Times ágeis

Qual é o segredo dos times ágeis?

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Se você acompanha o nosso blog, com certeza já leu algo sobre metodologias ágeis. Comentamos várias vezes sobre o assunto e, mais recentemente, mencionamos algumas cerimônias no artigo Gestão horizontal: como fazemos na Aurum.
Mas a verdade é que eu quero ir além. Quero abrir as portas da Aurum. Quero explicar, de uma vez por todas, o que são as metodologias ágeis – de onde vieram, para que servem e o que elas defendem. Quero falar sobre os quatro valores que sustentam o Manifesto Ágil (e, claro, explicar o que é o Manifesto Ágil). Por isso, hoje eu vim compartilhar com você um pouco do que aprendi estudando e praticando metodologias ágeis!

Antes de tudo, a iteratividade

Independente da metodologia adotada – Lean, Kanban, Scrum, Rapid Experimentation – para mim, o segredo de uma boa metodologia ágil é a iteração. Todas essas metodologias permitem que o time se dedique a curtos períodos de tarefas planejadas e, entre esses períodos, analise e discuta sobre o que funcionou e o que não funcionou. Não apenas quanto às tarefas, mas também quanto ao processo. Assim, o time constrói, adequa e melhora seu processo semana após semana.
Isso cria identidade – pois o processo é personalizado conforme a necessidade do time – e, principalmente, compromisso por envolvimento. A reflexão é muito simples: você se dedicaria mais a algo que já está determinado ou ao que você ajudou a construir?

E o que são os quatro valores do Manifesto Ágil?

Imagine o cenário: você acaba de comprar uma passagem para São Paulo, mas logo percebe que algo está errado. Ao invés de ir para Congonhas, seu voo pousa em Guarulhos. E chega na cidade às 17:45, em plena sexta-feira. Dá até calafrios só de imaginar as três horas de engarrafamento. Você liga para a companhia aérea para trocar a passagem e, depois de muitos minutos esperando ao telefone e de falar com cinco atendentes diferentes, escuta que “o sistema não permite esse procedimento”.
Acontece que o sistema não se fez sozinho. Ele foi feito por alguém que, em meio a um projeto de desenvolvimento engessado e documentado por outra pessoa, que nem fazia parte do time e não teve a oportunidade de conversar com os usuários e clientes para entender os diversos cenários de uso do sistema. Essa é a realidade do desenvolvimento de software nos anos 90. A grande maioria dos programas de computador já chegavam projetados, contratados e definidos. E o time de desenvolvimento apenas seguia o manual de instruções.
Para evitar esse tipo de ocorrência, em 2001 foi assinado o Manifesto Ágil. O documento, além de servir como guia para muitos desenvolvedores, ajudou a popularizar seus quatro valores em diversas outras áreas:

  1. Interação entre indivíduos mais do que processo e ferramentas;
  2. Produto funcionando mais do que documentações extensas;
  3. Colaboração com o cliente mais do que contrato;
  4. Respostas às mudanças mais do que cumprimento de um plano.

Mas o que isso tem a ver com metodologia para advogados?

Os valores ágeis tem tanto a ver com advogados quanto com o time de Marketing da Aurum. E nós utilizamos todos os quatro extensivamente aqui. Quer ver só?

Interação entre indivíduos mais do que processo e ferramentas

Para os métodos ágeis, a interação entre os membros do time é um fator muito importante. A boa comunicação e feedbacks constantes são práticas essenciais para o bom andamento de um projeto. Não devem existir indiretas ou informações subentendidas.
Aqui na Aurum, por exemplo, a gente conversa sobre as tarefas o tempo todo. Para isso, criamos e seguimos cerimônias que permitem a troca de ideias. Toda segunda-feira o time revê as metas e, de acordo com elas, prioriza e planeja as ações da semana. Na sexta-feira, nos reunimos para conversar sobre o que foi feito, o que funcionou e não funcionou. E, diariamente, participamos de uma curta cerimônia chamada de standup daily meeting, na qual todos se levantam e falam sobre o que estão fazendo, o que vão fazer e se existem impedimentos.
Mas as cerimônias não precisam ser obrigatórias. Elas têm funcionado para nós, então seguimos. Independente dos encontros, qualquer membro do time tem a liberdade de pedir e oferecer feedback sobre as tarefas a todo momento.

Produto funcionando mais do que documentações extensas

Aqui, para a nossa realidade, pode-se trocar “produto funcionando” por “resultados”. A documentação não substitui resultados. Ela pode até facilitar o processo de comprovação, funcionando como um subproduto ou ilustração no trabalho. Mas, obviamente, não tem o mesmo efeito. Nem para o time, nem para a empresa.
Parece óbvio, mas quantas empresas você conhece em que os líderes gastam horas e horas escrevendo relatórios? Eu conheço várias. E fico feliz em dizer que isso não é, nem um pouco, a nossa realidade. No entanto, não significa que nós não tenhamos que: 1. Comprovar os resultados e; 2. Organizar e documentar o processo. Mas a diferença é que – ao contrário de um relatório, que é mais uma tarefa que precisa ser cumprida – todas as execuções já saem orientadas a resultados. E tanto a organização quanto a documentação já fazem parte do cumprimento da tarefa. Outra maneira de facilitar o processo é utilizar softwares que mantenham o histórico das ações e que permitam a exportação rápida de relatórios.

Colaboração com o cliente mais do que contrato

Colaboração com o cliente e com os outros times! Evite sempre o “nós x eles”. No time de Marketing nós não temos tanto contato com os clientes quanto os times de Produto, de Sucesso do Cliente ou do Comercial. Mesmo assim, é importantíssimo que a proximidade e a unidade da comunicação seja mantida em qualquer situação. Afinal, o nosso maior diferencial é o bom atendimento e a facilidade de uso do software jurídico. E tudo isso só existe por causa da proximidade com nossos clientes.
E vai além: de nada adianta o time de Marketing entregar resultados sensacionais ou fazer campanhas fantásticas se o time de Produto não conseguir entregar o software. Ou o Comercial não conseguir vender. O propósito e a colaboração devem sempre falar mais alto do que as conquistas menores.

Respostas às mudanças mais do que cumprimento de um plano

Vivemos na era da informação onde tudo muda o tempo todo. O passo a passo é ótimo para tarefas de curto prazo. Para médio e longo prazo é legal criar um plano escalável e adaptável. É importante ter noção dos prazos, claro, mas tente não engessar o processo. Deixe que o time entenda o objetivo, os resultados esperados e encontre o melhor caminho possível.
Adaptabilidade e agilidade andam de mãos dadas. Ser ágil não significa acertar sempre. Muito pelo contrário. Ser ágil significa falhar rápido (ainda vamos falar muito sobre isso em outros artigos) e ter oportunidade para experimentar de uma forma ou de outra. Até achar a melhor maneira possível. É por isso que as startups estão cada vez mais ganhando o mercado. Elas já nascem com os métodos ágeis implementados e, por isso, buscam entregar, semana após semana, experiências cada vez melhores para seus usuários. E, honestamente, nada é mais sensacional para uma empresa do que entregar uma boa experiência.
E aí, o que achou do artigo? Como funciona o método de trabalho no seu escritório? Divide com a gente! 🙂

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