{"id":27536,"date":"2024-03-27T17:56:12","date_gmt":"2024-03-27T20:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cdc-comentado\/art-103-a-104-cdc\/"},"modified":"2025-05-20T10:38:12","modified_gmt":"2025-05-20T13:38:12","slug":"art-103-a-104-cdc","status":"publish","type":"cdc-comentado","link":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/cdc-comentado\/art-103-a-104-cdc\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo IV \u2013 Da Coisa Julgada"},"content":{"rendered":"<style>\n    .comment-block {\n        position: relative;\n    }\n    .comment-block .anchor-target {\n        position: absolute;\n        top: -200px;\n    }\n    .comment-block {\n        margin-bottom: 40px;\n    }\n    .comment-block .comment-block-title {\n        flex-wrap: wrap;\n        font-size: 20px;\n        font-weight: 600;\n        line-height: 130%;\n        color: #1c1e2f;\n        margin-bottom: 24px;\n    }\n\n    .comment-block .comment-block-title:last-child {\n        margin-bottom: 64px;\n    }\n\n    .comment-block h3 {\n        font-size: 24px;\n        font-weight: 600;\n        line-height: 120%;\n    }\n\n    .comment-block h4 {\n        font-size: 20px;\n        font-weight: 600;\n        line-height: 120%;\n    }\n\n    .article-box {\n        padding: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        border: 1px solid #cbcbd9;\n        margin-bottom: 24px;\n    }\n\n    .article-box:last-child  {\n        margin-bottom: 0;\n    }\n\n    .article-box .article {\n        font-size: 16px;\n        font-weight: 400;\n        line-height: 150%;\n        margin-bottom: 16px;\n    }\n\n    .article-box .article p {\n        margin-bottom: 1em;\n    }\n\n    .article-box .article p:last-child {\n        margin-bottom: 0;\n    }\n\n    .article-box .article:last-child {\n        margin-bottom: 0;\n    }\n\n    .article-box .comment {\n        padding: 24px;\n        background-color: #f6f6fa;\n        font-size: 16px;\n        font-weight: 400;\n        line-height: 150%;\n        border-radius: 8px;\n    }\n\n    .article-box .comment p {\n        margin: 0;\n    }\n\n    .article-box .comment ol {\n        list-style: auto;\n        list-style-position: inside;\n    }\n\n    @media (max-width: 1199px) {\n        .comment-block .comment-block-title {\n            font-size: 16px;\n        }\n\n        .comment-block .comment-block-title h2 {\n            margin-right: 5px;\n        }\n\n        .comment-block h3 {\n            font-size: 20px;\n        }\n        .comment-block h4 {\n            font-size: 18px;\n        }\n    }\n<\/style>\n\n<div class=\"comment-block cp-block\">\n    <!-- Chama a ancora e\/ou titulo se houver -->\n        \n    <!-- Bloco de comentario -->\n            <div class=\"article-box\">\n            <div class=\"article\"><p><strong>Art. 103.<\/strong> Nas a\u00e7\u00f5es coletivas de que trata este c\u00f3digo, a senten\u00e7a far\u00e1 coisa julgada:<\/p>\n<p>I &#8211; erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insufici\u00eancia de provas, hip\u00f3tese em que qualquer legitimado poder\u00e1 intentar outra a\u00e7\u00e3o, com id\u00eantico fundamento valendo-se de nova prova, na hip\u00f3tese do inciso I do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81;<br \/>\nII &#8211; ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo improced\u00eancia por insufici\u00eancia de provas, nos termos do inciso anterior, quando se tratar da hip\u00f3tese prevista no inciso II do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81;<br \/>\nIII &#8211; erga omnes, apenas no caso de proced\u00eancia do pedido, para beneficiar todas as v\u00edtimas e seus sucessores, na hip\u00f3tese do inciso III do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00b0 Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II n\u00e3o prejudicar\u00e3o interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade, do grupo, categoria ou classe.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00b0 Na hip\u00f3tese prevista no inciso III, em caso de improced\u00eancia do pedido, os interessados que n\u00e3o tiverem intervindo no processo como litisconsortes poder\u00e3o propor a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo individual.<\/p>\n<p>\u00a7 3\u00b0 Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16, combinado com o art. 13 da Lei n\u00b0 7.347, de 24 de julho de 1985, n\u00e3o prejudicar\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o por danos pessoalmente sofridos, propostas individualmente ou na forma prevista neste c\u00f3digo, mas, se procedente o pedido, beneficiar\u00e3o as v\u00edtimas e seus sucessores, que poder\u00e3o proceder \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, nos termos dos arts. 96 a 99.<\/p>\n<p>\u00a7 4\u00ba Aplica-se o disposto no par\u00e1grafo anterior \u00e0 senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria.<\/p>\n<\/div>\n                            <div class=\"comment\"><p><span style=\"font-weight: 400;\">O artigo 103 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor \u00e9 fundamental para estabelecer como as decis\u00f5es tomadas em a\u00e7\u00f5es coletivas afetam os direitos dos consumidores, tanto <strong>individual quanto coletivamente<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> Os impactos das decis\u00f5es judiciais em contextos onde m\u00faltiplos consumidores s\u00e3o representados s\u00e3o delineados neste artigo, orientando sobre a <strong>aplica\u00e7\u00e3o dos efeitos da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/coisa-julgada\/#:~:text=Significa%20que%20a%20decis%C3%A3o%20sobre,est%C3%A1%20resolvida%20de%20forma%20definitiva.\">coisa julgada<\/a><\/strong> nas diversas situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro inciso do artigo estipula que as senten\u00e7as em <strong>a\u00e7\u00f5es coletivas<\/strong> que abordam interesses dos consumidores como um todo t\u00eam efeito <em>erga omnes<\/em>, ou seja, para todos. Isso significa que os resultados dessas a\u00e7\u00f5es se aplicam a todos os consumidores afetados, a menos que a a\u00e7\u00e3o seja julgada improcedente por insufici\u00eancia de provas. Neste caso, permite-se que novas a\u00e7\u00f5es sejam propostas com novas provas, evitando que a falta de provas inicialmente adequadas preclua reivindica\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O segundo inciso trata de a\u00e7\u00f5es coletivas <strong>que representam um grupo espec\u00edfico<\/strong>, aplicando um princ\u00edpio similar: se improcedente por falta de provas, novas a\u00e7\u00f5es podem ser ajuizadas, protegendo assim os direitos do grupo espec\u00edfico representado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O terceiro inciso detalha o tratamento de a\u00e7\u00f5es coletivas que <strong>buscam tutelar direitos individuais homog\u00eaneos<\/strong>, onde a coisa julgada s\u00f3 ter\u00e1 efeito erga omnes se o pedido for procedente, beneficiando todas as v\u00edtimas e seus sucessores. Caso contr\u00e1rio, permite-se que aqueles que n\u00e3o foram parte da a\u00e7\u00e3o possam individualmente propor a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os par\u00e1grafos adicionais clarificam que os efeitos da coisa julgada em a\u00e7\u00f5es coletivas <strong>n\u00e3o prejudicar\u00e3o os direitos individuais dos integrantes do grupo<\/strong>, categoria ou classe, garantindo que a\u00e7\u00f5es individuais possam ser propostas independentemente dos resultados das a\u00e7\u00f5es coletivas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O segundo par\u00e1grafo ressalta que, mesmo em casos de improced\u00eancia por direitos individuais homog\u00eaneos em a\u00e7\u00f5es coletivas, os indiv\u00edduos afetados que n\u00e3o se envolveram como <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/litisconsorcio\/\">litisconsortes<\/a> ainda t\u00eam o direito de buscar repara\u00e7\u00e3o individual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o terceiro par\u00e1grafo afirma que as v\u00edtimas de uma a\u00e7\u00e3o coletiva procedente podem proceder \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, conforme previsto em outras se\u00e7\u00f5es do CDC.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O \u00faltimo par\u00e1grafo estende as regras de coisa julgada da a\u00e7\u00e3o coletiva para a senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, destacando a integra\u00e7\u00e3o entre <strong>responsabilidade civil e criminal<\/strong> no contexto dos direitos do consumidor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, o artigo 103 do CDC mostra a preocupa\u00e7\u00e3o do legislador em fornecer um mecanismo legal que assegura a adequada prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos consumidores em a\u00e7\u00f5es coletivas, ao mesmo tempo que permite flexibilidade para novas a\u00e7\u00f5es baseadas em novas evid\u00eancias, garantindo que as decis\u00f5es judiciais sejam justas e reflitam a realidade dos fatos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jurisprud\u00eancia: &#8220;EMENTA:\u00a0 PROCESSUAL\u00a0 CIVIL\u00a0 E\u00a0 CONSUMIDOR.\u00a0 VIOLA\u00c7\u00c3O\u00a0 DO ART. 535 DO CPC\/1973 DEFICI\u00caNCIA\u00a0 NA\u00a0 FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O.\u00a0 S\u00daMULA 284\/STF. A\u00c7\u00c3O CIVIL P\u00daBLICA. PLANO\u00a0 DE\u00a0 SA\u00daDE.\u00a0 COBERTURA\u00a0 DO PROCEDIMENTO DE DRENAGEM LINF\u00c1TICA. ALEGA\u00c7\u00c3O \u00a0 DE \u00a0 CUMPRIMENTO \u00a0 DE \u00a0 RESOLU\u00c7\u00c3O \u00a0 DA \u00a0 ANS. \u00a0 FALTA\u00a0 DE PREQUESTIONAMENTO.\u00a0 ATO\u00a0 QUE\u00a0 N\u00c3O\u00a0 SE\u00a0 ENQUADRA\u00a0 NO\u00a0 CONCEITO DE LEI FEDERAL.\u00a0 CONHECIMENTO\u00a0 EM\u00a0 RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. COISA JULGADA \u00a0 EM \u00a0 DEMANDA \u00a0 COLETIVA. \u00a0 EFEITOS.\u00a0 DANO\u00a0 MORAL\u00a0 COLETIVO RECONHECIDO\u00a0 PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. PEDIDO PARA QUE O STJ EXCLUA A CONDENA\u00c7\u00c3O\u00a0 OU,\u00a0 SUCESSIVAMENTE,\u00a0 REDUZA\u00a0 O\u00a0 VALOR. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONTEXTO F\u00c1TICO-PROBAT\u00d3RIO. S\u00daMULA 7\/STJ. 1.\u00a0 N\u00e3o\u00a0 se\u00a0 conhece do Recurso Especial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ofensa ao art. 535\u00a0 do\u00a0 CPC\/1973 quando a parte n\u00e3o aponta, de forma clara, o v\u00edcio em que teria incorrido o ac\u00f3rd\u00e3o impugnado. Aplica\u00e7\u00e3o, por analogia, da S\u00famula 284\/STF. 2.\u00a0 A\u00a0 parte\u00a0 recorrente\u00a0 sustenta\u00a0 que apenas no ano de 2004, com a edi\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o ANS, o procedimento de drenagem linf\u00e1tica passou a\u00a0 ser de cobertura obrigat\u00f3ria pelas seguradoras de plano de sa\u00fade. Nesse\u00a0 ponto,\u00a0 n\u00e3o\u00a0 se\u00a0 pode\u00a0 conhecer\u00a0 do\u00a0 recurso. A uma, porque o ac\u00f3rd\u00e3o\u00a0 recorrido\u00a0 n\u00e3o\u00a0 decidiu a demanda referindo-se \u00e0 mencionada Resolu\u00e7\u00e3o,\u00a0 faltando\u00a0 o\u00a0 requisito do prequestionamento. A duas, por demandar\u00a0 interpreta\u00e7\u00e3o\u00a0 de\u00a0 normativo\u00a0 interno de \u00f3rg\u00e3o federal n\u00e3o enquadrado\u00a0 no\u00a0 conceito\u00a0 de lei federal. Ressalte-se que, de acordo com\u00a0 o\u00a0 art.\u00a0 105,\u00a0 III, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o se pode\u00a0 analisar eventual ofensa a resolu\u00e7\u00f5es, regulamentos, portarias ou\u00a0 instru\u00e7\u00f5es\u00a0 normativas,\u00a0 por\u00a0 n\u00e3o\u00a0 estarem\u00a0 tais atos normativos compreendidos na express\u00e3o &#8220;lei federal&#8221;. Precedentes do STJ. 3.\u00a0 In\u00a0 casu,\u00a0 recorrer\u00a0 aos &#8220;limites da compet\u00eancia&#8221; para reduzir a efetividade\u00a0 da\u00a0 decis\u00e3o\u00a0 em\u00a0 A\u00e7\u00e3o\u00a0 Coletiva implica infring\u00eancia \u00e0s regras do CDC, as quais determinam que o ju\u00edzo do foro da Capital do Estado ou do Distrito Federal det\u00e9m compet\u00eancia absoluta para julgar as\u00a0 causas\u00a0 que\u00a0 tratem\u00a0 de\u00a0 dano\u00a0 de\u00a0 \u00e2mbito\u00a0 nacional ou regional, aplicando-se,\u00a0 ademais,\u00a0 as\u00a0 regras\u00a0 do CPC aos casos de compet\u00eancia concorrente.\u00a0 Nesse\u00a0 contexto, deve-se elidir eventual interpreta\u00e7\u00e3o literal\u00a0 do artigo 2\u00ba-A da Lei 9.494\/1997, que lhe confira o sentido de\u00a0 limitar a efic\u00e1cia da coisa julgada, porquanto tal interpreta\u00e7\u00e3o ofenderia\u00a0 a\u00a0 integra\u00e7\u00e3o normativa entre as disposi\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo de Defesa\u00a0 do Consumidor e da Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica. Precedentes do STJ. 4. A prop\u00f3sito, a Corte Especial decidiu, em recurso repetitivo, que &#8220;os\u00a0 efeitos\u00a0 e\u00a0 a\u00a0 efic\u00e1cia\u00a0 da\u00a0 senten\u00e7a n\u00e3o est\u00e3o circunscritos a lindes\u00a0 geogr\u00e1ficos,\u00a0 mas\u00a0 aos limites objetivos e subjetivos do que foi\u00a0 decidido, levando-se em conta, para tanto, sempre a extens\u00e3o do dano\u00a0 e\u00a0 a\u00a0 qualidade dos interesses metaindividuais postos em ju\u00edzo (arts.\u00a0 468, 472 e 474, CPC e 93 e 103, CDC)&#8221; (REsp 1243887\/PR, Rel. Ministro \u00a0 Luis\u00a0 Felipe\u00a0 Salom\u00e3o,\u00a0 Corte\u00a0 Especial,\u00a0 julgado\u00a0 sob\u00a0 a sistem\u00e1tica prevista no art. 543-C do CPC, DJ 12\/12\/2011). 5.\u00a0 No\u00a0 que\u00a0 se\u00a0 refere\u00a0 \u00e0\u00a0 condena\u00e7\u00e3o da seguradora em danos morais coletivos,\u00a0 o\u00a0 ac\u00f3rd\u00e3o objurgado estabeleceu que a recusa ao custeio do\u00a0 procedimento causou inseguran\u00e7a, frustra\u00e7\u00e3o e afli\u00e7\u00e3o a todos os segurados\u00a0 que\u00a0 tiveram\u00a0 o\u00a0 direito\u00a0 ao\u00a0 tratamento desrespeitado. A compreens\u00e3o\u00a0 do Sodal\u00edcio a quo est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a orienta\u00e7\u00e3o do\u00a0 Superior\u00a0 Tribunal\u00a0 de Justi\u00e7a de que \u00e9 cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o por danos\u00a0 morais\u00a0 em\u00a0 A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica (AgRg no REsp 1541563\/RJ, Rel. Ministro\u00a0 Humberto\u00a0 Martins, Segunda Turma, julgado em 8\/9\/2015, DJe 16\/09\/2015). Fixado o cabimento do dano moral coletivo, a revis\u00e3o da prova\u00a0 da sua efetiva\u00e7\u00e3o no caso concreto e da quantifica\u00e7\u00e3o esbarra na S\u00famula 7\/STJ. 6. Agravo Interno n\u00e3o provido.&#8221; (STJ; Agravo Interno no Recurso Especial AgInt no REsp 1528392 \/ SP; Relator(a): Herman Benjamin; \u00d3rg\u00e3o Julgador: 2\u00aa Turma; Data da Decis\u00e3o: 20\/04\/2017; Data de Publica\u00e7\u00e3o: 05\/05\/2017)<\/span><\/p>\n<\/div>\n                    <\/div>\n    <\/div>\n\n<style>\n    .comment-block {\n        position: relative;\n    }\n    .comment-block .anchor-target {\n        position: absolute;\n        top: -200px;\n    }\n    .comment-block {\n        margin-bottom: 40px;\n    }\n    .comment-block .comment-block-title {\n        flex-wrap: wrap;\n        font-size: 20px;\n        font-weight: 600;\n        line-height: 130%;\n        color: #1c1e2f;\n        margin-bottom: 24px;\n    }\n\n    .comment-block .comment-block-title:last-child {\n        margin-bottom: 64px;\n    }\n\n    .comment-block h3 {\n        font-size: 24px;\n        font-weight: 600;\n        line-height: 120%;\n    }\n\n    .comment-block h4 {\n        font-size: 20px;\n        font-weight: 600;\n        line-height: 120%;\n    }\n\n    .article-box {\n        padding: 24px;\n        border-radius: 8px;\n        border: 1px solid #cbcbd9;\n        margin-bottom: 24px;\n    }\n\n    .article-box:last-child  {\n        margin-bottom: 0;\n    }\n\n    .article-box .article {\n        font-size: 16px;\n        font-weight: 400;\n        line-height: 150%;\n        margin-bottom: 16px;\n    }\n\n    .article-box .article p {\n        margin-bottom: 1em;\n    }\n\n    .article-box .article p:last-child {\n        margin-bottom: 0;\n    }\n\n    .article-box .article:last-child {\n        margin-bottom: 0;\n    }\n\n    .article-box .comment {\n        padding: 24px;\n        background-color: #f6f6fa;\n        font-size: 16px;\n        font-weight: 400;\n        line-height: 150%;\n        border-radius: 8px;\n    }\n\n    .article-box .comment p {\n        margin: 0;\n    }\n\n    .article-box .comment ol {\n        list-style: auto;\n        list-style-position: inside;\n    }\n\n    @media (max-width: 1199px) {\n        .comment-block .comment-block-title {\n            font-size: 16px;\n        }\n\n        .comment-block .comment-block-title h2 {\n            margin-right: 5px;\n        }\n\n        .comment-block h3 {\n            font-size: 20px;\n        }\n        .comment-block h4 {\n            font-size: 18px;\n        }\n    }\n<\/style>\n\n<div class=\"comment-block cp-block\">\n    <!-- Chama a ancora e\/ou titulo se houver -->\n        \n    <!-- Bloco de comentario -->\n            <div class=\"article-box\">\n            <div class=\"article\"><p><strong>Art. 104.<\/strong> As a\u00e7\u00f5es coletivas, previstas nos incisos I e II e do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81, n\u00e3o induzem litispend\u00eancia para as a\u00e7\u00f5es individuais, mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior n\u00e3o beneficiar\u00e3o os autores das a\u00e7\u00f5es individuais, se n\u00e3o for requerida sua suspens\u00e3o no prazo de trinta dias, a contar da ci\u00eancia nos autos do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<\/div>\n                            <div class=\"comment\"><p><span style=\"font-weight: 400;\">O artigo 104 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor desempenha um papel importante na<strong> intera\u00e7\u00e3o entre a\u00e7\u00f5es coletivas e a\u00e7\u00f5es individuais<\/strong>, abordando uma quest\u00e3o crucial nos direitos processuais dos consumidores. Esse dispositivo legal estabelece normas importantes que garantem a <strong>coexist\u00eancia<\/strong> dessas duas modalidades processuais, assegurando que uma n\u00e3o prejudique a outra, enquanto delineia como os efeitos da <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/glossario-juridico\/coisa-julgada\/#:~:text=Significa%20que%20a%20decis%C3%A3o%20sobre,est%C3%A1%20resolvida%20de%20forma%20definitiva.\">coisa julgada<\/a> das a\u00e7\u00f5es coletivas impactam as a\u00e7\u00f5es individuais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No que se refere \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/litispendencia\/\">litispend\u00eancia<\/a> e a\u00e7\u00f5es individuais, o artigo clarifica que as a\u00e7\u00f5es coletivas previstas nos incisos I e II do par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 81 n\u00e3o induzem litispend\u00eancia para as a\u00e7\u00f5es individuais. Isso implica que a exist\u00eancia de uma a\u00e7\u00e3o coletiva tratando de certos <a href=\"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/principios-do-direito-do-consumidor\/#:~:text=Os%20princ%C3%ADpios%20do%20direito%20do%20consumidor%20s%C3%A3o%20regras%20importantes%20que,rela%C3%A7%C3%B5es%20de%20compra%20e%20venda.\">direitos dos consumidores<\/a> n\u00e3o impede que um consumidor individualmente proponha ou continue uma a\u00e7\u00e3o individual sobre o mesmo tema. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa disposi\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para assegurar que os consumidores <strong>n\u00e3o sejam obrigados a depender exclusivamente das a\u00e7\u00f5es coletivas<\/strong>, que podem ter objetivos mais abrangentes e menos espec\u00edficos do que as necessidades individuais de cada consumidor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o artigo esclarece os efeitos da coisa julgada decorrentes das a\u00e7\u00f5es coletivas, seja <strong><em>erga omnes<\/em><\/strong> (para todos) ou <strong><em>ultra partes<\/em> <\/strong>(limitada ao grupo, categoria ou classe). Esses efeitos n\u00e3o beneficiar\u00e3o os autores de a\u00e7\u00f5es individuais, a menos que haja um pedido formal para suspender a a\u00e7\u00e3o individual dentro de 30 dias ap\u00f3s serem notificados do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o coletiva. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <strong>requerimento de suspens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o individual<\/strong> \u00e9 uma estrat\u00e9gia processual que permite ao autor individual aguardar o resultado da a\u00e7\u00e3o coletiva, que pode resolver ou influenciar significativamente os aspectos de sua demanda individual. Isso ajuda a evitar decis\u00f5es judiciais contradit\u00f3rias e a otimizar os recursos do judici\u00e1rio, alinhando os resultados das a\u00e7\u00f5es coletivas com as individuais quando os contextos s\u00e3o compartilhados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O artigo 104 do CDC \u00e9 um exemplo claro de como o direito brasileiro busca equilibrar a prote\u00e7\u00e3o eficaz dos direitos dos consumidores com a efici\u00eancia processual. Ao permitir que as a\u00e7\u00f5es individuais prossigam paralelamente \u00e0s a\u00e7\u00f5es coletivas, mas tamb\u00e9m ao estabelecer mecanismos para alinhar os efeitos de suas senten\u00e7as quando apropriado, o CDC <strong>assegura que os consumidores possam escolher a via de a\u00e7\u00e3o mais adequada<\/strong> \u00e0s suas necessidades espec\u00edficas sem perder os potenciais benef\u00edcios de uma a\u00e7\u00e3o coletiva.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, esse dispositivo refor\u00e7a a autonomia do consumidor e a efic\u00e1cia do sistema judici\u00e1rio na prote\u00e7\u00e3o dos direitos consumeristas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jurisprud\u00eancia: &#8220;EMENTA:\u00a0 ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. A\u00c7\u00c3O COLETIVA. ART. 104 DO C\u00d3DIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. INAPLICABILIDADE. 1. Consoante o entendimento desta Corte, a incid\u00eancia do art. 104 do CDC se d\u00e1 em casos de propositura da a\u00e7\u00e3o coletiva ap\u00f3s o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es individuais, hip\u00f3tese diversa da situa\u00e7\u00e3o dos autos, em que a a\u00e7\u00e3o coletiva foi proposta antes da a\u00e7\u00e3o individual. 2. Agravo interno a que se nega provimento.&#8221; (STJ; Agravo Interno no Recurso Especial AgInt no REsp 1545185 \/ SC; Relator(a): Og Fernandes; \u00d3rg\u00e3o Julgador: 2\u00aa Turma; Data da Decis\u00e3o: 05\/03\/2020; Data de Publica\u00e7\u00e3o: 19\/03\/2020)<\/span><\/p>\n<\/div>\n                    <\/div>\n    <\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":69,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","cat-cdc":[521,517],"class_list":["post-27536","cdc-comentado","type-cdc-comentado","status-publish","hentry","cat-cdc-titulo-iii-cap-iv","cat-cdc-titulo-iii"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/cdc-comentado\/27536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/cdc-comentado"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/cdc-comentado"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/69"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"cat-cdc","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aurum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/cat-cdc?post=27536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}