Uma visão geral de como o mercado jurídico está reagindo à crise econômica no Brasil

Mercado jurídico

Em um momento de forte crise econômica que se vive em todo o Brasil, o mercado jurídico tem se mostrado resistente, mas passa pelas mesmas instabilidades dos últimos anos, resultando em algumas eventuais mudanças bruscas. Diante disso, os advogados devem, e estão tentando, adaptar-se à este momento de incertezas, para não passar insegurança para seus clientes, blindando-os contra as influências do sistema legal no país.

Assim como acontece em, praticamente, todos os setores, os advogados devem criar a cultura de se reinventarem sempre que for preciso, para acompanhar as mudanças que acontecem constantemente e adaptarem-se à elas. Cada vez mais, vêm à tona escândalos públicos como a operação lava-jato, que faz advogados e executivos preocuparem-se ainda mais com questões de compliance e conformidade com leis de controle interno e organizacional.

Uma entrevista realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) entre os dias 9 e 10 de fevereiro de 2015, com 438 empresas de 12 setores diferentes, comprovou que a crise hídrica impactou mais fortemente alguns setores do que outros. Os segmentos que se disseram menos afetados são escritórios de contabilidade e de advocacia, além de instituições de ensino em geral. Além disso, dentre todas as empresas entrevistadas, 53% planejam demissões nos próximos meses, enquanto os proprietários de escritórios de contabilidade e advocacia são os que menos pensam em demitir.

Acreditamos que o fato de o mercado jurídico ser uma área com estrutura corporativa, possuir uma venda mais consultiva e um discurso de “prevenção de riscos”, sejam os principais motivo pelos quais o setor está sendo pouco impactado, não apenas com a crise hídrica que citamos anteriormente, mas principalmente a forte crise econômica pela qual o Brasil está passando.

“O contínuo ganho de importância estratégica da área jurídica nas empresas fez com que profissionais Seniores, com habilidades de comunicação e gestão de pessoas, fossem mais valorizados dentro das organizações. Em companhias de médio e grande porte, percebe-se um movimento de startup de departamentos jurídicos internos ou aumento das equipes já existentes”
(Salary Guide)

Falamos sobre a importância de possuir uma especialização em um nicho específico do mercado em artigos anteriores e comprovamos essa necessidade com os estudos divulgados por especialistas, que, por sua vez, dizem que cada vez mais se consolidarão novos escritórios com perfis especializados e customizados. Como resultado, aumentará a valorização desses profissionais, que não apenas atuam como advogados tradicionais, como era comum antigamente, mas sim como verdadeiros consultores jurídicos que entendem a fundo o negócio e a necessidade de seu cliente, bem como todas as suas peculiaridades.

Aqui, demos um overview geral do que vem acontecendo e quais são as expectativas previstas por especialistas para o segundo semestre de 2015 e para o ano de 2016, de modo imparcial. Em contrapartida, gostaríamos de ouvir as opiniões de nossos leitores sobre o cenário crítico que vivemos no Brasil atualmente, não apenas como profissionais, mas como cidadãos brasileiros. Qual a sua opinião?

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