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Tendências tecnológicas e seus impactos na advocacia – Especial #Aurumsummit2018

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Poucas vezes a humanidade viveu transformações tecnológicas com impactos tão profundos. A Revolução Industrial, o advento da energia elétrica e do computador pessoal são alguns exemplos históricos. Mas o que esperar das novas tendências tecnológicas e seus impactos nos modelos que já conhecemos? E como isso se aplica à advocacia?

Conheça 5 tendências tecnológicas e seus impactos

A empresa de consultoria Gartner lançou em outubro deste ano uma lista com 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2019. Com elas, líderes de inovação podem identificar oportunidades e criar vantagens competitivas.

O engenheiro de software Samuel Crescêncio* falou sobre o assunto em sua palestra do Aurum Summit 2018. O CEO da Lean it 101, empresa de transformação lean, abordou as novidades e desafios que temos pela frente na era da tecnologia, associando novas tendências à advocacia.

Neste post, reunimos cinco delas para compartilhar o conteúdo com quem não foi ao evento e também relembrar o tema para os participantes do Aurum Summit 2018. Confira:

1 – Coisas autônomas

As “coisas autônomas” nada mais são do que objetos do dia a dia que possuem funções além das já conhecidas e exercidas por humanos. Por meio da da Inteligência Artificial, essas “coisas” apresentam comportamentos avançados e são capazes de interagir com o que, ou quem, está ao seu redor.

São robôs, carros, drones, aparelhos, entre outros objetos que operam em muitos ambientes e em diferentes níveis de inteligência, coordenação e capacidade. A tendência é que cada vez mais as “coisas autônomas” e sejam colaborativas, trabalhando em conjunto em uma mesma atividade.

Na advocacia, podemos citar os softwares jurídicos como um exemplo de “coisa autônoma”. Eles executam o processamento de informações, a busca de jurisprudência, fazem análise e seleção de documentos, além de outras tarefas. São facilitadores da rotina de trabalho dos advogados e ajudam a otimizar o tempo.

2 – Análises aumentadas

Consiste na aplicação de algoritmos de machine learning e Inteligência Artificial para conduzir análises de dados e gerar insights automaticamente, com pouca ou sem nenhuma supervisão.

Segundo David Cearly, vice-presidente do Gartner, “até 2020, mais de 40% das atividades de ciência de dados serão automatizadas.”

3 – Ética digital e privacidade

As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o modo como seus dados estão sendo usados por entidades públicas e privadas. Esse fato faz surgir outras tendências tecnológicas que devem se tornar comuns no futuro, como criação de normas que regulamentem este cenário.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP), aprovada em agosto de 2018, vem para amparar os indivíduos nesse sentido. A regulação determina como os dados dos cidadãos podem ser coletados e prevê punições para transgressores.

A Lei foi inspirada no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), da União Europeia, que entrou em vigor em maio de 2018.

Existindo regulamentação, as organizações que não se posicionarem e agirem na proteção de dados podem sofrer boicote por parte dos seus usuários e clientes.

4 – Smart Spaces

Os smart spaces, ou espaços inteligentes, são ambientes físicos ou digitais em que seres humanos e sistemas de tecnologia interagem. Com isso, são criadas experiências cada vez mais imersivas, interativas e automatizadas.

São exemplos de espaços inteligentes Smart Homes, Smart Cities e Smart Security. Eles vêm se tornando cada vez mais comuns e a longo prazo devem evoluir para fornecer ecossistemas cada vez mais conectados.

5 – Blockchain

Hoje atribuímos confiança em bancos, governos e outras instituições como autoridades centrais, mantidas de forma segura por seus banco de dados. Este modelo adiciona atrasos e custos às transações monetárias.

O blockchain oferece um modelo de segurança alternativo, que elimina a necessidade de autoridades. Seus registros são compartilhados e seu modelo é público e baseado em algoritmo.

Até 2030, o blockchain criará U$ 3,1 trilhões em valor de negócios, de acordo com o Gartner.

Conclusão

Essas foram algumas tendências tecnológicas que devem se popularizar nos próximos anos. Porém, a inovação vai além de simplesmente implementar tecnologias.

Para Samuel Crescêncio, não podemos deixar de lembrar que mudança de mindset é o mais importante. É através das atitudes que você vai implementar inovações em sua rotina, sua vida e seu ambiente de trabalho.

Processos e ferramentas todo mundo pode adotar, mas sozinhos eles não são tão poderosos.”

Ele enumerou onze “inimigos da inovação”, atitudes que podem dificultar a rotina de quem busca mudanças. Entre eles estão: cultura de culpa, desejo de agradar a todos, duvidar da capacidade, medo do fracasso e impaciência.

A ideia é que esses “inimigos” sejam superados para que as inovações ocorram. Portanto, além de aplicar mudanças tecnológicas, é preciso mudar as atitudes e buscar o novo para gerar transformações.

E aí, você acha que essas tendências vão impactar a sua rotina? Deixe o seu comentário! Se quiser acompanhar o trabalho de Samuel Crescêncio, não deixe de segui-lo no LinkedIn!

* Samuel Crescêncio é engenheiro de software, empreendedor, trainer e coach em lean, software engineering e agile. Ele é também criador e CEO da Lean it 101, empresa de transformação lean, foi membro do Board of Directors da Agile Alliance e co-fundou e presidiu o Agile Brazil.

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