9 dicas de marketing jurídico para quem está começando

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9 dicas de marketing jurídico para quem está começando

Conformidade de departamento jurídico

A vida de um profissional de direito, seja ele o advogado ou o sócio do escritório, normalmente é muito voltada para o exercício jurídico e pouco para outras áreas, como marketing, tecnologia, RH, administração etc. O grande objetivo do marketing é gerar novos negócios para suportar o crescimento da empresa, em linha com o planejamento estratégico. Já o marketing jurídico faz a junção dos mundos, trazendo todos os objetivos de marketing existentes para uma organização e contrapesando-os com o que é pertinente ao escritório realizar.

O Código de Ética, sobre o qual já falamos em um artigo passado, impõe algumas limitações e restrições que envolvem até a concepção do logotipo, marca e cores utilizadas – a advocacia, ao contrário de outros tipos de negócio, deve ter um tom mais sóbrio. Existe um mito que diz que o marketing jurídico é proibido, desnecessário e caro para o escritório, mas isso não é verdade. Por isso, vamos dar algumas dicas de marketing jurídico para esclarecer quais tipos de ações podem ser feitas, sem que se infrinja o Código de Ética da OAB:

1. Tenha bom senso

Antes de tudo, é importante entendermos que, mais do que se basear no Código de Ética, é preciso ter bom senso e compreender o que é pertinente e o que não é na hora de divulgar os serviços do escritório. Assim, decida se os elementos utilizados na estratégia de marketing realmente fazem sentido e se eles não irão prejudicar a credibilidade do escritório.

2. Publicidade e propaganda no jurídico

Existe sim uma limitação, o que faz muito sentido. Anunciar em uma mídia de massa como a televisão ou revista, é uma estratégia muito varejista e pode tirar a credibilidade do escritório. Algo que faz muito mais sentido para uma empresa que tenha disponibilidade de produto em todo o território nacional, por exemplo. Por isso, opte por divulgar em mídias específicas do jurídico, caso tenha disponibilidade financeira para isso. (A advogada e consultora Camila Berni já explicou, detalhadamente, neste post aqui, como funciona a publicidade na advocacia)

3. Alinhe o marketing aos objetivos de negócio

Como todo negócio, o escritório de advocacia precisa ter um plano de negócios. Pode ser um simples documento, mas é necessário que ele exista e esteja alinhado com sócios e colaboradores. Devem estar inclusos aspectos como os objetivos do escritório, onde se deseja chegar, faturamento e quantidade de clientes a serem atingidos, entre outros.

4. Determinação de uma região de atuação

Todo negócio precisa ter um foco. Escolher uma região de atuação é o primeiro passo. Se o seu escritório possui uma limitação geográfica, é importante que você determine de qual região são os clientes que você deseja atender – assim fica mais fácil saber como atraí-los, qual comportamento deles, o que procuram etc.

5. Determinar uma especialização

O direito tem várias ramificações ou áreas de especialização. Quando o escritório está começando, normalmente assume casos de diversas áreas e atua de forma mais genérica para a capitalização do negócio. Mas é importante que, com o passar do tempo, se defina um foco do direito para que a comunicação de marketing seja mais assertiva, direcionada e segmentada.

6. Definir quem é o cliente ideal

Uma vez definidas a região, a área de atuação, os objetivos do negócio e demais aspectos, é muito importante definir qual é o perfil da empresa/pessoa que o escritório deseja atender ou que é mais pertinente dentro daquelas especificações, qual o comportamento, o porte e segmento (no caso de empresas), seus interesses.

7. Estruturar o marketing

Com o posicionamento de mercado definido, é necessário estruturar o marketing antes de iniciar as ações. Isso significa determinar o logotipo, o processo de concepção da marca, que naturalmente será muito menos genérico, pois o escritório já determinou seu posicionamento. Invista em ter uma boa marca, com um logotipo forte que transpasse seriedade e profissionalismo e materiais impressos de qualidade, como um cartão de visitas e um folder para deixar em reuniões. Tudo isso faz a diferença.

8. Site desenvolvido para negócios

Mais do que ter uma imagem profissional – premissa para o marketing jurídico -, deve-se possuir um site capaz de transmitir a mensagem que o escritório deseja passar, deixar claro o seu posicionamento, região de atuação etc. para que isso reflita na atração de clientes potenciais. O site é uma ferramenta de geração de negócios, pois, com o avanço da tecnologia, dificilmente um cliente não estará no ambiente online, ao passo que, se o seu site for amador, mesmo que o seu serviço seja de qualidade, isso pode refletir na eliminação durante o processo de avaliação do cliente.

9. Aparência do escritório e seus profissionais

Uma vez que a advocacia demanda o relacionamento entre pessoas, a aparência dos profissionais deve ser condizente com o posicionamento do escritório. Existe um paradigma que o advogado precisa estar sempre trajado de terno e gravata, no entanto, um advogado que recebe uma pessoa física ou representante de uma micro/pequena empresa no seu ambiente, não necessariamente precisa estar tão formal, para não destoar de seu cliente.

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