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Plano de negócios para escritórios de advocacia: fundamental para o sucesso

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Um plano de negócios para escritórios de advocacia pode ser entendido como uma metáfora de um planejamento de viagem. Imagine que você se encontra no centro de Pequim, capital da China, país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes. Sozinho. Sem saber a língua local, sem celular ou até mesmo um simples mapa na mão.

Como você se sentiria? Qual seria sua reação? Ficar paralisado no meio de milhões de chineses ou tentar, de alguma forma, montar um plano para solução?

Essa é uma situação parecida para enxergar como é um escritório de advocacia sem um plano de negócios em nosso país. Exagero? Só para se ter uma ideia, hoje há mais de 1 milhão de advogados no Brasil. E o número que mais assusta: 30% dos escritórios de advocacia fecham no primeiro ano.

Está mais do que claro que a concorrência é enorme. Por isso, é essencial elaborar um plano de negócios para escritórios de advocacia alcançarem o desejado sucesso. No texto de hoje, compartilho dicas de como elaborar um plano ideal para o seu negócio.

O que é um plano de negócios?

De acordo com o Sebrae, plano de negócios é um documento por escrito que reúne os objetivos da empresa, quais passos devem ser dados para atingir os objetivos, diminuindo riscos e incertezas.

Ok. Mas essa é uma visão muito genérica. Como aplicar esse conceito para a realidade do mercado da advocacia?

Montando um plano de negócios para escritórios de advocacia

Sabendo o que é um plano de negócios e sua importância para se estabelecer no mercado, é hora de enxergarmos esses conceitos com um olhar voltado à advocacia. Abaixo, compartilho 5 passos essenciais ao elaborar um plano de negócios para escritórios de advocacia.

1. Enxergue o escritório como empreendimento

O advogado, em primeiro lugar, deve ter a consciência de que é um empreendedor. Aqui no blog há diversos conteúdos sobre empreendedorismo jurídico que contribuem para essa visão empreendedora.

Ciente disso, o advogado precisa saber, e fazer, as quatro etapas principais de um processo empreendedor.

  • Identificação de oportunidade
  • Elaboração do plano de negócio
  • Captação de recursos
  • Gerenciamento

É importante que o advogado já execute essas etapas segmentando-as para sua área de atuação. 😉

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2. Defina o “esqueleto” do seu escritório

Agora é a hora de “botar a mão na massa” e preparar o plano de negócios para escritórios de advocacia. Você sozinho ou com seus sócios devem analisar, em primeiro lugar, qual é a missão do escritório.

Será um escritório de advocacia generalista? Segmentado para direito trabalhista e direito previdenciário ou direito penal e cível? Será um escritório de advocacia virtual ou presencial? É importante identificar com clareza o seu perfil e público-alvo.

Se interessa por direito penal? Leia o guia completo sobre o código penal. 😉

3. Analise o mercado

Outro ponto fundamental para o plano de negócios para escritórios de advocacia é a análise da concorrência. Quantos escritórios há na região em que você vai atender? Qual a demanda da população da sua região?

Com as respostas levantadas pelo plano de negócios, você poderá verificar em quais ramos da advocacia vale mais investir. Pode ser que, no momento, não seja no seu preferido, mas é o que o mercado está mais requisitando.

Lembre-se: um escritório de advocacia é uma empresa como qualquer outra que tem de analisar o mercado em que está inserido.

4. Invista em estratégias para atrair clientes

O marketing jurídico é fundamental. Respeitando as diretrizes do Código de Ética da OAB, há inúmeras formas de divulgar seu escritório. A forma e o conteúdo estarão diretamente ligados com o seu público-alvo e tipos de cliente que deseja atrair.

Vale a pena investir na divulgação em veículos segmentados da área, como publicações e sites especializados.

Outra dica é utilizar o marketing jurídico de conteúdo, ou seja, dentro do site, ter um blog em que seu escritório oferecerá artigos com dicas, orientações e novidades do ramo jurídico que você atua. Tornar-se autoridade no assunto produzindo conteúdo jurídico – esse é o objetivo. Assim os clientes virão a você naturalmente.

Para saber mais sobre esses assuntos, convido você a conhecer o portal O Futuro da Advocacia. É uma iniciativa da Aurum com conteúdos gratuitos e de qualidade para profissionais do direito.

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5. Coloque tudo no papel

Vamos recapitular que todo esse levantamento é feito em um documento escrito, ou seja, na teoria. Esse é exatamente o plano de negócio. Feito isso, você e seus sócios poderão saber se o que planejaram dará certo ou deve ser feito algum ajuste. É bem melhor do que colocar o escritório para funcionar e “torcer para dar certo”.

Lembra da estatística informada no início do artigo? 30% dos escritórios de advocacia fecham em um ano. Por isso, é fundamental estruturar bem o seu negócio para que ele cresça e você se torne um advogado de sucesso.

Você não está sozinho

Agora que você já sabe a importância de um plano de negócios para escritórios de advocacia, é hora de colocar a mão na massa! Para saber mais sobre o assunto, indico essa playlist de vídeos no canal do Sebrae Minas no YouTube que explica com detalhes o passo a passo para montar um plano de negócio.

Tente! Faça! A inércia leva ao fracasso. Já a ação leva ao sucesso. 😉

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E você, já conta com um plano de negócios em seu escritório? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Compartilhe com a gente nos comentários abaixo!

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  • demetrios dos santos fortes disse:

    Dra. Luiza, inicialmente, grato pelo compartilhamento do rico esboço sobre o tema. Sou advogado há 4 anos e em busca de solidificar minha atividade, entretanto, após estudar publicações sobre o futuro da advocacia e obtenção de retorno financeiro sustentável, percebi 2 teses aparentemente antitéticas entre si: uma que afirma que sobreviverão aqueles que forem altamente especializados num determinado ramo do direito e que entregue valor ao seu cliente, enquanto outra tese afirma, vc tem que desenvolver constantemente um produto jurídico inovador, que gere demanda ou que seja a resposta inovadora de uma dor que determinado segmento da sociedade esteja suportando e quando já estiver “batido”, desenvolver outra e outra e assim, sucessivamente. MAS PERGUNTO: SERIA ESSE O FUTURO SUSTENTÁVEL MESMO DO ADVOGADO? NÃO SE PREOCUPAR EM SER ESPECIALISTA EM NADA MAS ESTUDAR BASTANTE PARA DESENVOLVER TAIS PRODUTOS DE RAMOS DIFERENTES, em face da concorrência brutal e do fácil acesso das pessoas à informação? Por favor, se possível ajude-me a direcionar meus esforços.
    desde já, muito obrigado!
    Demétrios Fortes

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