Serviço público ou iniciativa privada: qual carreira escolher?

Serviço público ou iniciativa privada: qual carreira escolher?

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A maioria dos estudantes de Direito já passou pelo dilema de escolher entre a carreira pública ou privada. Será que existe algum perfil específico para serviço público ou iniciativa privada? Um manual para eleição de um ou de outro? O post de hoje não traz respostas prontas, mas compartilho minhas experiências para ajudar na reflexão.

Qual o seu perfil?

Escuto com bastante frequência que o perfil do profissional da área pública é acomodado, enquanto que o da iniciativa privada é inquieto. Eu mesmo, confesso, já reproduzi esse discurso. A mudança no meu pensamento se deu, especialmente, pelas conversas que tenho com amigos e colegas que atuam no serviço público.

Os diálogos mostraram que meus colegas possuem verdadeira paixão pelo que fazem. Eles não estão no exercício da função pública para adquirir status e fama – até porque ser promotor de justiça, advogado público ou juiz, por exemplo, não é comparável a ser ator principal de blockbuster –, muito menos por serem acomodados. Estão na profissão para defender aquilo que consideram mais valioso: o Direito.

Muitos deles trabalham além da carga horária pela qual recebem e o brilho no olhar quando falam sobre seu trabalho dá a entender que estão fazendo isso por dedicação e compreensão da responsabilidade que assumiram em suas respectivas funções públicas. Portanto, não existe apenas um perfil específico para ser servidor público ou profissional da iniciativa privada. O que conta na hora da escolha é a afinidade com determinada matéria e a ciência das responsabilidades inerentes a cada área.

Como sobreviver no setor privado

Sou advogado por escolha, dedicação e por vocação. Atuo na área de Direito Empresarial desde que ingressei nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, portanto, exerço minha profissão no setor privado. Não há rotina no dia a dia do advogado privado. O dia inicia tranquilo, até que surge um telefonema de cliente ou uma decisão cujo teor exige resposta urgente e tudo muda. Muitas vezes, é preciso virar a noite trabalhando em um recurso ou viajar inesperadamente para resolver o problema do cliente. Ou seja, estar preparado para todos os momentos é muito importante.

Ser competitivo, adquirir a confiança de clientes e do mercado são fundamentais para o advogado privado sobreviver. O estudo constante faz parte da sua rotina. Seu cotidiano deve incluir a participação em eventos acadêmicos, grupos de estudos e comissões da OAB. Da mesma forma, é preciso investir na continuidade da vida universitária (especialização, cursos, mestrado, doutorado, etc), no aprimoramento da língua portuguesa, da redação e da escrita. Sem dúvidas, a permanente evolução é a chave para o sucesso do advogado privado no mercado.

Dificuldades no começo da carreira no setor privado: ausência de férias

Todo advogado privado algum dia já sofreu pela ausência de férias. Apesar do Código de Processo Civil prever a suspensão de prazos processuais no período compreendido entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, isso não é suficiente para garantir as férias do advogado. Isto porque o advogado não vive somente de contencioso, mas também de assessoria jurídica consultiva (especialmente na área de direito empresarial).

Dessa maneira, como não existe a suspensão dos problemas de seus clientes, inevitavelmente irão acontecer uma ou mais ligações durante esse período.

Para garantir as férias, é preciso organizar a agenda e programar com colegas um plantão. Mas nem sempre o advogado trabalha em uma banca ou com diversos colegas, o que dificulta o planejamento de férias. Para driblar um pouco essa dificuldade, aconselho aproveitar os finais de semana e feriados prolongados. Afinal, nosso trabalho é intelectual e precisamos estar descansados para sermos produtivos.

O dilema da escolha da carreira é algo que permeia a vida de quase todos os estudantes de Direito e recém-formados. O fundamental para a tomada de decisão entre seguir a carreira no serviço público ou iniciativa privada é a certeza de que a área escolhida é aquela que trará maior satisfação.

O restante é consequência do desempenho e da dedicação. Também é preciso pensar nos prós e contras e saber que, independente do setor de atuação, existirão renúncias. Após avaliar tudo isso, o receio sobre a escolha tende a desaparecer gradualmente.

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Fernando Morales Cascaes é advogado. Ele escreve para o blog Minha Empresa e, a cada 15 dias, compartilha dicas práticas sobre rotina jurídica em sua coluna no blog do Astrea. Se você gostou desse artigo, assine a nossa newsletter para ficar por dentro das nossas novidades quinzenais e não perder nenhum conteúdo!

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