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Publicidade na advocacia: é possível?

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A base que encorpa a carteira de clientes do advogado, assim como de outros prestadores de serviços, é o relacionamento e a reputação. Sendo assim, é importante para os profissionais prezar pela indicação dos próprios clientes. Isso, aliado a uma boa publicidade na advocacia, pode garantir um ciclo virtuoso em que um traz o outro. Esse mecanismo faz com que passem a investir cada vez mais na qualificação técnica e na excelência do atendimento como combustíveis que realimentam o sistema.
Entretanto, os escritórios e os advogados, assim como em qualquer outro negócio, precisam se fazer ser encontrados pelos clientes de modo a não colocar “todos os ovos em uma cesta só” – neste caso, a indicação -, como ensina o sábio senso popular.

A barreira do Código de Ética

No desafio de se fazer ser encontrado, a primeira coisa a se atentar é o Código de Ética e Disciplina da OAB, com suas regulações e limitações no que tange à publicidade na advocacia.
Recentemente o CED sofreu alterações para se adequar aos novos tempos tecnológicos e da internet. Porém, no que tange à publicidade pouco avanço foi observado substancialmente.

Publicidade na advocacia: o que ainda é proibido?

Continuam proibidas as veiculações em rádio, cinema, televisão, outdoor, mala direta, panfletos, inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público, a divulgação em conjunto com outra atividade e a mercantilização da atividade advocatícia.
As diretrizes quanto ao caráter informativo, à discrição e à sobriedade do conteúdo publicitário permanecem as mesmas.

As inovações

O novo CED trouxe inovações quanto à telefonia, que passa a ser admitida como um veículo de publicidade para advogados, desde que as mensagens sejam a destinatários certos, não impliquem no oferecimento de serviços ou à incitação a litígios, e ao anúncio na internet. Relembrando que tudo isso sempre deve respeitar as diretrizes de cunho informativo, sóbrio e discreto.
Os advogados também podem patrocinar eventos ou publicações de natureza científica ou cultural, assim como a divulgação de boletins, por meio físico ou eletrônico, sobre matéria cultural de interesse dos advogados, desde que sua circulação esteja ligada a clientes e a interessados do meio jurídico.
E quando se manifestarem publicamente, seja em colunas ou em programas de rádio e televisão, ou mesmo em artigos ou matérias divulgados na internet podem fazer menção a seu endereço de e-mail. Entretanto, é vedado o fornecimento de dados de contato como endereço do escritório e telefone.
Como é possível, então, fazer publicidade na advocacia de forma ética? Considerando as limitações e as permissões quanto à publicidade na advocacia, muito há para se fazer.

De caráter informativo e educativo

É permitido fazer vídeos, e-books, artigos, blogs, livros, participar de seminários, palestras, entrevistas, eventos no escritório para clientes, etc.

Ações de reforço de marca

Presença em mídias sociais, cadastro em sites de busca, divulgação do escritório em anúncios de endereços de profissionais e negócios da sua cidade, participação em entidades de classe, envio de newsletter ou boletim informativo a seus clientes e interessados (que podem ser tanto quem já teve contato com você e forneceu dados de e-mail como quem se inscreveu em seu site para receber notícias e materiais seus): tudo isso é permitido!
Além de garantir que novos clientes encontrem você e o seu escritório, essas ações de publicidade na advocacia ainda fortalecem o marketing de relacionamento, o grande propulsor de profissionais prestadores de serviço e não vedado pelo CED.

Camila Berni é advogada, atua como consultora em Gestão de Negócios e Marketing para Advogados e Escritórios de Advocacia. Empreendedora digital, autora e entusiasta do empreendedorismo jurídico. www.camilaberni.com.br
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