Marketing jurídico: conceitos básicos

Primeiramente é preciso esclarecer que marketing é erroneamente interpretado como publicidade/promoção, o que gera confusão e faz com que advogados e escritórios de advocacia pensem que marketing não se aplica para seus negócios.

Vamos entender que publicidade e promoção são duas das várias vertentes do marketing, e quando falamos em marketing jurídico, são vertentes praticamente sem importância, pois existe uma série de normas que não permite aos negócios jurídicos desempenhar tais estratégias. Por exemplo, não é possível promover o escritório de advocacia através de uma placa com o preço dos serviços na fachada do escritório, tão pouco veicular um anúncio em uma revista de circulação massiva ou programa de rádio. Não vamos prolongar muito sobre o que um escritório de advocacia pode ou não fazer em termos de marketing, pois tudo isso está bem elucidado neste documento da JusBrasil.

Precisamos entender que marketing é a forma como a empresa, seja um advogado autônomo, um escritório de advocacia, ou empresa de qualquer outro segmento, é percebido no mercado. É papel do marketing gerar demanda para uma capacidade existente em um negócio, seja essa capacidade um produto desenvolvido, ou um serviço jurídico que pode ser proporcionado pelos advogados do escritório.

Ao entender que a função do marketing é determinar a impressão que a empresa deve causar no mercado, e que seu papel é ajudar a empresa a gerar novas oportunidades de negócios, de modo a garantir a sua lucratividade e longevidade, fica muito mais fácil planejar o que o escritório deve fazer em termos de marketing jurídico.

O que é extremamente conveniente entender é que a imagem do escritório e sua geração de negócios andam de mãos dadas. Prova disso é que, se o escritório atende satisfatoriamente um cliente, logo sua imagem é boa não apenas com aquele cliente, mas também com outras pessoas/empresas de seu relacionamento. Sabemos que a principal forma de geração de novos negócios para um escritório de advocacia é a indicação – portanto, se a imagem do escritório de advocacia é boa frente aos clientes que ele atende, naturalmente ele será indicado para futuros clientes, criando uma forma orgânica e sustentável de geração de negócios.

Outro exemplo é a geração de propriedade intelectual (conteúdos) por parte dos advogados que compõe o escritório de advocacia. Esses conteúdos podem ser, desde artigos escritos para serem divulgados em um blog próprio, ou até mesmo em revistas especializadas, chegando até mesmo em entrevistas em programas de televisão, eventos públicos, premiações e afins. Esse formato não promove diretamente o escritório de advocacia, mas expõe para o mercado os conhecimentos técnicos e pontos de vista de seus advogados, gerando reconhecimento para seus profissionais e prestígio para o escritório como um todo.

Concluímos então que as principais vertentes do marketing jurídico são o estímulo às indicações e a criação de propriedade intelectual, que remetem em uma boa repercussão, em reconhecimento e novas indicações para o escritório de advocacia.

Como em qualquer segmento de negócio, o sucesso do marketing jurídico está em atender bem o cliente para que ele permaneça e advogue sobre o seu negócio para outras pessoas. Igualmente importante, a especialização no seu ramo de negócio é vital e deve ser percebida e reconhecida pelo mercado.

É válido salientar que o tema é bem extenso, e esse artigo aborda especificamente o marketing jurídico para o ambiente externo do escritório, voltado para a geração de negócios e construção de reputação, mas existe ainda muito a ser discutido sobre como o marketing deve ser tratado dentro dos escritórios de advocacia.

Contamos com vocês para compartilhar suas dúvidas acerca de marketing jurídico e continuar acompanhando nosso blog, onde frequentemente abordaremos o tema.