Denise Eler fala sobre inovação para advogados no Aurum Summit

5 dicas de inovação para advogados – Especial #Aurumsummit2018

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Quais dicas de inovação para advogados você conhece? E se alguém te falasse que investir em tecnologia já não é o suficiente para inovar na advocacia? Outsider profissional, como ela mesma se define, Denise Eler lançou essa provocação para o público do Aurum Summit 2018 e estimulou reflexões sobre o tema durante toda a sua participação. Segundo ela, “a tecnologia continua importante, mas já não é o core da inovação”.

Se você ainda não a conhece, atualmente Denise Eler coopera com empresas dos mais diversos segmentos, em especial nos momentos que envolvem transformação cultural e desenvolvimento de habilidades interpessoais. Além de nomes de peso no currículo, como Samsung, Grupo BMW e Grupo Abril, ela tem uma vasta bagagem em inovação de mercados tradicionais.

Para facilitar a assimilação do conteúdo pelos participantes e também para compartilhar um pouco da primeira palestra do Aurum Summit com quem não pode estar presente, destacamos algumas dicas inovação para advogados! Quer seguir inovando na gestão do seu escritório de advocacia? Continue a leitura. 😉

5 dicas exclusivas de inovação para advogados

1. Mude o modelo mental

Qual o seu propósito na advocacia? Qual é a missão do seu escritório? Ter consciência da realidade do mercado, trabalhar seu diferencial competitivo e ser produtivo é, sim, muito importante para que o seu negócio jurídico cresça. Mas essas não devem ser as únicas preocupações dos sócios e gestores de escritórios, muito menos daqueles que almejam a inovação.

Segundo Denise Eler a tradição deve ser questionada e modificada sempre que for impeditiva para a evolução do ecossistema de inovação. É preciso saber por que você faz o que faz diariamente, entender qual é a motivação e conseguir contagiar a sua equipe na mesma sintonia. Ter essas respostas e clareza do caminho vai ajudar a enxergar novas oportunidades e a encarar as mudanças de cenário com positividade.

Mas por que será que parece tão difícil? Durante a palestra, Denise explicou que, muitas vezes, por mais que as pessoas digam preferir felicidade à segurança, os seres humanos são mais motivados por uma proposta de segurança. “Na prática, o que nos move é a segurança. O pensamento é mais ou menos: eu tive uma ideia incrível, mas se isso vingar eu estou ferrado”, resumiu.

Por isso, mudar o padrão mental é urgente, assim como partir para a ação. Inovação para advogados não combina com escassez. Como falou Denise Eler: “toda empresa exponencial começa com propósito. Para inovar você precisa de um novo modelo mental.”

2. Prepare seu escritório para receber a nova geração

A nova geração tem um grande potencial inovador, mas não busca status acima de tudo e nem tem como único objetivo a recompensa financeira. Para a juventude de hoje, o padrão é pensar e agir com propósito.

Sabendo disso, lançamos para você as mesmas perguntas que Denise Eler fez ao público do Aurum Summit 2018: e no seu escritório ou departamento, você incentiva a inovação? As pessoas são recompensadas pelo que? Ao cometerem algum erro, seus colaboradores são punidos ou beneficiados por gerarem bons insights?

Se você quer atrair esse perfil de colaborador e começar a criar um ambiente inovador no escritório, saiba que não vai ser suficiente falar apenas em dinheiro e implementar políticas de bonificação. Existe uma mudança na forma de ver o trabalho e, sim, já existem escritórios que estão se reinventando para se beneficiar desse novo paradigma.

A nova geração quer viver enquanto trabalha e sentir prazer e orgulho do que produz. E ela não tem medo de dizer não ou de buscar outro caminho se não estiver satisfeita. Para acompanhar essa realidade, buscar inspirações em empresas, dentro e fora do cenário jurídico, que permitem o uso da criatividade e criam processos que estimulam a inovação, pode ser um início. 🙂

3. Confie em seus colaboradores

Essa dica complementa um pouco a anterior. O microgerenciamento e o excesso de controle são questões que podem ser repensadas, caso esses comportamentos façam parte da rotina do seu escritório.

Se o seu negócio jurídico possui uma estrutura hierárquica que serve mais à burocracia do que à inovação e se o seu escritório não tem uma cultura de confiança, que estimula a colaboração, a transformação digital pode não ser suficiente. Nas palavras de Denise, as pessoas precisam ser incentivadas por algo maior e as metas devem estimular a transformação, o prazer no trabalho.

Afinal, não faz muito sentido contratar pessoas inteligentes e ficar dizendo o que elas precisam fazer, concorda? Procure se cercar de pessoas que saibam o que estão fazendo e dê autonomia para que elas tenham e executem boas ideias. Coordenar é importante, mas é preciso tomar cuidado para não criar um ambiente desfavorável à inovação para advogados.

4. Contribua para a transformação do setor

A mudança só acontece quando existem agentes obstinados a construí-la. Reclamar do conservadorismo e da lentidão do setor jurídico frente às novidades tecnológicas e de gestão não vai mudar o cenário. Então, sejam você e seu escritório parte da mudança.

Quanto mais escritórios e negócios jurídicos aderirem a uma cultura mais colaborativa e focada no valor humano, mais o ecossistema se transforma. Sempre que você pensar no esforço que é mudar a cultura do escritório e reestruturar o modelo de gestão, lembre-se dessa frase de Denise Eler:

Em um mercado de abundância, as pessoas vão escolher suas marcas e seus parceiros comerciais por afinidade.”

O que você está oferecendo ao seu público que motiva esse tipo de conexão?

5. Entenda o papel que a tecnologia ocupa

Não param de surgir novos produtos tecnológicos que facilitam a rotina jurídica e, ao mesmo tempo, competem com os escritórios. Para tirar o melhor dessa realidade, os advogados precisam ser aqueles que trabalham com inteligência, criatividade e potencializam o valor humano das relações.

Os softwares jurídicos, os robôs e outras tecnologias existem para simplificar o que é complicado, burocrático e repetitivo. Como concluiu Denise: “o que sobrou para nós é fazer o que as máquinas não conseguem”. E não basta apenas fazer, é preciso fazer bem. A qualidade do atendimento, a diversificação de serviços e a maneira de conquistar novos clientes e parceiros nunca foi tão importante.

Sendo assim, ao contrário do que algumas pessoas ainda acreditam, a Inteligência Artificial (IA) e as novas tecnologias trazem para o dia dia da advocacia uma maior valorização do elemento humano do negócio. Ignorar esse efeito pode ser cair na armadilha da coisificação e reduzir clientes a números.

Se você gostou desse tema e, assim como a gente, achou a Denise Eler incrível, não deixe de acompanhá-la no Linkedin! Essa é uma excelente maneira de ficar por dentro do que acontece na área de inovação para advogados e tirar bons insights para o seu escritório. 😉


*Denise Eler coordena o Curso Futures Thinking, da Future Law e tem aplicado seu conhecimento em Design Thinking, Sensemaking e Customer Experience ao Legal Design.

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