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Design Thinking na advocacia: solução de problemas com criatividade

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O que me motivou ingressar na Aurum foi a possibilidade de trabalhar com três áreas que juntas têm o poder de mudar a sociedade: Design, Tecnologia e Direito. Enquanto designer, meu objetivo aqui na empresa é gerar soluções que simplifiquem o dia a dia do advogado e que isso reflita nos sistemas da forma mais intuitiva o possível.

Para isso, nós aplicamos diversas ferramentas e processos que visam explorar ao máximo a empatia com o usuário. Criar empatia é a ação chave para o designer. Afinal, do que adianta projetar um sistema se não levamos em consideração as dores dos nossos usuários? Os produtos precisam ter um intuito claro para seu público. 😉

Mas enfim, você deve se perguntar: “Fora um produto bonito e fácil de usar, que outros benefícios o Design pode agregar na rotina do meu escritório?“. Vejo que o advogado pode se valer dos métodos de concepção que os designers usam para abordar e descobrir os problemas de seus clientes, para a aquisição de informações e para propor novas soluções.

Uma das metodologias mais populares para isso é o Design Thinking. Trata-se de um processo para solucionar problemas e descobrir novas ideias que coloca o usuário (ou no seu caso, o cliente) no centro da discussão. Ele se apropria dos pensamentos e métodos dos designers e os aplicam em outras áreas de conhecimento. Muitas empresas hoje em dia se apropriaram deste conceito para diferenciar seus produtos e serviços através da empatia com o intuito de engajar o seu serviço.

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Algumas aptidões são essenciais e precisam ser desenvolvidas para que a experiência com o Design Thinking seja enriquecedora para o seu escritório.

Seja curioso e esteja a serviço dos seus clientes

Saiba para quem você está trabalhando e transforme as necessidades e objetivos deles o ponto de partida para a sua tomada de decisão. Ao mapear a cultura, o contexto e as experiências pessoais dos clientes conseguimos criar visão sistêmica que auxilia a transpor possíveis barreiras;

Seja visual

Esboce as suas ideias ao explicar algum ponto importante para seu cliente. Boa parte dos termos do direito são complexos demais ou acabam não fazendo muito sentido para o seu cliente. Adotar uma abordagem mais simplificada pode ser uma saída interessante, pois ao expressar graficamente você cria uma maior clareza e proximidade com seu cliente. Um bom livro para soltar o traço, mesmo que você acredite que não é um bom desenhista, é o The Back of the Napkin.

Seja interdisciplinar

Quando possível, trabalhe com grupos interdisciplinares e atue como mediador para convergir os diferentes pontos de vista. Quanto maior a diversidade de mindsets, maior a chance de aparecerem novas ideias e novas soluções

Ferramentas para aplicar Design Thinking na advocacia

Agora que você já sabe um pouco das características, veja a dica de algumas ferramentas que você pode começar agora a pôr em prática no seu escritório:

Mapas mentais
O mapa mental consiste em definir uma palavra central e deixar que as pessoas envolvidas no processo criativo façam ligações a ela. Podem ser outras palavras, perguntas e até desenhos. O objetivo é reunir várias ideias relacionadas a questão central do projeto.

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Mapa de empatia
O mapa de empatia tem o intuito de documentar uma hipótese de perfil de uma pessoa ou de um grupo de pessoas – como os seus clientes, por exemplo 🙂

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Customer journey
O customer journey, ou jornada do cliente, serve para analisar a relação do seu cliente como pontos de contato de interação com seu escritório. Por exemplo, como que o seu cliente entra em contato com você pela primeira vez, como e quando ele precisa entregar algum material, como ocorrem as reuniões, etc.

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Dica bônus: como começar com Design Thinking na advocacia

Caso você queira saber mais sobre o processo, uma dica para iniciar seus estudos é a leitura do livro Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Escrito numa linguagem leve, este não é um livro focado em designers, e sim em líderes criativos que estão buscando inovação para seu negócio.
Por fim, o Design Thinking é um processo não linear que proporciona interações e aprendizados constantes com seus clientes. Não existe uma receita correta, o ideal é conhecer os métodos aplicados neste processo e escolher o que mais se adequa a sua realidade para assim criar uma cultura de inovação no seu escritório. 🙂

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