Mudança de cultura e visão empresarial na advocacia

Visão empresarial na advocacia

Os escritórios de advocacia, têm belas histórias de empreendedorismo. As sociedades são formadas com muita confiança e os primeiros anos estão voltados à dedicação de servir bem o cliente e advogar brilhantemente para construir uma bela reputação.

É chegado um momento em que o escritório de advocacia expande além da sociedade e começa a construir suas equipes de base, através da contratação de advogados, estagiários, paralegais, secretárias, profissionais administrativos e, enfim, o que antes era uma sociedade de advogados passa a tomar corpo de empresa.

É justamente nessa transição que algumas sociedades encontram dificuldades. O advogado, que focou toda sua carreira e estudos do direito, para advogar com excelência, depara-se então com o desafio de controlar finanças, contratar e demitir pessoas, conquistar novos clientes, enfim, gerenciar um negócio que lhe dê lucro.

Todo escritório de advocacia que cresce depara-se por essa transição e é muito importante identificar o momento para tomar as devidas ações, de modo a reduzir as chamadas “dores do crescimento”. Alguns indicadores de que o escritório cresceu e é hora de agregar uma visão empresarial ao negócio:

  • Começam a surgir clientes que possuem filiais em outros estados, ou até mesmo demanda de clientes de outros locais do país, que levam o escritório à considerar novas unidades ou parcerias com correspondentes;
  • Uma única pessoa que era responsável por atividades como: atender telefone, controlar despesas e faturar clientes, torna-se um departamento administrativo composto por pessoas com diferentes atribuições;
  • As áreas de atuação, que antes eram mais genéricas e atendidas pelos próprios sócios, passam a tornar-se mais especializadas, e novas células são criadas no escritório para atender diferentes áreas do direito;
  • Atividades manuais, que antes eram feitas pelos próprios advogados, passam a ser combatidas para que o escritório opere com eficiência e não subutilize sua mão de obra;
  • O escritório passa a lidar com aspectos como turnover, tanto de clientes, quanto de funcionários, e precisa preocupar-se com formas de atrair talentos, adquirir novos clientes, construir capacidade para atender a demanda e estar preparado para os altos e baixos do mercado;
  • A gestão do negócio, que antes era feita de forma mais orgânica – controle do dinheiro e dos clientes – passa a depender de uma série de indicadores e informações para possibilitar tomadas de decisões acertadas que mantenham o negócio no crescimento.

Dentro dessa mudança de cultura, é muito importante que o advogado esteja aberto às novidades do momento em que vivemos: buscar novas formações na área de gestão, encontrar formas de trabalho colaborativo e, principalmente, contar com as tecnologias existentes que fornecem automação de trabalhos manuais.

A dica mais valiosa para a sociedade de advogados que chega nesta etapa é buscar informação. Existem mídias, eventos, e até mesmo o nosso blog, que abordam muito o assunto de gestão na advocacia e que auxiliam o advogado, que teve toda sua formação voltada ao direito – e não à administração – a obter as informações necessárias para fazer seu negócio crescer.

Nós desenvolvemos um vídeo que aborda, entre outras coisas, o crescimento do escritório e seus impactos. Assista abaixo:

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