3o ou do programa de inform\u00e1tica sem autoriza\u00e7\u00e3o ou mesmo da solicita\u00e7\u00e3o de autoridade competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ensina o professor Rog\u00e9rio Sanches.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A distin\u00e7\u00e3o mais significativa entre este delito (art. 313-B) e o anteriormente estudado (art. 313-A) \u00e9 que naquele pune-se a inser\u00e7\u00e3o ou facilita\u00e7\u00e3o de dados falsos ou altera\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o indevida de dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, enquanto neste o que se co\u00edbe \u00e9 a a\u00e7\u00e3o f\u00edsica de modificar ou alterar o pr\u00f3prio sistema ou programa de inform\u00e1tica. Naquele o agente n\u00e3o ingressa no sistema operacional (software), mas apenas falsifica os arquivos do programa. Neste o funcion\u00e1rio altera a pr\u00f3pria programa\u00e7\u00e3o a fim de modificar o meio e modo de gera\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de arquivos e dados. Se aquela outra figura aproxima-se da falsidade ideol\u00f3gica, nesta sob estudo tem-se a falsifica\u00e7\u00e3o e adultera\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou material de toda uma programa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Logo, o art. 313-A, do C\u00f3digo Penal, se aproxima mais da falsidade ideol\u00f3gica. Enquanto isso, o art. 313-B, do C\u00f3digo Penal, se aproxima da falsifica\u00e7\u00e3o\/adultera\u00e7\u00e3o f\u00edsica de toda uma programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O delito se consuma no momento da altera\u00e7\u00e3o ou modifica\u00e7\u00e3o do sistema\/programa, independentemente da exist\u00eancia de dano \u00e0 administra\u00e7\u00e3o. Caso resulte dano concreto \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, haver\u00e1 aumento de pena de um ter\u00e7o a metade.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    #adpost-block_a196b17b3e82d45d1193e4bdbfc68190.anuncio-post-reverse {\n        display: flex;\n        gap: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        width: 100%;\n        max-width: 752px;\n        padding: 40px;\n        background: #e7f4fe;\n        margin: 16px auto;\n    }\n\n    #adpost-block_a196b17b3e82d45d1193e4bdbfc68190 .anuncio-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n        width: 100%;\n        max-width: 333px;\n    }\n\n    #adpost-block_a196b17b3e82d45d1193e4bdbfc68190 .anuncio-container .logo {\n        width: 100%;\n        max-width: 177px;\n        margin: 0;\n    }\n\n    #adpost-block_a196b17b3e82d45d1193e4bdbfc68190 .anuncio-text-container {\n        display: flex;\n        flex-direction: column;\n        gap: 24px;\n    }\n\n    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seu escrit\u00f3rio, enquanto o Astrea cuida da sua gest\u00e3o jur\u00eddica com intelig\u00eancia.<\/div>        <\/div>\n       \n        <a class=\"button\" href=\"\/astrea\/?utm_source=blog&#038;utm_medium=adpost&#038;utm_campaign=campanha-marca-2026\" target=\"_self\">Conhe\u00e7a o Astrea<\/a>    <\/div>\n\n    <div class=\"image-container\">\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-desktop\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpos-posicionamento-2026-desktop.png\" alt=\"\" \/>\n        <img decoding=\"async\" class=\"image-mobile\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/adpost-posicionamento-2026-mobile.png\" alt=\"\" \/>    <\/div>\n<\/article>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a entre peculato e apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita<\/h2>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, \u00e9 necess\u00e1rio primeiramente esclarecer que estamos diante de dois crimes com classifica\u00e7\u00f5es distintas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro, como visto, \u00e9 crime contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, praticado por funcion\u00e1rio p\u00fablico, sendo hip\u00f3tese de crime pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o segundo \u00e9 crime contra o patrim\u00f4nio, tratando-se de crime comum, ou seja, praticado por qualquer pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tais diferen\u00e7as, o peculato de apropria\u00e7\u00e3o, consiste, como visto, na apropria\u00e7\u00e3o de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m\u00f3vel, cujo funcion\u00e1rio p\u00fablico tenha sob sua posse leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, na <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/apropriacao-indebita\/\">apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita<\/a>, o agente possui, da mesma forma, a posse l\u00edcita do bem, passando em seguida a praticar os mesmos atos de disposi\u00e7\u00e3o e recusa de restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a diferen\u00e7a entre os dois crimes reside, t\u00e3o somente, na presen\u00e7a da qualidade de funcion\u00e1rio p\u00fablico, onde no crime de peculato, exige-se que o bem esteja licitamente em sua posse, em raz\u00e3o do cargo desempenhado pelo agente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o havendo tal peculiaridade, haver\u00e1 a pr\u00e1tica do crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, constante do art. 168, do C\u00f3digo Penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Principais diferen\u00e7as entre peculato e corrup\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Muito se questiona acerca da possibilidade de cometimento concomitante do peculato e da corrup\u00e7\u00e3o. Antes de responder a pergunta, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer que existem duas formas de corrup\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira denominada corrup\u00e7\u00e3o passiva, capitulado no artigo 317, do C\u00f3digo Penal, crime pr\u00f3prio, praticado apenas por funcion\u00e1rio p\u00fablico. O segundo crime denominado corrup\u00e7\u00e3o ativa, encontra-se capitulado no artigo 333, do C\u00f3digo Penal, tratando-se de crime praticado por particular, contra administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel que o funcion\u00e1rio p\u00fablico venha a solicitar ou receber vantagem indevida, bem como pratique uma das modalidades de peculato. Em decis\u00e3o recente, em sede de <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/habeas-corpus\/\">Habeas Corpus<\/a>, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a analisou a in\u00e9pcia de uma inicial que envolvia os seguintes fatos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote classe bq-small\"><blockquote><p>Edmar revela que durante a execu\u00e7\u00e3o do segundo contrato de g\u00eaneros aliment\u00edcios, &#8220;Herbert indicava os produtos que deveriam constar das notas fiscais&#8221;. Entretanto, esses produtos n\u00e3o eram os mesmos efetivamente entregues \u00e0 C\u00e2mara. A quantidade de mercadoria fornecida tamb\u00e9m era muito inferior \u00e0quela paga com o dinheiro p\u00fablico. Realizada a simula\u00e7\u00e3o de compra e venda, Herbert (que \u00e9 concunhado de Joseneto) certificava fraudulentamente a entrega da mercadoria e Joseneto autorizava o pagamento, que era feito por cheque ou por transfer\u00eancia banc\u00e1ria. [&#8230;] A partir desse ponto, inicia-se o segundo n\u00facleo do grupo criminoso. J\u00e1 de posse do recurso p\u00fablico, Joseneto e Herbert ficavam respons\u00e1veis por distribuir o valor do &#8220;mensal\u00e3o&#8221; para outros vereadores. [&#8230;] De acordo com o depoimento de Edmar, certa vez, no gabinete da presid\u00eancia da C\u00e2mara, Joseneto explicava ao vereador Major da Mactra (Antonio Chaves de Sousa), que ainda n\u00e3o havia pago o &#8220;mensal\u00e3o&#8221;, em virtude de Edmar n\u00e3o ter feito o repasse. Vale transcrever o trecho: &#8216;Que certa vez o vereador Major estava na sala de Joseneto, quando este falou: Major, pergunta para o Edmar, eu ainda n\u00e3o peguei o dinheiro, n\u00e3o \u00e9 que tu ainda n\u00e3o pagou, Edmar?&#8221; O di\u00e1logo revela, por outro lado, que o vereador Major da Mactra, al\u00e9m de ter ci\u00eancia do esquema criminoso, era um dos beneficiados pelo desvio. Por essa raz\u00e3o, Major da Mactra passar\u00e1 a constar como denunciado.<\/p><cite>ler mais<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Observa-se das condutas indicadas, a suposta pr\u00e1tica de corrup\u00e7\u00e3o passiva e peculato, al\u00e9m de outros crimes, o que demonstra a possibilidade de cumula\u00e7\u00e3o das condutas em um mesmo contexto f\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O presente artigo teve por objetivo analisar, sem, contudo, esgotar, o que venha a ser o crime de peculato, abordando, ainda, todas as suas modalidades e esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, trouxe breves aspectos hist\u00f3ricos acerca do crime de peculato, bem como da conturbada quest\u00e3o atinente \u00e0quele que pratica referido crime, estando relacionado ao sujeito ativo ou no caso, ao funcion\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, analisamos as diferen\u00e7as entre peculato e apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, bem como peculato e corrup\u00e7\u00e3o passiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel perceber a import\u00e2ncia do presente crime em estudo para a lisura e qualidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, uma vez que visa punir aquele agente p\u00fablico que n\u00e3o se adequa a uma responsabilidade administrativa da coisa p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso sempre ter em mente que com a pr\u00e1tica do peculato, s\u00e3o prejudicadas in\u00fameras pessoas, especialmente aquelas economicamente menos favorecidas, e, por este motivo, mais dependentes do Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em especial, por acarretar a aus\u00eancia de verbas para investimento em outros setores fundamentais para a coletividade, tais como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e seguran\u00e7a, entre tantos outros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais conhecimento para voc\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gostou deste texto e deseja seguir a leitura em temas sobre direito e advocacia, vale a pena conferir os seguintes materiais:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/lei-6015\/\">Principais artigos e aplica\u00e7\u00f5es da Lei de Registros P\u00fablicos (6.015\/73)<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/direito-a-privacidade\/\">Entenda o que \u00e9 direito \u00e0 privacidade e qual a sua import\u00e2ncia<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cpmf\/\">Entenda a CPMF e quais as suas principais caracter\u00edsticas<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/app-astrea\/\">Como o app Astrea torna a sua rotina mais tranquila<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/janela-partidaria\/\">Veja o que \u00e9 janela partid\u00e1ria e como ela funciona<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a style=\"font-size: revert;\" href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/busca-e-apreensao\/\">Entenda como funciona e quando ocorre a busca e apreens\u00e3o<\/a> <\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/medidas-cautelares\/\">Medidas cautelares diversas da pris\u00e3o: o que \u00e9 e quais s\u00e3o elas?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/prisao-preventiva\/\">Art 312 do CPP comentado: o que \u00e9 pris\u00e3o preventiva e principais caracter\u00edsticas<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/repristinacao\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/repristinacao\/\">Repristina\u00e7\u00e3o<\/a> no ordenamento jur\u00eddico brasileiro<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/impericia-imprudencia-neglicencia\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/impericia-imprudencia-neglicencia\/\">Diferen\u00e7a entre neglig\u00eancia, imprud\u00eancia e imper\u00edcia<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Este conte\u00fado foi \u00fatil pra voc\u00ea? Conta aqui nos coment\u00e1rios \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n<style>\r\n  .news-post {\r\n    background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n    padding: 1.5rem;\r\n    border-radius: 6px;\r\n    margin: 1rem 0;\r\n  }\r\n  .news-post .icone {\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post .title {\r\n    font-weight: 700;\r\n    font-size: 16px;\r\n    line-height: 130%;\r\n    text-align: center;\r\n    letter-spacing: -0.5px;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: .9375rem;\r\n  }\r\n  .news-post p {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 140%;\r\n    text-align: center;\r\n    color: #fff;\r\n    margin-bottom: 1.25rem;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span {\r\n    font-size: .8125rem;\r\n    display: block;\r\n    padding: .125rem .3125rem;\r\n    color: #fff;\r\n    text-align:left;\r\n  }\r\n  .news-post .news_button_span a {\r\n    color: #fff !important;\r\n    text-decoration: underline;\r\n  }\r\n  .news-post form {\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post label {\r\n    font-weight: 600;\r\n    font-size: .9375rem;\r\n    line-height: 1.5rem;\r\n    margin-bottom: .5rem;\r\n    color: #fff;\r\n    display: block;\r\n  }\r\n  .news-post input {\r\n    background: #fff;\r\n    border: 1px solid #CBCBD9;\r\n    box-sizing: border-box;\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: .75rem 1rem;\r\n    width: 100%;\r\n  }\r\n  .news-post button {\r\n    margin-top: .875rem;\r\n    width: 100%;\r\n    min-width: auto;\r\n    background: #FCC632;\r\n    color: #3C48AA;\r\n  }\r\n  .news-post .input {\r\n    position: relative;\r\n    padding-bottom: 10px;\r\n  }\r\n  .news-post .error-message-ad {\r\n    font-size: .875rem;\r\n    line-height: 130%;\r\n    color: #D50021;\r\n    margin-left: 4px;\r\n  }\r\n  .news-post .error {\r\n    border: 1px solid #D50021;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad {\r\n    border-radius: 4px;\r\n    padding: 0.7rem;\r\n    font-size:0.8rem;\r\n    text-align: center;\r\n    align-items: center;\r\n    justify-content: center;\r\n    display: none;\r\n  }\r\n  .news-post #message-form-ad svg {\r\n    margin-right: 8px;\r\n  }\r\n\r\n  @media(min-width: 561px) {\r\n    .news-post {\r\n      position: relative;\r\n      background: url('https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/bg-news-artigo.svg') no-repeat top center #3C48AA;\r\n      width: calc(100% - 30px);\r\n    }\r\n    .news-post .icone {\r\n      display: block;\r\n      position: absolute;\r\n      right: -30px;\r\n      top: 65px;\r\n      max-width: 142px;\r\n      width: 100%;\r\n      height: auto;\r\n      margin: 0;\r\n    }\r\n    .news-post .title {\r\n      font-size: 1.125rem;\r\n      text-align: left;\r\n      \/* padding-right: 3.75rem; *\/\r\n    }\r\n    .news-post p {\r\n      font-size: 1rem;\r\n      text-align: left;\r\n      max-width: 400px;\r\n    }\r\n    .news-post .boxes {\r\n      display: flex;\r\n      align-items: flex-start;\r\n    }\r\n    .news-post button {\r\n      margin: 0 0 0 1rem;\r\n      width: 100%;\r\n      max-width: 170px;\r\n      min-width: auto;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post button:hover {\r\n      opacity: 0.9;\r\n      transition: all ease .3s\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad {\r\n      padding: 1.125rem;\r\n      font-size:1rem;\r\n    }\r\n    .news-post #message-form-ad svg {\r\n      margin-right: 10px;\r\n    }\r\n  }\r\n<\/style>\r\n\r\n<div class=\"news-post\">\r\n  <div class=\"title news-ad-title\">Gostou do artigo e quer evoluir a sua advocacia?<\/div>\r\n  <p class=\"news-ad-subtitle\">Assine gr\u00e1tis a Aurum News e receba uma dose semanal de conte\u00fado no seu e-mail! \u270c\ufe0f<\/p>\r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/aurum\/img\/icon-news-artigo.svg\" alt=\"\" class=\"icone\">\r\n\r\n  <form method=\"post\" name=\"newsletter-ad\" id=\"aurum-newsletter-ad\">\r\n    <div class=boxes>\r\n      <div class=\"input\">\r\n        <label class=\"label-email\" htmlFor=\"email-ad\">Qual seu e-mail?<\/label>\r\n        <input type=\"email\" id=\"email-ad\" name=\"newsletter-mail-ad\" placeholder=\"Digite seu e-mail?\">\r\n        <div class=\"error-message-ad-email\">Endere\u00e7o de e-mail inv\u00e1lido ou incorreto<\/div>\r\n\r\n        <label class=\"label-select\" htmlFor=\"lawsuits-select-ad\">\r\n          Quantos processos voc\u00ea ou<br class=\"for-desktop\"\/> seu escrit\u00f3rio acompanham?\r\n        <\/label>\r\n        <div id=\"lawsuits-select-ad\" class=\"lawsuits-select select-wrapper\" tabindex=\"0\">\r\n          <div class=\"s-dropdown--styled\">\r\n          <span class=\"lawsuits-default\">\r\n            <span id=\"lawsuits-newsletter-ad\" class=\"lawsuits-default-text\" data-value=\"\">Selecione os processos<\/span>\r\n            <svg class=\"chevron\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"24\" height=\"25\" viewBox=\"0 0 24 25\" fill=\"none\">\r\n              <path d=\"M6 15.6152L12 9.61523L18 15.6152\" stroke=\"black\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\" \/>\r\n            <\/svg>\r\n          <\/span>\r\n\r\n          <ul class=\"s-dropdown u-hide\">\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Mais de 1000 processos\">Mais de 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 501 a 1000 processos\">De 501 a 1000 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 151 a 500 processos\">De 151 a 500 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"De 41 a 150 processos\">De 41 a 150 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"At\u00e9 40 processos\">At\u00e9 40 processos<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Atuo apenas no consultivo\">Atuo apenas no consultivo<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"Ainda sou estudante de direito\">Ainda sou estudante de direito<\/li>\r\n            <li class=\"lawsuits\" data-value=\"N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica\">N\u00e3o sou da \u00e1rea jur\u00eddica<\/li>\r\n          <\/ul>\r\n          <\/div>\r\n        <\/div>\r\n        <div class=\"error-message-ad-lawsuits\">Selecione algum processo<\/div>\r\n      <\/div>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-desktop\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar gr\u00e1tis<\/button>\r\n      <button class=\"btn btn-yellow ad-btn-mobile\" id=\"aurum-submit-ad\">Assinar<\/button>\r\n    <\/div>\r\n    <span class=\"news_button_span\">Ao se cadastrar voc\u00ea declara que leu e aceitou a pol\u00edtica de privacidade e cookies do <a href=\"https:\/\/s3.sa-east-1.amazonaws.com\/publico.aurum.com.br\/contratos\/politica-de-privacidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a>.<\/span>\r\n  <\/form>\r\n  <div id=\"message-form-ad\"><\/div>\r\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O peculato \u00e9 o desvio de bens ou dinheiro p\u00fablico feito por funcion\u00e1rio que tem a posse em raz\u00e3o do cargo em proveito pr\u00f3prio ou alheio, ou seja, \u00e9 um crime contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica praticado por funcion\u00e1rio p\u00fablico. 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